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Aneel libera 6,3MW em eólicas no Rio Grande do Norte

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou para entrada em operação comercial desde o dia 26 de novembro mais 6.300 KW em potência instalada no parque eólico Santa Úrsula, de propriedade da CPFL Renováveis.

O empreendimento agora passa a ter  25,2 MW em potência instalada e está localizado no município de Touros, no Rio Grande do Norte.

Fonte: SEERN/CERNE Press

Foto: Junior Santos

Mais de 100MW em eólicas devem entrar em operação comercial no RN até dezembro

Um levantamento realizado pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) revela que atualmente o Rio Grande do Norte tem cinco parques eólicos  que se encontram em fase de testes.  Com o funcionamento efetivo desses empreendimentos, mais de 100 MW  (106,8 MW) devem instalados no Estado até dezembro deste ano.

Desse total, cerca de 90 MW são provenientes dos parques eólicos Santana I, Santana II e Calango 6, cada um com 30 MW em potência instalada, do grupo espanhol Iberdrola e todos instalados no município de Bodó. Já 16,8 MW são oriundos do parque Santa Mônica, instalado no município de Touros.

O RN continua absoluto como líder nacional em quantidade de parques eólicos instalados e produção da energia proveniente da força dos ventos, detendo 3,1 GW em potência instalada.

Fonte: CERNE Press

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Financiamento desafia energia renovável

Esse será um dos maiores desafios ao setor de renováveis, que já vem sendo pressionado pela falta de linhas de transmissão para escoamento da energia gerada. Para o leilão de energia de reserva (LER) de dezembro, por exemplo, ficaram de fora projetos localizados no Rio Grande do Norte (RN), Bahia (BA) e Rio Grande do Sul (RS), uma vez que a capacidade instalada atual já atingiu os limites de escoamento dos Estados.

A mudança do papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve ser combinada a um cenário de crédito restrito, colocando ainda mais obstáculos a serem superados no segmento.

De acordo com a CELA Clean Energy Latin America, que presta assessoria financeira e estratégica a empresas e investidores do segmento na América Latina, os investimentos totais em geração de energia renovável devem somar cerca de R$ 200 bilhões até 2025. A projeção leva em conta estimativas preliminares do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de 2025, que estimam a necessidade de entrada de 38,1 gigawatts (GW) de potência de fontes eólica, solar e biomassa até 2025. Supondo a taxa média de 60% de alavancagem, eles precisariam de R$ 120 bilhões em financiamento.

Isso representa cerca de R$ 22,2 bilhões em investimentos por ano até 2025, sendo que R$ 13,3 bilhões serão financiados. Levando em conta a diretriz do governo de reduzir o papel do BNDES nesses investimentos, o desafio dos empreendedores é enorme. Para Eduardo Tobias, diretor da CELA, a visão apresentada no PCE preliminar da EPE era muito otimista e refletia números que ainda não incorporavam a queda na demanda por energia no país e nem que alguns projetos vencedores de energias renováveis poderão não ser construídos.

“Este revés, tanto na demanda quanto na oferta, deve¬se principalmente à recessão da economia brasileira, ao reajuste das tarifas elétricas a partir de 2015 e à volatilidade cambial”, disse Tobias. Mesmo considerando que a expansão da matriz de energia renovável seja de 75% da potência projetada pela EPE, os investimentos ainda seriam muito elevados, da ordem de R$ 150 bilhões. Supondo alavancagem de 60%, seriam R$ 90 bilhões em 9 anos, ainda um desafio muito grande.

O problema fica maior quando se consideram as mudanças nos financiamentos “tradicionais” para o setor. Recentemente, o BNDES aumentou o limite de alavancagem da fonte solar de 70% para 80% dos itens financiáveis, mas manteve em 70% para outras fontes renováveis, como as eólicas.

Segundo cálculos da Cela, porém, o limite real de alavancagem em solar é muito menor, devido a realidade do ritmo de desenvolvimento da cadeia de produção do setor. Como há a exigência de fabricação local de células, o limite chega a 57% no leilão de energia de reserva (LER) do início de dezembro.

Se a regra vigente for mantida, pode chegar a 0% para os vencedores dos leilões de 2017, em função da exigência de fabricação local das células. No caso das eólicas, os limites do BNDES foram mantidos em 70% dos itens financiáveis, mas o banco começou a sinalizar recentemente para o setor sua preferência por operações indiretas ou mistas, com a presença de agentes repassadores, segundo a Cela. Essa prática não altera diretamente o volume de capital alocado ao setor pelo BNDES, mas traz um aumento significativo no custo de financiamento para os empreendedores, diz a consultoria.

As debêntures de infraestrutura poderiam ser uma alternativa para ajudar na expansão do setor, mas ainda estão muito longe disso. Conforme a Anbima, desde a criação do instrumento, em 2011, até o início deste mês, tinham sido emitidos R$ 16,7 bilhões em debêntures de infraestrutura. Desse montante, no entanto, apenas R$ 3,9 bilhões tiveram como destino o setor de energia, incluindo geração e transmissão.

O montante alocado em geração de energia renovável, excluindo grandes hidrelétricas, é ainda menor. Foram dez emissões de complexos eólicos, somando R$ 636,8 milhões, nenhuma de bioenergia ou solar e algumas poucas de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

O próximo leilão de energia exclusivo para fontes renováveis está marcado para 19 de dezembro, com a negociação de projetos das fontes solar e eólica.

Fonte: Valor Econômico

 

 

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Aneel aprova edital do leilão A-1, com preço máximo de R$ 120/MWh

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o edital do leilão A­1, que acontecerá em 23 de dezembro. O preço máximo da energia contratada será de R$ 120 por megawatt­hora (MWh). Serão negociados contratos no ambiente regulado na modalidade por quantidade de energia, com prazo de suprimento de dois anos.

Em geral, os contratos na modalidade por quantidade de energia são utilizados para contratação de energia de hidrelétricas, mas o leilão vai contratar energia de qualquer fonte, com início do suprimento em 1º de janeiro de 2017.

Um decreto publicado pelo presidente Michel Temer em agosto mudou as expectativas para o leilão A­1. Antes, as distribuidoras de energia eram obrigadas a declarar um montante de reposição dos contratos para essa licitação.

Em função da sobrecontratação sofrida pelas companhias durante este ano, em parte devido à contratação de energia no A­1 do ano passado, a regra mudou. Agora, as distribuidoras que declararem estarem sobrecontratadas não precisarão informar o montante de reposição no A­1. Com isso, a expectativa é que a demanda nessa disputa seja muito pequena.

Fonte: Valor Econômico – 22/11/2016

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Leilão para usinas solares e eólicas tem bom preço para investidor, dizem analistas

O leilão de reserva para contratação de novas usinas de energia solar e eólica agendado pelo governo para 16 de dezembro deverá ter sucesso em atrair investidores mesmo em meio à conjuntura econômica ainda adversa do Brasil, afirmaram especialistas à Reuters.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu na sexta-feira os preços teto para a licitação, que foram vistos como suficientes inclusive para acomodar algum risco cambial, após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas levar a uma desvalorização do real contra o dólar.

A geração das usinas solares será negociada a um máximo de 320 reais por megawatt-hora, enquanto as eólicas terão teto de 247 reais por megawatt-hora. Os vencedores do leilão fecharão contratos com duração de 20 anos e início do suprimento em julho de 2019.

“O preço está bom, é satisfatório”, disse à Reuters o presidente do conselho da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Lauro Fiúza.

A avaliação é semelhante entre os investidores de geração solar, de acordo com o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia. “O valor foi bem recebido… atrairá um volume importante de empreendedores para participar do certame… com esta sinalização positiva ao mercado, haverá forte competição.”

Os leilões de reserva são realizados pelo governo com o objetivo contratar energia extra para garantir a segurança no atendimento à demanda. Assim, o certame acontecerá mesmo em um cenário de sobreoferta de eletricidade devido à crise, o que faz com que a expectativa não seja de uma contratação muito expressiva.

Além disso, os especialistas observaram que as restrições de financiamento ainda existentes em meio à recessão brasileira limitam a entrada de empresas no certame.

“Os fundos de investimento saem favorecidos, porque já possuem dinheiro levantado, e os estrangeiros também”, afirmou o diretor da consultoria Excelência Energética, Erik Rêgo.

Ele listou entre as favoritas na concorrência elétricas com capital estrangeiro e boa posição de caixa, como Engie e AES Tietê.

EFEITO TRUMP?

Apesar dos preços atrativos, o mercado deverá acompanhar atentamente a evolução do câmbio até o leilão, uma vez que a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas levou a uma desvalorização do real, que é negociado a 3,44 reais por dólar nesta segunda-feira, ante 3,15 reais na última terça-feira.

A diretora da consultoria Thymos Energia, Thais Prandini, disse que a alta do dólar impacta mais os projetos solares, que têm maior parcela de componentes importados, mas não deverá afastar o interesse do investidor a não ser que apareçam novas surpresas no radar.

“Tem muito investidor que está olhando… isso encarece o investimento nas plantas, claro… mas não acredito que vá atrapalhar o leilão”, disse.

Erik, da Excelência Energética, também disse acreditar que a atual taxa de câmbio não afeta a competição, mas ressaltou que esse será um ponto de atenção dos empreendedores.

“Um câmbio até 3,50 (reais por dólar) não vai mudar (o cenário para o leilão)… mas é um fator de incerteza que entrou… tem um mês ainda para ver como o dólar vai se comportar, se continuar oscilando muito o investidor pode tirar o pé”, disse.

NOVOS ESTADOS

As regras da licitação de dezembro deverão favorecer Estados até então menos visados para usinas eólicas e solares, uma vez que haverá limitação para participação na concorrência de projetos em regiões com falta de capacidade para conexão à rede de transmissão, como o Rio Grande do Norte, a Bahia e o Rio Grande do Sul.

“Posso imaginar que o Piauí vai ter parques em uma situação bastante favorável… Paraíba, Pernambuco. Maranhão tem alguma coisa também, então esses parques podem ser beneficiados nesse leilão”, disse o consultor Odilon Camargo, da certificadora de projetos Camargo Schubert.

Lauro Fiúza, da Abeeólica, também apontou o Ceará entre os Estados que devem atrair investimentos no leilão.

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Aneel libera operação de 52MW em eólicas no RN

A  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou a partir desta quinta-feira, 17 de novembro, a entrada em operação comercial  de dois parques eólicos no estado do Rio Grande do Norte.
Os parques eólicos de Cabeço Preto III e Cabeço Preto V, cada um com 26 MW, totalizam  52 MW em potência instalada. Ambos encontram-se instalados no município de João Câmara, na Região do Mato Grande, e são de propriedade da empresa espanhola Gestamp.
Fonte: SEERN
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Produção eólica atinge 3,3 GW médios entre janeiro e setembro

A produção das usinas eólicas em operação comercial no país alcançou 3.383 MW médios entre janeiro e setembro de 2016, o que na comparação com o mesmo período de 2015 representa um crescimento de 55,4%. De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a capacidade instalada dos 381 empreendimentos eólicos totalizou 9.713 MW, incremento de 37,7% na comparação com os 7.055 MW registrados em setembro de 2015, quando havia 276 projetos em operação.

Em setembro, dados consolidados da CCEE, por estado, indicam que o Rio Grande do Norte permanece como maior produtor de energia eólica do país, com 1.619 MW médios produzidos, aumento de 59,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece o estado do Ceará com 942 MW médios produzidos (+17,3%), a Bahia com 880 MW médios (+73,9%) e o Rio Grande do Sul que alcançou 602,6 MW médios (+42,7%) no mês de setembro.

Os dados sobre a capacidade instalada ainda indicam a liderança do Rio Grande do Norte com um total de 2.956 MW, aumento de 33,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece o Ceará com 1.881,6 MW (+226,8%), a Bahia com 1.750 MW (+45,6%) e o Rio Grande do Sul com 1.522,3 MW (+8,3%).

Fonte: Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

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Aneel libera operação de parque eólico no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou inicialmente na segunda-feira (15/11) a operação comercial de quatro turbinas eólicas do Parque Eólico Santa Úrsula, no Rio Grande do Norte. Os aerogeradores somam uma potência instalada de 8,4 MW. O empreendimento, de propriedade da CPFL Renováveis, encontra-se instalado no município de Touros.
Fonte: CERNE Press
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Aneel aprova preços para leilão de energia solar e eólica de dezembro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou na última sexta-feira (11) o edital e os preços teto para o leilão de energia de reserva marcado para acontecer no dia 16 de dezembro que contratará novas usinas solares e eólicas.

O preço-teto para as usinas solares será de 320 reais por megawatt-hora, enquanto o para os parques eólicos será de 247 reais por megawatt-hora.

Os empreendimentos vencedores do leilão fecharão contratos de venda de energia por 20 anos.

Fonte: SEERN Press com informações da Aneel

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Leilão de transmissão deve contratar R$ 26 bi em investimento em 2017

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pretende fazer novos leilões de transmissão em 2017, com a finalidade de contratar cerca de R$ 26 bilhões em investimentos, disse Romeu Rufino, diretor-geral da agência reguladora, em workshop sobre o setor de transmissão realizado hoje, em São Paulo, em parceria com a Apex Brasil.

Em discurso na abertura do evento, Rufino destacou os avanços recentes alcançados no planejamento dos leilões de transmissão, como aumento dos prazos para construção para até 60 meses e a implementação da gestão dos contratos de concessão.

No ano que vem, a Aneel pretende fazer um novo leilão de transmissão em março, com a contratação de investimentos em volume semelhante ao certame realizado em outubro, da ordem de R$ 12 bilhões.

Outras disputas nesse segmento devem acontecer também no ano que vem, levando o total dos investimentos para os R$ 26 bilhões.

Rufino falou ainda sobre a importância da autonomia das agências reguladoras, para garantir segurança jurídica e estabilidade regulatória nos setores regulados, como é o caso da energia.

O evento realizado hoje, com a presença de outros diretores da Aneel e vários empresários, além dos representantes da Apex Brasil, é mais uma medida que tem a finalidade de ajudar a atrair investimentos para o segmento de geração de energia. No leilão de outubro, o governo conseguiu seu melhor resultado nos últimos anos, com a contratação de 21 dos 24 lotes ofertados.

Aperfeiçoamento

A Aneel continua buscando aperfeiçoar os leilões de transmissão de energia, a fim de garantir a presença do maior número de investidores possível, disse Rufino, diretor-geral da agência reguladora, em conversa com a imprensa.

Em relação à possibilidade da realização de leilões que envolvam geração e transmissão, o chamado Leilão GT, Rufino disse que “é uma boa ideia”, mas há muitas variáveis que precisam ser consideradas antes disso, como a necessidade de segregação das atividades.

A Aneel vai abrir, em dezembro, a audiência pública para o leilão de transmissão de março. “Ainda estamos refinando os lotes e as condições”, afirmou Rufino.

Ainda não foi decidido, por exemplo, se a disputa vai ter vários lotes pequenos, como aconteceu no de outubro, o que permite a entrada de empreendedores de menor porte. “Gostamos de novos entrantes, mas não de aventureiros”, disse Rufino, completando que é bom para o sistema ter novos investidores.

Fonte: Camila Maia | Valor Econômico