Aneel libera operação comercial de eólicas no Rio Grande do Norte

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou desde o dia 09 de dezembro a  entrada em operação comercial de 4 turbinas eólicas do parque Santa Mônica, localizada no município de Touros no Rio Grande do Norte. Cada turbina tem  2,1 MW, somando um total de 8.400 kW em capacidade instalada.
No mesmo dia, a Aneel também liberou a entrada em operação comercial  de mais uma unidade geradora, de 2,1 MW,  no parque eólico Santa Úrsula, também instalado  em Touros. O empreendimento, de propriedade da CPFL Renováveis, alcança  27, 3 MW em capacidade instalada.
Fonte: CERNE/SEERN Press

Leilões de energia eólica precisam de previsibilidade, afirma Gamesa

Os fornecedores de equipamentos para a indústria de geração de energia eólica precisam de previsibilidade na contratação de projetos pelo governo, afirmou Edgard Corrochano, diretor-geral da Gamesa no Brasil, durante evento de inauguração dos complexos eólicos Campo dos Ventos e São Benedito, da CPFL Renováveis.

A cerimônia, realizada na terça-feira, marcou a chegada da CPFL Renováveis aos 2 GW de potência instalada em operação, ao mesmo tempo em que celebrou a entrega pela Gamesa de equipamentos para geração de 2 GW de potência desde sua chegada ao Brasil, em 2010.

“Precisamos ter 3 GW de energia eólica contratada por ano para manter a indústria ativa e sem interrupções”, disse Corrochano. O executivo afirmou ter confiança de que o governo fará “o correto” no leilão de energia de reserva (LER) marcado para 19 de dezembro e vai contratar no mínimo esse volume de energia da fonte eólica.

A disputa vai contratar projetos das fontes eólica e solar. O problema, no caso das eólicas, é que há uma limitação de escoamento da energia. Os Estados do Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Bahia ficaram de fora da disputa, por não terem linhas de transmissão disponíveis para novos projetos. Segundo os cálculos da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), esse cenário fez com que apenas 2 GW de energia eólica possam ser habilitados para a disputa.

Questionado sobre essas limitações da conexão, Corrochano voltou a dizer que o governo precisa contratar um volume mínimo de 3 GW de eólicas na disputa, para garantir que os seis fornecedores de equipamentos instalados no país tenham no mínimo 500 MW adicionais na carteira. “Acho que o governo tem que fazer todo o possível para isso”, disse.

A expectativa de Corrochano é que a Gamesa tenha uma “fatia relevante” dos projetos contratados no leilão. “O preço sempre poderia ser melhor, mas acho que remunera o risco e haverá investidores dispostos”, afirmou.

O plano da empresa, que atualmente tem 17% de participação no mercado de aerogeradores no Brasil, é chegar à liderança, superando a GE, que alcançou uma fatia de 35% do mercado do país depois da aquisição da Alstom. O executivo, porém, não revelou qual o volume de projetos na sua carteira. “Temos algumas centenas de MW para entregar nos próximos anos. Não posso falar o volume exato, mas temos um volume interessante até 2018”, disse.

Fonte: Camila Maia | Valor Econômico

Residências respondem por 40% do consumo de energia no RN

A recessão econômica do país influenciou diretamente no consumo de energia no Rio Grande do Norte nos últimos dois anos, conforme informou nesta semana o diretor-presidente da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), Luiz Antonio Ciarlini. De acordo com ele, o crescimento da distribuição energética potiguar ficou bem abaixo da média das últimas décadas.

Mesmo com recessão a Companhia investiu mais de R$ 240 milhões em obras de infraestrutura este ano no estado que tem a menor tarifa residencial do Nordeste (R$ 0,40) por kilowatt/hora, uma das menores do país e o maior consumo residencial da região.

Apesar da preocupação, Ciarlini considera que a situação do RN está melhor que em outros estados. “Se formos olhar os últimos dez anos, a gente crescia uma média de 4%. No ano passado foi 0,8% e em 2016 estamos um pouco acima de 1,5%, mesmo com uma base baixa como a do ano passado. Cresceu pouco”, aponta.

Para o diretor da Cosern, está claro que o baixo crescimento foi causado pela recessão, que diminui o consumo da indústria e do comércio, por exemplo. Embora 85% dos 1,38 milhão de clientes potiguares sejam residenciais, eles são responsáveis por 40% do consumo. A indústria representa 10% e o comércio 20%. Ele acredita e o estado só não teve uma queda maior porque o setor da indústria é pequeno.

Luiz Antonio Ciarlini ainda descartou que a estiagem tenha influenciado na distribuição de energia. Para ele, embora a seca cause mudança de comportamento de clientes rurais e das distribuidoras de água, não afeta a disponibilidade de energia, já que o sistema brasileiro é interligado, ou seja, existe um remanejamento da energia entre as regiões. Além disso, o presidente da Cosern lembrou que o Rio Grande do Norte é um grande produtor de energia eólica, que o deixa em uma situação confortável.

Em 2016, a companhia aportou R$ 240 milhões em obras de melhoria da rede, como construção e ampliação de subestações. “O maior investimento da história no estado”, diz. Apesar de ainda não ter concluído o planejamento para o próximo ano, Ciarlini garante que o valor será ainda maior.

O diretor destaca que a Cosern foi a distribuidora melhor avaliada em pesquisa da Agência Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com os clientes de todas as empresas acima de 400 mil consumidores. Na pesquisa da Aneel, 77% dos usuários do serviço da Cosern afirmaram que ela presta um bom ou ótimo serviço. “Esse índice é bom no Brasil e fora do país. Entre os serviços públicos, a distribuição de energia também é o melhor avaliado do país. Isso aumenta nossa responsabilidade, nos obriga a manter a qualidade e melhorar ainda mais”, argumenta.

Automatização na operacionalização

A Cosern opera 62 subestações espalhadas pelo estado, todas automatizadas e operadas diretamente do Centro de Operações da empresa, sede em Natal. Elas são interligadas por 50 mil quilômetros de linhas. Também há 600 equipamentos espalhados para monitorar a qualidade do fornecimento. “Hoje para que a gente precise ter informação do cliente de que ocorreu uma falta de energia, só se essa ocorrência for em uma unidade ou em áreas muito pequenas  do estado. Os casos  de maior abrangência nós já identificamos, temos como antever, e isso é fruto de investimento contínuo em tecnologia. A Cosern está na vanguarda da tecnologia em distribuição”, defende.

Para Ciarlini, é importante continuar investindo mesmo em tempos de recessão, pois o consumidor está cada vez mais exigente. Ele assinala que se o distribuidor não ampliar a qualidade do serviço, a insatisfação será imediata. “O consumidor que está satisfeito hoje está cada dia mais existente. Se nós tivéssemos a qualidade de fornecimento de 15, de 20 anos atrás, o cliente hoje não estaria feliz. A cada ano ele quer uma melhor qualidade de serviço e nossa obrigação como prestadora de um serviço público tão importante, que entra na casa da família, que faz com que o estado cresça, é essa”, pondera.

Fonte: Ígor Jácome | Novo Jornal

Chesf antecipa obra no Rio Grande do Norte

A Chesf concluiu e energizou a ampliação da ICG Lagoa Nova, no Rio Grande do Norte, com a implantação do 3º transformador de 150 MVA. A obra que foi concluída no dia 27 de novembro, tinha data autorizada, por resolução da Aneel, para conclusão em 31 de janeiro de 2017, sendo energizada com 64 dias de antecedência.

O empreendimento considerado pelo Setor Elétrico como prioritário, disponibiliza a energia dos novos parques da Força Eólica Brasil, correspondendo a um montante de geração próximo da capacidade da ampliação. O investimento aplicado foi de aproximadamente R$ 10.909.194,51, recursos frutos de financiamento obtido junto à Eletrobras, com uma receita anual permitida de R$ 1.565.228,72.

A energização antecipada ocorreu devido ao início da implantação, pela Chesf, de um novo modelo de gerenciamento de projetos, que entre outras ações, criou o gestor de empreendimento exclusivo, e ao comprometimento de todos os setores da companhia.

Fonte: Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção