Foto: Uol

Aneel libera funcionamento de 10.500Kw para eólica Santa Mônica, no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou nesta segunda-feira (22) a entrada em operação comercial de mais cinco turbinas do parque eólico Santa Mônica, instalado no município de Touros, Rio Grande do Norte. São 10.500 kW agregados ao parque e que agora alcança a potência instalada de 29.400 kW.

No início de dezembro a CPFL Renováveis, empresa detentora da usina eólica, comemorou a marca de 2 GW de capacidade instalada no Brasil, com a entrada total em operação dos complexos eólicos Campo dos Ventos e São Benedito, também instalados no RN. O estado continua como líder isolado em potência instalada e geração de energia elétrica através dos ventos.

Fonte: SEERN Press

Foto: SEERN Press

Presidente do SEERN visita sede da Fecomércio-RN

O presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN), Jean-Paul Prates, visitou, nesta terça-feira (20), a sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do RN (Fecomércio RN), onde foi recebido pelo Presidente Marcelo Queiroz e pelo Diretor Executivo Jaime Mariz.

Durante o encontro, eles fizeram um balanço das ações dos setores de comércio, serviços e do segmento energético em 2016 e programaram novos encontros em 2017 a fim de discutir parcerias em projetos que visem o crescimento econômico e sustentável do Rio Grande do Norte.

Fonte: SEERN Press

Foto: Ceará Agora

ANEEL vai licitar 7.373 km de linhas de transmissão no primeiro semestre de 2017

A ANEEL aprovou abertura de audiência pública para receber contribuições ao edital do leilão de transmissão nº 5/2016, destinado a contratar concessões de serviço público de transmissão de energia elétrica e previsto para o primeiro semestre de 2017.

Serão licitados 34 lotes de empreendimentos localizados em 16 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, com expectativa de investimentos da ordem de R$ 12,7 bilhões e geração de 27.415 empregos diretos.

As instalações de transmissão deverão entrar em operação comercial no prazo de 36 a 60 meses a partir da assinatura dos respectivos contratos de concessão. Serão implantados aproximadamente 7.373 km de linhas de transmissão e 13.172 em capacidade de transformação.

Fonte: ANEEL

Junior Santos

SEERN defende esforço por leilão

O Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN) divulgou nota ontem defendendo que os setores eólico e solar reúnam esforços e argumentos e insistam pela realização – no primeiro trimestre de 2017 – do leilão de energia que ocorreria na próxima semana, mas que foi cancelado  pelo governo federal.

O Rio Grande do Norte, maior gerador de energia eólica do Brasil, tinha, originalmente, projetos inscritos para a disputa, mas acabou excluído por saturação da atual estrutura das linhas de transmissão usadas para escoar a energia. O mesmo ocorreu com os estados da Bahia e Rio Grande do Sul. O leilão envolvia projetos de energia eólica e solar.

“O SEERN acredita que os setores eólico e solar devem reunir esforços e argumentos e insistir pela realização deste leilão de 2016 ainda no primeiro trimestre de 2017, além de outro leilão correspondente ao anual ainda em 2017!”, disse a entidade em nota assinada pelo presidente, Jean-Paul Prates. “A despeito de quaisquer circunstâncias políticas, o SEERN acredita que as instituições que planejam e regulam o setor elétrico brasileiro estão sob a gestão de técnicos capacitados e que conhecem a realidade das cadeias produtivas (eólica e solar fotovoltaica) no País, tanto no que tange à demanda energética quanto pela geração  de emprego e renda no Brasil. Por isso, estamos confiantes de que tais instituições saberão encontrar uma forma de compensar os potenciais prejuízos que a não-contratação em 2016 irá ocasionar, caso seja simplesmente ignorada”, acrescentou.

O leilão para contratação de energia de reserva estava marcado para o dia 19 de dezembro. Segundo o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Paulo Pedrosa, a realização da licitação não se justifica em um momento de excesso de energia no mercado. A projeção, de acordo com Pedrosa, é de uma sobra de 9 mil megawatts (MW) em 2020.

“Revisitamos o leilão de energia de reserva, pois não haveria justificativa para fazê-lo”, afirmou Pedrosa. “Se fizéssemos, seria um leilão tão insignificante em termos de quantidade que não seria nem mesmo adequado ao mercado.”

Segundo ele, as projeções do governo para a demanda futura de energia consideravam um crescimento maior do consumo, que não se concretizou. “Essas estimativas foram ajustadas e isso infelizmente tornou ainda mais complexa a questão da sobrecontratação”, afirmou.

Pedrosa ressaltou que o MME respeita o papel dos geradores renováveis de energia para a expansão do sistema, mas disse ser necessário fazer “testes de consistência” para reorganizar o setor elétrico. “Temos que enfrentar algo que não gostaríamos e fortalecer o conceito da verdade, sem iludir a sociedade.” Pedrosa explicou que a energia de reserva é contratada para compensar o déficit na garantia física dos contratos de energia. “Com sobra de energia, não há necessidade de contratar isso neste momento”, afirmou.

De acordo com o SEERN, O histórico do país mostra que, de 2009 a 2014, a média anual contratada para energia eólica foi de 2 GW. Em 2015, caiu para 1,1 GW. Em 2016, será zero. “Em 2017, teremos juntos a missão de viabilizar pelo menos 3,5 GW de capacidade contratada em eólicas para compensar o ano  perdido. Para isso, é preciso consolidar soluções regulatórias, logísticas, financeiras e operacionais”, disse a entidade.

O Sindicato acrescentou que  empresas geradoras, transmissoras, distribuidoras, fornecedoras e prestadoras de serviços do setor energético do Rio Grande do Norte  demonstram “preocupação com a recente série de acontecimentos envolvendo a continuidade do calendário de leilões federais”.

Fonte: Tribuna do Norte

turbinas-eolicas

18,9 MW em eólicas são liberados para operação comercial no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou a partir desta sexta-feira (16) a entrada em operação comercial de cinco aerogeradores do parque eólico Santa Mônica, instalado no município de Touros, no Rio Grande do Norte.
 O empreendimento é de propriedade da empresa CPFL Renováveis e já vinha operando comercialmente com quatro aerogeradores, agora passa a ter uma potência instalada de 18,9 MW.
Fonte: SEERN Press
996067_128337180670248_744594957_n

TERCEIRA NOTA RELEVANTE SOBRE A EXCLUSÃO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE DO 2º LEILÃO DE ENERGIA DE RESERVA (2016)

As empresas geradoras, transmissoras, distribuidoras, fornecedoras e prestadoras de serviços do setor energético do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do SEERN, vêm a público manifestar a sua preocupação com a recente série de acontecimentos envolvendo a continuidade do calendário de leilões federais, incluindo o segundo leilão de energia de reserva de 2016, cancelado na quarta-feira, 14, com base em estudos feitos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O SEERN lamenta tal decisão e acredita que outras decisões intermediárias podem ter contribuído para esse desfecho, tanto que, nas notas relevantes 003 e 004 de 2016, o SEERN já manifestava preocupação quanto ao teor e as consequências da Nota Técnica EPE/NOS 121/2016-r1, que excluía da participação do 2º LER os projetos de geração eólica e solar localizados nos estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, por saturação da atual estrutura das linhas de transmissão.

No caso específico do RN, tal medida teve o agravante de não ter considerado a implantação de um novo barramento de ligação de 500kv (SE Açu III), autorizado em 30/08/2016 pela ANEEL (Resolução Autorizativa nº 6.014). A nova estrutura será implantada pela empresa Esperanza Transmissora de Energia S.A., que assumiu parte das obras que eram de responsabilidade da Abengoa. Com isso, gerou-se novo fôlego ao sistema norte-riograndense de transmissão, permitindo a conexão de novos empreendimentos e podendo significar imediatamente 500MW ou mais em oferta no leilão. Soluções semelhantes poderiam igualmente ter permitido a participação aos outros estados afetados pelo mesmo corte.

Diante das reclamações dos estados excluídos, o Governo Federal não considerou viável refazer a tempo os cálculos das margens de escoamento e reinserir os estados excluídos no 2º LER2016. A situação ainda ficou pior diante da proibição, posteriormente, de alterações nas conexões informadas. À época, o governo chegou a cogitar o adiamento do leilão, o que provocou temores sobre “trágicas consequências para a cadeia produtiva de bens e equipamentos, e afugentamento de investidores internacionais”. Por isso, e em prol do interesse nacional, os governos estaduais e as entidades setoriais locais (inclusive este SEERN) arrefeceram na insistência de re-inclusão de seus respectivos territórios no 2º LER2016.

O cancelamento anunciado nesta quarta-feira deixa claro que não foram as pressões dos estados envolvidos as causadoras do novo cenário. O próprio Governo Federal não sentia segurança em realizar um leilão tão atípico. Tanto que a causa divulgada para o cancelamento foi a revisão das previsões de demanda futura de energia no Brasil, feita pela EPE e pelo ONS.

Diante disso, o SEERN acredita que os setores eólico e solar devem reunir esforços e argumentos e insistir pela realização deste leilão de 2016 ainda no primeiro trimestre de 2017, além de outro leilão correspondente ao anual ainda em 2017.

O histórico do país mostra que, de 2009 a 2014, a média anual contratada para energia eólica foi de 2 GW. Em 2015, caiu para 1,1 GW. Em 2016, será zero. Em 2017, teremos juntos a missão de viabilizar pelo menos 3,5 GW de capacidade contratada em eólicas para compensar o ano perdido. Para isso, é preciso consolidar soluções regulatórias, logísticas, financeiras e operacionais.

A despeito de quaisquer circunstâncias políticas, o SEERN acredita que as instituições que planejam e regulam o setor elétrico brasileiro estão sob a gestão de técnicos capacitados e que conhecem a realidade das cadeias produtivas (eólica e solar fotovoltaica) no País, tanto no que tange à demanda energética quanto pela geração de emprego e renda no Brasil. Por isso, estamos confiantes de que tais instituições saberão encontrar uma forma de compensar os potenciais prejuízos que a não-contratação em 2016 irá ocasionar, caso seja simplesmente ignorada.

O SEERN desde já se coloca à disposição das instituições e autoridades setoriais e das entidades parceiras, para reunir todos os recursos e esforços em prol da retomada dos leilões de energia em 2017 na forma proposta acima.

Convocamos, por meio da presente, todas as entidades empresariais e sociais, lideranças políticas e setoriais que se interessam e se importam com a consolidação do setor energético no Estado do Rio Grande do Norte para que se unam a esta proposição.

Jean-Paul Prates | Presidente SEERN
Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte

15/DEZ/2016

Foto: Full Energy

LER: cancelamento foi acertado, segundo consultor

Para Adriano Pires, governo considerou aspecto econômico, mas adiamento próximo da realização foi mal sinal. Sindicato das Empresas de Energia do Rio Grande do Norte (SEERN) sugere fazer leilão até março.

O cancelamento do leilão de reserva foi uma decisão acertada do governo, na opinião do diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires. De acordo com ele, com a desaceleração de economia, a sobra de energia está muito grande, o que não justificaria a realização do certame. “O governo está procurando mostrar a realidade do mercado, sendo transparente”, afirma. Ele acredita que o setor deve ser prudente e aguardar a perspectiva econômica e as diretrizes de contratação propostas para o ano que vem.

Porém, o aviso a menos de uma semana da sua realização foi criticado pelo diretor do CBIE. O aviso intempestivo cria insegura regulatória para o setor, considerando como um erro grave. “É um sinal ruim, se quer voltar a atrair investidor a estabilidade regulatória é importante”, avisa. Para ele, se o governo tivesse decretado o cancelamento do leilão há alguns meses, não haveria o impacto de agora.

O fato da demanda não ser determinante para a realização de um LER foi minimizado por Pires. Ele lembrou que agora o setor elétrico brasileiro estava sendo regido pelo aspecto econômico, o que não havia nas gestões anteriores, nos governos Lula e Dilma. Para ele, a presença desse fator é motivo para cancelar o leilão e não poderia se fazer um leilão em cima de um mercado que não existe. O consultor também não acredita que a não realização do certame poderá prejudicar as cadeias industriais, já que elas vêm contratando há vários anos. “Ninguém pode contar com leilões todo ano, porque isso depende do comportamento da economia”, observa.

O adiamento do leilão não surpreendeu o presidente do Sindicato das Empresas de Energia do Rio Grande do Norte, Jean Paul Prates. Ele via um certo desconforto do governo com o certame e considerou que caso fosse realizada, a disputa seria atípica. Projetos localizados no Rio Grande do Norte, Bahia e Rio Grande do Sul já haviam sido excluídos do LER por falta de capacidade de escoamento de energia. Segundo Prates, isso já afetaria a competitividade e a modicidade tarifária do certame. “O leilão já caminhava para o cadafalso”, aponta.

O presidente do SEERN sugere que o governo realize até março do ano que vem um leilão de reserva referente a 2016, incluindo os empreendimentos do RN, BA e RS, o que lhe daria a plenitude em competitividade. No segundo semestre, seria feito um outro leilão de reserva referente a 2017. Elogiando a capacidade da equipe que integra o MME, Prates acredita que eles sabem a importância do calendário de leilões para a manutenção da consistência de uma cadeia produtiva. “O governo tem pessoas capazes, de mercado, que conhecem o setor”, pondera.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

Foto: Ambiente Energia

Governo cancela leilão de energia eólica e solar

O setor de energia limpa brasileiro levará um banho de água fria no final deste ano. O leilão de reserva de energia, marcado para o dia 19 de dezembro, que contrataria apenas energia vinda de fontes eólicas e solares, será cancelado pelo Ministério de Minas e Energia.

Com isso, 2016 será um ano sem contratação para energia eólica, o que prejudica o planejamento do setor para 2019 e 2020, quando a energia contratada agora surtiria efeito na produção.

Há grande receio na indústria de que a cadeia produtiva criada no Brasil nos últimos seis anos passe por uma ruptura pela falta de demanda energética no país. De 2009 a 2014, a média contratada para energia eólica foi de 2 GW. Em 2015, apenas 1,1 GW. Agora, só em 2017.

Segundo o secretário do ministério, Paulo Pedrosa, o cancelamento do leilão foi motivado pela nova previsão de queda na demanda por energia para este ano e para o próximo ano.

Como haverá sobra de energia nas distribuidoras, o governo entendeu que não há necessidade de realizar o leilão.

O leilão de reserva é feito para atender a uma margem de segurança entre a energia contratada pelas distribuidoras e o mercado consumidor.

Fonte: Exame | Luciano Pádua e G1 | Laís Lis

eolica

Geração de energia eólica no País cresce 53% de janeiro a outubro, diz CCEE

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informou que a geração de energia eólica no Sistema Interligado Nacional (SIN) cresceu 52,7% de janeiro a outubro de 2016 ante o mesmo período do ano passado, de 2.343 MW médios para 3.577 MW médios.

A geração total das usinas do SIN, por sua vez, alcançou 61.517 MW médios entre janeiro e outubro de 2016, montante 0,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram produzidos 61.258 MW médios, segundo o boletim InfoMercado mensal da CCEE.

A fonte hidráulica, que engloba usinas hidrelétricas de pequeno e grande porte, também teve incremento na produção e registrou 45.535 MW médios, volume de energia 7% superior ao registrado em 2015, quando as usinas desse tipo de fonte geraram 42.559 MW médios. Já a geração térmica (12.404 MW médios) teve um desempenho 24,1% inferior ao alcançado no ano passado, quando as usinas dessa modalidade geraram 16.334 MW médios.

Eólica por Estado

Na geração eólica por Estado, os dados consolidados da CCEE indicam que o Rio Grande do Norte permanece como maior produtor do País, com 1.580 MW médios em outubro, aumento de 49,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece o Ceará, com 922 MW médios (23,2%) produzidos, a Bahia, com 824 MW médios (52,9%), e o Rio Grande do Sul, que alcançou 760 MW médios (33,1%) no mês de outubro.

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Divulgação/Gamesa

Complexos eólicos no RN atingem produção de 2 Gigawatts de energia limpa

Com 801,6 MegaWatts (MW) de capacidade instalada para produção de energia no Rio Grande do Norte, a CPFL Renováveis comemorou no estado, esta semana, a operação de 2 GW de energia limpa no Brasil. A marca foi alcançada graças à produção dos Complexos Eólicos Campos dos Ventos e São Benedito, localizados no interior do estado. Os dois atendem ao mercado livre, ou seja, não foram construídos para vender energia nos leilões anuais, realizados pelo governo federal.

Os nove parques que compõem os complexos ficam entre os municípios de João Câmara, Parazinho, São Miguel do Gostoso e Touros, no litoral Norte. As primeiras torres começaram a funcionar em março de 2016. Agora, a empresa alcançou o feito no aerogerador 85, dos 110 instalados. Os 2 GW de energia seriam suficientes para abastecer uma metrópole como Nova York, segundo afirma o presidente da empresa, Gustavo Sousa.

A produção dos dois complexos potiguares, apenas,  podem abastecer até 231 mil famílias com uma média de quatro pessoas, cada. A empresa tem pelo menos mais um projeto para o estado, mas depende das condições do próximo leilão do governo.

“A nossa capacidade principal instalada hoje, para projetos eólicos, é a do RN. É o estado que tem maior relevância para a gente em termos de capacidade. E quando a gente fala do portfólio em desenvolvimento, também é um dos estados que têm maior foco e atratividade”, afirma Sousa, sem revelar detalhes.

Apesar de prever pelo menos mais um complexo com cerca de 200 MW de capacidade, a empresa não tem boas perspectivas para o leilão de energia de reserva marcado para o próximo dia 19 de dezembro. Por enquanto, a CPFL Renováveis não possui nenhum novo projeto em construção ou contratado no RN.

A CPFL Renováveis é a maior empresa do setor no Brasil e na América Latina. Além dos empreendimentos eólicos, ela também possui uma usina de biomassa de cana de açúcar, em Baía Formosa, onde produz 40,0 MW. A capacidade instalada da matriz energética brasileira (contando com todas as fontes) é 161,0 GW. A produção da CPFL no RN representa 0,5% do total dessa matriz. Até 2020, o estado deverá se manter na liderança do ranking de maiores produtores brasileiros de energia eólica – atualmente é responsável por 3 GW de um total de 10 GW que essa matriz produz no país. No fim desta década, deverá ser ultrapassado pela Bahia, que já tem mais projetos contratados.

‘Linhões’ no meio do caminho da energia renovável do Brasil

A CPFL Renováveis atua com todas as fontes limpas no país e opera atualmente 540 MW em projetos de matriz solar. Os planos de ampliar esse tipo de investimento esbarra na dificuldade de conseguir estruturar financiamento e a precificação dos equipamentos em dólar. “É conseguir casar a estrutura do projeto com o risco que a gente está disposto assumir.

O risco cambial é um que a gente não pretende ter. Isso dificulta um pouco o projeto. À medida em que a gente tiver mais fornecedores trazendo fábricas para o Brasil, quem sabe a gente consegue viabilizar isso”, pondera o diretor de Novos Negócio da empresa,  Alessandro Gregori.

O leilão de energia do próximo dia 19 ainda é uma incógnita para os investidores do setor. Eles não estão muito otimistas. O governo federal excluiu o RN – o maior produtor – Bahia e Rio Grande do Sul por causa de atrasos em estruturas dos “linhões” de transmissão. Esses estados contavam, porém, com vários projetos de investidores que querem produzir neles. A CPFL Renováveis, por exemplo, conta com plano de produção de mais 200 MW no RN, que não poderá entrar na concorrência para vender energia de reserva ao governo.

“A restrição de conexão para essa região do Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará pode impactar e reduzir em muito a oferta desse leilão. Hoje nossos projetos são todos nessa região, a maior parte é no Nordeste. Tem escoamento sim. O problema são as condições de escoamento. Às vezes a linha está muito longe daquilo que pode ser o ideal”, assinala Alessandro Gregori.

O presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (Seern), Jean-Paul Prates considera que a exclusão do RN é “artificial” e que pode prejudicar inclusive a manutenção de empregos no setor, nos próximos anos. Isso ocorreu por causa de uma nota técnica que declarou que o estado não tinha nenhuma capacidade de conexão. Um dia após o cálculo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Operador Nacional do Sistema (ONS), a  Aneel resolveu um problema em uma das subestações de Assu e liberou 500 MW, disponíveis já a partir de 2017. Apesar disso, a decisão de exclusão foi mantida.

“A gente considerou que alguns investidores poderiam inscrever seus projetos assim mesmo e conectá-los com o Ceará, ou com outros lugares, e depois pedir a requalificação daquela conexão para um lugar no Rio Grande do Norte, uma vez que já foi solucionado o problema. Mas há alguns dias atrás, o governo mudou a regra e disse que não pode mais haver requalificação das conexões”, explicou.

“Deram outra cacetada no Rio grande do Norte. Nós já não podíamos participar teoricamente, e agora não podemos participar na prática. Fomos excluídos em dois atos. Isso é muito negativo”, acrescenta Prates.

Para o consultor, isso deve criar um “dente” na curva de crescimento da capacidade instalada, trazendo o reflexo em alguns anos, inclusive na manutenção dos 20 mil empregos que se estimam criados para execução de obras daqui a dois ou três anos. Prates afirma que o estado ainda tem muito potencial duas vezes maior que a atual capacidade instalada, considerando-se apenas produção onshore (em terra). “Isso baseado nas medições de hoje. Daqui a cinco anos, com melhores medições, esse potencial pode ser maior”, considera.

Apesar de ainda não ter uma visão clara do que deve acontecer no próximo leilão, Edgard Corrochano, diretor geral da Gamesa Brasil, fabricante de aerogeradores, considera que o governo vai comprar energia e por causa da demanda, mesmo com as restrições. Segundo ele, a perspectiva é de retomada de crescimento econômico a partir de 2018 ou 2019. Com isso, avalia, o Governo precisa garantir oferta de energia,

“Muito da garantia física que existe no Brasil está apenas no papel. Na realidade, muito dela não existe”, argumenta. Ele salienta que são necessários novos 3 GW de energia por ano. “A gente está confiante de que o governo vai comprar isso”.

CRESCIMENTO

A CPFL Renováveis se tornou a maior empresa do  mercado nacional em apenas seis anos, no setor eólico. Até 2011, ela não tinha nenhum projeto em operação. Além de novos, tirados do papel – chamados de greenfield – a empresa também comprou projetos em execução, cujos proprietários enfrentavam dificuldade. Da carteira de projetos, a empresa atualmente conta com dois terços em produtos desenvolvidos e um terço comprado já em operação.

Segundo o diretor de Novos Negócios da empresa, Alessandro Gregori Filho, são analisados os riscos políticos e de captação de financiamento que vão para o cálculo da taxa de retorno. Essa taxa define se o investimento e o risco envolvidos valem ou não à pena.

O diretor explicou que a empresa olha “com os mesmo olhos”, oportunidades de financiamento para projetos em operação ou greenfield.  Ele ressalta que apesar do momento da economia gerar muitos vendedores de projetos, a situação não é tão favorável devido às condições de financiamento, como juros mais elevados. “Tudo isso entra numa grande conta”, pontua.

Fonte: Igor Jácome | Novo Jornal