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Liberação para operação comercial prossegue nos parques da Voltalia

Fonte: CERNE Press

A Agência Nacional e Energia Elétrica (ANEEL), liberou para entrada em operação comercial nesta quinta-feira (10/12), os seguintes aerogeradores de três parques eólicos listados abaixo:

Parque eólico Caiçara I – UG1 de 3MW

Parque eólico Junco I – UG1, UG2 e UG7 = 9MW

Parque eólico Junco II – UG2 e UG6 = 6MW

Há dois dias, a ANEEL já tinha liberado 45 MW de potência eólica instalada nos seguintes parques: Caiçara I, Caiçara II, Junco I e Junco II. Todos formam o Complexo Eólico Vamcruz. Os empreendimentos são de propriedade da empresa francesa Voltalia e estão instalados no município de Serra do Mel.

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Mais 45 MW entram em operação comercial no RN

Fonte: CERNE Press

Nesta quarta-feira (09) entrou em operação comercial no estado do Rio Grande do Norte as respectivas quantidades de aerogeradores de quatro parques eólicos listados abaixo:

Parque Eólico Caiçara I:  3 aerogeradores, somando 9MW

Parque Eólico Caiçara II: 5 aerogeradores, somando 15MW

Parque Eólico Junco I: 3 aerogeradores, somando 9MW

Parque Eólico Junco II: 4 aerogeradores, somando 12MW

Ao total, são 45 MW de potência eólica instalada que agora somam-se aos outros 24MW que entraram em operação no último dia 05 de dezembro. O resultado alcança um total de 69 MW, dos 93 MW que formam o complexo Eólico Vamcruz.

O empreendimento é composto pelos parques Caiçara I, Caiçara II, Junco I e Junco II. Os parques estão situados no município de Serra do Mel e são de propriedade da francesa Voltalia.

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Potência eólica instalada aumenta 24MW no RN

Fonte: CERNE Press com informações do Canal Energia
A Voltalia, em parceria com a Chesf e o grupo Encalso, colocou em funcionamento os primeiros aerogeradores no Complexo Eólico Vamcruz, no município de Serra do Mel (RN). Eles estão ligados ao sistema interligado nacional por meio de uma linha de transmissão de 62 km que se conecta na Subestação de Mossoró II. A entrada em operação comercial se deu na  sexta feira (05/12). Ao todo,  24 MW de potência eólica foram instalados.
Confira a configuração dessa nova entrada em operação:
  • Parque Eólico Caiçara I :  4 aerogeradores, somando  12 MW
  • Parque Eólico Junco I: 2 aerogeradores, somando 6 MW
  • Parque Eólico Junco II: 2 aerogeradores, somando 6 MW
A Voltalia já possui um complexo em Areia Branca (RN), com 90 MW de capacidade instalada, em operação comercial desde novembro de 2014; e outro complexo em São Miguel do Gostoso (RN), em parceria com a Copel, com capacidade instalada de 108 MW.
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Dependente de hidrelétricas, Brasil quer mais energias renováveis

Fonte: Isabela Vieira | Agência Brasil

Para a conferência que discute o futuro do planeta, em Paris, a COP21, o Brasil leva a meta de aumentar de 28% para 33% até 2030 as fontes renováveis de energia, como eólica, solar, biomassa, entre elas o etanol, na matriz energética. A meta desconsidera as hidrelétricas que, embora sejam renováveis, causam impacto ambiental e social por causa das barragens.

A proposta tem o objetivo de reduzir o uso do carvão e de combustíveis derivados do petróleo, como o diesel, a gasolina e o querosene. Utilizados em aviões, caminhões, carros e nas usinas termelétricas – para geração de eletricidade –, são considerados vilões do efeito estufa, por liberar gás carbônico na atmosfera. Na 21ª Conferência das Parte da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que vai até 11 de dezembro, é esperado um acordo para diminuir os incentivos governamentais a esses combustíveis, os chamados subsídios.

De acordo com a organização não governamental (ONG) Greenpeace, a meta do Brasil de ampliar a oferta de energias renováveis, desconsiderando as hidrelétricas, é acertada, mas pouco ambiciosa. Para a ONG, o ritmo natural de crescimento dessas energias no país já é maior do que a meta do governo. “É uma lógica parecida com o compromisso pela redução do desmatamento, apresentam uma meta mais fácil de cumprir para depois dizer que superou”, diz o coordenador da Campanha Clima e Energia, Ricardo Baitelo.

Para o ativista, o governo considera que haverá um aumento da demanda de energia e, dentro desse aumento, se prepara para oferecer fontes renováveis, por exemplo. “Esse número do governo [de 28% para 33%] significa que o Brasil terá 3 mil megawatts por ano a mais em novas [energias] renováveis e acreditamos que o Brasil poderia ter 4 mil”, destacou.

Hoje o Brasil tem produzido energia elétrica de fato, principalmente por meio de usinas hidrelétricas. Junto com as fontes fósseis, as usinas são responsáveis por 83% do total da eletricidade gerada no país, bem mais que os 16% gerados pelas novas renováveis. Com a meta anunciada pelo governo, a previsão é que as fontes limpas em 2024 gerem 28% da eletricidade, sendo 3% solar, também chamada fotovoltaica, e 12% de energia eólica.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a eletricidade produzida pelo sol e pelos ventos era insignificante em 2004. Dez anos depois, por meio de financiamento estatal aliado à queda de preços dos equipamentos, a energia eólica chegou a 5% do total da eletricidade gerada em 2014, embora a energia fotovoltaica ainda estivesse engatinhando (0,02%).

Energia eólica

De acordo com a presidenta executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, por ser uma fonte não poluente, a produção dessa energia é uma tendência mundial. No Brasil, com as condições naturais favoráveis, a vantagem é ainda maior.

“Segundo fabricantes de equipamentos, o Brasil tem o melhor vento do mundo para a produção de energia eólica”, afirmou Elbia. A produtividade por máquina no país, acrescentou, também está acima da média europeia e americana, o que favorece a redução de custos. Ela acredita que o país já tem experiência para ampliar a produção no setor.

Renováveis dependem de financiamento

Como a COP21 em Paris está no começo, o Greenpeace acha que é cedo para delinear acordos na área de energia. A entidade, que acompanha as negociações, conta que países têm discutido como aumentar a oferta, mas sem uma solução global. “Estamos vendo, pelo discurso dos chefes de Estado, que essa é uma preocupação acima da média, com a Índia liderando. A raiz do problema é como trazer investimentos para fazer a transição [para energia limpa]”, disse Baitelo.

Foto: Agência Brasil/Arquivo