Foto: www.sengers.org.br

Eólicas no RN produziram 960,5 MW médios em 2016, aponta CCEE

Rio Grande do Norte permanece como maior produtor de energia eólica do país

A produção de energia eólica nos primeiros cinco meses do ano somou 2.703 MW médios, crescimento de 53% na comparação com os 1.762 MW médios produzidos de janeiro a maio de 2015. A capacidade instalada dos 356 empreendimentos eólicos em operação no sistema alcançou a expressiva marca de 9.092 MW, incremento de 46,5% na comparação com os 6.211 MW registrados em maio de 2015, quando havia 244 projetos em operação. Os dados foram apresentados nesta terça-feira, 26 de julho, pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Em maio, a análise por Estado indica que o Rio Grande do Norte permanece como maior produtor de energia eólica do país. As usinas potiguares produziram um total de 960,5 MW médios no mês, aumento de 33,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece o estado da Bahia com 712,6 MW médios (+54%) produzidos, o Ceará com 470 MW médios (+24%) e o Rio Grande do Sul, que alcançou 461 MW médios (+41%) em maio.

Os dados sobre a capacidade instalada ainda indicam a liderança do Rio Grande do Norte com um total de 2.711 MW, aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 1.750 MW (+82%), o Ceará com 1.615,5 MW (+24%) e o Rio Grande do Sul com 1.569 MW (+20,8%).
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Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção
fOTO: www.robsonpiresxerife.com

Rio Grande do Norte ultrapassa 1.500 turbinas eólicas em funcionamento

O Rio Grande do Norte ultrapassou a barreira de 1500 turbinas eólicas em operação comercial. O recorde foi alcançando na última sexta-feira (23) com a entrada em operação comercial do parque eólico Macambira II. O empreendimento é composto por 9 aerogeradores de 2 MW, somando um  total de 18 MW em potência instalada. O feito destaca, mais uma vez, o pioneirismo do estado frente as eólicas. Os dados são do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

A usina Macambira II, de propriedade da empresa espanhola Gestamp, encontra-se instalada no município de Lagoa Nova, na região da Serra de Santana. Com a  entrada em operação comercial do parque, o RN atinge o total de 1508 turbinas em funcionamento, provenientes de 106 parques eólicos e que juntos somam 2.8 GW em potência instalada em todo o Estado.

“Cerca de 80% da energia eólica de grande porte instalada no Brasil é proveniente do Nordeste, com o RN sendo o líder, tanto em potência instalada como em geração efetiva de eletricidade. O Estado detém também a maior matriz eólica estadual do país”, explica o Diretor Setorial de Engenharia e Infraestrutura Elétrica do CERNE, Milton Pinto.

Segundo o engenheiro, a tendência é de crescimento e novos recordes para o setor. “O Brasil se aproxima de quebrar a barreira dos 10 GW em potência instalada e o Rio Grande do Norte se aproxima de quebrar 3 GW. Ou seja, o estado potiguar responde por um terço das eólicas de todo o Brasil. Não é um feito qualquer”, conclui. Atualmente, o RN é o líder brasileiro em potência eólica instalada, seguido pelo estado da Bahia com 1.7 GW, e Rio Grande do Sul, com 1,5 GW.

Para efeitos comparativos, o RN sozinho tem mais de três vezes a potência eólica instalada de todos os outros oito países da América do Sul e ainda ultrapassa Japão e Nova Zelândia, além de países europeus como Áustria, Bélgica, Bulgária,Croácia, Republica Checa, Finlândia, Grécia, Hungria, Noruega,Suíça e Ucrânia.

Fonte CERNE/SEERN Press

Foto: Ambiente Energia

Aneel libera início de operação comercial em eólica do Rio Grande do Norte

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) liberou nesta segunda-feira (18) o início da operação comercial na EOL Campo dos Ventos I, localizada no município de João Câmara, no Rio Grande do Norte. O benefício foi para UG1, UG2 e UG4, com 2,1 MW cada, totalizando 6,3 MW de capacidade instalada.

Outro parque eólico potiguar também entrou em funcionamento desde o dia 14 de julho, a EOL Macambira I, em Santana do Matos, foi beneficiada com a entrada em operação das unidades UG1 a UG9, de 2 MW cada, totalizando 18 MW.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

A produção de petróleo no mar representa hoje pouco mais de 10% do volume global no estado. (Foto: Junior Santos)

Petrobras poderá parar sete plataformas no RN

A Petrobras recebeu sinal verde da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para parar temporariamente a produção em sete plataformas no Rio Grande do Norte, mas os impactos da medida em empregos e royalties, por exemplo, não foram oficialmente divulgados. Nem a empresa nem a ANP também explicaram quais são os motivos da paralisação – autorizada por até um ano. Para analistas, esse passo pode sinalizar a intenção da estatal de passar adiante  parte dos campos que opera no mar, além dos terrestres que já pôs à venda. Há, porém, uma segunda hipótese considerada.

“Ou a produção vai parar porque o preço (do petróleo) está baixo e quando  melhorar a empresa vai voltar a produzir ou a empresa pretende fazer um farm-out, que é a cessão parcial ou total da concessão”, diz Jean-Paul Prates, presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN) e membro do Conselho Fiscal do Sindicato das Empresas do Setor de Petróleo, Gás e Combustíveis do RN (Sipetro/RN). “Nos Estados Unidos, quando o petróleo baixa muito, o órgão regulador diz que pode parar porque se o campo é antigo e (a agência)  tiver que pegar de volta para relicitar não valerá nada. Então a empresa pode parar e quando o petróleo melhorar de preço volta a produzir. Mas é uma coisa muito rara. É um tipo de autorização atípica”, acrescenta ele.

A suspensão dessas atividades havia sido revelada pela Agência Estado nesta semana e publicada na TRIBUNA DO NORTE, mas só ontem a ANP confirmou quais são as áreas envolvidas. Ao todo são 16 plataformas e não 25 como a Agência de notícias havia informado. Do total previsto, sete estão no mar do Rio Grande do Norte, distribuídas entre cinco campos de produção (Agulha, Arabaiana, Ubarana, Oeste de Ubarana e Pescada (Dentão). As demais estão no Ceará e em Sergipe.

Na mesma resolução em que autoriza a suspensão dessas atividades, a ANP permite a interrupção temporária de 14 campos. São 13 em terra – em Sergipe, Bahia e Espírito Santo – e um no mar, o campo de Agulha, no RN, que foi descoberto e começou a produzir nos anos 70.

Segundo o presidente do Sipetro, Fernando Lucena, os campos marítimos com sinal verde para parar produzem hoje “abaixo da linha comercial”. O impacto da paralisação, portanto, não seria expressivo.

Procurada ontem, a Petrobras não respondeu a questionamentos da TRIBUNA, que incluíam desde a motivação para interromper a produção e impactos como possíveis demissões e queda na produção.  A ANP, por sua vez, disse que apenas a estatal poderia comentar sobre isso  e explicar o motivo da interrupção.

Reportagem na Agência Brasil apontando a agência reguladora como fonte afirma, porém, que a autorização para paralisação foi motivada pela “recente e brusca” mudança da conjuntura externa à companhia, como a queda do preço do petróleo, a desvalorização significativa do real frente ao dólar, a perda de grau de investimento do Brasil e problemas enfrentados com fornecedores nacionais. A ANP determina que, findo o prazo de interrupção da produção, caso não tenha sucesso um possível processo de Cessão de Direitos das áreas, no dia útil seguinte deverá ser retomada a produção de cada campo, e apresentados os respectivos programas discriminando a curva de produção e atividades e investimentos previstos. Não sendo viabilizada a Cessão ou constatada a inviabilidade econômica, deverá o concessionário iniciar o processo de terminação dos Contratos.

Paralisação vai afetar royalties

A paralisação da produção em parte das plataformas marítimas no Rio Grande do Norte deve afetar o pagamento de royalties, mas em que medida isso ocorrerá ainda é uma incógnita. “Mas essas são as dores do processo. Não tem jeito”, diz Jean-Paul Prates, do Sipetro RN.

Caso a intenção da Petrobras seja repassar essas áreas a novos concessionários, a suspensão temporária seria um jeito mais rápido e menos oneroso de fazer isso, segundo ele, porque a estatal não precisaria “fechar” os poços. Os repassaria da maneira que estão, economizando tempo e recursos de possíveis novos investidores para reativá-los.

“Ou a empresa faz isso (para de produzir temporariamente) ou fica produzindo até o final antieconomicamente e algum dia diz ‘vou fechar tudo e devolver à ANP. Aí vai levar dois, três anos, em vez de levar um para recuperar a produção, porque o novo concessionário teria que furar de novo, colocar a plataforma e etc”, acrescenta ele. Possíveis perdas de royalties, na avaliação dele, seriam inevitáveis, mas não seriam também tão impactantes. A mesma avaliação é feita pelo presidente do Sipetro, Fernando Lucena.

Municípios
Atualmente, dois municípios potiguares recebem royalties da exploração de petróleo e gás no mar: Areia Branca e Guamaré. A informação é do Sindicato dos Petroleiros no Rio Grande do Norte (Sindipetro/RN). Juntos, eles já receberam pouco mais de R$ 10,5 milhões em royalties neste ano.

Guamaré, por exemplo, recebe os fluídos produzidos nos campos de Arabaiana e Pescada por meio de dutos, dois dos campos que terão plataformas desativadas temporariamente. Os campos marítimos são minoria no Rio Grande do Norte. Enquanto em terra existem 83 campos segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás natural e Biocombustíveis (ANP), há apenas dez campos no mar. Os números consideram o total de campos no estado e não apenas os da Petrobras, que é a maior operadora.

Na mais recente planilha da agência  sobre o repasse de roayalties, há apenas informações sobre dois dos que terão a produção paralisada: Agulha e Ubarana. Somados, eles repassaram  R$ 859.052 aos municípios no mês passado. Isso representa 47% do total de royalties que as cidades de Areia Branca e Guamaré receberam em junho. Os royalties nos dois municípios chegam a R$ 1.833.388, somados.

Se comparados com outros campos marítimos pelo Brasil, esses dois tem produção baixa. O início da produção deles se deu há quarenta anos: Ubarana em 1976 e Agulha em 1979. A exploração do campo Lula, localizado na bacia de Santos, chegou a gerar em junho o pagamento de R$ 122,8 milhões em royalties. Descoberto em 2006, Lula é o maior produtor em mar.

Os royalties são calculados a partir de três variáveis: a produção mensal de petróleo e gás natural produzidos pelo campo; o preço de referência do petróleo/gás no mês; e a alíquota do campo, que pode variar de 5% a 10%. Há mudança no valor dos royalties quando há alteração em algum desses fatores. Trata-se de uma compensação em dinheiro para os municípios em troca da exploração econômica desses recursos naturais. Em alguns campos no Rio Grande do Norte, a estatal brasileira não paga essa conta sozinha. Dos dez campos marítimos, as concessões de exploração são compartilhadas em três deles: Arabaina, Dentão e Pescada. Nos três, a Petrobras tem 65% dos direitos e a OP Pescada Óleo e Gás Ltda fica com os outros 35%.

Fonte: Renata Moura, Cledivânia Pereira e Marcelo Lima | Tribuna do Norte

 

Foto: www.ambienteenergia.com.br

Linha de crédito para microgeração solar pode ser ampliado à pessoas físicas

O Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, afirmou que o governo está estudando a possibilidade de criar uma linha de financiamento a mini e microgeração distribuída de energia solar exclusiva para pessoas físicas. A ideia é de que os empréstimos sejam concedidos aos brasileiros pela Caixa Econômica Federal, a partir de recursos do FGTS.

A proposta já foi apresentada ao ministro da Cidades, Bruno Araújo, que recebeu o projeto com entusiasmo. A ideia do financiamento surgiu a partir de FNE Sol, linha de financiamento do BNB para pessoas jurídicas, lançada em maio.

O ministro do MME acredita que é necessário ir além dos leilões para incentiar o crescimento da energia solar no Brasil. “Essa expansão se dará, na maior parte, através da geração distribuída” afirmou Fernando Coelho Filho.

Fonte: Agência Ambiente Energia

Foto: g1.globo.com

Eólica do RN é enquadrada no Reidi

O Ministério de Minas e Energia aprovou o enquadramento ao Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura da EOL Vila Acre I (25,2 MW), localizada no município de Serra do Mel, no Rio Grande do Norte. O período de execução das obras será entre 1º de agosto de 2016 até 15 de novembro de 2017, e será investido, sem a incidência de impostos, um total de R$ 109,3 milhões.

Fonte: Da Agência CanalEnergia , Negócios e Empresas

Foto: saobentodonorte.wordpress.com

Ministério das Minas e Energia classifica projetos de eólicas no RN como prioritários

Projeto de PCH em Goiás também é classificado como prioritário

O Ministério de Minas e Energia classificou como prioritários os projetos das EOLs São Bento do Norte I (24,2 MW) e São Bento do Norte III (22 MW), localizadas no município de São Bento do Norte, no Rio Grande do Norte. As usinas têm previsão para entrarem em operação no dia 1º de janeiro de 2019. Os projetos das EOLs Cristalândia II (30 MW) e Cristalândia III (30 MW), localizadas no município de Brumado, na Bahia, também foram considerados prioritários. A previsão para a entrada em operação das usinas é no dia 1º de julho de 2017.

Outro projeto que também foi considerado como prioritário foi o da EOL São Miguel III (22 MW), no município de São Bento do Norte, no Rio Grande do Norte. A previsão para a entrada em operação é em 1º de janeiro de 2019. O MME também aprovou como prioritários os projetos da EOL Aura Queimada Nova 3 (9 MW), no município de Barro do Piauí, no estado do Piauí, e da PCH Ypê (30 MW), em Santa Helena de Goiás, no estado de Goiás.

Fonte: Da Agência CanalEnergia , Negócios e Empresas

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Linhas de transmissão do RN serão leiloados em setembro

Dois empreendimentos de linhas de transmissão situados no Rio Grande do Norte estarão incluídos no leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) no dia 02/09, às 10h, na sede da BM&FBOVESPA S.A., em São Paulo. Os empreendimentos, ambos em 500 kV, são Açu III – Milagres II C2, com 292 km e Açu III – João Câmara III C2, com 143 km.

O edital da 2º etapa do Leilão de Transmissão nº 13/2015 foi aprovado na terça-feira  (05/07), durante Reunião Pública da Diretoria. As instalações de transmissão deverão entrar em operação comercial no prazo de 48 a 60 meses a partir da assinatura dos respectivos contratos de concessão, prevista para 25 de novembro de 2016. Serão implantados aproximadamente 6.600 km de linhas de transmissão e 6.750 MVA em capacidade de subestações.

Após análise das contribuições recebidas durante a audiência pública 080/2015, que discutiu a minuta do edital, e de reuniões de avaliação com o Ministério de Minas e Energia (MME), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Operador Nacional do Sistema (ONS), a Agência resolveu pela retirada de parte de alguns lotes e reestruturação de outros, o que culminou na divisão do certame em duas etapas.

Nesta segunda etapa serão licitados 22 lotes. Além do Rio Grande do Norte, outros empreendimentos estão localizados nos seguintes estados: Bahia, Ceará, Goiás, Espirito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco e Piauí , com expectativa de investimentos da ordem de R$ 11,8 bilhões e geração de 24.034 empregos diretos. A soma das Receitas Anuais Permitidas (RAP) máximas dos 22 lotes é de R$ 2,02 bilhões. O concessionário vencedor terá direito ao recebimento, por 30 anos, da Receita Anual Permitida pela prestação do serviço, a ser recebida a partir da operação comercial.

Para essa etapa, foi proposta a introdução de procedimento de licitação com grau de vinculação entre lotes condicionantes e lotes condicionados. Caso o lote condicionante não possua proponente, necessariamente será descartada a licitação dos seus lotes condicionados. Os lotes condicionantes poderão ser concedidos, mesmo que seus lotes condicionados não possuam proponentes, conforme figura abaixo.

Figura1- diagrama condicionamento: lotes “2” a “7”.

Figura1- diagrama condicionamento: lotes “2” a “7”.

Figura 2- diagrama condicionamento: lotes “9” a “12”.

Figura 2- diagrama condicionamento: lotes “9” a “12”.

Figura 3 - diagrama condicionamento: Lotes “14” a “18”.

Figura 3 – diagrama condicionamento: Lotes “14” a “18”.

Figura 4 - diagrama condicionamento: lotes “21” a “22”.

Figura 4 – diagrama condicionamento: lotes “21” a “22”.

Confira a tabela com todas as descrições dos lotes por Estado no site da ANEEL, clique aqui.

Fonte: SEERN Press com informações da ANEEL

Foto: genttesa.jor.br

RN cadastra projetos de energia eólica e solar em novo leilão

O Rio Grande do Norte teve 206 projetos de energia eólica e 56 de energia solar cadastrados para o 2º Leilão de Reserva 2016, previsto para 28 de outubro. Os projetos de eólica têm oferta de somada de 5.118 Megawatts (MW), a segunda maior entre os 12 estados que disputarão com essa fonte de energia. A liderança está com a Bahia, com 242 projetos e 6.216 MW. Os números foram divulgados ontem pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Os projetos cadastrados ainda passarão pela fase de habilitação, onde será analisado se estão aptos a participar do leilão.

No caso da energia solar, o RN tem 1.610 MW cadastrados – a terceira maior oferta de energia, atrás da Bahia (2.855 MW) e do Piauí (2.057). Dez estados tiveram projetos de energia solar fotovoltaica inscritos na disputa.

Ao todo, a Empresa de Pesquisa Energética – EPE cadastrou 1.192 projetos para o  Leilão, considerando as duas fontes de energia e todos os estados. São 799 de energia eólica e 393 de energia solar fotovoltaica, somando 33.225 MW em capacidade instalada.

Os leilões são importantes porque as empresas vencedoras conquistam mercado de longo prazo, ganhando fôlego para construir os empreendimentos. Por consequência, acabam gerando centenas de empregos em cada obra e aquecendo também a indústria fornecedora e outros segmentos relacionados.

Um outro leilão de Energia de Reserva que estava previsto para o final de julho, porém, está incerto. Em entrevista na semana passada, no Rio de Janeiro, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, informou que o governo federal admitiu o “provável o cancelamento” do primeiro Leilão. Para este, a EPE  já havia cadastrado 428 projetos que representavam 10.195 megawatts de potência instalada.

Transmissão
Também ontem, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que vai realizar no dia 2 de setembro um leilão de novos empreendimentos de transmissão. O edital do leilão foi aprovado durante reunião da diretoria da agência reguladora.

Serão implantados cerca de 6,6 mil quilômetros de linhas de transmissão e 13 subestações – estruturas necessárias para escoar a energia. As instalações deverão entrar em operação comercial no prazo de 48 a 60 meses a partir da assinatura dos contratos de concessão, prevista para o dia 25 de novembro de 2016.

Serão licitados 22 lotes de empreendimentos localizados na Bahia, Ceará, Goiás, Espirito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Segundo a Aneel, a expectativa de investimentos é de R$ 11,8 bilhões e geração de 24 mil empregos diretos.

Fonte: Agência Brasil | Tribuna do Norte