Foto: cortezengenharia.com.br

SEERN participa de inauguração do Complexo Eólico Vamcruz

A empresa francesa Voltalia inaugurou oficialmente nesta quarta-feira (29), o Complexo Eólico Vamcruz, no Rio Grande do Norte. Instalado no município de Serra do Mel – distante 320 km de Natal – o empreendimento foi construído em parceria com a Chesf e a Encalso Damha, com investimento de R$ 500 milhões. Especializada em produzir energia a partir de fontes renováveis, a Voltalia é associada ao Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (SEERN).

Diretor-geral da Voltalia Brasil, Robert Klein. (Foto: SEERN)

Diretor-geral da Voltalia Brasil, Robert Klein. (Foto: SEERN)

Com potencial para produzir 450 GWh por ano, a energia gerada pelo complexo é suficiente para atender 200 mil famílias. O Vamcruz é integrado por quatro parques  – Caiçara I, Caiçara II, Junco I e Junco II –  com capacidade instalada total de 93 MW. Os 31 aerogeradores que compõe o complexo são da empresa espanhola Acciona Windpower e a potencia unitária é de 3MW cada.

Foto: SEERN

Foto: SEERN

O empreendimento foi viabilizado em um leilão realizado em 2011, em que o consórcio comandado pelas três empresas saiu vencedor. No auge da construção, foram gerados 485 empregos e atualmente trabalham 30 pessoas na operação. O complexo começou a funcionar com 100% da sua capacidade em novembro de 2015 e estima-se que reduza a emissão de CO2 em aproximadamente 160.535 toneladas por ano.

A cerimônia de inauguração oficial contou com as presenças do diretor-geral da Voltalia Brasil, Robert Klein, do presidente da Chesf, José Carlos de Miranda Faria, do diretor-executivo do Grupo Encalso, Márcio Damha, do Diretor da Cortez Engenharia, Ricardo Cortez, do Diretor da Acciona Windpower Brasil, Pablo Pulpeiro, do Presidente SEERN, Jean-Paul Prates, o Coordenador Executivo do Sindicato, Wagner Porpino, além de autoridades locais.

Ao centro, o Presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN, Jean-Paul Prates. (Foto: SEERN)

Ao centro, o Presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN, Jean-Paul Prates. (Foto: SEERN)

Fonte: SEERN Press

Foto: jornalggn.com.br

Incerteza sobre leilões preocupa investidores eólicos

Presidente do SEERN diz que indústria dos ventos precisa estar preparada para momentos de redução de demanda

A incerteza sobre a realização de leilões neste ano está preocupando os investidores em energia elétrica, principalmente para aqueles que dependem da continuidade das contratações para sustentar seus negócios no Brasil. Além da crise econômica – que gera dúvida sobre a demanda futura de eletricidade -, esse clima de incerteza também é alimentado pela expectativa sobre qual será a política energética a ser adotada pelo governo após afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Os sinais estão aí. O leilão A-5 realizado em abril contratou apenas 201 MW médios: ou as distribuidoras já estão devidamente contratadas, ou não estão dispostas a arriscar novas compras diante da dúvida sobre qual será seu real mercado daqui cinco anos. Sinal número dois: já estamos na segunda metade do ano e o governo ainda não marcou o leilão A-3 e para piorar o Ministério de Minas e Energia confirmou o adiamento do primeiro leilão de reserva, previsto para 29 de julho, agora sem data para ser executado.

Diante desse cenário, o diretor-geral da Voltalia do Brasil, Robert Klein, admitiu estar preocupado com o momento do mercado. Como os leilões de reserva não dependem da demanda das distribuidoras, mas sim de uma decisão do governo de contratar potência para dar segurança energética, muitos investidores apostavam no LER para garantir a continuidade dos seus negócios. “O LER não é atrelado a demanda das distribuidoras, mas obviamente se há um excesso de energia no mercado pode ser que haja o cancelamento total dos leilões neste ano. O que preocupa é que tem uma cadeia de fornecedores que se criou no Brasil. Há muitos projetos esperando, muitos investidores esperando e se não há potência contratada este ano, pode haver dificuldade para manter a indústria eólica”, analisou Klein.

Ele ainda alertou que o país precisa tomar cuidado com uma política “stop and go”, pois isso pode custar “muito caro” para a sociedade. “Espero somente que, apesar da redução temporária da demanda de energia, consequência da crise que vivemos, não deixemos de continuar consolidando o setor eólico, para que o Brasil fique cada vez menos dependente de crises hidrológicas”, declarou o executivo após a cerimônia de inauguração do Complexo Eólico Vamcruz (93 MW), realizada na última quarta-feira, 29 de junho, em Serra do Mel, no Rio Grande do Norte.

De origem francesa, a Voltalia já colocou em operação 291 MW em parques eólicos no Brasil. Há outros 126 MW sendo construídos ou em fase de pré-construção. Além disso, a empresa tem uma carteira de aproximadamente 780 MW prontos para serem comercializados nos leilões. Klein revelou que a companhia, inclusive, já estuda a construção de uma linha de transmissão no Nordeste para garantir o escoamento da produção dos futuros projetos.

O presidente da Chesf, José Carlos de Miranda, também reconheceu que há uma certa incerteza quando ao crescimento do país nos próximos anos, mas entende que o Governo Federal tem tomados todas as medidas necessárias para reverter esse quadro. Miranda acredita que o crescimento do país será retomado antes que isso venha a afetar a cadeia produtiva eólica. “De fato passamos por um momento de final de crise, e falo final porque sou otimista, pois toda crise passa e essa também vai passar. O crescimento de energia elétrica no Brasil há de continuar. Temos uma população jovem, que vai demandar energia.”

Ele continuou: “Acho impossível que não continuemos expandindo a energia eólica, por ser um potencial excepcional do Brasil em termos de vento e de custo. Não acredito que tenhamos um arrefecimento do desenvolvimento da indústria eólica. Podemos ter uma redução momentânea, até porque contratamos 5 anos à frente e certamente daqui a cinco anos vamos estar precisando de energia para o desenvolvimento do país.” A Chesf é sócia da Voltalia no Complexo Vamcruz, com 49% do negócio.

Sazonalidade – A indústria eólica no Brasil conta com cerca de seis fabricantes, que juntos somam uma capacidade produtiva anual de quase 4 GW em equipamentos, segundo Sandro Yamamoto, diretor técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica. Dessa forma, a ABEEólica defende a contratação mínima de 2 GW por ano para sustentar essa indústria.

Porém, para o presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte, Jean-Paul Prates, a indústria de energia precisa estar preparada para esse tipo de sazonalidade. “Não vejo nenhuma solução regulatória ou política nesse caso. Vejo uma arrumação do lado da indústria para se preparar para esse tipo de ciclo. Você não pode chegar para um presidente da República e pedir que ele crie demanda”, defendeu o executivo.

“O Brasil tem um determinado limite de necessidade de energia e há fases que ele precisa de mais e há fases que ele precisa de menos. Então, não se faz demanda artificial. Isso é uma coisa que [a indústria] tem que saber conviver também”, completou o especialista que também é presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) e esteve em Serra do Mel.

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de Serra do Mel (RN)*, Negócios e Empresas

Repórter viajou a convite da Voltalia

RN é responsável por mais de 30% da energia eólica produzida no Brasil (Foto: Canindé Soares)

RN é o maior gerador de energia eólica do Brasil, aponta IBGE

O Rio Grande do Norte é o maior produtor de energia eólica do Brasil. É o que aponta o estudo ‘Logística de Energia 2015 – Redes e fluxos do território’ do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o estudo, o estado é responsável por mais de 30% da energia eólica produzida no país. O estudo também revela que o RN também é o maior produtor de petróleo de toda a região nordeste.

Segundo o IBGE, a região nordeste é responsável pela maior parte da produção eólica no país. O RN, com 31,3% é seguido pelo Ceará (23,4%) e o interior da Bahia (16,9%). Ainda de acordo com o estudo divulgado nesta quinta-feira (23), apesar de ter crescido 461% entre 2010 e 2014, a energia eólica representa apenas 2,1% da matriz energética brasileira.

Além de informações do IBGE, o estudo utilizou dados do Ministério de Minas e Energia,
da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Agência Nacional
de Águas (ANA), Operador Nacional do Sistema (ONS), Agência Nacional de Energia
Elétrica (ANEEL), da Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Natural
(ABEGÁS) e das Agências Reguladoras de Energia dos estados de São Paulo e Rio de
Janeiro.

Petróleo
O estudo também apresentou dados sobre a produção nacional de petróleo. O Rio Grande do Norte foi apontado como o maior produtor na região Nordeste e 4º maior produtor do Brasil, com 20.961,95 barris produzidos, o que representa 2,55% do total brasileiro. A produção potiguar de petróleo só fica atrás de Rio de Janeiro (68,44%), Espírito Santo (16,28%) e São Paulo (7,20%).

Além do destaque na produção geral, o Rio Grande do Norte também acumula os postos de 2º maior produtor de óleo combustível do país, atrás apenas da Bahia e possui o maior número de poços produtores de petróleo terrestres do Brasil, com 47,2% da média nacional.

Fonte: Portal G1/RN

Foto: www.financista.com.br

Aneel libera 25MW em eólicas no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou nesta quinta-feira (23), a entrada em operação comercial de 12 aerogeradores do parque eólico Campo dos Ventos I, somando uma potência instalada de 25,2 MW. O empreendimento, de propriedade da CPFL Renováveis,  está instalado no município de João Câmara, no Rio grande do Norte.

Fonte: SEERN