Foto: CostaBrancaNews

Aneel libera usina solar para operação comercial em Areia Branca

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou na última segunda-feira, 20 de novembro, o início da operação comercial de várias usinas nas regiões Nordeste e Sul. No Rio Grande do Norte, foram liberadas as unidades UG2 a UG18 da UFV Floresta III, de 1 MW cada, totalizando 7 MW. O complexo é composto por três usinas solares fotovoltaicas, totalizando uma área de 318 hectares, localizada na cidade de Areia Branca. A empresa responsável pelo empreendimento é a norte-americana Solar Direct.

A Aneel também liberou 29,4 MW nas unidades UG1 a UG14 da EOL Santo Inácio III, que fica em Icapuí, no estado do Ceará. Outra eólica do complexo, a EOL Santo Inácio IV, teve 23,1 MW liberados para operação através das turbinas UG1 a UG11. Ainda no Ceará a EOL São Raimundo teve as unidades UG1 a UG11, que somam 23,1 MW, foram liberadas.

Fonte: SEERN Press com informações do Canal Energia

Sedec/RN pleiteará encontro com representantes da Aneel para comprovar que linhas de transmissão suportarão novas demandas . (Foto: Tribuna do Norte)

Sobrecarga em linhas de transmissão deixa Rio Grande do Norte fora de leilão de energia

Sob o argumento de que “não existe capacidade remanescente para escoamento de energia elétrica em grande parte dos barramentos candidatos”, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) excluiu o Rio Grande do Norte do próximo leilão de energias renováveis, marcado para o dia 18 de dezembro, em São Paulo. O estado potiguar apresentaria, de acordo com levantamento do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne/RN), projetos para geração de, pelo menos, 800 megawatts de energia elétrica a partir dos parques eólicos. A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec/RN) avalia a possibilidade de impugnação da nota técnica eliminatória e do próprio leilão a ser realizado pela Aneel. Os prejuízos para a economia do estado, de acordo com a Sedec/RN, são incalculáveis.

O certame deste ano era o mais aguardado pelas empresas instaladas e com interesse de instalação no estado. A contratação de 800 megawatts ou mais representaria um salto de produção similar ao que ocorreu em 2010, quando foram contratados 1,5 gigawatt. Esta, porém, não é a primeira vez que a Aneel inviabiliza a participação do Rio Grande do Norte em leilões de geração de energia renovável. O mesmo ocorreu ano passado, mas a disputa acabou sendo cancelada.

“A Aneel alegou inexistência de linhas de transmissão para conexão da energia produzida, Ou seja, os mesmos motivos alegados para excluir o RN dos leilões de 2015 e 2016. Entendo que, desta feita, tais motivos não subsistem. As linhas de transmissão em referência estão em construção, sob a exclusiva responsabilidade do Governo Federal.  Uma delas, está sendo executada pela Chesf e tem prazo de conclusão prevista para o final de 2018, conforme me foi assegurado pelo Superintendente de Engenharia de Transmissão da Chesf”, declarou o titular da Sedec/RN, Flávio Azevedo.

Em nota técnica divulgada no final da semana passada, o Operador Nacional do Sistema (ONS) vinculado à Aneel, destacou que as linhas de transmissão existentes no Rio Grande do Norte operam com sobrecarga, sem potencial de absorção de mais energia. Além disso, o ONS frisou que algumas obras de linhas de transmissão outorgadas a determinados parques eólicos caducaram em setembro deste ano, tornando-se ausentes do processo. O Operador Nacional do Sistema citou, ainda, atrasos nas obras da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), responsável pela construção e operacionalização das linhas de transmissão, popularmente conhecidas como ‘linhões’.

“A outra linha, estava sendo construída por uma empresa privada que abriu falência, mas poderá ser facilmente retomada e concluída até 2019. Ora, se o leilão está contratando compra de energia para entrega em 2021 e 2023 o que impede a Aneel de considerar para efeito do cálculo da capacidade de conexão, linhas de transmissão que estarão prontas no máximo até 2019 e sob a exclusiva responsabilidade do próprio Governo Federal?”, indagou Flávio Azevedo. De acordo com a nota técnica do ONS/Aneel, o estado potiguar dispõe de apenas 200 megawatts de potência que poderão se candidatar ao próximo certame.

Edital aprovado pela Aneel
A Diretoria da ANEEL aprovou nesta terça-feira, 14, durante Reunião Pública, edital do Leilão nº 04/2017, denominado “A-4” de 2017, destinado à contratação de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração a partir das fontes hidrelétrica, eólica, solar fotovoltaica e termelétrica a biomassa, com início de suprimento em 1º de janeiro de 2021.

O certame será realizado no dia 18/12/2017 na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. Serão negociados Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs) na modalidade por quantidade, com prazo de suprimento de 30 anos para empreendimentos hidrelétricos (CGH, PCH e UHE menor ou igual a 50 MW de potência instalada) e por disponibilidade, com prazo de suprimento de 20 anos, diferenciados por fontes, para empreendimentos de geração a partir de eólica, solar fotovoltaica termelétrica a biomassa.

De acordo com a decisão da Agência, será utilizado como critério de classificação a margem de escoamento da transmissão e, além disso, não poderão participar os empreendimentos que entrarem em operação comercial até a data de publicação do Edital.

Projetos
Eólico: R$ 173,76/MWh (valor mínimo para lance)

Ao todo, foram cadastrados 1.676 projetos, totalizando 47.965 MW de potência instalada. Desse montante, 954 projetos referem-se a empreendimentos eólicos, 574 de solar fotovoltaicos, 69 de PCHs, 37 de CGHs e o restante (42) de termelétricas a biomassa.

“Isso é inexplicável. É inadimíssivel”

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, tentará se reunir com representantes da Aneel para reavaliar a situação do estado. Caso contrário, acionará a Justiça para impugnar a realização do leilão de dezembro. Acompanhar na entrevista a seguir.

Há tempo de reversão desse quadro até o leilão e posterior alteração do status potiguar?
Entendo que sim. É necessário apenas recalcular a capacidade de conexão, considerando a conclusão das linhas de transmissão acima referidas.

Quais serão os reflexos dessa exclusão na economia norte-riograndense?
São graves. Os seguidos impedimentos do RN abrigar usinas produtoras de energia renovável, determinados pela Aneel, poderá afastar os investidores do nosso Estado, apesar do RN possuir as melhores condições do país para geração de energia eólica e solar, com incalculáveis prejuízos ao nosso desenvolvimento econômico e social.

Como a Sedec/RN irá atuar para reverter a decisão do ONS?
Estamos tentando reabrir o diálogo com a Aneel para, à luz do bom senso e de justificativas técnicas, as condições de participação sejam reavaliadas. Caso contrário, seremos obrigados a impugnar a Nota Técnica e, como consequência, a realização do Leilão de Contratação, o que não desejamos.

O RN tem mais de 800 MW ofertado, mas só poderá conectar 200 MW. Na prática, o que significa essa redução? Quantos parques eólicos deixarão de se instalar no RN?
Várias empresas cadastraram seus projetos no Leilão 2017, que somam essa enorme quantidade de energia. Não se pode fazer uma avaliação precisa de quantos Parques deixarão de ser instalados, pois isso dependerá do resultado do Leilão. Mas, considerando o histórico dos anos anteriores a 2015, o RN poderia ser, novamente, o maior contratante de energia do País.

O gerente-técnico da Chesf responsável pelas linhas de transmissão afirmou na segunda-feira, 13, aqui no RN, que as obras que estavam atrasadas da Chesf no estado foram entregues e estão operando, e que não há mais nenhum parque eólico no estado sem funcionar por falta de linha de transmissão. Essa informação, procede? Já que as linhas existem, o que impede o RN de continuar nos leilões?
A informação procede. O Superintendente de Engenharia de Transmissão da Chesf foi além. Afirmou que essa informação é de conhecimento da Aneel e do ONS. Mesmo assim, esses órgãos reguladores insistiram em não considerar as informações, mantendo o RN excluído do processo de contratação de energia. Isso é inexplicável e inadmissível.

Fonte: Ricardo Araújo | Tribuna do Norte

Foto: Divulgação/Ascom Fátima Bezerra.

Comissão do Senado debate futuro da Refinaria Clara Camarão

Em debate sobre os planos de investimento e estrutura de gestão da Petrobras no Rio Grande do Norte, na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, presidida pela senadora Fátima Bezerra, os participantes destacaram, nesta quarta-feira (08) a importância da continuação da Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC) para o desenvolvimento do Estado.

A Petrobras decidiu alterar o status de refinaria da Clara Camarão, fazendo com que ela volte a ser gerenciada pela Diretoria de Exploração e Produção da empresa. A preocupação é que deixando de ser considerada refinaria, ela ficaria excluída do Plano Estratégico e das discussões da Diretoria de Refino e Gás Natural, anteriormente denominada Refino e Abastecimento. Durante a reunião, o representante da Petrobras, Tuerte Rolim, garantiu que a refinaria não perderá status e que não haverá demissões.

Desde de janeiro de 2016, a presidente da CDR, senadora Fátima Bezerra, tem questionado os investimentos da Petrobras no Estado. “Qualquer alteração da Petrobras precisa ser feita com a sociedade e os representantes envolvidos. A empresa não deve ter apenas a lógica mercadológica; ela tem que ter uma visão de responsabilidades social”, explicou.

Jean-Paul Prates, presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN) e do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), declarou que a refinaria é importante para o desenvolvimento industrial do Estado. “Ninguém está aqui fazendo alarmismo. O Rio Grande do Norte exerce o seu direito pleno de acompanhar toda e qualquer medida anunciada pela Petrobras quanto a atividades em seu território, pois ela ainda representa mais de um terço do produto industrial do estado. É legítimo e necessário que o Rio Grande do Norte se prepare para fazer face a esses planos, sejam eles de revitalização ou de desmobilização das atividades da Petrobras!”, argumentou.

Petrobras

Tuerte Rolim, gerente -geral do E&P da Petrobras, destacou que a empresa está adequando seu plano de negócios e otimizará a estrutura existente da refinaria Potiguar Clara Camarão. “A refinaria e a Unidade de Tratamento e Processamento de Fluidos farão parte do ativo industrial de Guamaré. A refinaria continuará conectada com a área de refino e gás natural e continuará produzindo derivados. Não haverá demissões. Os empregados serão transferidos para a área de Exploração e Produção”, explicou.

No final da reunião, a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo ficou de encaminhar algumas questões técnicas sobre a Refinaria Potiguar Clara Camarão e plano de negócio da empresa no Rio Grande do Norte. A Petrobras ficou de responder e entregar formalmente os questionamentos da comissão.

Participaram também da audiência pública o diretor do Sindipetro/RN, José Antonio de Araújo; o vice-presidente da Federação das Indústria do Rio Grande do Norte, Francisco Vilmar; o secretário adjunto da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Otomar Lopes; e o gerente -geral de eficiência operacional, Daniel Sales. Estiveram presentes ainda os senadores Agripino Maia e Garibaldi Alves e os deputados federais Zenaide Maia, Beto Rosado, Rafael Motta, Felipe Maia, Walter Alves e Antônio Jácome.

Fonte: SEERN Press com informações do  Senado Federal

WhatsApp Image 2017-11-07 at 08.25.12

Geração eólica no Rio Grande do Norte deve fechar 2017 com crescimento perto de 30%

Panorama das renováveis será debatido durante V Fórum Estadual de Energia na próxima segunda-feira.  Evento tratará também de projetos sócio-ambientais, formação de mão de obra e o uso da energia na modernização das cidades.

O Rio Grande do Norte é o estado brasileiro que mais gera energia pela força dos ventos e dispõe da maior capacidade eólica instalada do país.  Entre janeiro e agosto deste ano, a geração média de energia eólica no estado cresceu 26,5% comparado ao mesmo período de 2016. O percentual representa 1.316,7 megawatts médios (MW) a mais, entregues ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Os dados consolidados pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) confirmam a liderança do Rio Grande do Norte em capacidade instalada em operação, com 3,4 gigawatts (GW) gerados em 127 usinas eólicas instaladas no estado, a maior parte na região do Mato Grande, que concentra os municípios de João Câmara, Parazinho, São Miguel do Gostoso, Jandaíra, Pedra Grande e Rio do Fogo.

No ranking dos estados com maior capacidade eólica instalada do Brasil, a Bahia aparece como segunda colocada, com 1.9GW, seguida pelo Ceará com 1.7GW.

Esses números são apenas uma amostra do que será apresentado no V Fórum Estadual de Energia e Sustentabilidade do Rio Grande do Norte (FEERN 2017), no dia 13 de novembro, a partir das 08:30 horas, no auditório principal do IFRN – Campus Natal/Central.

Em sua quinta edição, o evento se consolida no calendário estadual e reúne autoridades, empresários e especialistas para debater junto ao público os desafios, investimentos e resultados obtidos nas áreas de energia eólica, solar, petróleo, gás e biocombustíveis no Rio Grande do Norte.

Este ano, o evento também contará com palestras envolvendo temas como parcerias sócio-ambientais nos empreendimentos de energia, cidades inteligentes e humanas, oportunidades de capacitação na área de energia  e tecnologias em inovação no setor energético.

O FEERN é uma realização do CERNE e conta com patrocínio da Chesf e Governo Federal, do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN) e do Sindicato das Empresas​ do Setor de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sipetro).

O evento tem ainda o apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), Gulf Oil, TWA – Trade Wind Alliance, CRN-Bio Consultoria, Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP).

Acesse:

 

Fonte: CERNE Press

Foto: Adriano Abreu

Desinvestimentos da Petrobras no RN são ‘desastrosos’, avalia SEDEC

O plano econômico de desinvestimentos que já reduziu, apenas em 2016, 77% dos investimentos que a Petrobras já realizou Rio Grande do Norte menos de 10 anos atrás, divulgado na edição deste domingo da Tribuna do Norte, foi amplamente criticado pelo secretário de desenvolvimento econômico do Estado, Flávio Azevedo. Em entrevista ao jornal, o secretário afirmou que afirmou que “o Governo do Estado vai cobrar de forma enérgica respostas da Petrobras”, e que os efeitos dos desinvestimentos “são desastrosos, especialmente para o Oeste do Estado”. Neste momento, o secretário está em reunião com o governador Robinson Faria (PSD) para discutir possíveis encaminhamentos do Governo em relação à questão.

O programa de desinvestimentos da Petrobras é parte de um projeto nacional, evidenciado pelo seu Plano de Negócios 2017-2021. O plano, que pretende reduzir de US$ 5,4 bilhões para US$ 2,5 bilhões a dívida interna da empresa, vai englobar redução de gastos com pessoal através de demissões, venda de ativos, desaceleração da perfuração de novos postos de exporação e foco maior no pré-sal.

Todas as medidas afetam diretamente o Rio Grande do Norte, um dos maiores produtores de petróleo em terra no país. Localmente, a empresa já está realizando uma série de demissões, tanto de funcionários diretos como de terceirizados que atuam na área. Para o secretário Flávio Azevedo, as consequências disso para o Estado, que tem cerca de 40% de seu Valor Bruto de Produção Industrial (VPBI) provenientes de suas atividades, são desastrosas:

“Conforme está demonstrado na prática pela diminuição das atividades da empresa na região Oeste do estado, essa situação é desastrosa. Não acredito que essa diminuição da atividades deva-se exclusivamente à redução da nossa capacidade de produção nos campos de petróleo, porque os campos não tem como ter uma redução dessa ordem do dia para a noite. Existe, de fato, uma redução da nossa capacidade de produção, mas não desse tamanho. Essa coisa toda está muito mal explicada, e a empresa tem uma responsabilidade para o Estado, não apenas de ordem econômica mas, principalmente, social, e nós já estamos sentindo seus impactos em função das demissões em massa que estão sendo realizadas”, disse o secretário.

A redução da capacidade de produção dos poços do Rio Grande do Norte se devem ao fato de que a produção no Estado já ocorre desde a década de 70, e muitos desses poços já são considerados “maduros”, ou seja, já atingiram o auge de sua capacidade de produção e precisam de alguns mecanismos para continuar produzindo em quantidades vantajosas. Mesmo assim, de acordo com informações do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), o Estado ainda possui reservas comprovadas avaliadas por geólogos da própria Petrobras que correspondem a mais de 2 bilhões de barris.

Rebaixamento é visto com preocupação

O rebaixamento da Refinaria Potiguar Clara Camarão para a categoria de “Ativo Industrial de Guamaré” despertou reações preocupadas do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do Rio Grande do Norte (SEERN).

De acordo com eles, o rebaixamento da refinaria significaria, na prática, de sua exclusão do Plano Estratégico e das discussões da Diretoria de Refino e Gás Natural, mesmo com todos os investimentos técnicos para aumentar a capacidade de produção e gestão técnica e comercial especializada.

A Clara Camarão tem capacidade para refinar 45 mil barris de petróleo por dia, produzindo 3.093 metros cúbicos de gasolina, 295 metros cúbicos de querosene de aviação, 1.095 metros cúbicos de óleo diesel e 422 metros cúbicos de nafta petroquímica diariamente. Essa produção é fundamental para o abastecimento do Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco e Paraíba. O querosene de aviação produzido pela refinaria abastece os aeroportos do RN, Ceará e parte de Pernambuco.

De acordo com Jean Paul Prates, presidente da SEERN “A exclusão desta unidade dos planos regulares quanto ao parque de refino nacional implicará, cedo ou tarde, no fechamento desta refinaria, que, acompanhado da redução e minimização da participação da Petrobras nos campos produtores ao longo do tempo, resultará na finalização gradual da presença da estatal brasileira no nosso Estado”, disse, em nota divulgada no último dia 27 de outubro.

Fonte: Mariana Ceci | Tribuna do Norte

barragens-do-seridc3b3-100_21

Ministro da Integração apresenta avanços para a segurança hídrica no Rio Grande do Norte

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, apresentou na segunda-feira (30) os investimentos que a Pasta vem fazendo para garantir a segurança hídrica no Rio Grande do Norte. Durante seminário na capital potiguar sobre a escassez de água no estado, o ministro falou sobre a retomada das obras do Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco, hoje em pleno andamento e com 94,96% de execução física.

“Nosso objetivo é fazer com que as águas cheguem ao Ceará nos primeiros meses de 2018 e, na sequência, beneficiem o Rio Grande do Norte, já no segundo semestre”, explicou o ministro, ao detalhar o avanço do Projeto São Francisco. “Estamos atuando de forma diligente para que não haja atraso nos prazos. Não é um cenário simples, há o desafio da obra física e do enchimento dos reservatórios, mas estamos trabalhando com absoluto compromisso e empenho”, completou.

A água do ‘Velho Chico’ percorrerá os canais do Eixo Norte até chegar ao Rio Piranhas, na Paraíba. De lá, descerá por gravidade até o reservatório Armando Ribeiro Gonçalves, no Rio Grande do Norte, para beneficiar 900 mil habitantes em 51 municípios do estado. O Eixo Leste do Projeto, inaugurado em março deste ano, já garante o atendimento de aproximadamente um milhão de pessoas em mais de 30 cidades de Pernambuco e Paraíba. O São Francisco evitou que diversas cidades, a exemplo de Campina Grande (PB), entrassem em colapso hídrico, explicou o ministro.

Além do São Francisco

Helder Barbalho falou também sobre outras iniciativas da Pasta, em parceria com o governo estadual, para garantir mais recursos hídricos ao Rio Grande do Norte. Um deles é o Ramal do Apodi, que teve o projeto executivo concluído neste ano. Quando estiver pronta, a obra deverá beneficiar cerca de 370 mil pessoas em 44 municípios.
“A realidade da seca é especialmente desafiadora em regiões com histórico de escassez de chuvas, como o semiárido. O Governo Federal, porém, vem fazendo sua parte ao entregar obras estruturantes e garantir ações emergenciais para levar água a quem precisa. E, mesmo com o quadro de dificuldade fiscal, asseguramos que os programas federais voltados ao convívio com a seca fossem preservados na execução do orçamento da União”, afirmou o ministro.

Os esforços do Governo Federal também garantiram a ampliação de repasses para as obras estruturantes na região semiárida. No estado potiguar, a Barragem Oiticica está com 53% de execução, e a conclusão é prevista para setembro de 2018. “Em 2017, o governo já repassou R$ 44 milhões para a obra. O Sistema Adutor Currais Novos foi concluído e está em fase de testes. Também estamos preparando a recuperação de 24 barragens no estado”, acrescentou o ministro.

Mais desenvolvimento regional

Além dos recursos para obras estruturantes e ações emergenciais, o estado do Rio Grande do Norte tem como grandes aliados o Fundo Constitucional de Financiamento (FNE) e o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrados pelo Ministério da Integração. Por meio desses instrumentos, o Governo Federal oferece financiamentos com juros reduzidos e melhores carências para empreendedores nas cidades e no campo.

Até o terceiro trimestre deste ano, o FNE contratou mais de 25 mil operações de crédito no estado, o que representou R$ 661,6 milhões em investimentos. “Se compararmos o mesmo período do ano passado, o valor contratado cresceu 59%, priorizando empreendedores de pequeno e médio porte e contemplando também agricultores familiares”, observou o ministro.
Já o FDNE, destinado a empreendimentos de grande porte, inclusive na área de infraestrutura, financiou 20 projetos no Rio Grande de Norte. Os valores somam R$ 3,2 bilhões desde 2007.  Entre os setores contemplados, foram apoiadas empresas dos segmentos industrial e energético, com investimentos em energia eólica.

Fonte: MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO

WhatsApp Image 2017-10-27 at 10.47.15

Refinaria Potiguar Clara Camarão deixa de ser refinaria e mudará de nome: o que significa isso, afinal?

Chega-me a triste confirmação de que foi oficializada internamente a devolução da Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC)  para a Diretoria de Exploração & Produção que passará a se chamar “Ativo Industrial de Guamaré“. A medida vinha sendo internamente planejada e discutida, com alto grau de discordâncias, e foi objeto de nossa nota do dia 16 de junho de 2016, alertando para as consequências disso para o RN e para o Nordeste.

O que pode parecer apenas uma decisão interna sem maiores consequências, não é.

Esta decisão significa, em poucas palavras, que a Refinaria Potiguar Clara Camarão, do alto de suas sucessivas conquistas de aumento de capacidade, aprimoramentos técnicos, investimentos em expansão e gestão técnica e comercial especializada, deixará de ser considerada uma REFINARIA. Portanto, ficará totalmente excluída do Plano Estratégico e das discussões da Diretoria de Refino e Gás Natural (anteriormente denominada Refino e Abastecimento).

Isso é decretar a morte da nossa refinaria, assim como se decretou recentemente a suspensão das atividades de perfuração terrestre em todo o País e o fechamento da planta de biodiesel de Guamaré – sem que houvesse qualquer entendimento ou conversa com os líderes políticos e empresariais do nosso Estado, que, durante décadas, promoveu, com prioridade, incentivos fiscais, licenças e parcerias sócio-ambientais com a empresa para ajudar a viabilização de seus projetos.

A reboque desta decisão intempestiva, não há como deixar de trazer à pauta estadual a denúncia de que poderão nos tirar a refinaria simplesmente para alegar uma redução de custos que, na verdade, significará mais um retrocesso do investimento da Petrobras no Estado – o maior de todos.

Ao contrário do que se está planejando internamente, o que deveria ser feito é justamente o contrário: a incorporação de todo o Pólo Guamaré à nova Diretoria de Refino e Gás Natural, incluindo as UPGNs e os terminais de despacho e recebimento de produtos. Isso sim, seria medida de eficientização das estruturas logísticas e da gestão dos ativos da empresa no RN. E também indicaria, claramente, um caminho de avanço – e não de retrocesso – dos investimentos e da presença da Petrobras na nossa região.

Portanto, é hora de nos prepararmos para um amplo debate quanto ao planos reais da Petrobras quanto ao Rio Grande do Norte. E nisso, juntarmo-nos aos nossos vizinhos – Ceará e Paraíba – que também possuem ativos de produção e processamento de petróleo que serão afetados por estas decisões – tanto campos considerados maduros quanto unidades industriais/logísticas e novas fronteiras a ser exploradas.

É urgente agir enquanto tais discussões se encontram em estágio de planejamento e discussão – e, em especial, REQUERER da Petrobras informações claras e efetivas sobre o seus planos reais para esta região, em especial para o Rio Grande do Norte, sua casa e área de operações que sempre a tratou com todo o carinho e merecida atenção.

Vale lembrar que a RPCC passou recentemente por uma ampliação que duplicou a sua capacidade de produção de QAV. Para isto, contou com a contribuição importante do Governo do Estado, que lhe concedeu o diferimento fiscal para o combustível possibilitando atrair novos empreendimentos conexos, incluindo mas não se limitando à possibilidade de acolher centro(s) de conexões de vôos no Aeroporto Internacional Aluisio Alves, em São Gonçalo do Amarante).

A Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC) recebeu recentemente da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a autorização para passar a processar 45 mil barris por dia de petróleo com possibilidade de expansão em curto prazo para 66 mil barris por dia de capacidade. Passou assim à frente da Refinaria de Manaus (REMAN) quanto a capacidade de processamento. Uma conquista importante para o RN e que deveria ser comemorada como consolidação de uma jornada que pode levar à revitalização do setor de petróleo no Estado, se devidamente trabalhada. A nova capacidade representa a possibilidade de refinar quase 80% da produção de petróleo atual de toda a Bacia Potiguar (que inclui campos no Rio Grande do Norte e no Ceará), podendo rapidamente se atingir a auto-suficiência em refino no Estado.

Por fim, sabemos que a RPCC é uma unidade lucrativa e que conta com um histórico de gestores e operadores técnicos competentes e bem sucedidos nas suas respectivas missões.  Foi uma conquista histórica para o Estado, e um sinalizador de novos empreendimentos e investimentos no futuro.

Como Secretário de Estado de Energia à época, fui testemunha e partícipe direto da ampla discussão da sociedade civil organizada do RN, do Governo do Estado e de toda a bancada parlamentar federal e estadual em uníssono, com a Petrobras e o Governo Federal. Não houve qualquer interesse escuso, negociata ou picaretagem envolvida nesta decisão e implementação. A principal meta estabelecida foi conseguir processar todo o petróleo produzido no Estado – historicamente um dos mais importantes para a produção nacional e ainda o maior produtor nacional de petróleo terrestre, à época em vias de começar operações em águas profundas também com perspectivas de incrementar a produção local de cru.

Temos a certeza de que esta medida irá, inevitavelmente, criar insegurança quanto à futura capacidade de fornecimento para o mercado local, anulando a conquista concreta de uma operação lucrativa e com potencial de ocupar nichos do mercado regional altamente promissores, para os quais certamente não faltariam atrativos ao financiamento próprio ou externo à companhia. A exclusão desta unidade dos planos regulares quanto ao parque de refino nacional implicará, cedo ou tarde, no FECHAMENTO desta refinaria, que, acompanhado da redução e minimização da participação da Petrobras nos campos produtores ao longo do tempo, resultará na finalização gradual da presença da estatal brasileira no nosso Estado.

Sem a Refinaria de Guamaré, como refinaria, não há como se pensar no futuro do setor de petróleo no Rio Grande do Norte. Seremos relegados a um província decadente e insignificante, e gradualmente a atividade se reduzirá a números meramente simbólicos, tanto de produção quanto de empregos e resultados sociais e econômicos. Não precisa ser assim. Não pode ser assim.

Desta forma, e com alto grau de urgência, gostaria de deixar aqui um apelo firme para que seja revertida imediatamente tal decisão e nos seja confirmada a manutenção do status da refinaria, na sua atual configuração organizacional, subordinada ao REFINO, de forma a assegurar a continuidade do seu planejamento e operação dentro desta área especializada da empresa.

Como cidadão e como líder empresarial do setor energético, em nome dos dois sindicatos empresariais dos quais participo, permito-me sugerir ao Governador do Estado e a seu secretariado que convoquem a bancada de parlamentares do Estado e encaminhem imediatamente à Presidência e à Diretoria da Petrobras pedido formal de esclarecimentos sobre os reais planos de investimento e estrutura de gestão da empresa no Rio Grande do Norte, em especial quanto à Refinaria Potiguar Clara Camarão. E que também se articulem com os nossos estados vizinhos, capitaneados pelos Governadores Camilo Santana (Ceará) e Ricardo Coutinho (Paraíba) para que sejam reforçadas a importância das Bacias Sedimentares do Nordeste Setentrional (Barreirinhas, Parnaíba, Ceará, Potiguar, Paraíba-Pernambuco e Araripe) e dos investimentos e operações nelas desenvolvidas para a geração de emprego e renda nestas região.

Jean-Paul Prates

Presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do Rio Grande do Norte (SEERN)

Membro do Conselho Fiscal do Sindicato das Empresas do Setor de Petróleo Gás e Combustíveis do Estado do RN (SIPETRO/RN)

—-

Os números atuais da REFINARIA POTIGUAR CLARA CAMARÃO (RPCC) justificam plenamente a inclusão da unidade no Plano Nacional de Refino.
A RPCC tem licença da ANP para processar 7.100 m3/dia de Petróleo, podendo chegar a 11.000m3/d em curto prazo. Por questões de mercado, atualmente, ela processa 5.500m3/dia; tem capacidade imediata para processar: 6.600 m3/dia;
Após refino e processamento deste ÓLEO, são produzidos (atualmente) os seguintes derivados: QAV: 580m3/dia, para os mercados de RN, PB, CE e PI. Diesel – S-500: 1.600m3/dia, para RN, CE, PI. Gasolina A: 1.500m3/dia; (mesclada à nafta craqueada de alta octanagem, que vem da Bahia, para os mercados RN/CE/PI) – a melhor gasolina do Brasil.
120 empregados próprios e 280 contratados;
Nas bases já instaladas operam 9 distribuidoras; sendo 3 proprietárias e 6 em regimes diversos tais como comodato, aluguel acordo de operação, re-compra, etc. Isso mostra a importância e potencial da unidade com REFINARIA, não como UPGN (Unidade de Processamento de Gás Natural).
1 base (instalada) da BR;
1 base (instalada) da ALE: aí funcionam: Ale e Ipiranga;
1 base (instalada) da NELOG: aí funcionam: Nelog, FAN, Dislub e SETTA;
1 base (em construção) da RAIZEM (Shel – Raizem);
1 base (já com licença): SP Opera ainda uma planta de tratamento de água produzida (reutilização) com capacidade para 60 m3/dia.
Mais a respeito:
 
Refinaria Clara Camarão bate recorde de produção de querosene de aviação (06/01/2017)
 
Refinaria do RN corre o risco de perder “status” de refinaria (16/06/2016)
 
RN pode perder refinaria Clara Camarão (16/06/2016)
 
RN deverá perder refinaria Clara Camarão (16/06/2016)
 
Refinaria de Guamaré ultrapassa a de Manaus e produz a melhor gasolina do Brasil (30/04/2016)
 
Petróleo, gás, biodiesel e eólicas destacam Guamaré como pólo energético (10/10/2013)
 
Gerente da Petrobras apresenta projeto para a Refinaria Potiguar Clara Camarão (18/11/2009)
 
Refinaria Clara Camarão coloca o RN no mapa nacional do refino de petróleo (06/01/2009)
534493-970x600-1

TRF derruba liminar e mantém leilão do pré-sal

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com sede em Brasília, derrubou uma decisão da Justiça do Amazonas e manteve a 2ª e a 3ª rodadas dos leilões do pré-sal marcadas para esta sexta (27), de acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU).

Na noite de quinta (26), o juiz Ricardo Augusto de Sales, da 3ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Amazonas, concedeu liminar (decisão provisória) para suspender os leilões. A AGU recorreu na manhã desta sexta.

A assessoria de imprensa do Ministério de Energia, assim como a AGU, confirmou que a liminar foi derrubada.

A advogada-geral da União, Grace Mendonça, que foi à sede do TRF-1, comunicou a imprensa sobre a queda da liminar. Ela disse que a decisão de manter o leilão dá “segurança jurídica a uma política pública”.

De acordo com Grace, o desembargador Hilton Queiroz entendeu que a realização do leilão está dentro do espaço de atuação da administração pública. A ministra destacou que a suspensão provocaria “grave lesão” ao poder público, com valores na ordem de R$ 20 bilhões.

Esse é o primeiro leilão em que as petroleiras privadas podem disputar sozinhas para a exploração do pré-sal brasileiro em áreas nas Bacias de Santos e Campos. Serão ofertados 8 blocos na 2ª e 3ª rodadas de Partilha de Produção, realizadas quatro anos após a única licitação já feita para exploração do pré-sal.

ANP dá início a leilão de áreas do pré-sal

Com 2h30 de atraso, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e biocombustíveis) deu início por volta das 11h30 aos leilões do áreas do pré-sal, os primeiros realizados no país desde 2013.

O atraso foi provocado por liminar judicial obtida por ação promovida pelo PT, CUT (Central Única dos Trabalhadores) e sindicatos.

Ao abrir o evento, o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, agradeceu ao esforço da procuradoria geral da agência pelo esforço para derrubar a liminar, “mostrando que não há insegurança jurídica no Brasil”.

O leilão é encarado pelo governo como um reforço à agenda positiva após a vitória na votação sobre investigação contra o presidente Temer na última quarta (25).

“Estamos abrindo a porta, não só do ponto de vista moral, mas também do ponto de vista econômico e social, para recuperar o tempo perdido”, disse em seu discurso o ministro da secretaria geral da Presidência da República, Moreira Franco.

“Estarmos aqui é um sucesso não só para o nosso governo. É um sucesso para o Brasil”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.

A primeira área ofertada, Sudoeste de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, não teve ofertas.

A segunda área, Sul de Gato do Mato, foi arrematada por consórcio formado por Shell é Total, sem disputa e sem ágio em relação ao percentual mínimo de petróleo que deve ser dado à União (11,53%).
Gato do Mato é um campo operado pela Shell, que aguardava a realização deste leilão para dar início aos investimentos.

Na terceira oferta, para Entorno de Sapinhoá, houve a primeira disputa do leilão, entre consórcio formado por Petrobras, Repsol Sinopec e Shell e a estreante Ouro Preto.

O consórcio da estatal venceu com a oferta de 80% do petróleo à União, bem acima do mínimo de 10,34%.

A estatal é operadora do campo de Sapinhoá, o segundo maior produtor de petróleo do Brasil, e tem como sócios no projeto as mesmas empresas do consorcio vencedor.

Trata-se de parte de uma jazida descoberta pela Petrobras, que se estende para fora da área concedida à estatal, que já tentou vender a sua parte.

Ao final do leilão, a ANP dará uma segunda chance de oferta a áreas que não tiveram concorrentes.

Fontes:

Portal G1

Folha de São Paulo | Nicola Pamplona

foto-frente-11-e1487096799160-n47zr1nuo1g5gcyzdbdm53lay1tfstrh4dop6s2mb4

Voltalia tem 560 MW para leilões de dezembro

Companhia participa com eólicas e solares e pode diversificar localização, com restrições no Rio Grande do Norte

A Voltalia cadastrou 560 MW de capacidade para os leilões A-4 e A-6 que serão realizados em dezembro. A companhia espera grande competitividade nas concorrências, e uma demanda maior para o A-6, que contratará energia a partir de 2023. “Acreditamos que temos projetos competitivos para ganhar os PPAs”, comenta o diretor geral da companhia no Brasil, Robert Klein. Ele cita desenvolvimento de potencial solar em parques já operacionais da companhia, por exemplo, que podem ter custos com a conexão reduzidos. A empresa tem cerca de 2 GW em desenvolvimento no país, em estados como Piauí, Bahia e Amapá, além do Rio Grande do Norte, onde concentra toda sua capacidade eólica em operação, que soma 430 MW.

A companhia, inclusive, inaugurou o seu maior complexo eólico, São Miguel do Gostoso, em município de mesmo nome no Rio Grande do Norte, com 108 MW, nesta quinta-feira (19/10). Em 2017, a Voltalia concluiu a construção de todos os projetos que negociou em leilões nos últimos anos, em um ciclo de investimentos que soma R$ 2,5 bilhões para entregar 430 MW de capacidade eólica. Todos os projetos estão instalados em território potiguar – alguns em parceria com outras empresas, como a Copel, que tem uma participação de 49% no complexo inaugurado hoje.

A companhia se prepara agora para um novo ciclo de investimentos a partir dos leilões de dezembro.

A expansão poderá ser com a fonte solar, com a qual a empresa vem ganhando esperiência. No ano passado, a Voltalia adquiriu a Martifer Solar, empresa portuguesa que tem experiência no desenvolvimento e construção de usinas fotovoltaicas. Além disso, desenvolve no sistema isolado de Oiapoque uma usina de 4 MW, junto com uma PCH de 7,5 MW, que substituirão térmica a diesel para atender a região.

Transmissão no RN

“O Rio Grande do Norte tem uma oportunidade única de aproveitar esse momento (de incentivo as fontes renováveis após o Acordo de Paris). Recebeu um grande volume de investimentos na fonte eólica, mas isso pode mudar rápido, outros estados estão chegando. A capacidade restrita pode limitar e atrasar a instalacao nesse estado. Não podemos parar”, disse o executivo. A companhia adotou a estratégia de desenvolvimento em cluster, construindo complexos próximos uns dos outros, de forma que os investimentos em conexão dos parques pudesse ser mais eficiente. Por este motivo, concentrou sua atuação no Rio Grande Norte.

O complexo inaugurado nesta quinta-feira conta com 36 aerogeradores, de 3 MW cada, todos fornecidos pela Acciona, principal fornecedora dos parques da Voltalia- a Companhia também adquiriu turbinas da Gamesa, para o parque Vila Acre I, de 27,3 MW. São Miguel do Gostoso estava apto a operar desde junho de 2015, mas aguardava a conclusão da subestação de Touros, de responsabilidade da Chesf, o que só ocorreu neste ano.

Como foi contratado no A-3 de 2011, o complexo chegou a ser remunerado, pois o risco da transmissão ainda não era do empreendedor.
O projeto é capaz de abastecer aproximadamente 270 mil famílias, além de reduzir a emissão de CO2 em até 205.042 toneladas por ano.

Enquanto a reportagem da Brasil Energia vistava o complexo, as máquinas operavam com 82% de fator de capacidade, mesmo com duas delas paradas para manutenção.

Fonte: Lívia Neves | Brasil Energia

energia-eólica

Eólica cresce 25% em 2017 e RN lidera ranking nacional

A produção de energia eólica em operação comercial teve um crescimento de 25,7% entre janeiro e agosto de 2017 no comparativo com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e foram divulgados no boletim InfoMercado.

A produção das usinas eólicas este ano ultrapassou em 824 MW o que foi gerado no mesmo período de 2016. As eólicas correspondem a 6,5% da geração de energia no Brasil e são a terceira principal fonte do país atrás da hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) responsável por 73,8% da produção e térmicas (19,7%).

Ao final de agosto, a CCEE contabilizou 470 usinas eólicas em operação comercial no país que somavam 11.951 MW de capacidade instalada, incremento de 25,5% frente ao potencial das 374 unidades geradoras existentes em agosto de 2016.

Eólica por Estado
O boletim indica que, por estado, o Rio Grande do Norte segue na liderança da produção eólica no país com 1.316,7 MW médios de energia entregues em 2017, aumento de 26,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 833 MW médios produzidos (+26,4%), o Rio Grande do Sul, que alcançou 583,5 MW médios (+21%), o Ceará com 552 MW médios (+2,8%) e o Piauí com 443,6 MW médios, aumento de 48% frente à geração alcançada em 2016.

Os dados consolidados da CCEE de agosto de 2017 confirmam ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.455,3 MW, aumento de 18% em relação a agosto de 2016 quando a capacidade instalada era de 2.926,5 MW. Em seguida aparece a Bahia com 2.206 MW (+26%), o Ceará com 2.036,2 MW (+16,2%), o Rio Grande do Sul com 1.777,9 MW (+17,2%) e o Piauí com 1.325,5 MW de capacidade, crescimento de 62,5% frente ao ano passado.

Números

Dez maiores estados produtores de energia eólica em 2017
Rio Grande do Norte                1.316,7MW
Bahia                                            833MW
Rio Grande do Sul                       583,5MW
Ceará                                           552MW
Piauí                                          443,6MW
Pernambuco                                  229MW
Santa Catarina                                 28MW
Paraíba                                       15,5MW
Sergipe                                         7,3MW
Rio de Janeiro                               7,3MW

Dez maiores estados em capacidade instalada de energia eólica (agosto 2017)
Rio Grande do Norte              3.455,4MW
Bahia                                       2.206MW
Ceará                                   2.036,2MW
Rio Grande do Sul                    1.778MW
Piauí                                     1.325,5MW
Pernambuco                               572MW
Santa Catarina                            224MW
Paraíba                                     59,5MW
Sergipe                                     34,5MW
Rio de Janeiro                              28MW

Fonte: Tribuna do Norte com informações da CCEE