Foto: www.educacao.cc

Consumo tem queda de 2% em março, aponta CCEE

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 15 de março apontam queda de 2% no consumo e de 1,9% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2015, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. A análise do desempenho da geração indica a entrega de 64.294 MW médios de energia ao Sistema Interligado Nacional em março. As usinas eólicas e térmicas movidas à biomassa aumentaram a produção em 50,5% e 18%, respectivamente, no período. Houve ainda aumento de 7,9% na geração das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas. Os 51.650 MW médios produzidos representam 80,4% de toda energia gerada no país, índice 7,3 pontos percentuais superior ao registrado em 2015.

Segundo a CCEE, o consumo de energia 61.780 MW médios até 15 de março. As reduções foram de 1,4% no mercado cativo e de 3,6% no mercado livre. Dentre os ramos de atividade industrial analisados pela CCEE, que considera dados dos autoprodutores, consumidores livres e especiais, houve aumento no consumo dos setores de saneamento (+4,6%), madeira, papel e celulose (+4,6%), comércio (+4,4%) e alimentício (+3,7%). A retração no consumo foi registrada nos ramos de extração de minerais metálicos (-12,1%), minerais não metálicos (-10,8%), veículos (-7,7%) e bebidas (-6,4%).

O boletim InfoMercado Semanal da CCEE também apresentou estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia gerem, até a terceira semana de março, o equivalente a 97,6% de suas garantias físicas, ou 52.009 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 102,8%.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

Usina Eólica Formosa, da CPFL Renováveis, no Ceará. (Foto: José Wagner/Divulgação)

CPFL Renováveis reverte prejuízo e lucra R$ 82,643 milhões no 4º trimestre

A CPFL Renováveis reverteu o prejuízo de R$ 65,243 milhões do quarto trimestre de 2014 e lucrou R$ 82,643 milhões em igual trimestre deste ano. O desempenho no trimestre foi influenciado pelo ressarcimento do seguro da turbina da térmica a biomassa Bio Pedra (R$ 46,4 milhões), a repactuação do GSF (R$ 26,3 milhões), além de menores custos com GSF e compra de energia.

No ano, a empresa ainda registra prejuízo, mas com redução de 70,9% para R$ 48,717 milhões. O resultado foi afetado negativamente pelo cenário macroeconômico adverso e a consequente elevação das taxas de juros. O ebtida da companhia cresceu 50,9% no ano para R$ 1 bilhão e no trimestre, a alta foi de 77,7% para R$ 372,047 milhões.

A receita líquida da empresa cresceu 20,2% no ano para R$ 1,499 bilhão e no trimestre, 18,4% para R$ 437,427 milhões. Os investimentos aumentaram 135,3% para R$ 482 milhões no ano. No quarto trimestre, os aportes da empresa nos projetos subiram 331,1% para R$ 199,542 milhões.

A CPFL Renováveis fechou o ano com geração 35,2% acima de 2014 em 5.697 GWh. A capacidade instalada em operação encerrou 2015 em 1.802 MW, com alta de 1,6% sobre o ano anterior. A energia contratada somou 793 MW médios. O caixa da empresa fechou com R$ 1,3 bilhão em 2015.

Fonte: Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Investimentos e Finanças

Foto: Divulgação/Aldenir Cadete - ISA

Projeto deve levar energia solar e eólica para 10 mil indígenas

O Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), o Conselho Indígena de Roraima (CIR) e a Universidade Federal do Maranhão, anunciou na última quarta-feira (9) a instalação de um sistema de geração de energia eólica e solar para abastecer comunidades tradicionais da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. O projeto, batizado de Cruviana, integra o programa Luz para Todos do governo federal.

Os estudos para concretizar o projeto estão em processo desde 2010, e o nome Cruviana vem de uma palavra indígena popular que designa os ventos úmidos e frios das madrugadas amazônicas. A ideia de utilizar energias limpas e de baixo impacto ambiental surgiu como alternativa a projetos envolvendo hidrelétricas, que causam impactos nefastos, como inundação de grandes áreas, prejudicando fauna e flora local, e obrigando comunidades a se deslocarem de locais, muitas vezes, considerados sagrados.

A maior parte das comunidades que devem ser atendidas pelo Cruviana utilizam, atualmente, geradores à diesel. Estima-se que a economia gerada pelo projeto chegue a, pelo menos, 20 mil litros do combustível fóssil. Evitar a queima em larga escala do diesel também significa evitar uma grande quantidade de emissão de gases do efeito estufa.

O governo afirmou que deve iniciar imediatamente a implantação do programa. De acordo com determinação do MME, a Companhia Energética de Roraima (CERR) deve elaborar um documento com o planejamento das ações em até 30 dias. Está previsto um investimento total de R$ 2,5 milhões para cada usina a ser construída. Os recursos são oriundos do programa Luz para Todos.

A expectativa para o início da geração de energia elétrica é para 2017. Após apresentado o projeto da CERR, a Fundação Nacional do Índio (Funai) irá realizar uma consulta pública nas comunidades locais para que eles aprovem e opinem no projeto. Caso seja aprovado, as obras devem iniciar no segundo semestre deste ano. A capacidade de produção energética esperada pelas entidades envolvidas é de que até 10 mil pessoas sejam beneficiadas em aproximadamente 100 comunidades tradicionais.

A resposta positiva por parte das comunidades já é esperada, visto que, de acordo com a CIR, as lideranças indígenas da Raposa Serra do Sol aprovam a instalação de instrumentos de geração de energia através do vento e do sol. Em maio de 2014, foi realizado o “2º Seminário de Energias Alternativas da Terra Indígena Serra Raposa do Sol”, que formalizou o apoio dos tuxauas (caciques) locais ao projeto Cruviana.

Fonte: Portal Rede Brasil Atual

Foto: hlagido.wordpress.com

Ceará é líder em microgeração de energia eólica no Brasil

O Ceará ocupa o primeiro lugar no mercado eólico brasileiro de geração distribuída, que é a geração elétrica realizada pelo próprio consumidor a partir de fontes renováveis ou de alta eficiência energética. Ao todo, são 20 unidades ou centrais geradoras eólicas com potência instalada de 56,1 KW (quilowatts), o que corresponde a 33,43% da potência instalada de geração distribuída no Brasil.

Essas usinas são chamadas de unidades de microgeração, ou seja, que têm potência instalada de até 75 KW. Os equipamentos estão localizados nos municípios de Fortaleza, Eusébio, Aquiraz, Maracanaú e Trairi, e a maioria deles tem uso residencial. De acordo com o secretário adjunto de Energia, Mineração e Telecomunicações da Seinfra, Renato Rolim, a expectativa é que  liderança do Ceará seja mantida e ampliada nos próximos anos com as novas regras da micro e minigeração distribuída que entraram em vigor no último dia primeiro de março.

As novas regras devem trazer ainda mais impacto no setor da microgeração fotovoltaica. “O sol favorece o Ceará. A nossa taxa de insolação é bem maior do que a dos estados do Sul e do Sudeste. Temos um insumo mais forte”, acrescenta Rolim. Hoje o estado ocupa a 13ª posição no mercado fotovoltaico de geração distribuída, sendo responsável por 1,99% da potência instalada nacional. São 63 unidades de microgeração, que possuem 370,6 KW de potência instalada. As unidades ou centrais estão localizadas nos municípios de Fortaleza, Aracati, Jaguaribe, Quixeramobim, Trairi, Aquiraz, Caucaia e Eusébio. A maioria é residencial, mas há unidades de uso comercial e industrial. Também existe uma unidade de minigeração, localizada no município de Tauá, que tem capacidade instalada de 1MW.

Novas regras

De acordo com as novidades da Resolução Normativa nº 482/2012 da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, define-se microgeração distribuída como sendo uma unidade ou central geradora com potência instalada de até 75 kW. Já minigeração distribuída se refere a unidade ou central geradora com potência acima de 75 KW e menor ou igual 5.000 kW (5 MW) para fontes renováveis, exceto fontes hídricas que são até 3 MW. Entre as mudanças, estão ainda a permissão do uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, o aumento do prazo de validade dos créditos de 36 para 60 meses e a possibilidade de instalação de geração distribuída em condomínios. A ANEEL criou ainda a figura da “geração compartilhada”, possibilitando que diversos interessados se unam em um consórcio ou em uma cooperativa, instalem uma micro ou minigeração distribuída e utilizem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Fonte: Governo do Estado de Ceará

Foto: Greenme

Consumidor brasileiro poderá se tornar autossuficiente na produção de energia elétrica

Você já imaginou que, em um futuro próximo, cada brasileiro poderá ser capaz de gerar a sua própria energia?

Essa ideia pode parecer absurda à primeira impressão, mas a possibilidade é real. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que, até 2024, pequenos geradores de fontes renováveis estarão instalados em cerca de 1,2 milhão de residências no Brasil. Esses geradores produzirão energia pelo sistema de geração distribuída, que permite que o próprio consumidor instale painéis solares e microturbinas eólicas. O objetivo do programa é que o consumidor troque energia com a empresa distribuidora de sua região, visando à redução do valor do consumo e da conta de luz.

O sistema de geração distribuída tem várias vantagens. Entre elas, o uso de fontes renováveis, reduzindo os investimentos em redes de distribuição de energia, e a possibilidade de geração compartilhada, que permite que um grupo de pessoas faça um consórcio ou uma cooperativa, instalando uma minigeração de distribuição.

Segundo Tiago Correia, diretor da Aneel, essa mudança vai estimular as pessoas a adotarem a geração compartilhada. “Quanto maior o sistema, mais barata é a instalação total, porque alguns custos são diluídos. Isso faz com que o retorno do investimento seja muito mais rápido, além de facilitar o acesso ao crédito cooperativado”, explica.

O sistema também permite ao consumidor gerar energia em um local diferente do consumo. Por exemplo, se ele tiver uma casa de campo ou de praia, a energia gerada aí pode ser consumida em seu apartamento na cidade. Condomínios também poderão fazer uso da geração compartilhada, que é repartida entre os moradores em porcentagens estabelecidas pelos consumidores.

Outra vantagem é a geração de crédito para o consumidor, que funciona da seguinte forma: se o consumo de energia produzida em um mês for superior à quantidade de energia consumida, o cliente fica com um bônus para ser utilizado nas faturas seguintes.

Só entre 2014 e 2016, o modelo de geração distribuída quadriplicou no Brasil, aumentando de 424 para 1.930 conexões. “O potencial de crescimento é muito grande, e a taxa de crescimento tem sido exponencial, até porque a base ainda é baixa”, afirma Correia. Os painés solares fotovoltaicos representam cerca de 90% das instalações de geração distribuída no país.

Segundo o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, com as novas regras, o Brasil se torna uma referência internacional na área de incentivo ao uso da energia de geração distribuída, especialmente a solar.

Investimento

Embora o custo dos equipamentos para a instalação do sistema de geração de energia distribuída seja alto, a Aneel prevê que o investimento dê retorno no prazo de cinco a sete anos. “Se você pensar como um investidor, que tem um dinheiro disponível e gostaria de aplicar, traria um rendimento muito melhor do que qualquer aplicação financeira disponível hoje”, diz Tiago Correia.

O investimento é rentável, também, porque evita oscilações na tarifa de energia, já que você pode estocá-la, sem se preocupar com as suas possíveis variações de preço.

Fonte: Gisella Meneguelli | Greenme