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Consumo de energia no Brasil sobe 1,5% em março; geração avança 1,7%

O consumo de energia no Brasil aumentou de 1,5 por cento em março, enquanto a geração subiu 1,7 por cento, de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

A análise da CCEE indica queda de 4,9 por cento no consumo do Ambiente de Contratação Regulado (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, índice diretamente impactado pela migração de consumidores para o mercado livre.

“Os números seriam de aumento (+2,1 por cento) no consumo, caso o efeito dessas migrações fosse desconsiderado, montante que reflete os sinais de recuperação da economia”, disse a CCEE.

No Ambiente de Contratação Livre, no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores, os números indicam incremento de 22,2 por cento no consumo, análise que inclui as cargas novas vindas do mercado cativo.

Ao desconsiderar esse impacto, o ACL registra aumento de 1,5 por cento no consumo.

Fonte: Reuters

 

Foto: NatalPost

Subsídio do gás foi fundamental para fábrica de painéis solares no RN

RN Gás + chamou atenção da chinesa Chint na escolha da sede da nova fábrica no Brasil

O programa de subsídio do gás RN Gás + foi fundamental na escolha do estado do Rio Grande do Norte pela chinesa Chint para abrigar uma nova fábrica de painéis fotovoltaicos. A opinião é do presidente da Potigás, Carlos Alberto Borges Trindade Santos, que participou da missão à Ásia para a assinatura do protocolo de intenções entre os chineses e o governo do estado. De acordo com Santos, a companhia chinesa deverá atrair outras empresas do segmento para o Rio Grande do Norte. “É um novo segmento que surge e que com certeza alavanca”, afirmou.

Quais foram suas impressões sobre o interesse dos chineses no Brasil?

Fomos visitar o grupo chinês de fabricação de placas fotovoltaicas Chint. Foi assinado um protocolo de intenções entre a companhia e o governo do estado do Rio Grande do Norte para a construção de uma fábrica, que atenderá toda a América Latina. A ideia é instalar a fábrica em um dos polos industriais que hoje são abastecidos pela Potigás.

Existe alguma sinalização de interesse dos chineses no mercado de gás natural no estado?

A quantidade de gás no estado chamou atenção dos chineses. O insumo é necessário, mas é escasso na China. Eles ficaram interessados no subsídio do RN Gás +, pois nesta linha de produção das placas fotovoltaicas o gás é bastante utilizado em duas fases. O subsídio impactará de forma bastante relevante o preço final das placas.

No lado do consumo industrial, qual é o potencial de expansão do consumo e como a parceria com a China pode ajudar a incentivar a maior demanda?

Em janeiro de 2015 começamos o processo de criação do RN Gás +, que é um projeto que não traz prejuízos para o estado e alavanca o setor industrial. Em dois anos já conseguimos trazer a Cerâmica Elizabeth, que abriu uma nova fábrica no Polo Industrial de Goianinha. O fator decisivo para essa escolha foi o RN Gás +, porque assim o preço final da cerâmica fica mais baixo. A vinda da Chint com certeza atrairá outras indústrias que fazem parte dessa linha de produção de parques fotovoltaicos. É um novo segmento que surge e que com certeza alavanca.

Qual é o plano de expansão da companhia para os próximos anos?

Começamos a criar o conceito de fornecer gás para os segmentos residencial e comercial. A ideia até 2020 é focar nestes segmentos. Ultrapassamos 18 mil clientes em 2016.

A Potigás tem algum plano de instalação de terminais de GNL no estado?

Não, o estado não tem pretensões de GNL agora, mas um dos assuntos da missão à Ásia foi a busca de um grupo investidor para um porto no estado. Em Hong Kong foi tratado com um grupo de investimento um porto privado que pode trazer novos projetos.

Existe algum plano de instalação de termelétrica a gás no estado?

Não. Hoje, existe a Termoaçu, que não está internalizada ainda na Potigás. Uma audiência está marcada para o dia 19 de abril para começar esse processo. O fornecimento de gás da Termoaçu passará a ser através da Potigás, o que nunca ocorreu desde a criação da companhia.

De que modo o Rio Grande do Norte tem participado do debate do Gás para Crescer?

Participei de uma reunião na Abegás sobre o programa, que precisa de uma reflexão. O Gás para Crescer nada mais é do que um retrocesso do desenvolvimento econômico do país e, como é colocado hoje, é irresponsável. Não é simplesmente retirando o processo de distribuição que se vai fomentar um aumento. As distribuidoras são as maiores fomentadoras do desenvolvimento econômico nos estados. Retirar a distribuidora desta cadeia interessa a quem?

Fonte: Gabriela Medeiros | Brasil Energia

Foto: Ambiente Energia

EPE prevê leilões para contratar 15 mil MW médios até 2026

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) enxerga uma necessidade de contratação de energia nova de 10 mil megawatts (MW) médios a 15 mil MW médios até 2026. As projeções fazem parte do próximo Plano Decenal de Energia (PDE 2017-2026), em elaboração pela estatal de estudos energéticos e previsto para ser publicado ainda no primeiro semestre, após avaliação pelo Ministério de Minas e Energia.

“Olhando o balanço entre oferta e demanda de energia […] existe uma necessidade, sim, de nova oferta no horizonte decenal, entre 10 mil MW médios e 15 mil MW médios. Isso é bastante energia e é o número a ser sinalizado para os investidores”, afirmou o presidente da EPE, Luiz Augusto Barroso, em evento sobre energia, no Rio.

O objetivo da EPE é que a nova oferta de energia seja preenchida principalmente por hidrelétricas e novas fontes renováveis (basicamente eólica e solar). Mas Barroso admite que pode ser necessário contratar outras fontes, como térmicas, para compor essa oferta.

O PDE está considerando principalmente dois cenários de crescimento econômico do país, um de referência e outro de “sucesso”, caso todas as reformas planejadas e em curso sejam implementadas. No cenário de referência, a EPE prevê um crescimento do PIB de 0,5% em 2017, 1,8% em 2018 e 3% entre 2021-2026. Já no cenário de sucesso, a estatal espera um aumento de 1,7% em 2017, 2,8% em 2018 e 3,5% entre 2021-2026.

Segundo Barroso, a nova versão do PDE terá aperfeiçoamentos em relação aos estudos anteriores. Entre eles, está a inclusão de incertezas de macrovariáveis, como decisões de políticas pública, restrições ambientais e desenvolvimento de novas tecnologias. A meta da estatal é fazer um plano mais indicativo para o mercado e com mensagens mais claras para a sociedade.

Com relação ao horizonte de curto prazo, Barroso destacou que a EPE pretende concluir até o fim de abril e início de maio a revisão da garantia física das hidrelétricas existentes, para ter um sinal mais claro da real disponibilidade de energia dessas usinas.

Com relação à realização de novos leilões, a ideia, segundo ele, é realizar, além do leilão de descontratação, leilões de energia existente antes de licitações de energia nova, para organizar a oferta e a demanda do país. Essa definição deverá estar contida no decreto que regulamentará a lei 13.360. “Neste decreto também vamos tentar incluir a organização de um cronograma, um calendário de leilões de energia existente e energia nova para que fique mais previsível e mais fácil para as pessoas terem um planejamento mínimo”, disse Barroso.

O executivo explicou que investimentos em expansão da geração de energia no país depende de “crescimento econômico na veia”, mas destacou que, com relação ao setor de transmissão, há necessidade de novos investimentos, com foco no aumento da confiabilidade do sistema e preparação da rede para conexão com fontes renováveis. “Mesmo que a economia não cresça, podemos ter investimentos em transmissão”, afirmou.

Fonte: Valor Econômico

Foto: Divulgação/Vestas

Vestas lidera ranking global de fornecedores de turbinas eólicas em 2016

A Vestas conquistou a primeira posição no ranking das principais fabricantes de turbinas eólicas do mundo, de acordo com levantamento de participação de mercado “Make Global Wind Turbine OEM 2016”. A empresa adicionou 8,7 GW em 36 mercados ao longo do ano passado, distanciando-se da GE, a segunda colocada na relação, por quase três pontos percentuais, o maior diferencial entre os dois primeiros lugares no ranking desde 2013.

O desempenho no setor offshore foi um diferencial para as principais empresas do setor, especialmente para a Siemens, mas não teve o mesmo impacto global que em 2015, uma vez que o tamanho do mercado da capacidade offshore adicional aumentou 32%. Ano passado, a Siemens respondeu por 68% da capacidade offshore global e as conquistas offshore da Sewind na China ajudaram a reforçar a posição chinesa nos rankings regionais.

A Vestas liderou os serviços associados a turbinas em termos de diversidade geográfica com significativa capacidade agregada em cada região. Quatro mercados globalmente tiveram um impacto excessivo no posicionamento dentro do ranking em 2016: China, EUA, Alemanha e Índia. Além da Vestas e GE, integram o ranking, pela ordem: Goldwind, Gamesa, Siemens, Enercon, Grupo Nordex, United Power, Mingyang, Envision.

Fonte: Canal Energia

Foto: Fonte: www.empresariosinteligentes.com.br

Renováveis vão ter 43,8% de participação na matriz energética brasileira

A predominância de fontes renováveis na matriz energética brasileira deve se manter estável no ano de 2017, com a participação de 43,8% do total. O desempenho reflete as transformações ocorridas no setor energético nacional, que tem incentivado tanto o crescimento dessas fontes quanto a diversificação da matriz nos últimos anos. Os dados constam no Boletim Mensal de Energia de Janeiro de 2017, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia.

De acordo com o boletim, na oferta interna de energia elétrica a proporção das renováveis será bem mais significativa, com previsão de chegar a 83,3%. No mundo este indicador é de apenas 24,1%. A estimativa é que a energia hidráulica continue sendo a mais importante na matriz elétrica de 2017, respondendo por 67,9%, percentual ligeiramente inferior ao verificado em 2016, de 68,6%. Essa redução da fonte hídrica será compensada por bons desempenhos de outras fontes renováveis, como a eólica e a biomassa. A eólica deverá passar de uma proporção de 5,3% para 6,5%, e a biomassa de 8,8% para 9,0%, de 2016 para 2017.

A produção de petróleo de janeiro de 2017 cresceu 15,3% sobre igual mês de 2016, repetindo as boas performances verificadas nos últimos meses de 2016. O mesmo ocorre com a produção de gás natural, com taxa de crescimento de 13,1%. O Boletim acompanha um conjunto de variáveis energéticas e não energéticas capazes de permitir razoável estimativa do comportamento mensal e acumulado da demanda total de energia do Brasil.

Fonte: Canal Energia