Navio-plataforma da Petrobras em atividade na Bacia de Santos: produção de petróleo subiu 7,5% em 2015. (Foto:Navio-plataforma da Petrobras em atividade na Bacia de Santos: produção de petróleo subiu 7,5% em 2015. (Foto: Agência Petroleo)

Brasil retoma autossuficiência em petróleo

O Brasil reconquistou a chamada “autossuficiência volumétrica” de petróleo. Na média diária de janeiro a novembro de 2015, o país produziu 2,578 milhões de barris de óleo bruto. No mesmo período, o consumo de derivados somou 2,224 milhões de barris, resultando em um superávit de 354 mil barris diários.

Dois fatores contribuíram para esse excedente. Pelo lado da oferta, a produção de petróleo cresceu 7,5% em relação à média diária de 2014, com avanço da Petrobras e das petroleiras privadas. Pelo lado da demanda, a recessão deprimiu o consumo, que baixou 7,7%, na primeira queda anual desde 2003.

Os dados foram levantados pela Gazeta do Povo na base de dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e estão expressos em barris equivalentes de petróleo (bep). A oferta de petróleo inclui líquido de gás natural (LGN) e a estimativa de demanda teve como base o consumo aparente (produção mais importações menos exportações) de 13 derivados.

Conquista simbólica

O efeito da retomada da autossuficiência tende a ser mais simbólico que prático. Uma vez que o parque de refino não dá conta da demanda local por combustíveis e ainda depende de uma fração de petróleo estrangeiro, mais leve, o país continuará importando óleo bruto e derivados, principalmente diesel.

Sem títuloNo início de 2014, antes de cancelar projetos de duas refinarias e adiar etapas de outras duas, a Petrobras esperava alcançar até 2020 o que chamou de “autossuficiência de derivados”, com o refino local suprindo todo o mercado interno. Hoje a meta parece improvável.

Segundo o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, quando o país voltar a crescer as importações vão aumentar, ao passo que as incertezas geradas pela queda das cotações do barril e pela suspensão de investimentos ameaçam a expansão da produção de petróleo. Essa combinação pode levar o Brasil de volta ao déficit. A condição de autossuficiente, mantida entre 2005 e 2012, foi perdida na sequência em meio a um cenário de disparada das importações e estagnação da produção.

Alheia a déficits e superávits, a política de preços da Petrobras segue seu próprio caminho. Entre 2011 e 2014, a empresa subsidiou gasolina e diesel para ajudar o governo a conter a inflação. Hoje, com o barril mais barato e a balança comercial mais confortável, a estatal mantém altos os preços dos combustíveis.

Sem títuloIndústria ameaçada

Enquanto isso, a cadeia de fornecedores tem quebradeira e demissões em massa. Com dificuldades de caixa e sob os efeitos da operação Lava Jato, a Petrobras cancelou ou adiou projetos. E as petroleiras privadas investem pouco porque o desenvolvimento de novos campos minguou depois que governo passou cinco anos sem leiloar blocos de exploração, entre 2008 e 2013.

Para Jean Paul Prates, diretor da consultoria Expetro e presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), a autossuficiência não pode ser um objetivo em si mesmo.

“É importante do ponto de vista da segurança energética, mas não adianta produzir por produzir. Por motivos econômicos e sociais, é preciso manter em atividade essa indústria”, diz.

Confortável com as reservas gigantescas do pré-sal, o país precisa “promover melhor” a exploração de áreas convencionais, avalia Prates. “Com a Petrobras ou outras empresas, temos de manter atividade em terra, em águas rasas, na selva, no sertão do Nordeste, estudar o gás de xisto”, defende.

Queda do barril e crise melhoram balança comercial

A queda das cotações do petróleo e a recessão melhoraram a balança comercial do setor. Embora as exportações de óleo e derivados tenham diminuído 34% no ano passado, as importações caíram ainda mais, cerca de 47%. Com isso, o déficit da “conta petróleo”, que havia chegado ao recorde de US$ 20,4 bilhões em 2013, caiu a US$ 5,7 bilhões em 2015.

Edmar de Almeida, pesquisador do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, não descarta que a conta petróleo se equilibre em breve – o que, para ele, é mais relevante que a “autossuficiência volumétrica”.

“A questão é se a Petrobras terá condições de manter esse equilíbrio. Isso exige investimento em refinarias, mas ela não tem recursos, e ampliação da produção de petróleo, em dúvida com a queda do barril”, diz. (FJ)

Nem tão autossuficiente

O Brasil retomou a “autossuficiência volumétrica” de petróleo. Mas as limitações do parque de refino fazem com que a produção local de derivados continue abaixo da demanda por esses produtos.

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Dados de 2015: média diária de janeiro a novembro
1 Inclui Líquido de Gás Natural (LGN). Composto de GLP e gasolina natural, o LGN equivale, nas refinarias, a um petróleo leve.
2 Asfalto, Coque, Gasolina A, Gasolina de Aviação, GLP, Lubrificante, Nafta, Óleo Combustível, Óleo Diesel, Parafina, Querosene de Aviação, Querosene Iluminante, Solvente.
Fonte: ANP

Fonte: Gazeta do Povo | Fernando Jasper

Foto: economico.sapo.pt

EDP Renováveis aumentou produção em 8% em 2015

No relatório de produção e capacidade do primeiro semestre de 2015, enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP Renováveis afirma que produziu mais 1.625 GWh no ano passado além dos 19.763 Gwh produzidos em 2014.

“O aumento da produção beneficia das adições de capacidade nos últimos 12 meses assim como do fator de utilização de 29% (contra 30% em 2014). Numa base trimestral, o fator de utilização no quatro trimestre foi de 32%, estável quando comparado com o mesmo trimestre de 2014”, lê-se no relatório.

Em 2015, afirma a empresa, as operações da EDP Renováveis na Europa e na América do Norte geraram 47% e 52%, respetivamente, do total da produção.

Na Europa, a geração da EDP Renováveis aumentou 8% quando comparado com 2014 para 10,1 terawatt hora (TWh), “suportada pelo aumento de 29% da produção no resto da Europa, no seguimento das adições de capacidade e do forte recurso eólico, e pelo aumento de 21% da produção em Portugal”.

Na América do Norte, “a geração da EDP Renováveis totalizou 11,1 TWh (mais 9% quando comparado com o período homólogo), espelhando o efeito positivo das adições de capacidade e suportado pelo recurso eólico acima da média no 4T15. No Brasil, a produção da EDP Renováveis decresceu 6% devido ao menor recurso eólico”.

Durante 2015, foram concluídos três parques eólicos nos EUA, num total de 0,4 gigawatts (GW): Waverly (no Kansas), Arbuckle (em Oklahoma) e Rising Tree North (na Califórnia). Na Europa, foram adicionais mais 0,7 GW, em Portugal, na Polónia, em França e em Itália.

Em dezembro do ano passado, a EDP Renováveis tinha 344 megawatts (MW) de energia eólica `onshore` (na costa) em fase de construção: No México estavam em fase de construção 200 MW relativos ao primeiro parque eólico da empresa no país, no Brasil estavam em construção 120 MW referentes ao projeto Baixa do Feijão, e em França mais 24 MW.

Fonte: RTP Notícias

Foto: maringa.odiario.com

BNDES aprova R$ 300 milhões em financiamento para parque eólico no RN

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) obteve novo financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 300 milhões, para o complexo eólico Brisa Potiguar.

Com capacidade instalada de 183,6 megawatts (MW), o complexo construído no Rio Grande do Norte está em operação comercial desde outubro de 2015.

A Copel fará uma emissão privada de debêntures, a serem subscritas pelo BNDES e BNDESPar, braço de participações do banco de fomento. As debêntures serão dividas em duas séries, sendo uma atrelada à TJLP e a outra ao IPCA.

A operação segue as características da linha de financiamento a empreendimentos Finem, com prazo de 16 anos, carência de seis meses e amortização mensal.

“Esta parceria reflete a capacidade da companhia em obter recursos e reafirma o compromisso do seu programa de investimentos”, afirma a Copel, em comunicado.

Fonte: Valor Econômico | Thais Carrança

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Balanço: Geração distribuída chega a 1.731 conexões em 2015

A geração distribuída fechou o ano de 2015 com 1.731 conexões e uma potência instalada de 16,5 MW, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica. Em comparação com 2014, quando existiam 424 conexões, houve um aumento de 308%. Em outubro do ano passado, a Aneel já havia registrado 1.000 adesões de consumidores, número que foi ampliado em dois meses.

A fonte mais utilizada pelos consumidores continua sendo a solar, com 1.675 adesões e 13,3 MW de potência instalada, seguida da eólica, com 33 instalações e 121 kW. Existem ainda, segundo a Aneel, 14 projetos híbridos de solar e eólica, que totalizam 281 kW; seis de biogás, com 951 kW; dois de hidráulica, com 829 kW; e um a biomassa, com 1 MW de potência instalada.

Atualmente, o estado que possui mais micro e minigeradores é Minas Gerais, com 333 conexões. O Rio de Janeiro vem em seguida, com 203 conexões, e em terceiro lugar está o estado do Rio Grande do Sul, com 186 conexões. Os dados da agência mostram ainda que entre as classes de consumo, a residencial é expressivamente a que mais utiliza a micro e minigeração.

Fonte: Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Consumidor

Foto: THIWS GEOTECNOLOGIA

Campus central do IFRN começa a produzir energia solar

Em busca de fonte alternativa de energia e, consequentemente, preocupado com a sustentabilidade, o Campus Natal Central começou a produção de energia solar nesta segunda-feira, dia 18.  Os geradores fotovoltaicos, que totalizam 825 painéis solares, divididos em dois geradores – um com 480 e outro com 345, ocupam aproximadamente 1.290m² e estão instalados sobre o teto dos blocos das salas de aula.

Estima-se que serão gerados 26.200kWh mensalmente, suprindo cerca de 11% do consumo, o que representa uma economia de R$ 116,3 mil anual para o Campus, como também uma redução de 28 toneladas na  emissão de CO2/ano.

De acordo com Franclin Róbias, engenheiro eletricista do IFRN, inicialmente, a energia gerada atenderá os condicionadores de ar dos blocos de aulas e o Data Center do Instituto. A energia restante será distribuída para as demais cargas elétricas ou irá para a rede de distribuição da Companhia de Energética do Rio Grande do Norte (COSERN). Nesse último caso, o medidor da subestação  registrará a energia fornecida para a rede externa e será descontada na fatura do Campus, gerando mais uma economia.

“O projeto, além der gerar economia e ser exemplo do uso de energia limpa, vai proporcionar aos alunos e professores o acompanhamento do seu funcionamento – inicialmente os do curso de Eletrotécnica, futuramente de Engenharia de Energia e de Informática”, observa o diretor de Administração do campus, Francisco Antonio de Pontes, que finaliza: “Nossa meta é ampliar a produção e nos próximos quatro anos chegar a 50% da energia consumida no campus”.

Outros 6 campi (Canguaretama, São Paulo do Potengi, Ceará-Mirim, Currais Novos, Parelhas e São Gonçalo) e a Reitoria do IFRN já possuem usina de energia solar. Os planos são que, em breve, os campi Pau dos Ferros, Caicó, João Câmara e Lajes também passem a contar com suas usinas. O Instituto foi a primeira instituição pública brasileira a usar micro e minigeradores conectados à rede de distribuição de energia elétrica, conforme Resolução Normativa 482/ANEEL.

Fonte: IFRN