Foto: Argemiro Lima | Novo Jornal

Produção de petróleo em terra é incerta no RN, diz especialista

O Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE) lançado ontem em Salvador (BA), pode ser um passo para se discutir a retomada dos investimentos no setor no Rio Grande do Norte, mas o programa não dá essa certeza, considera o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates.

Na solenidade de abertura, o ministro das Minas e Energias,  Fernando Coelho Filho, disse que o Programa Reate que incentivar produtores, fornecedores e financiadores dessa atividade para aumentar a exploração e produção com objetivo de tornar a indústria de exploração e produção forte e competitiva.

Segundo o ministro Fernando Coelho Filho, as centenas de empresas que atuam na produção onshore devem ser valorizadas. Essas empresas geram milhares de empregos no interior do país, reiterou. “Um poço que produz 2, 3, 5 mil barris ao dia, no interior do Nordeste, é tão importante quanto um poço do pré-sal que gera 50 mil barris ao dia”, disse.

Jean-Paul Prates explica que a atividade em terra se ressente de atenção governamental, principalmente quanto a um norte definido. Isso desde 1998, quando se iniciou o novo regime regulatório de concessões no Brasil, frisa.

A retomada dos investimentos, avalia Prates, não é um tema simples. De acordo com ele, ela envolve muito mais do que técnicas de revitalização e viabilidade econômica. “Para mim, a solução não é imediata e requer um processo de pelo menos 10 anos para ser implementado com sucesso. Perdemos quase 20 anos na inércia total. Estamos muito atrasados quanto a esta questão”, assinala o especialista em energias, que ressalva: “Evidentemente nunca é tarde para se começar a tratar do assunto, de forma consistente.”

A questão preliminar do Reate, segundo Jean-Paul, é saber se o programa conseguirá ser implementado, apesar de essa ser outra questão. Segundo ele, o declínio das atividades do petróleo decorre da exaustão das reservas já exploradas. “Os volumes vão declinando e as novas campanhas exploratórias não encontram novas reservas”.

O problema da produção terrestre no RN, como em todos os campos terrestres, é que a bacia vai amadurecendo e sobrevivendo apenas da produção que resta. Nesta fase, comenta, a única saída são os investimentos na chamada revitalização, que podem envolver processos físicos como bombeio, injeção de água, vapor ou gás, ou ainda processos químicos mais complexos. “Tudo para retirar do subsolo o restante de petróleo que ficou lá após a aplicação dos métodos convencionais”, sentencia.

De acordo com o especialista, normalmente, os investimentos em revitalização são realizados por empresas de configuração mais local, regional do que global. Porém, o erro das tentativas anteriores em repassar estes ativos para empresas privadas, avalia Prates, foi justamente forçar fazer pressão para vendê-los diretamente a empresas cuja  estrutura e os interesses tampouco eram locais. No caso, as empresas estrangeiras ou nacionais mas de porte e interesse diversos.

O Reate, por outro lado, não teve qualquer cuidado em lembrar que, por trás das operações atuais, mesmo decadentes, há um corpo de técnicos e funcionários que sofrerá consequências de uma transição sem oportunidade para que continuem trabalhando, argumenta Prates. Por isso, se explica a reação contrária de  sindicatos de trabalhadores e associações de empregados.

Jean-Paul Prates lembra que programas de revitalização da produção e exploração como o Reate não são novidades. “Já houve outras iniciativas deste tipo em 2002, 2007 e até em 2015”, ressalta.

Segundo Prates, o secretário de Petróleo, Márcio Félix, lhe disse que o evento na  Bahia visa coletar sugestões e avaliar o que foi feito até agora, e por que não deu certo. “Creio que a iniciativa de tornar a discutir o assunto, com objetivo de criar um plano para estimular a atividade de petróleo em terra é não apenas válida como essencial para situações como a do RN”, assinala Prates que quando foi secretário de Desenvolvimento do RN no governo Wilma de Faria, Fortes também era secretário da mesma área no Espírito Santo. “Estabelecemos algumas parcerias inclusive quanto à análise desta questão dos campos terrestres”, complementa.

Jean-Paul Prates adverte que será um erro ignorar o papel proeminente que a Petrobras e seus técnicos podem ter quanto a isso, caso seja caracterizada,  mais uma vez, uma situação de antagonismo de pequenos produtores contra a estatal. Caso isso aconteça, o programa estava fadado a não progredir como os anteriores, afirma.

“É preciso conciliar os interesses antes de partir para simples vendas de ativos. Uma das possibilidades, que tenho sugerido há mais de dez anos, é utilizar o modelo de parceria evolutiva: ou seja, traçar planos técnicos e financeiros para o investimento em revitalização, escolher grupos técnicos competentes e iniciar cedendo parcelas minoritárias nos ativos, submetendo as cessões de mais percentual no negócio ao desempenho técnico e ao atingimento de metas”, analisa. Dessa forma, adianta, isso tornaria a transição mais suave, tanto para quem assume os campos marginais quanto para quem sai deles.

Outra questão levantada por Jean-Paul Prates e que dificulta o interesse de investidores é a questão dos custos de abandono. “São os custos que o operador tem que incorrer para finalizar as operações”, destaca. Segundo ele, o operador atual (Petrobras ou outro) deveria ter provisionado uma conta de abandono para isso, ao longo das operações de 20 ou 30 anos de produção. “Mas isso não parece ter ocorrido, o que impõe a quem compra ou sucede a operação o custo total de abandono no futuro. Também o passivo ambiental deve ser dimensionado de forma a que a responsabilidade caiba a cada um dos períodos de operação separadamente. Como se vê, há muito o que discutir e decidir, antes de simplesmente vender os campos”, encerra.

Produção terrestre no Brasil

O ministro das Minas e Energias, Fernando Coelho Filho, disse ontem na Bahia, no lançamento do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração  e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE) que a produção atual Onshore (em terra) no Brasil é de 143 mil barris diários de óleo e 26 milhões m3/dia, em 8 estados.

A proposta do REATE é que essa produção atual possa triplicar até 2030, chegando aos atuais patamares Onshore de Argentina e Equador, algo em torno de 500 mil barris diários. De acordo com ele, a iniciativa pode ainda ajudar a levar a exploração e produção no dobro de Estados, gerar mais de 10 mil novos empregos diretos e indiretos e movimentar a economia de centenas de municípios. Também é uma meta do programa aprimorar o ambiente de produção competitiva de gás natural, de modo a dar suporte a um desenvolvimento industrial regional, notadamente nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil.

“Estamos juntando uma série de oportunidades, em todos os tipos de áreas de exploração e agora temos a ideia de lançar esse programa, ouvindo a indústria para poder aumentar sua participação, casando com a oportunidade de desmobilização de ativos da Petrobras. Estamos vendo de que forma podemos dinamizar essa produção”, afirmou Coelho Filho.

Fonte: Silvio Andrade | Novo Jornal
Foto: Ambiente Energia

Conheça os cinco estados brasileiros com mais capacidade instalada de energia eólica

O Brasil já conta com 10,74 GW de capacidade de energia eólica instalada em 430 parques. Quando pensamos nestes números, é comum já imaginarmos os aerogeradores nas paisagens do Nordeste. Isso acontece porque de fato a região é a grande produtora de energia eólica, mas a realidade é que já temos parques eólicos em outros estados também. Veja, abaixo, o ranking levantado pela Abeeólica com os cinco estados brasileiros com mais capacidade instalada de energia eólica e o que está previsto até 2020, considerando os leilões já realizados e contratos fechados. Importante mencionar que, com novos leilões, os valores previstos para os próximos anos devem aumentar.

Rio Grande do Norte

Com 125 parques eólicos e 3,4 GW de capacidade instalada de energia eólica, o Rio Grande do Norte é atualmente o primeiro do ranking. O Estado tem cerca de 1.700 aerogeradores. Se considerarmos o que já está contratado para o RN, serão mais 1,2 GW e mais 50 parques até 2020.

Bahia

Segunda colocada no ranking, a Bahia está bem perto de completar 2 GWs de capacidade instalada: atualmente está com 1,9 GW, 73 parques eólicos e mais de 1.000 aerogeradores. Se considerar capacidade já contratada e em construção, o Estado ainda vai ganhar mais 3,5 GW e 159 parques até 2020.

Ceará

Com 1,7 GW de capacidade instalada, 68 parques e mais de 900 aerogeradores, o Ceará é o terceiro colocado no ranking. Até 2020, serão mais 37 parques e 838 MW de capacidade instalada.

Rio Grande do Sul

Saindo do Nordeste, temos o Rio Grande do Sul como quarto colocado no ranking, com 1,65 GW e 72 parques. São quase 800 aerogeradores no Estado. Até 2020, o Rio Grande do Sul terá mais 11 parques e 181 MW, considerando leilões já realizados. Importante mencionar que, em 2016, o Complexo eólico de Osório completou dez anos e inaugurou um Centro de Visitantes com informações detalhadas sobre o local.

Piauí

Com 914 MW e 36 parques, o Piauí é quinto colocado. Até 2020, serão mais 934 MW e 34 parques.

Além destes estados, também há considerável capacidade instalada em Pernambuco, Santa Catarina, Paraíba, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. No gráfico abaixo, você verifica a capacidade instalada por cada Estado atualmente e o número de parques:

formato

 

Fonte: Abeeólica

Foto: Jornal GGN

Demanda dita ritmo de leilões de energia em 2017

O calendário de leilões de energia do governo este ano depende basicamente de dois fatores: a necessidade de demanda futura das distribuidoras e o resultado do leilão de descontratação em estudo pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A pasta também avalia a possibilidade de flexibilizar características dos certames, para ajustar o prazo de contratação de projetos à necessidade do mercado.

A demanda das empresas de distribuição de energia é fundamental para viabilizar leilões convencionais, principalmente os do tipo A-3 e A-5, com início de fornecimento em três e cinco anos à frente. Já o resultado do leilão de descontratação sinalizará a real necessidade de um leilão de energia de reserva, feito para aumentar a segurança do sistema.

O objetivo do leilão de descontratação é retirar do cenário de expansão da oferta de energia do país empreendimentos contratados em leilões de reserva anteriores que estejam atrasados ou que não terão viabilidade econômica. Segundo estimativas do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), há sobra estrutural de energia de 8,4 gigawatts médios em 2018, considerando esses projetos.

“A realização de um LER [leilão de energia de reserva] depende das contas feitas no leilão de descontratação e da mudança na garantia física [das usinas]”, disse o secretário-executivo do MME, Paulo Pedrosa.

Em 2016, influenciado pelo cenário de crise econômica e sobrecontratação das distribuidoras, o governo realizou apenas dois leilões de energia nova, um deles do tipo A-5, com 201,8 megawatts (MW) médios contratados, e um de reserva, que negociou 95,4 MW médios, totalizando a contratação de apenas 297,2 MW médios – um dos volumes mais baixos desde a implantação do atual modelo regulatório, em 2004. Também em 2016, o governo cancelou um leilão de reserva, às vésperas de realização do certame.

Segundo Luiz Augusto Barroso, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que auxilia o ministério na elaboração dos leilões, a realização de novas licitações depende da existência de demanda, assim como da avaliação da segurança no fornecimento de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

“O MME, através da Secretaria de Planejamento [e Desenvolvimento Energético], lidera a organização desse calendário e estamos contribuindo. Nosso objetivo maior é definir um calendário anual de realização de leilões que seja respeitado de forma a dar previsibilidade aos investidores”, disse Barroso.

Além da definição de um calendário de leilões, outra meta do governo é dar flexibilidade ao planejamento do setor, por meio de leilões com prazos ajustados à real necessidade de contratação. A medida é possível com a Lei 13.360, de novembro de 2016, que permite alterar prazos de contratação. Até então os leilões eram engessados e só poderiam contratar energia nas janelas do A-3 e A-5. Agora, por exemplo, pode haver leilões A-4 ou A-6.

“A Lei 13.360 apresenta inovações em relação aos leilões, dando mais flexibilidade ao planejamento. É possível fazer um A-5 de energia existente ou um leilão de energia nova A-4, por exemplo. Temos instrumentos para ajustar a expansão do sistema à real necessidade”, disse o presidente da EPE.

Nessa linha da flexibilidade, a indústria de energia solar busca um leilão A-2, com início de entrega de energia para 2019. De acordo com o setor, não há contratações para 2019 e o próximo leilão tradicional, o A-3, só contrataria energia para 2020.

Devido ao cenário econômico ainda fraco, a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) trabalha com a possibilidade de haver apenas um leilão – de reserva – este ano. “Parece não haver espaço para leilões de geração [A-3 e A-5]. Talvez consigamos, na melhor das hipóteses, um leilão de reserva”, disse a presidente da entidade, Élbia Gannoum. O leilão de descontratação pode ajudar a liberar espaço para essa contratação, afirmou.

Além dos leilões de compra de energia, a Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (Abraget) propõe licitação para contratação de térmicas de partida rápida, em geral usinas a gás natural de ciclo aberto. A ideia é que os empreendimentos sejam acionados rapidamente para suprir a intermitência na geração via fontes renováveis.

Fonte: Valor Econômico

Foto: Revista RH Online

Natal sedia 9º SolarInvest e 1º Encontro da Inovação

Nos dias 8 e 9 de fevereiro, a cidade de Natal-RN vai sediar dois importantes eventos voltados para o setor energético e gestão: o 9º SolarInvest e o 1º Encontro da Inovação. Os encontros serão realizados no auditório do hotel Best Western Premier Majestic, em Ponta Negra.
 
Em sua nona edição, o SolarInvest reunirá novamente investidores e executivos em busca do aprimoramento da regulamentação para o desenvolvimento da geração de energia por fonte solar no Brasil. O encontro visa estreitar o relacionamento entre governo e empreendedores para discutirem juntos os atuais desafios da geração fotovoltaica em seus vários aspectos.
 
Serão debatidos temas como o potencial econômico na cadeia de produtos e serviços, a vocação e função da energia solar centralizada na matriz elétrica nacional, os efeitos projetados para o advento dos telhados solares, e exemplos de empreendedorismo no setor fotovoltaico.
 
O “Encontro da Inovação, Competitividade e Qualidade” propõe uma análise prática dos processos de inovação no setor de energia elétrica, não somente no campo das tecnologias diretamente ligadas à geração e distribuição, mas também nos processos e tecnologias para gestão ambiental, regulação, consumo industrial e residencial, mobilidade e atendimento. O evento reunirá as lideranças empresariais e autoridades capazes de modificar o panorama do setor elétrico brasileiro.
 
Os eventos são uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a Viex Americas com apoio do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte. Mais informações estão disponíveis pelos seguintes links:
 
SolarInvest: http://viex-americas.com/conferencias/solarinvest/
 
Encontro da Inovação: http://viex-americas.com/conferencias/encontro-da-inovacao-setor-eletrico/
 
Fonte: SEERN/CERNE Press
Foto: Cidade Verde

Sinval Gama assume presidência da Chesf

O engenheiro Sinval Zidan Gama é o novo presidente da Chesf, empresa subsidiária da elétrica estatal Eletrobras com atuação focada no Nordeste do Brasil. A cerimônia de transmissão do cargo aconteceu na última sexta-feira, 13 de janeiro, na sede da companhia, em Recife.

Gama, que já havia sido indicado no final de dezembro para uma vaga no Conselho de Administração da Chesf, atuou nos últimos dois anos como diretor da distribuidora de energia goiana Celg-D, controlada pela Eletrobras. Ele substitui no cargo o engenheiro José Carlos de Miranda, que ocupava a presidência desde junho de 2015.

O executivo é formado em Engenharia Elétrica e Administração de Empresas pela Universidade Federal de Pernambuco, com especialização em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais; possui especialização em Gestão de Qualidade pela George Washington University; MBA em Mercado Financeiro e de Capitais, pelo IMBEC-RJ; e é doutor em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Fonte: SEERN/CERNE Press

Foto: Meio Norte

Líder em geração, Rio grande do Norte aguarda por novos leilões de energia

O Rio Grande do Norte,  maior gerador de energia eólica do Brasil, registra crescimento de 82% na geração, com 1.589 MW em 2016 em relação ao ano anterior. O crescimento se deve a entrada de novos parques que iniciaram a operação comercial junto ao Sistema Integrado Nacional, até novembro do ano passado. Dos 98 parques eólicos que  entraram em operação no Brasil, em 2016, 35 foram no RN (918,00 MW). Em todo o país, a geração de energia eólica em operação comercial totalizou 3,6 GW – um crescimento de 53,4%, até novembro de 2016.

Se por um lado, o setor comemora a ampliação da energia dos ventos  na matriz, por outro o clima é de incertezas quanto a retomada de novos leilões de energias renováveis e inclusão do RN nestes certames. Na última semana, governadores do Nordeste estiveram reunidos com o Ministério de Minas e Energias para reivindicar a realização de dois certames em 2017 – entre eles o 2LER 2016 cancelado ano passado. Ainda não há definição sobre o tema.

O diretor do Sindicato das Empresas do Setor Energético (SEERN) e do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, Jean-Paul Prates, reforça a necessidade dos leilões para ampliar a oferta na matriz energética sem interrupções futuras em geração, em meio a manutenção da crise hídrica.

“É importante que os leilões mantenham a regularidade para ter recolocação de entradas de projetos em operação e evitar um gap (intervalo, em tradução livre do inglês) a partir de 2019”, afirma Prates.

Historicamente, de 2009 a 2014, a média anual contratada para energia eólica no Brasil, segundo dados do SEERN, foi de 2 GW. Em 2015, caiu para 1,1 GW. Em 2016, não houve. Isto por que o leilão exclusivo para  geração de energias solar fotovoltaica e eólica, que iria acontecer em  19 de dezembro, foi cancelado pelo Governo federal que alegou “falta de demanda”, frente a projeção de sobra de 9 mil megawatts (MW) em 2020.

O Rio Grande do Norte tinha  cadastrados 7,195 GW em 223 projetos eólicos e 58 projetos solares  – 20% dos 1.260 empreendimentos inscritos para a disputa -, mas acabou excluído juntamente com os estados da Bahia e Rio Grande do Sul devido a insuficiência atual estrutura das linhas de transmissão usadas para escoar a energia.

A decisão foi contestada pelo SEERN, à época, que pediu a reconsideração dos cálculos de capacidade de escoamento remanescente mediante autorização dada em agosto, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para que a empresa Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras de linhas de transmissão da Abengoa – espanhola que decretou falência – garante escoamento de 500 MW até 2017.

“Há tempo hábil para a revisão de cálculos sobre a capacidade de escoamento da produção para a inclusão do RN, visto que a resolução da Aneel autoriza a construção e conexão mesmo que parcial das linhas de transmissão necessárias à Esperanza se energizar”, lembra Prates.

Geração de Energia Eólica
Local     parques     mw
Brasil     98     2.514,49
RN     35      918,00
BA     22       539,85
PI     14     382,10
CE     13     311,03
PE     10     273,59
RS    4     89,92

Projeção para os Próximos Anos

Brasil 
Em construção: – 137 Parques Eólicos = 3.136,80 MW
Contratados (a construir): – 202 Parques Eólicos = 4.735,75 MW

RN
Em construção: 16 Parques Eólicos = 417,00 MW
4 Parques Eólicos = 108 MW do 4° LER – 2011
5 Parques Eólicos = 113,40 MW do 18° LEN (A-5) – 2013
7 Parques Eólicos = 195,60 MW do 6° LER – 2014

Contratado:
38 Parques Eólicos = 918,40 MW
2 Parques Eólicos = 52,50 MW do 4° LER – 2011
16 Parques Eólicos = 431,00 MW do 18° LEN (A-5) – 2013
7 Parques Eólicos = 132,00 MW do 5° LER – 2013
7 Parques Eólicos = 166,40 MW do 20° LEN (A-5) – 2014
2 Parques Eólicos = 40,00 MW do 6° LER – 2014
1 Parque Eólico = 25,20 MW 8° LER – 2015
3 Parques Eólicos = 71,30 MW do Mercado Livre

Fonte: Tribuna do Norte

Foto: Renewable Choice Energy

Rio Grande do Norte deverá realizar novo leilão de energia

O Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará e Bahia podem ter novo leilão de energia nos próximos meses. Os estados pleitearam a reversão do cancelamento do leilão de energias renováveis que aconteceria no mês passado.

Encontro ocorreu essa semana entre o Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e secretários estaduais de Desenvolvimento Econômico. O ministro de Minas e Energia prometeu responder ao pleito dos governadores nos próximos 30 dias.

A expectativa dos governantes é que diante dos argumentos expostos na reunião essa decisão do Governo Federal seja repensada e uma nova data do leilão seja marcada para este quadrimestre.

O cancelamento definitivo iria prejudicar tanto os estados quanto a iniciativa privada, causando insegurança jurídica para os investidores e a cadeia de fornecedores. O ministro Fernando Filho se mostrou sensível à reivindicação dos governos para que o leilão seja realizado o mais rápido possível. Explicou que teria até março para apresentar a decisão, mas que irá antecipar para 30 dias.

Considera a possibilidade de rever mesmo que seja realizando um leilão menor. RN lidera o ranking de energia eólica  O Rio Grande do Norte continua na liderança do ranking de produção de energia eólica no Brasil. Segundo dados da ANEEL, referentes a este mês, a produção de energia eólica no Rio Grande do Norte é de 3.311 Megawatts (MW) distribuídos entre 122 parques em operação.

Além da atual produção, 16 parques eólicos se encontram em construção e quando entrarem em operação irão gerar 417 MW. Outros 38 parques eólicos estão contratados, mas ainda sem previsão de construção, e irão gerar 920 MW.

Foto: Mossoró Hoje

Foto: Divulgação

Governadores do Nordeste reivindicam leilão de energias renováveis

Três governadores e um vice-governador se reuniram por cerca de uma hora e meia na tarde desta terça-feira (10), em Brasília, com o ministro de Minas e Energia, Sr. Fernando Bezerra de Sousa, trataram sobre a retomada do Leilão de Energia Renováveis. A última edição do certame deveria ser realizada em dezembro do ano passado, mas foi cancelada pelo Governo Federal.

A reunião na sede do Ministério de Minas e Energia – organizada pelo governadores do Nordeste – contou ainda com a presença dos governadores, Wellington Dias (PI), e Paulo Câmara (PE), Camilo Santana (CE), o vice-governador da Bahia, João Leão, o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio Grande do Norte, Flávio Azevedo, o Secretário de Infra Estrutura do Ceará, André Faço e o Deputado Federal pelo Piauí, Assis Carvalho.

O objetivo dos governadores e representantes nordestinos é retomar a realização dos leilões para que possa haver, nos estados, abertura de novas usinas e torres de geração de energia limpa. Os investimentos são alternativas à crise energética e contribuem para o crescimento e abastecimento elétrico, além da preservação do meio ambiente.

Na reunião com os governadores do Nordeste, o ministro Fernando Bezerra se comprometeu em reconsultar números e demais dados junto a associações, empresas de pesquisas e órgãos de controle para que ainda no primeiro trimestre o ministério possa anunciar qual a real necessidade ou não de contratação de energia.

“Nós explicamos as dificuldades de realizar o leilão ainda 2016, evidentemente, que a gente sabe que isso traz um impacto negativo, tanto na indústria de equipamento quanto nas próprias economias locais, mas temos responsabilidades com os órgãos de controle e com o momento que o Brasil vive, mas o nosso otimismo é de que a economia vai voltar a crescer”, justificou o ministro.

Um outro ponto positivo tratado na reunião foi a permissão do chamado leilão híbrido, permitindo a realização de leilões de energia eólica e solar. “Isso é muito bom para o Nordeste e para o Piauí”, pontuou Wellington Dias.

Fonte: Meio Norte

Foto: Agência Petrobras

Refinaria Clara Camarão bate recorde de produção de querosene de aviação

A Refinaria Potiguar Clara Camarão, que fica na cidade de Guamaré, distante cerca de 180 quilômetros de Natal, bateu recorde de produção de querosene de aviação na última semana de 2016. Ao todo, a refinaria produziu 17 milhões de litros mensais.

A informação foi dada pelo presidente do sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do Rio Grande do Norte (SEERN), Jean-Paul Prates, também membro do Conselho Fiscal do Sindicato das Empresas do Setor de Petróleo, Gás e Combustíveis do Estado do RN (SIPETRO/RN) nesta sexta-feira (6).

O resultado foi comemorado por Prates, já que essa produção possibilita o abastecimento local de mais de 800 voos por mês.

Confira a nota de Jean-Paul Prates: 

“A Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), localizada em Guamaré/RN, bateu mais um recorde de produção de querosene de aviação (QAV) na última semana de 2016: 17 milhões de litros mensais!

Sabe o que isso significa? Possibilidade de abastecimento local de mais de 800 vôos por mês!

E já temos a capacidade de ir a 21 milhões de litros por mês de QAV, apesar do limite atual da produção, determinado pelo Plano Nacional de Abastecimento.

Não me canso de elogiar a competência técnica, a perseverança e a dedicação da equipe da RPCC em mostrar como é viável e importante a produção de derivados de petróleo aqui no Rio Grande do Norte.”

Fonte: Novo Jornal