Foto: Agência Brasil

Justiça invalida venda de campos terrestres da Petrobras no RN

A negociação sofreu várias críticas de Jean-Paul Prates, futuro senador da República que assumirá a vaga deixada por Fátima Bezerra, eleita governadora do RN.

A euforia dos representantes de entidades empresariais do Rio Grande do Norte durou pouco. Depois de comemorar a assinatura do contrato de cessão de 34 campos terrestres da Petrobras no Estado para a empresa 3R Petroleum, na semana passada, os empresários foram surpreendidos com a suspensão do negócio, nesta sexta-feira (7).

Atendendo a uma solicitação do Sindicato dos Petroleiros do RN (Sindipetro/RN), o juiz Carlito Antônio Cruz, da 2ª Vara do Trabalho de Natal, concedeu liminar invalidando o negócio. Motivo: ausência de um representante dos trabalhadores na reunião do conselho de administração da petroleira, que aprovou a venda no valor de US$ 453,1 milhões.

Pela decisão, também fica determinado que a Petrobras não pode assinar o contrato de cessão dos 34 campos de exploração, localizados na região Oeste Potiguar, pelo prazo mínimo de 90 dias. A Petrobras tem 15 dias para apresentar uma defesa.

Oportunidade

Na época do anúncio do negócio, Amaro Sales, presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern) chegou a afirmar que “é uma oportunidade para as pequenas e médias empresas que já atuam no setor, assumir a exploração desses poços maduros da Bacia Potiguar, ou seja, reativar a atividade e reestruturar o setor”.

O negócio também foi festejado pelo presidente da RedePetro/RN, Gutemberg Dias. “A partir de agora, com um novo operador, há possibilidades de melhorias no campo de produção. Esperamos que a empresa faça os investimentos necessários e aumente a produção, assim como os royalties, trazendo renda para a população”.

Insegurança

Senador pelo Rio Grande do Norte a partir de 2019, assumindo a cadeira de Fátima Bezerra (PT/RN), eleita governadora do Estado, Jean-Paul Prates já havia criticado a Petrobras. Segundo ele, a atuação de uma empresa sem experiência na área, poderia gerar insegurança. “Deixa insegurança. A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) deve analisar detalhadamente esta cessão, sob pena de prevaricação”, chegou a alertar, Prates, através do twitter.

De acordo com nota publicada pela Petrobras, “a 3R Petroleum conta, em seus quadros, com executivos com extensa experiência em operação de campos maduros e aumento de produção e reservas em países como Venezuela, Argentina, Brasil, Peru, Equador e Bolívia. Conta também, em sua estruturação financeira, com a parceria de grandes empresas globais, como uma companhia de tradingde classe mundial, uma empresa internacional de serviços petrolíferos e uma operadora independente”.

As 34 concessões englobam campos do Polo Riacho da Forquilha, em produção há mais de 40 anos, gerando 6 mil barris de petróleo por dia. De acordo com projeções da Petrobras, o primeiro ano de operação, através da 3R; Petrolium, renderia cerca de R$ 150 milhões ao Estado.

Fonte: Portal Negócios

Foto: Reuters

BNDES libera R$674 mi para empreendimentos no Rio Grande do Norte

A elétrica paranaense Copel informou na última quarta-feira que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou 674 milhões de reais em financiamentos acertados com a instituição de fomento para projetos da companhia.

Segundo a Copel, na primeira liberação de recursos dos financiamentos, foram autorizados 513 milhões de reais para a implantação do empreendimento Eólico Cutia, no Rio Grande do Norte, e 161 milhões de reais para a Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu.

O Eólico Cutia, cujo contrato é de 619,4 milhões de reais, é formado por 13 parques eólicos que totalizam 312,9 MW de capacidade instalada.

A Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, construído pelo consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu, com 30 por cento de participação da Copel, teve um total de financiamentos contratados de 194 milhões de reais.

O Baixo Iguaçu tem potência instalada de 350,2 MW e está localizado no Rio Iguaçu, entre os municípios de Capanema e de Capitão Leônidas Marques, e entre a UHE Governador José Richa e o Parque Nacional do Iguaçu, no Estado do Paraná.

Ambos contratos de financiamento preveem amortização em 192 parcelas (vencimento em 16 anos) e carência de seis meses.

Fonte: Reuters

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Empresas e fornecedores do setor de energia eólica e solar ganham portal de negócios

Ferramenta integra, em um único local, oportunidades de negócios entre compradores e supridores da cadeia produtiva de energia em todo o Nordeste.

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) agora disponibiliza para as empresas uma ferramenta que une demandas e ofertas de bens e serviços no setor energético. A REDE RENOVÁVEIS é um portal integrado de gestão de demandas e ofertas de bens e serviços dos segmentos eólico e solar, que articula oportunidades de negócios entre compradores e supridores da cadeia produtiva no Nordeste.

Encontrar fornecedores confiáveis e conseguir boas referências deles são as principais dificuldades das empresas do setor de energia. Em contrapartida, os empreendedores que prestam serviço às geradoras não conseguem se vender de forma adequada. Segundo Hugo Fonseca, a Rede Renováveis será um canal de geração de negócios no segmentos eólico e solar, induzindo uma melhoria na eficiência das empresas e tornando-as mais competitivas.

“Nesse processo, também espera-se que empresas oriundas de outros segmentos de energia, como petróleo e gás, façam o uso do portal como ferramenta de inserção para novos nichos de mercado, adaptando-se as mudanças na matriz energética e agregando valor à cadeia”, enfatiza o coordenador.

Mesmo com o recente lançamento, a ferramenta já está recebendo acessos de fora do país. “Temos registros de acessos ao portal de oito empresas dos Estados Unidos, três da Inglaterra, um da Espanha, além de 14 empresas brasileiras”, afirma Hugo. No evento, a equipe do portal realizou um trabalho de atendimento individual às empresas, realizando o cadastramento.

O  Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN) é uma das entidades parceiras que apoiam a Rede Renováveis. Acesse o portal para cadastro e consultas pelo endereço www.rederenovaveis.com.br.

 

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Energia solar: custo de equipamentos pode cair à metade em dez anos

Essa é a fonte energética que mais tende a crescer no país. Eólica deslancha e deve assumir o 2º lugar na matriz

Um crescimento explosivo é esperado para os próximos anos na geração de energia eólica e solar, que respondem, respectivamente, por 8,12% e 0,95% da matriz elétrica brasileira. São 568 parques eólicos e mais de sete mil aerogeradores em 12 estados. A solar ainda tem presença incipiente, mas é na qual se espera o maior avanço. O consultor Antonio Bolognesi, da Opperman Engenharia e Consultoria, estima que, com o aumento da demanda por essa fonte, o custo dos equipamentos deve cair à metade em dez anos, impulsionando o crescimento da geração distribuída (feita pelo próprio consumidor).

“Em 2012, havia apenas uma instalação de energia fotovoltaica ligada no sistema. Agora, temos de 40 mil a 50 mil ligações. Nos próximos cinco a dez anos, chegaremos a um milhão” — diz Bolognesi.

A superintendente de Energia do BNDES, Carla Primavera, confirma o potencial de crescimento e diz que o mercado de renováveis tem despertado grande interesse de investidores internacionais. O BNDES foi o primeiro banco brasileiro a emitir Green Bonds, títulos lastreados em projetos de energia eólica e solar. Levantou US$ 1 bilhão — o equivalente a R$ 3,8 bilhões — com a emissão, mas a demanda foi cinco vezes maior.

O avanço dessas duas fontes de energia levanta discussões sobre a necessidade de manutenção dos subsídios. Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), diz que, em breve, a eólica ocupará o segundo lugar na matriz elétrica, superando a energia gerada com biomassa.

Para ela, nenhuma fonte de energia precisa mais de subsídio hoje porque, desde 2013, o Brasil faz leilões de energia por fonte, o que permite que as características de cada uma sejam levadas em conta na precificação. Mas Elbia aponta ser necessária uma reforma estrutural no setor elétrico, para incorporar as inovações tecnológicas recentes.

Já Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSolar) cobra a criação de uma política para essa fonte de energia, por exemplo nos programas de habitação popular e prédios governamentais. Além disso, diz ser preciso desenvolver uma política industrial para fabricar módulos fotovoltaicos no país. Hoje, a carga tributária para a indústria chega a 50%, o que inviabiliza a competição com o produto importado.

Fonte: O Globo | Lucila Soares

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Capital da 3R Petroleum é 300 vezes menor que valor da cessão

A empresa 3R Petroleum e Participações Ltda., selecionada pela Petrobras para operacionalizar 34 campos maduros de produção de petróleo no Riacho da Forquilha, no Oeste potiguar, tem capital social 303,24 vezes menor que o valor da transação que envolve a cessão dos campos. Conforme dados extraídos da Receita Federal, a 3R Petroleum é enquadrada no porte de ME (microempresa), formada por dois sócios (Ricardo Rodrigues Savini, sócio-administrador; e Daniel Annucaro Lassance Soares, sócio). O capital social informado é de R$ 5.935.838,00. O valor da transação com a Petrobras, que depende de repasse de 7,5% no ato da assinatura do contrato marcado para o próximo dia 7, foi de R$ 1,8 bilhão. O caso chamou atenção de especialistas ligados ao setor.

“Eu não tenho detalhes sobre os sócios, sobre a empresa em si. É uma empresa sem histórico na área de produção de petróleo e não é associada à ABPIP”, declarou o secretário executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (ABPIP), Anabal Santos. Questionado sobre o processo que deu origem à escolha da 3R Petroleum como a beneficiada com a cessão dos campos, Santos destacou que a Petrobras cometeu falhas. “Foi um processo mal conduzido. Nós alertamos a Petrobras diversas vezes. Não nos parece razoável que uma empresa faça uma oferta 300 vezes maior que seu patrimônio. É um valor muito elevado”, frisou.

Ainda conforme disposto nas informações da empresa junto à Receita Federal, consta uma alteração cadastral datada de 14 de novembro deste ano. Das 14 atividades econômicas descritas no Cadastro Nacional da Pessoas Jurídica (CNPJ), consta a de que a 3R Petroleum atua nas “atividades de apoio à extração de petróleo e gás natural”. Adiante, consta que também atua com “reparação e manutenção de computadores e de equipamentos periféricos”. Uma fonte da TRIBUNA DO NORTE ligada à Petrobras informou que a 3R Petroleum e Participações Ltda. foi constituída há pouco tempo e com o objetivo específico de participar do processo de cessão dos campos terrestres maduros.

No site da empresa (https://3rpetroleum.com/) com versões em inglês e português, consta a informação de que é “uma empresa de Petróleo e Gás recentemente criada com sede no Rio de Janeiro, Brasil, especializada na explotação de campos terrestres, com experiência em implantação de projetos de otimização da produção, estudos de reservatórios e aplicação das melhores práticas da indústria para o gerenciamento de cada campo”. A reportagem tentou contato com a empresa, mas não consta nenhum número telefônico disponível no referido endereço eletrônico.

Repercussão

No Rio Grande do Norte,  o anúncio da empresa gerou repercussão entre especialistas e economistas. O diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean Paul Prates, usou as redes sociais para criticar a Petrobras. “O ciclo de petróleo no RN está fraquejando há tempos, em virtude de teimosias e experiências quanto à formação de empresas locais para suceder a @petrobras. Não temos mais tempo para erros. Fornecedores, trabalhadores e o Estado não podem estar inseguros quanto ao futuro do setor”, escreveu. Noutra postagem, ele destacou que a Agência Nacional de Petróleo deve investigar o caso sob pena de “prevaricação”.

O economista José Aldemir Freire também recorreu às redes sociais para questionar a cessão dos poços. “Eles fizeram uma modificação no último dia 14/11. Eventualmente podem ter entrado novos sócios. Ou eles tem uma engenharia financeira com algum grupo grande. O volume de recursos para recuperar esses campos não é pequeno. Além do R$ 1,8 bilhões na aquisição, terão que investir um valor considerável para aumentar o nível de recuperação do petróleo. Não justifica uma empresa com zero histórico fazer essa aquisição. É um risco”, argumentou.

A Petrobras foi procurada para comentar o processo de seleção, mas não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem. “O mercado não conhece o edital. Não sabemos quais são as consequências se a empresa não honrar o contrato. Poderia ter sido um processo melhor”, disse Anabal Santos.

Questionamentos
A TRIBUNA DO NORTE enviou questionamentos à Petrobras, que não os respondeu. Veja abaixo perguntas enviadas relativas à cessão dos poços do Riacho da Forquilha. Sobre o anúncio feito pela Petrobras no início desta semana a respeito da empresa 3R Petroleum, solicito os seguintes esclarecimentos:1. Como se deu o processo de seleção, quais critérios foram analisados e com quantas outras empresas a vencedora concorreu?2. A empresa vencedora da licitação para exploração dos 34 campos maduros do Riacho da Forquilha, no Rio Grande do Norte, possui capital social de R$ 5,9 milhões conforme informações da Receita Federal. Como a Petrobras avalia o lastro financeiro das concorrentes a esse tipo de operação para escolher a ideal?

3. A empresa escolhida possui expertise na exploração de poços de petróleo maduros? De que forma ela confirmou isso à Petrobras?

Fonte: Ricardo Araújo | Tribuna do Norte
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Power Future Symposium debate novos perfis de consumo e oferta de energia

Atender consumidores de energia de modo eficiente e sustentável foram algumas das questões que nortearam o Power Future Symposium – Simpósio Brasileiro Sobre o Futuro da Energia, realizado nesta quarta-feira, 28 de novembro, no auditório do SENAI da Barra do Ceará, em Fortaleza.

O evento reuniu especialistas, profissionais e estudantes para discutir vários aspectos relativos à energia no Brasil e no mundo, abordando desafios e oportunidades diante das transformações tanto do ponto de vista da oferta quanto em relação ao consumo de energia. O simpósio é uma preparação para a próxima edição do All About Energy, que ocorrerá em 2019.

O diretor regional do SENAI Ceará, Paulo André Holanda, abriu o evento destacando que o SENAI Ceará oferece atualmente seis cursos ligados à área de energia e essa oferta será ampliada no ano que vem através de uma parceria com a Enel, com a disponibilização de mais de 15 cursos de excelência para a formação de mão-de-obra para a operação de novas tecnologias, especialmente transformadores e medidores inteligentes. Segundo ele, a formação de profissionais para a área é essencial para o desenvolvimento do setor.

Após a abertura, o Diretor Setorial de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE e um dos coordenadores do evento, Olavo Oliveira, deu início à programação de palestras do simpósio, falando sobre o papel e a importância do Nordeste no crescimento da participação das energias renováveis na matriz energética brasileira. Em seguida, o coordenador do Núcleo de Energia da FIEC, Joaquim Rolim, fez uma apresentação sobre o futuro da distribuição de energia elétrica e os recursos energéticos distribuídos. Também foram discutidos temas como micro redes, cidades inteligentes e veículos elétricos.

“Nesta edição procuramos abordar as tendências e oportunidades de negócios envolvendo setor energético, bem como novas ferramentas de mobilidade urbana e inovações tecnológicas que irão impactar no consumo e oferta de energia”, explicou Oliveira.

O encontro é realizado pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a All About Eventos e conta com apoio do Sindicato das Empresas do Setor de Energia do Rio Grande do Norte (SEERN) e patrocínio do Banco do Nordeste, do Comitê de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Ceará – SENAI/CE.

Fonte: CERNE Press

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Cidade potiguar quer usar eólica para fornecer energia a custo zero

Projeto da prefeitura de Macau tem como meta investir em dois aerogeradores para zerar conta de energia própria, ceder excedente para famílias de baixa renda e usar como atrativo a novas indústrias

A cidade de Macau, litoral do Rio Grande do Norte, quer utilizar a fonte eólica para fornecer energia a custo zero. O projeto está em sua primeira fase e poderá ser tirado do papel em breve. Em cerca de seis meses é possível que sejam dados os primeiros movimentos no sentido de alcançar a sustentabilidade energética da Prefeitura e estender os benefícios da fonte por meio de investimentos, inicialmente, em dois aerogeradores, para uma faixa crescente de famílias e usar o insumo para atrair novas indústrias.
Inicialmente, a ideia é que o primeiro equipamento forneça energia para os prédios públicos da Prefeitura e para famílias de baixa renda que tenham cadastro em programa social com NIS, geralmente o Bolsa Família. A segunda turbina poderá ter sua produção dedicada a fornecer energia a custo zero para comércio e indústrias que queiram se instalar na região como forma de incentivo para atração de investimentos de novas indústrias.
O investimento nesse projeto, contou o prefeito da cidade, Túlio Lemos (PSD), deverá ter recursos do BNDES, que segundo ele, já deu o aval. O problema, revelou ele, é que a cidade está no CAUC (lista de municípios devedores) e que impossibilitou a implementação desse projeto. Mas, avaliou o executivo, as negociações estão avançadas e esse problema resolvido nas próximas semanas. “O projeto está bem avançado e é viável, em dois meses deveremos resolver e aí nos habilitaremos oficial e legalmente a obter o financiamento do BNDES”, apontou ele.
Lemos destacou que a meta é de ter a energia como um diferencial competitivo ante outros municípios que vêm disputando uma guerra fiscal para atrair investimentos que tragam emprego para a região. A ideia, disse ele é a de oferecer energia a custo zero para as indústrias. Um projeto, que em sua opinião é possível de ser alcançado com a segunda turbina eólica a ser instalada no município. Ele citou como exemplo de atividades que poderiam ser atraídas a indústria calçadista e a têxtil, bem como atender a demanda da indústria saleira que já atua na região e que tem na energia seu maior custo de produção.
“Com o excedente de energia que colocarmos na rede vamos aproveitar os recursos adicionais para investir em benfeitorias no município”, propagandeou. “Posteriormente, isso já está mais distante, a meta é fazer de Macau uma cidade onde ninguém precise pagar pela energia”, indicou ele.
Mas para chegar a esse objetivo a cidade terá seu primeiro teste com o projeto atual. O projeto é classificado como de eficiência energética. Os dois aerogeradores vão ocupar uma área proporcionalmente pequena em relação ao território do município que tem cerca 788 quilômetros quadrados, cinco vezes a área de Natal, a capital do estado. Segundo um estudo elaborado pela Wind Service Brasil, a velocidade do vento na região é de cerca de 7,5 metros por segundo.
Uma das turbinas é para atender 100% da demanda de energia do município, sendo, Órgãos Públicos e Iluminação Pública cerca de 4,6 MWh ao ano. Esse equipamento está projetado para gerar 5,6 MWh ao ano e esse excedente da geração, 688.500,53kWh a.a. será destinado para o projeto social citado. Nesse caso, comentou Lemos, os requisitos para as famílias que serão elegíveis ao projeto estão em definição. A tendência é de que seja estabelecido um consumo médio dos últimos meses e acrescido um volume adicional que é o quanto aquela família terá direito a ter de fornecimento gratuito. Além disso, lembrou ele, será cobrado um valor daquela unidade de consumo.
Já o foco da geração de energia da segunda turbina será o atendimento das indústrias do Distrito Industrial de Macau. Empresas terceirizadas e prestadores de serviços metalúrgicos para a Petrobras entre outras indústrias locais que queiram se instalar por lá. Mas, destacou o prefeito, antes desse grupo a ideia é de fornecer energia também a custo zero para os comerciantes da região para, sem suas palavras, reverter em benefícios à população com a redução do custo de produtos. A agricultura deverá ter prioridade nesse projeto ao fornecer energia para a irrigação.
“Assim queremos diversificar a fonte de receitas do município ao estimular a economia e atrair novos investimentos com a geração de empregos. E ter energia a custo zero é um diferencial que pode viabilizar essa atração de recursos da indústria”, avaliou ele. E caso a demanda aumente, disse Lemos, a ideia é de poder ampliar o escopo do projeto já que há espaço e vento na região e ter um círculo virtuoso.
Fonte: Maurício Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo (SP)
Foto: Casa dos  Ventos

Energia eólica atinge 14GW de capacidade instalada no país. RN é líder

O Brasil ultrapassou nesta segunda-feira (05) a expressiva marca de 14 GW de capacidade instalada de energia eólica. Já são 14,34 GW de energia gerada pela força dos ventos em 568 usinas e mais de 7.000 aerogeradores em 12 estados. Para se ter uma ideia, esta é a mesma capacidade instalada de Itaipu, a maior usina hidrelétrica do Brasil.No ranking por estado, o Rio Grande do Norte é o líder em produção, com 3.95GW gerados em 146 usinas eólicas espalhadas pelo estado, sendo a maioria concentrada na região do Mato Grande.

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Em sete anos, a fonte eólica atingiu um crescimento consistente, passando de menos de 1 GW em 2011 para os 14 GW de agora, completamente conectados à rede de transmissão. Em média, a energia gerada por estas eólicas equivale atualmente ao consumo residencial médio de cerca de 26 milhões de habitações (80 milhões de pessoas).

A energia eólica já está chegando a atender quase 14% do Sistema Interligado Nacional (SIN), segundo dados do último Boletim Mensal do ONS, referente ao mês de setembro, mostra que, no dia 19 de setembro, a energia eólica chegou ao percentual de 13,98% de atendimento recorde do SIN.

Nordeste

Os recordes de atendimentos a carga na região Nordeste já ultrapassam 70%. O dado mais recente de recorde da região é do dia 13 de setembro, uma quinta-feira, quando 74,12% da demanda foi atendida pela energia eólica, com geração média diária de 7.839,65 MWmed e fator de capacidade de 76,58%. Nesta data, o Nordeste foi exportador de energia durante todo dia, uma realidade totalmente oposta ao histórico do submercado que é por natureza importador de energia.

Até 2024, serão instalados mais 4,46 GW em 186 novos parques eólicos, levando o setor à marca de 18,80 GW, considerando apenas leilões já realizados e contratos firmados no mercado livre. Com novos leilões, estes montantes se elevarão.

O Rio Grande do Norte conseguiu uma rápida evolução graças a participação do estado nos primeiros leilões de energia. “O momento atual é de consolidação do setor da energia eólica brasileira. O RN é pioneiro por termos sido líderes desde os primeiros leilões, em 2008”, afirmou Jean Paul Prates, Presidente do SIndicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN).

Fonte: SEERN Press com informações da ONS e Abeeólica

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Rio Grande do Norte regulamenta energia solar fotovoltaica

A energia solar fotovoltaica foi regulamentada no Rio Grande do Norte. A Instrução Normativa 001 de 01 de novembro de 2018 foi assinada pelo diretor geral do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), Rondinelle Oliveira, e publicada no Diário Oficial do RN na última sexta-feira (02). Com isso, a atividade tem regulamentação própria, estabelecendo procedimentos específicos do setor que vem crescendo nos últimos anos. A Instrução Normativa fornece detalhes para instrumentalizar o processo de licenciamento e disciplinar como isso deve acontecer.

“A atividade fotovoltaica é viável ambiental e economicamente, porém carecia de um marco regulatório, além de se constituir em uma oportunidade para quem quer empreender em solos potiguares. Criar a Instrução Normativa específica para este setor é um avanço para nós, trazendo clareza no processo de licenciamento, incentivo às cadeias produtivas dessa área, além da necessária segurança jurídica”, afirmou Rondinelle Oliveira.

A Instrução Normativa detalha o procedimento até então inexistente no Rio Grande do Norte, oferecendo diretrizes sobre o licenciamento deste setor. Dentre as especificações, os tipos de estudos necessários, em quais situações eles serão solicitados, se o projeto do empreendimento encontra-se em área de Unidade de Conservação ou até mesmo se determinada área necessita de estudos mais complexos.

“Temos um potencial extraordinário em relação a outros estados que é a presença do sol quase o ano inteiro, e esse é um fator bastante favorável para nós. Agora o empreendedor que queira investir nessa atividade terá um melhor direcionamento”, afirmou a coordenadora do setor de Energias do Idema, Andréa Mércia Barreto.

Fonte: Portal No Ar

Foto: Tribuna do Norte

Presidente do SEERN assumirá vaga no Senado Federal

Jean-Paul Prates será o primeiro parlamentar oriundo do setor energético a ocupar uma cadeira na casa legislativa. 

Com a vitória da Senadora Fátima Bezerra (PT) para o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, o Presidente do SEERN, Jean-Paul Prates, deve assumir a vaga a ser deixada por ela no Senado Federal, a partir de 1º de janeiro de 2019. O economista e especialista em energia também preside o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

Prates é o primeiro suplente de Fátima Bezerra e já elencou como prioridades para o mandato as pautas que envolvem o desenvolvimento econômico, responsável e sustentável do RN, incluindo as energias renováveis e os recursos naturais, bem como a continuidade das pautas já desenvolvidas por Fátima Bezerra.

A futura posse de Jean-Paul Prates como Senador está sendo vista como uma conquista imensa para as renováveis, pois será o primeiro parlamentar oriundo do setor energético a ocupar uma cadeira na casa legislativa e a defender essa bandeira.

O empresário explicou que pretende liderar iniciativas que resultem em novos investimentos diretos para o RN, em especial nas áreas de infraestrutura, logística, energia e recursos naturais (água, minérios, petróleo, sal, agronegócios, entre outros), conforme as vocações regionais do Estado e em alinhamento com o Poder Executivo.

Prates falou também sobre as outras frentes em que vai buscar inserção durante os próximos quatro anos : ”tenho grande interesse em participar ativamente de discussões nacionais que resultem na democratização do sistema financeiro (inclusive reforma bancária), para que tenhamos um ambiente bem mais confortável e seguro para o empreendedorismo regional, bem como o resgate da eficiência do Estado brasileiro nos serviços públicos e na regulação setorial”, explicou.

Fonte: CERNE Press