Foto: jornalggn.com.br

Banco do Nordeste lança linha de crédito para micro e minigeração de energia

O Banco do Nordeste lança, nesta segunda-feira, 30, linha de financiamento à micro e à minigeração distribuída de energia elétrica, o FNE Sol. O evento, que reunirá especialistas do setor e empresários, será realizado na sede do Banco em Fortaleza, a partir das 15h, e terá transmissão por meio de videoconferência para os demais estados da área de atuação do Banco.

O FNE Sol será apresentado pelo presidente do Banco do Nordeste, Marcos Holanda. O evento contará com exposições de representantes da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), que abordarão os conceitos básicos de micro e minigeração distribuída e organização do setor na região, e do Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia), que falarão sobre a situação atual e perspectivas do mercado no estado.

A nova linha utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste e tem prazo de pagamento de até 12 anos, com até um ano de carência. O investimento pode ser financiado em até 100% e há bônus de adimplência de 15%.

O crédito é destinado a empresas de todos os portes e setores, produtores e empresas rurais, cooperativas, associações e pessoas físicas. Podem ser financiados sistemas completos envolvendo geradores de energia, inversores, materiais auxiliares e instalação. O valor economizado na conta de energia pode ser utilizado para pagar as parcelas do financiamento.

Conceitos
A microgeração distribuída de energia elétrica compreende as centrais geradoras que utilizem cogeração qualificada ou fontes renováveis (hidráulica, solar, eólica, biomassa etc.), conectadas na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras, e cuja potência instalada seja menor ou igual a 75 kW.

Já a minigeração distribuída engloba os mesmos tipos de centrais geradoras com potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 5 MW (com exceção da fonte hidráulica, cuja potencia deve ser menor ou igual a 3 MW).

Fonte: Tribuna do Norte

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SEERN participa de lançamento de linha de crédito para energia solar

O Sindicato da Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN) esteve presente no lançamento da linha de financiamento à micro e à minigeração distribuída de energia elétrica do Banco do Nordeste, o FNE Sol.

O evento foi realizado na sede da instituição financeira em Fortaleza nesta segunda-feira (30), com transmissão por meio de videoconferência para os demais estados da área de atuação do Banco. A entidade esteve representada pelo Coordenador de Gestão e Expedientes Internos do SEERN, Wagner Porpino.

Confira os detalhes do programa de financiamento em: http://www.bnb.gov.br/documents/50268/71513/Cartilha_BNB_microgeracao_2016.pdf/dc614dff-2f9a-4ca4-bdc4-42fb9fbc2f02

Fonte: SEERN Press

Foto: Renova Energia

Primeiro trimestre de 2016 tem aumento de 38% em geração eólica

Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a produção das usinas eólicas do Sistema Interligado Nacional aumentou 38% no primeiro trimestre de 2016. Entre janeiro e março, a geração de energia eólica alcançou 2.337 MW médios frente aos 1.699 MW médios produzidos no mesmo período do ano passado.

A capacidade instalada da fonte saltou de 6.011 MW em março de 2015 para 8.796 MW no mesmo período deste ano, incremento de 46%. Em março, o SIN possuía 345 empreendimentos eólicos em operação. Na análise da geração por estado, o Rio Grande do Norte segue como maior produtos de energia eólica com um total de 855,5 MW médios entregues em março, aumento de 75% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 601 MW médios produzidos, o Rio Grande do Sul com 477 MW médios e o Ceará com 434 MW médios.

Os dados sobre a capacidade instalada também apontam o Rio Grande do Norte na liderança com um total de 2.661 MW, aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida aparece a Bahia, que subiu da 4ª para a 2ª posição no ranking, com 1.720 MW. Os estados do Ceará com 1.615,5 MW e Rio Grande do Sul com 1.515 MW ocupam a 3ª e 4ª posições, respectivamente.

Fonte: Da Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção

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Bons ventos impulsionam eólicas no RN

Energia eólica atrai investidores ao Rio Grande do Norte, como a Companhia Paranaense de Energia (Copel), que pretende concluir a construção de cinco complexos até 2019. Ao todo, o setor já gerou cerca de 40 mil empregos no estado

Por Chirlei Kohls

De Curitiba (PR)

Era tarde de sábado. O céu estava azul com algumas nuvens no município potiguar de São Bento do Norte. De voz suave carregada por um sotaque potiguar misturado a vivências fora do Rio Grande do Norte, Milton Duarte de Araújo, 52 anos, contou como viu sua história e a do estado onde cresceu mudar com o despontamento da energia eólica a partir de 2009.

“É loucura!”, exclamou. Lá fora, o barulho da força dos ventos que fazia funcionar os sete aerogeradores de um dos parques eólicos da Companhia Paranaense de Energia (Copel) lembrava Araújo de que era tudo real. A Copel começou a operação de parques eólicos próprios no RN em fevereiro do ano passado e até 2019 pretende alcançar 663,6 MW de capacidade eólica em cinco complexos. A quantidade é suficiente para abastecer uma cidade com cerca de dois milhões de habitantes, o equivalente a cerca de duas vezes a população de Natal somada aos residentes de Mossoró.

foto 01Araújo é proprietário de terras arrendadas em território potiguar para construção de parques eólicos – sendo três áreas para a Copel – e é projetista no setor desde 2008. No caso de arrendamento de terras, o proprietário recebe royalties durante a vida útil do projeto pela concessão para exploração de energia eólica. Além disso, é advogado e sócio-diretor da MDA Serviços, empresa do ramo de energia com sede em Natal (RN) que atua desde a captação e identificação de áreas para possível instalação de parques eólicos até a contratação da área, por exemplo. A empresa é projetista de seis parques da companhia paranaense e presta serviços para empresas do ramo de energia com atuação em todo o Brasil e com sede nas regiões Sul-Sudeste.

Tão logo, Araújo descreveu o desenvolvimento das cidades potiguares que têm parques eólicos em operação ou construção. “Você vê casas sendo reformadas, mais pessoas comprando na região, aquisição de bens, uma economia movimentada. É uma situação visível. A mudança é substancial. Urbanização e higienização também são mais adequadas”.

O diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, ressalta que o desenvolvimento em energia eólica no RN é interiorizado e considera a injeção de capital na economia um ciclo virtuoso. “Normalmente eram cidades esquecidas pelo mundo, que viviam basicamente da agricultura familiar e do programa Bolsa Família. Aí chega a energia eólica e transforma a economia local. As cidades se beneficiam diretamente com o investimento de capital. É serviço de hospedagem, mecânicos, oficinas, alimentação”.

foto 03Para ele, o segundo maior ganho é a capacitação de pessoas. Ao recordar a visita que fez ao município de João Câmara em 2008, comenta que a cidade estava no limbo, no nada e hoje tem um Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e cursos especializados em eólica. “A transformação é absurda”, enfatiza Prates.

Natural do município de Santo Antônio, interior do Rio Grande do Norte, Araújo deixou o estado aos 26 anos em busca de oportunidades na região Sul-Sudeste do país. Durante os cerca de 20 anos em que esteve fora do local de origem, se formou em Direito e trabalhou em empresas de geração de energia hidráulica e térmica. Voltou ao estado em que construiu a maior parte de sua história com o desafio de desenvolver a energia eólica. “Meus filhos me questionavam se eu não estava ficando maluco com a história de vender vento. Hoje vemos que a dimensão que a energia eólica tomou aqui é muito grande. Não consigo entender como em tão pouco tempo trouxe tudo isso”, diz Araújo.

Potencial

foto 02Ele conta que a implantação da maioria dos parques começou em 2010. No RN, 26 municípios têm participação eólica, sendo que 16 já possuem parques operando comercialmente, um total de 97, e dez possuem parques em construção ou já contratados. De acordo com dados do Cerne, até 2020 projeta-se a operação comercial de 412 parques eólicos. Um parque que em média tem 30 MW de capacidade instalada pode abastecer cerca de 69.500 residências.

Ainda segundo o Cerne, o RN é o estado que mais produz energia proveniente da fonte eólica, em média um pouco mais de 1.000 MW de energia por mês. A previsão é que até 2020 tenha aproximadamente cinco GW de capacidade instalada, sendo possível gerar em torno de 2.250 MW médios de energia elétrica por mês. Hoje é exportador de energia, pois o que é produzido por fonte eólica já abastece as necessidades do território potiguar. O restante de energia escorre na rede elétrica pelas linhas de transmissão e é distribuído para municípios de outros estados.

Prates explica que a partir de 2009, quando ocorreu o primeiro leilão federal de compra de energia eólica, esta energia foi considerada competitiva por si só. “As tecnologias de fontes renováveis evoluíram e as tornaram competitivas.

Houve uma redução significativa no custo de equipamentos. A dinâmica de leilões em energia no Brasil é referência no mundo. Subsídios governamentais em outros países estão sendo revistos com base no modelo brasileiro de leilões reversos”, explicou.

Os investimentos feitos para parques eólicos são feitos via leilões reversos de energia (Ambiente de Contratação Regulada – ACR) e mercado livre (Ambiente de Contratação Livre – ACL), quando a empresa produtora de energia negocia diretamente com a empresa que comparará a energia e o contrato entre ambas é registrado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCCEE). “O ACL permite que você contrate energia direto. Mas isso é minoria e ocorre com contratadores de relevância, como shoppings, redes de supermercado etc. A regra é fazer o leilão”, explica Prates. Nos leilões, o projeto apresentado normalmente já tem locação definida, com indicação de onde o parque funcionará. “É uma competição de projetos” complementa.

O vento não para

A força dos ventos do Rio Grande do Norte já trouxe investimentos de cerca de 10 bilhões de reais, segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), com aproximadamente 1/3 desse valor disseminado em compras diretas nas cidades potiguares com parques eólicos. As características favoráveis já atraíram investimentos de grupos estrangeiros, como Voltalia (França), Gestamp (Espanha), Força Eólica (Grupo Neoenergia – Espanha), e grupos brasileiros, como Companhia Paranaense de Energia (Copel – Sociedade de Economia Mista) e os paulistas Serveng, CPFL Renováveis e Renova.

O diretor-presidente do Cerne, Jean-Paul Prates, acredita que o sucesso do estado com a energia eólica não se deve apenas a condições ambientais favoráveis dos ventos. “Criou-se condições para os leilões. Houve um trabalho do governo do Estado com uma atenção especial aos projetos de eólicas, como licenciamento ambiental de projetos complexos, preocupação com infraestrutura, planejamento de linhas de transmissão, entre outros”.

Até o final do ano passado, a Copel instalou no estado 330,5 MW de potência em 15 parques de três diferentes complexos. Os cinco complexos que a companhia paranaense pretende operar no RN até 2019 abrigarão 28 parques eólicos em seis cidades: São Bento do Norte, São Miguel do Gostoso, Touros, Parazinho, João Câmara, Pedra Grande. No total, o investimento é de R$ 3,5 bilhões.

foto 04Diretor da Copel Renováveis, Ricardo Dosso afirma que a escolha do RN para sede dos complexos da Copel considerou o potencial de geração de energia da região, aferido por análise de dados como frequência, intensidade e direção dos ventos, além do perfil do terreno – quanto mais plano e aberto, melhor. “Importante lembrar que a regularidade dos ventos no Brasil, especialmente no Nordeste, proporciona ao país o melhor fator de capacidade (FC) para geração com esta fonte no planeta”. Ele aponta que as dificuldades mais comuns são logística para transporte de grandes peças, demora de licenciamento ambiental e pouca qualificação profissional. “Mas a parceria com o governo estadual tem permitido superar estes desafios, principalmente com a melhoria da rodovia RN-120”, reforça Dosso.

Projetista no setor, Milton Duarte de Araújo acredita que há um contexto evolutivo e contínuo no Estado até 2025. “Hoje o maior investidor em energia eólica no RN é a Copel. E isso não é gratuito. O RN tem os ventos mais cobiçados do mundo. São os chamados ventos alísios, que em 95% do tempo têm uma única direção, são constantes e não estão sujeitos a rajadas”, explica Araújo.

Força de oportunidades

Além das mudanças visíveis no desenvolvimento das cidades que sediam parques eólicos, outro benefício do despontamento desse tipo energético é a geração de empregos proporcionada com os arrendamentos de terra. Segundo a presidenta da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, o aumento de 46% da capacidade instalada de energia eólica no Brasil, em 2015, representa acréscimo de 2,75 GW de novas instalações – número recorde.

Com isso, o país passou a ter 8,27 GW de capacidade instalada, o que representa um investimento total acumulado superior a R$ 52 bilhões, geração de 130 mil empregos em toda a cadeia produtiva e cerca 16 milhões de toneladas de CO2 evitadas.

Estima-se que para cada MW instalado 15 postos de trabalho (diretos e indiretos) sejam gerados ao longo da cadeia produtiva. A presidente da Abeeólica explica que isso ocorre porque independente de onde a usina está localizada, a estimativa de empregos se dá considerando todas as fases do projeto, desde o desenho do empreendimento até a sua instalação, incluindo a fabricação das peças e componentes, que podem estar, por exemplo, no sudeste brasileiro. “Dessa forma, poderíamos dizer que o total de capacidade instalada no RN (2,92 GW) foi responsável por gerar mais de 40 mil postos de trabalho, os quais não necessariamente foram no Estado”, afirma Gannoum.

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Ainda segundo dados da Abeeólica, o potencial eólico brasileiro atual é mais de três vezes a necessidade de energia do país. Somando todas as fontes de energia (nuclear, hídrica, térmica, eólica e outras), a capacidade instalada do Brasil é da ordem de 150 GW e somente de potencial eólico são estimados cerca de 400 GW. Em termos de capacidade instalada acumulada atualmente o Rio Grande do Norte lidera o setor.

Milton de Araújo comenta que as terras que sediam parques eólicos no RN normalmente não são propícias para agricultura. Ele explica que em 300 hectares de terra nem 10% é cultivado. “O arrendamento é uma renda considerável que antes não era possível porque as condições são adversas. Eu diria que das oportunidades com a energia eólica é a redenção. É uma renda vitalícia. Um rio de vento”, comemora o potiguar.

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A MDA Serviços tem contratos de pelo menos 50 áreas arrendadas no Estado. Araújo comenta que é gratificante ver que todos os proprietários de terras estão bastante felizes. “É uma renda que outrora não existia. A terra não gerava nada. E certamente os contratos serão renovados. É um royalty por toda vida”. Ele comenta que normalmente na fase de estudos da área para instalação de um parque eólico o proprietário recebe um salário mínimo e depois este valor aumenta.

A capacitação de pessoas para atuar na energia eólica é feita nos institutos federais, Senai, Sebrae, universidades federais etc. Ricardo Dosso aponta outros benefícios como reforço do sistema elétrico local e melhoria da qualidade de energia disponível (atração de empresas de médio e grande porte), legado para os moradores com a construção de vias e educação ambiental, feita pela Copel com as comunidades locais.

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Fonte: Revista Bzzz

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RN atinge marca dos 100 parques eólicos em operação

Estado é o primeiro a alcançar a marca dos 100 parques e chega a 2,8 GW de potência instalada no Brasil.

O Rio Grande do Norte atingiu marca de 102 parques eólicos em operação comercial. O feito foi alcançado no último sábado (21/05), após a entrada em operação comercial dos parques eólicos Baixa do Feijão I, II, III e IV. O empreendimento, de propriedade da EDP Renováveis, está localizado no município de Jandaíra, região da Baixa Verde, e possui 60 aerogeradores de 2 MW cada. O complexo  adicionou 120 MW em potência instalada no RN.

Com a marca, o estado potiguar consolida a liderança frente ao segundo colocado, a Bahia, que possui 67 parques e 1,64 GW. De acordo com o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o Rio Grande do Norte se torna o primeiro estado a alcançar 100 parques eólicos em operação comercial, com 2,8 GW em potência instalada, número este que representa mais de 30% de toda a potência eólica instalada do Brasil.

Liderança

O Rio Grande do Norte é líder nacional em potência instalada e geração de energia eólica, tendo sido o primeiro estado brasileiro a alcançar a marca de 1 GW de potência instalada em  maio de 2014. Em 2015, o RN quebrou um novo recorde alcançando os 2 GW no mês de abril.

Atualmente, o RN possui a maior matriz eólica estadual do Brasil, com 84% de participação da fonte, e conta com mais de 1400 turbinas eólicas em operação comercial em todo o território.

Fonte: CERNE/SEERN Press

Foto:exame.abril.com.br

Chesf colocou em operação comercial transformador na subestação Mossoró II

Com um investimento direto em torno de R$ 10 milhões, a Chesf colocou em operação comercial na semana passada, o quarto transformador abaixador com tensão de 230 KV para 69 KV, com potência de 100 MVA, na subestação Mossoró II, situada no interior do Estado do Rio Grande do Norte. Foram gerados mais de 200 empregos na etapa de implantação.

O empreendimento tem como objetivo evitar cortes de cargas na região, por ocasião de contingência em um dos transformadores 230/69 KV instalados nessa subestação. Esse reforço beneficiará o atendimento às cargas da Cosern derivadas da subestação Mossoró II, em particular as polarizadas pelas subestação Almino Afonso, Apodi, Baraúnas, Barrocas, Canto do Amara, Dix-Sep Rosado, Grossos, Maísa, Mossoró, além de proporcionar uma melhor distribuição da geração eólica conectada nessa subestação.

A população beneficiada é superior a 370 mi, atingindo uma área de 4,8 mil km2, com PIB maior que R$ 7 bilhões. A empresa contará com um reforço de R$ 1,3 milhão de acréscimo de receita em seus cofres, devido a essa entrada em operação comercial.

Fonte: Da Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção

Presidente da COPEL, Luiz Fernando Vianna. (Foto: SEERN Press)

SEERN e CERNE participam de lançamento de complexo eólico em Pedra Grande

Foi lançada na manhã desta segunda-feira (16/05), a pedra fundamental do Complexo Eólico Cutia, localizado no município de Pedra Grande/RN. O empreendimento, de propriedade da Companhia Paranaense de Energia (COPEL), é o maior em construção da empresa. O Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN) esteve presente na solenidade de inauguração, que contou com a presença do governador do RN, Robinson Faria, e do Paraná, Beto Richa.

Durante o pronunciamento, o governador Beto Richa enfatizou os investimentos do Estado do Paraná para melhorar os serviços públicos, o que resultou em grandes mudanças na política de desenvolvimento da COPEL e permitiu a expansão em direção às energias renováveis. Para ele, os investimentos em renováveis são considerados irreversíveis, pelo desgaste mínimo causado aos recursos naturais.

Governador do Paraná, Beto Richa, fala sobre os investimentos do Estado em renováveis. (Foto: SEERN Press)

Governador do Paraná, Beto Richa, fala sobre os investimentos do Estado em renováveis. (Foto: SEERN Press)

Já o governador Robinson Faria ressaltou a importância cada vez maior das renováveis para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte e reafirmou a parceria do Governo com o setor.

Robinson Faria reafirmou parceria do Governo do RN com o setor. (Foto: SEERN Press)

Robinson Faria reafirmou parceria do Governo do RN com o setor. (Foto: SEERN Press)

O Complexo Eólico Cutia será composto por sete parques e 86 aerogeradores com torres de 120 metros de altura, as maiores do gênero no mundo. A altura de cada torre equivale a um prédio de 40 andares. O Complexo Eólico terá  capacidade de geração de 312,9 MW.

Além dos funcionários, servidores e diretores da COPEL e de representantes do primeiro escalão do governo do estado, participaram do evento o Presidente Geral da COPEL, Luiz Fernando Vianna, o Presidente da Copel Renováveis, Ricardo Goldani Dosso, e os prefeitos de São Bento do Norte e Pedra Grande.

Fonte: SEERN Press

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Fontes renováveis poderão ter papel maior na geração de energia até 2040

A participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira pode ser de pelo menos 60% até 2040, conforme prevê o Projeto de Lei do Senado (PLS) 712/2015, do senador Cristovam Buarque (PPS-DF). A proposta foi acolhida nesta terça-feira (10) na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e segue para a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), onde será votada em decisão terminativa.

Atualmente, cerca de 40% da oferta interna de energia brasileira são provenientes de fontes renováveis, principalmente hidráulica e biomassa.

Esse percentual, diz Cristovam, já coloca o Brasil como protagonista na adoção de soluções para redução de gases de efeito estufa. Ele destacou ainda decisão do país de apresentar ao Secretariado da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima o compromisso de alcançar uma participação de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030.

O parlamentar, no entanto, afirma que a soma das emissões das nações que assinaram o Acordo de Paris, durante encontro da ONU realizado na França no final de 2015, chegará a 55 giga toneladas de gases de efeito estufa, em quinze anos, o que é incompatível com a expectativa de limitar a dois graus Celsius o aumento da temperatura global.

Meta mais ousada

Por considerar a necessidade de um esforço extra de todos os países, ele propõe modificar a lei que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei 12.187/2009) para estabelecer uma meta mais ousada, de forma a ampliar a substituição de energia oriunda do petróleo por fontes renováveis, com baixa emissão de gases que provocam o aquecimento do planeta.

Para o autor, o país tem condição de chegar a 60% de fontes renováveis até 2014, tendo em vista a experiência brasileira na geração hidráulica e na produção de biocombustíveis, além dos avanços no aproveitamento de energia eólica e fotovoltaica.

O relator, senador Blairo Maggi (PR-MT), apresentou substitutivo para adequar o texto a definições internacionais e para determinar que o aumento da participação das fontes renováveis ocorra “até 2040”, e não “em 2040”, como está no texto original, de forma a que o avanço aconteça de forma gradual. Em função da ausência de Blairo Maggi na reunião desta terça-feira, o substitutivo foi apresentado pelo relator ad hoc, Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

Fonte: Iara Guimarães Altafin | Agência Senado

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RN cadastra usinas solares e PCH em leilão de energia de reserva

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 428 projetos para o 1º Leilão de Energia de Reserva. O leilão está marcado para 29 de julho. Ao todo, esses projetos representam oferta de 10.195 megawatts (MW) de potência instalada, distribuída entre 19 estados. O Rio Grande do Norte está na lista dos inscritos. Há 33 projetos de energia solar, com oferta de 960 MW, e uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), de 5 MW, cadastrados no estado.

Empreendimentos de energia solar fotovoltaica se destacaram no cadastramento, totalizando 9.210 MW da energia ofertada, em 295 projetos – considerando todos os estados. Também se cadastraram 73 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), com 889 MW, e 60 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), com 96 MW.

Do total referente à energia solar, 61 empreendimentos são na Bahia, somando 1.593 MW. O Estado do Piauí é o segundo maior em volume de energia solar ofertada, com 42 projetos e 1.430 MW; seguido por São Paulo, com 44 projetos e 1.328 MW. A EPE esclarece, no entanto, que todos esses projetos ainda terão de passar pela fase de habilitação para poderem participar do leilão.

A lista de projetos cadastrado foi divulgada uma semana após um outro leilão em que não havia fonte solar, mas em que as Pequenas Centrais Hidrelétricas foram destaque. O leilão contratou energia de 29 empreendimentos, com potência total de 278,471 MW e 158,1 MW médios de garantia física.  Vinte eram PCHs, sete termelétricas a biomassa e uma usina termelétrica a partir de gás natural em ciclo combinado.

Diferente do esperado por boa parte do mercado, não houve a comercialização de energia eólica, que respondia pela maior parte da energia habilitada para o certame. A lista de projetos aprovados incluía 693 de energia eólica, dos quais 174 estavam no Rio Grande do Norte e somavam 4.169 MW. O estado teve a segunda maior presença entre os estados, atrás da Bahia, com 246 eólicas e 5.979 MW.

Para o presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN e do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, há duas causas principais por trás do desempenho do setor eólico: “A desaceleração da demanda por energia e uma dinâmica para priorizar PCHs e usinas de biomassa, que, diante dos preços mais competitivos que as eólicas vinham atingindo nos últimos leilões, estavam encalhadas”.

Fonte: Tribuna do Norte | Agência Estado

Foto: www.blogdafloresta.com.br

Brasil atinge capacidade instalada de 142.619 MW em março

A capacidade total instalada de geração de energia elétrica no Brasil atingiu a marca de 142.610 MW no mês de março deste ano. Nos 12 meses anteriores, houve um acréscimo de 7.265 MW, sendo 2.735 MW de geração de fonte hidráulica, de 1.704 MW de fontes térmicas, 2.818 MW de fonte eólica e 8 MW de fonte solar. O Ministério de Minas e Energia divulgou nesta terça-feira, 3 de maio, os dados do Boletim Mensal de Monitoramento do Setor Elétrico, um documento elaborado pelo MME com informações atualizadas e consolidadas sobre a operação eletroenergética no Brasil, permitindo o registro e acompanhamento de temas relevantes do Setor Elétrico.

Somente no mês de março, entraram em operação comercial 351,32 MW de capacidade instalada de geração, 165,0 km de linhas de transmissão e 2.100 MVA de transformação na Rede Básica. Em 2016, a expansão do sistema totalizou 1.687,78 MW de capacidade instalada de geração, 455,1 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas e 3.840 MVA de transformação da Rede Básica.

No mês de março, o nível de armazenamento dos reservatórios aumentou em todos os subsistemas. No mês, a contribuição da produção térmica se reduziu, com cerca de 1.600 MWmédios a menos do que o verificado do mês anterior.

Fonte: Da Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção