Foto: OmegaEnergia

Leilão de energia A-4 contrata eólicas no Rio Grande do Norte

O leilão de energia A-4 realizado nesta segunda-feira (18) contratou 228,7 megawatts (MW) médios de energia, a um preço médio de R$ 144,51 por megawatt-hora (MWh). O certame foi marcado pelos elevados deságios, que superaram 50% no caso das fontes eólica e solar. Entretanto, houve baixa contratação de projetos.

A fonte eólica venceu apenas dois projetos, ambos situados no Rio Grande do Norte. Os empreendimentos, pertencentes a empresa Voltalia, garantem mais 64MW de potência, com investimentos estimados em R$ 355 milhões nos próximos 3 anos. O preço médio foi de R$ 108/MWh, deságio de 60,9%.

A fonte solar foi o grande destaque do certame, com a contratação de 172,6 MW médios, envolvendo investimento de R$ 3,8 bilhões, e uma potência de 790 megawatts-pico (MWp). O preço médio da fonte foi de R$ 145,68/MWh, deságio de 55,7% em relação ao máximo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de R$ 329/MWh.

“O leilão de hoje contratou pouco, devido a várias limitações impostas pelo edital. Mas teve competição acirrada com deságios bem acentuados”, destacou o presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN), Jean-Paul Prates.

Segundo ele, os resultados podem ser ainda melhores no próximo leilão, marcado para acontecer na próxima quarta-feira (20). “Com a realização do leilão A-6,  deverão sair mais projetos eólicos vitoriosos, pois muitas limitações do edital de hoje aparecem modificadas nas regras do A-6. Isso pode garantir boas perspectivas para Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Piauí, Bahia e Pernambuco”, analisa Prates.

O leilão também contratou duas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), de 9,5 WM médios de garantia física e 11,5 MW de potência. Os empreendimentos somam R$ 31,1 milhões em investimentos e tiveram preço médio de R$ 181,63/MWh, desconto de 35,36%.

Por fim, foi contratada uma termelétrica a biomassa, com preço de R$ 234,92/MWh, desconto de 28,6%. O projeto tem 8,6 MW médios de garantia física e 25 MW de potência, e envolve investimento de R$ 44,160 milhões.

No total, o certame envolveu 39,113 milhões de MWh e investimentos de R$ 4,286 bilhões. Confira as empresas que tiveram projetos de fontes eólica e solar contratados;

Eólica
Voltalia – 64 MW

Solar
Enel Green Power – 240 MW
Sertão Brasil Energia Solar – 112 MW
Lira Empreendimentos – 90 MW
AES Tietê – 75 MW
Solatio/Sindustrial – 57 MW

Fonte: SEERN Press com informações do Valor Econômico/Reuters

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Leilão de transmissão contrata quase R$9 bilhões; confira lotes arrematados

O leilão para novos empreendimentos de transmissão de energia desta sexta-feira (15) recebeu a inscrição de 47 proponentes interessados, entre empresas e consórcios, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os investimentos são estimados em R$ 8,7 bilhões.

O 1º lote teve 4 concorrentes e foi arrematado pelo consórcio liderado pela francesa Engie. O 2º lote foi disputado por 10 consórcios e arrematado pela Celeo Redes Brasil S.A. com uma proposta com deságio de 53,21%. O lote 3 teve disputa de 5 interessados e foi arrematado pelo grupo indiano Sterlite Power Grid Ventures Limited, com deságio de 35,72%. O 4º foi disputado por 10 consórcios e foi arrematado pela Neoenergia, com deságio de 46,62%.

Entenda o leilão

Pelas regras do leilão, vence cada um dos 11 lotes oferecidos o grupo que aceitar receber o menor valor pela construção e operação da linha e subestações. A remuneração máxima anual foi fixada pelo edital em R$ 1,534 bilhão, na soma de todos os lotes.

Ao todo estão sendo oferecidos 4.919 km de linhas de transmissão e 10.416 MVA em capacidade de subestações, que vão passar pelos estados do Paraná, Piauí, Ceará, Pará, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco. A previsão da Aneel é que as obras devem durar de 32 a 60 meses, dependendo do lote, e que devem gerar 17.869 empregos diretos.

Os leilões de linhas de transmissão ocorrem todos os anos e servem para aumentar a oferta de energia e também para fortalecer o sistema elétrico. A remuneração das empresas que vencerem os leilões será paga pelos consumidores na conta de luz.

Este é o segundo leilão de transmissão de 2017 e o último leilão do ano de projetos do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) do governo Michel Temer.

“O leilão realizado hoje resultou em uma ótima competição e resultados para o Ceará. Os investimentos superiores a R$ 1,5 bilhões em obras previstas vão garantir melhoria da capacidade de escoamento de energia renovável, principalmente para a região Nordeste”, analisa o Presidente do Sindicato das empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN), Jean-Paul Prates.

Confira os vencedores em cada um dos lotes:

Lote 1 foi arrematado pela Engie Brasil Transmissão, que ofereceu uma receita anual permitida (RAP) de R$ 231,725 milhões, deságio de 34,8% em relação à receita máxima determinada pela Aneel, de R$ 355,407 milhões. O lote 1 inclui 1.146 quilômetros de linhas de transmissão dentro do Paraná, além de cinco subestações. A finalidade dos ativos é o atendimento elétrico ao Estado. A Aneel estima que serão necessários investimentos de R$ 2,017 bilhões para a conclusão das obras, que devem gerar 4.034 empregos diretos e cujo prazo para término é de 60 meses.

A empresa Celeo Redes Brasil (antiga Elecnor), por sua vez, levou o Lote 2 ao oferecer RAP de R$ 85,271 milhões, com deságio de 53,21% em relação ao montante máximo, de R$ 182,271 milhões. Este lote compreende 441 quilômetros de linhas de transmissão nos Estados de Ceará e Piauí, além da construção de três subestações, com o objetivo de atender o escoamento da geração de energia eólica do litoral do Maranhão, Piauí e Ceará. A agência reguladora calcula que os investimentos necessários somam R$ 1,042 bilhão e devem ser criados 2.085 empregos diretos. O prazo para conclusão é de 60 meses.

Pelo Lote 3, a indiana Sterlite ofereceu uma receita anual permitida de R$ 313,1 milhões, deságio de 35,72% em relação à receita máxima determinada pela Aneel, de R$ 487,145 milhões. O lote inclui 1.831 quilômetros de linhas de transmissão nos Estados de Tocantins e Pará, com o objetivo de fazer a expansão das interligações Norte-Sudeste e Norte-Nordeste. Além disso, o linhão faz parte da solução de escoamento da megausina de Belo Monte, no rio Xingu (PA), para a região Nordeste, que foi prejudicado pela paralisação das obras da Abengoa no fim de 2015. Os investimentos são estimados em R$ 2,78 bilhões para a conclusão das obras em 60 meses, com a geração de 5.560 empregos diretos.

A Neoenergia levou o Lote 4 ao oferecer RAP de R$ 126 milhões, um deságio de 46,62% em relação ao valor máximo, de R$ 236,079 milhões. O lote inclui 729 quilômetros de linhas de transmissão nos Estados de Piauí, Tocantins e Bahia, que vão expandir as interligações Norte-Sudeste e Norte-Nordeste e escoar energia eólica da região Nordeste. Este lote também contribui para transmitir a energia de Belo Monte. Os investimentos devem somar R$ 1,345 bilhão e a obra deve criar 2.691 empregos diretos.

Após disputa em viva-voz com a CPFL, a paranaense Cesbe ficou com o Lote 5, que inclui uma subestação de 1.800 megawatt-ampere (MVA) no Rio Grande do Norte, para a expansão da rede básica para escoamento do potencial eólico da região Nordeste. O lance vencedor foi de receita anual permitida de R$ 14,431 milhões, deságio de 53,94% em relação à receita máxima, de R$ 31,33 milhões.  A Aneel estima que serão necessários investimentos de R$ 193,8 milhões para a conclusão das obras, que devem gerar 533 empregos diretos. O prazo para conclusão das obras é de 42 meses.

A Neoenergia também arrematou o Lote 6, com oferta de RAP de R$ 57,325 milhões, deságio de 44,56% em relação à máxima, de R$ 103,41 milhões. O Lote 6 abrange 345 quilômetros de linhas de transmissão nos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, além da construção de uma subestação, com o objetivo de atender o escoamento dos futuros empreendimentos de geração eólica e solar. Os investimentos somarão R$ 584 milhões e a geração de empregos deve somar 1.168.

Lote 7 ficou para a Construtora Quebec, que ofertou receita anual permitida de R$ 32,6 milhões, deságio de 34,65% sobre a máxima, de R$ 49,888 milhões. A Aneel estima que serão necessários investimentos de R$ 276 milhões para a conclusão das obras, que devem gerar 533 empregos diretos. O Lote 7 inclui 165 quilômetros de linhas de transmissão em Minas Gerais, com a finalidade de reforçar a capacidade de transmissão da interligação Nordeste-Sudeste, para escoar adequadamente os atuais e futuros empreendimentos de geração previstos no Nordeste.

Pelo Lote 8, o Consórcio Linha Verde ofertou RAP de R$ 32,978 milhões, deságio de 35,5%. O grupo, formado pela Quebec Apiacás Engenharia e pela Construtora Quebec, deverá investir R$ 283 milhões para finalizar as obras, que devem gerar 567 empregos diretos. O Lote 8 inclui 189 quilômetros de linhas de transmissão em Minas Gerais, com a finalidade de reforçar a capacidade de transmissão da interligação Nordeste-Sudeste, para escoar adequadamente os atuais e futuros empreendimentos de geração previstos no Nordeste.

A EEN Energia disputou em viva voz com o Consórcio BR Energia e acabou levando o Lote 9, ao oferecer uma receita anual permitida de R$ 9,09 milhões, deságio de 47,86%.  O Lote 9 inclui um trecho de 50 quilômetros de transmissão e a construção de uma subestação na Bahia, para atendimento às cargas no Sul do estado. A Aneel estima que serão necessários investimentos de R$ 106,7 milhões para a conclusão das obras, que devem gerar 304 empregos diretos com prazo de 42 meses.

O Consórcio BR Energia/Enind Energia ficou com o Lote 10. O grupo, formado por BR Energias Renováveis, Brasil Digital Telecomunicações e Enind Engenharia, ofertou RAP de R$ 7,285 milhões, deságio de 40%. Deverá investir R$ 71,7 milhões e gerar 204 empregos diretos para concluir as obras do trecho de 23 quilômetros de transmissão e uma subestação em Pernambuco, para atendimento à região dos municípios de Limoeiro e Carpina.

Por fim, a Montago Construtora levou o Lote 11, que engloba uma subestação na cidade de Goiana, em Pernambuco, para suprimento às cargas da Zona da Mata Norte de Pernambuco e do Litoral Sul Paraibano. A empresa ofertou RAP de R$ 4,030 milhões, deságio de 52,91%. A Aneel estima que serão necessários investimentos de R$ 44,7 milhões para a conclusão das obras, que devem gerar 149 empregos diretos. O prazo para conclusão é de 36 meses.

Fonte: SEERN Press com informações do Portal G1/Valor Econômico

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Geração eólica no RN desponta com 1.452,4 MW médios em 2017, diz CCEE

Os dados consolidados do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE apontam que a produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional – SIN, entre janeiro e outubro de 2017, foi 28% superior à geração no mesmo período do ano passado. O boletim indica que, por estado, o Rio Grande do Norte segue na liderança da produção eólica no país com 1.452,4 MW médios de energia entregues neste ano, aumento de 26% em relação ao mesmo período em 2016.

A produção das usinas da fonte chegou a 4.527 MW médios frente aos 3.531 MW médios gerados no mesmo período do ano passado. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7,3% em 2017. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) foi responsável por 71,2% do total e as usinas térmicas responderam por 21,5%.

Ao final de outubro, a CCEE contabilizou 480 usinas eólicas em operação comercial no país que somavam 12.250 MW de capacidade instalada, incremento de 24% frente aos 9.878 MW de capacidade das 388 unidades geradoras existentes um ano antes.

Eólica por Estado

No ranking por estado, a Bahia aparece em segundo lugar com 900 MW médios produzidos (+29%), o Ceará com 661,3 MW médios (+7,4%), o Rio Grande do Sul, que alcançou 621 MW médios (+19%) e o Piauí com 529 MW médios, aumento de 63,2% frente à geração alcançada em 2016.

Os dados consolidados da CCEE de outubro de 2017 confirmam ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.455,4 MW, aumento de 13,6% em relação a outubro de 2016 quando a capacidade instalada era de 3.040,7 MW. Em seguida aparece a Bahia com 2.296,7 MW (+31,2%), o Ceará com 2.036,3 MW (+7,1%), o Rio Grande do Sul com 1.777,9 MW (+14,6%) e o Piauí com 1.413,7 MW de capacidade, crescimento de 62,7% frente ao ano passado.

Fonte: CCEE

Foto: Jornal O Globo

Nova regra sobre compartilhamento de infraestrutura é aprovada pela Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica aperfeiçoou os procedimentos de compartilhamento da infraestrutura de empresas do setor, que agora passam a incluir entre os usuários órgãos da administração pública direta e indireta, assim como outros ocupantes das redes que não estão sujeitos à homologação por agências reguladoras, como pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. As regras disciplinavam até então usuários de setores regulados como empresas de telecomunicações e de petróleo e gás.

A nova resolução da Aneel é um avanço em relação à 581, que foi revogada, e está adequada às diretrizes da norma conjunta aprovada em 2014 com a Agência Nacional de Telecomunicações. Ela garante melhores instrumentos às empresas do setor elétrico para a regularização da ocupação desordenada de postes pelos usuários, para acabar com uma situação classificada pelo diretor Reive Barros como “terra de ninguém”.

A norma trata dos casos de ocupação à revelia, que é feita sem um projeto técnico previamente aprovado; e da ocupação clandestina, não qual não há projeto nem contrato de compartilhamento vigente, ou sequer a identificação do usuário.  Ela estabelece as situações em que a proprietária da rede poderá retirar cabos, fios, cordoalhas e outros equipamentos do ocupante sem autorização; assim como os casos em que ela terá recorrer à Comissão de Resolução de Conflitos.

Foram feitos também ajustes na cláusulas do contrato de compartilhamento, estabelecendo a responsabilidade do ocupante por eventuais danos à infraestrutura, aos demais usuários e a terceiros. A proprietária da rede poderá fiscalizar as instalações do usuário, nas fases de implantação, adequação e de manutenção.

A primeira iniciativa para disciplinar o uso compartilhado das redes de transmissão e de distribuição de energia elétrica com os setores  de telecomunicações e de petróleo e gás foi a Resolução Conjunta Aneel/Anatel/ANP no 1, de 1999. Depois dela, vieram a Resolução 581, da Aneel, de 2002, e a resolução conjunta Aneel/Anatel no 4, de 2014, que aprovou o preço de referência para  compartilhamento de postes entre distribuidoras e prestadoras de serviços de telecomunicações e estabeleceu regras para uso e ocupação dos pontos de fixação.

Fonte: SUELI MONTENEGRO, DA AGÊNCIA CANALENERGIA, DE BRASÍLIA

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Royalties na geração de energia eólica não tem apoio do Ministério de Minas e Energia

A criação de royalties sobre a geração de energia eólica, em discussão no Congresso Nacional, não terá coro no Ministério de Minas e Energia (MME). Pelo menos do que depender do secretário de energia elétrica, Fábio Lopes Alves. “Os Estados estão quebrados e procurando onde buscar dinheiro. Mas não se justifica comparar uma hidrelétrica com uma eólica, porque a passagem do vento não gera impacto algum”, disse o secretário durante participação no evento “Energia Elétrica – Compreendendo as mudanças e oportunidades do setor elétrico brasileiro”, realizado pelo escritório Martorelli Advogados.

Emenda constitucional de autoria do deputado piauiense Heráclito Fortes (PSB) sugere o pagamento de royalties de 10% sobre a produção de energia eólica. O parlamentar que que os recursos sejam distribuídos com os Estados e municípios produtores do setor, aproveitando que o Nordeste concentra 80% da geração eólica no País. A proposta foi recebida com temos pelos investidores.

Chesf

O evento também discutiu a a privatização da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que vem enfrentando pressão dos governadores e de entidades nordestinas, mas que já está definida pelo governo Federal dentro do plano de desestatização da Eletrobras. Fábio Lopes Alves derruba os argumentos de que a Chesf deve ser mantida pelo Estado para garantir a gestão do Rio São Francisco.

“Desde 2000, com a criação da ANA (Agência Nacional de Águas) a companhia não cuida mais a gestão do rio. “A privatização assegura investimento de R$ 350 milhões por ano durante 15 anos e depois R$ 150 milhões por mais 15 anos para o rio”, observa.

Fonte: Jornal do Commercio

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RenovaBio é aprovado pelo Senado Federal

O Projeto de Lei da Câmara (PLC) do RenovaBio (nº 160/2017) foi aprovado nesta tarde, na Plenária do Senado Federal. O RenovaBio tramitou no Congresso Nacional em tempo recorde, sendo antes aceito como matéria de urgência na Câmara dos Deputados e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Agora, aguarda a sanção da Lei pelo Presidente da República, Michel Temer. De autoria do Deputado Evandro Gussi (PV-SP), o RenovaBio tem como principal objetivo descarbonizar o setor de transportes, em linha com os compromissos que o Brasil assumiu na Conferência do Clima.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), uma das entidades envolvidas na construção desse programa, comemora essa conquista que é importante para o país e para a sociedade. “Há exato um ano, o RenovaBio foi lançado pelo Ministério de Minas e Energia e, ao longo deste tempo, sob a liderança do ministro Fernando Coelho Filho, teve total apoio de outros ministros, como o do Meio Ambiente e Agricultura, bem como de governadores e parlamentares, que entenderam a necessidade do Brasil estabelecer uma política moderna, capaz de trazer benefícios ao meio ambiente e à melhoria da saúde das pessoas”, afirma Elizabeth Farina, diretora presidente da UNICA.

Ao ser sancionada como Lei em 2017, a expectativa é que essa política seja implementada na safra de cana 2019/2020. Até lá, será necessário definir as metas de redução de emissões e regulamentar o mercado.

O programa envolve duas metas. A nacional, com prazo de 10 anos, que objetiva induzir de forma previsível a redução competitiva e eficiente da intensidade de carbono da matriz de combustíveis, e a individual, destinada às distribuidoras de combustíveis.

Para demonstrar o cumprimento das metas, as distribuidoras deverão comprar os CBios, créditos de carbono, emitidos pelos produtores de biocombustíveis. Esse modelo incentiva a busca de eficiência na produção e de emissões, valorizando os combustíveis de menor intensidade carbônica, como o etanol, o biodiesel, o bioquerosene e o biogás.

A regulamentação será feita dentro de um prazo estimado de 18 meses e envolverá o trabalho de diversos órgãos públicos e reguladores, que criarão instrumentos legais para a operacionalização do novo mercado de comercialização de biocombustíveis.

Para entender o funcionamento do RenovaBio, acesse o infográfico.

Ciclo de Debates

O Renovabio foi o destaque da palestra proferida pelo diretor superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski, durante o Ciclo de Debates promovido pelo Conselho Técnico – Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE). O evento foi realizado em Natal, Rio Grande do Norte, e teve como tema principal os desafios da produção e uso de biocombustíveis no Brasil e Nordeste.

Para assistir ao evento na íntegra, clique aqui.

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Carga de energia deve crescer 3,9% ao ano entre 2018 e 2022, diz relatório

A carga de energia (consumo+perdas) do Sistema Interligado Nacional deverá crescer 3,9% ao
ano no período 2018-2022, o que representa uma expansão média anual de 2.784 MW médios.
Em 2022, a carga do SIN deve atingir 79.151 MW médios.

Os dados são do boletim técnico divulgado nesta quinta-feira, 7 de dezembro, elaborado pela
Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em conjunto com a Empresa de
Pesquisa Energética (EPE) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Para 2018, a previsão é que a carga cresça 3,7% em relação a 2017, ficando 105 MW médios
acima do valor previsto na 2ª Revisão Quadrimestral da Carga para o Planejamento Anual da
Operação Energética 2017- 2021.

As projeções foram atualizadas tomando como base a avaliação da conjuntura econômica e o
monitoramento do consumo e da carga, ao longo do ano de 2017 e previstos no PMO de
dezembro/17.

Para o próximo ano, a projeção de Produto Interno Bruto (PIB) foi revisada de 2% para 2,6%,
pois se espera que o melhor desempenho recente da economia seja um indicativo de
crescimento mais robusto no horizonte do curto prazo. Nesse sentido, espera-se uma
recuperação gradual, atingindo uma taxa de crescimento médio de 2,8% entre 2018 e 2022.

Em termos setoriais, a perspectiva é de que a agropecuária e a indústria avancem cerca de 3%
em média, e serviços 2,5%.

O consumo de energia no sistema terminou o período janeiro-outubro com um crescimento de
0,6% em relação ao mesmo período de 2016. Para o final do ano, espera-se que se dê
continuidade à retomada do consumo observada a partir de setembro, alinhada à expectativa
de aquecimento adotada no cenário econômico deste estudo.

Desta forma, no último bimestre de 2017, o consumo cresce à taxa de 2,3%. Em 2017, a
expectativa é que o consumo na rede do SIN tenha alta de 0,9% frente a 2016. Até 2022, o
consumo deverá crescer à taxa de 3,8% anuais. Já o consumo industrial, nesse período, deve
observar taxa média de crescimento de 3,5% ao ano influenciado em especial pela retomada
gradual de alguns setores intensivos em energia, em especial, do setor produtor de alumínio
primário.

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Comissão da Câmara aprova royalties para energia solar e energia eólica

Foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal nesta quarta-feira (6), o Projeto de Emenda Constitucional 97/2015, do deputado Heráclito Fortes (PSB), que trata sobre melhor distribuição dos recursos financeiros oriundos da atividade de exploração e obtenção de energia eólica. Segundo o parlamentar, o projeto beneficia diretamente o Piauí.

“Esse projeto beneficia o Piauí, o Nordeste e o Brasil. Nós temos áreas onde estão sendo instaladas as torres eólicas e temos áreas com energia solar. O município não recebe nada. Criamos o royalties para beneficiar o município, e surgiu um lobby dizendo que aquilo ia aumentar o preço, pelo contrário, vai diminuir o lucro da empresa. O empresário vai perder uma besteira e os municípios vão ganhar”, disse o deputado.

A proposta foi aprovada por unanimidade e segue agora para uma comissão especial onde será fixado os percentuais que os municípios terão direito. “Passou hoje na CCJ, agora será criada uma comissão especial onde será definido o valor. Não estamos preocupados com o vento e sim com as torres e as placas”, declarou.

Para o parlamentar, a exploração da energia eólica e solar não gera compensação financeira, como ocorre no caso da mineração, da extração de petróleo ou da operação de grandes hidrelétricas.

Fonte: Ambiente Energia

2014. Crédito: Acervo Abeeolica. Brasil. Ponto de coleta de energia eólica.

Aneel libera eólicas para operação em teste em Pedra Grande

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou para operação em testes, no último dia 28 de novembro , as unidades UG4 a UG9, de 2.100 kW cada, da Usina Eólica União dos Ventos 13, totalizando 12.600 kW de capacidade.

Outra usina a receber o provimento da agência reguladora foi a União dos Ventos 14, que poderá testar as unidades UG1, UG7, UG8, UG9 e UG10, de 2.100 kW cada, somando 10.500 kW de capacidade.

Ambos os empreendimentos estão situados no município de Pedra Grande, no Rio Grande do Norte.

Fonte: SEERN Press

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Carga no SIN tem crescimento de 3% em outubro

A carga de energia do Sistema Interligado Nacional em outubro apresentou um crescimento de 3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo dados do Boletim Mensal de Carga do ONS, foram 66.349 MW médios. Com relação ao mês de setembro, verifica-se uma variação positiva de 1,7%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o SIN apresentou uma variação positiva de 1,1% em relação ao mesmo período anterior.

O destaque na comparação entre setembro de 2017 e 2016 ficou com o Nordeste, que apresentou aumento de 5,5%, passando a 10.807 MW médios. Já o maior submercado do país, o Sudeste/Centro-Oeste aumentou a demanda em 1,8%, para 38.943 MW médios. No Norte houve retração de 0,4% para 5.728 MW médios e no Sul uma queda de 1,5%.  No acumulado de 12 meses os índices mudam consideravelmente, com aumento de 0,4% no SE/CO, de 3,1% no Sul, 1,4% no NE e de 1,7% no Norte.

Em sua análise, o ONS aponta que o comportamento da carga do SIN já demonstra sinais contundentes de recuperação. Fatores como a queda nos juros, a safra agrícola, a geração de empregos e o aumento das exportações industriais, já estão influenciando positivamente o desempenho da carga de energia. Além disso, a forte queda na taxa de inflação amplia a renda disponível e ajuda a recuperar o consumo, efeito já sentido no comércio.

O desempenho da carga do subsistema Sudeste/Centro-Oeste observada em outubro deve-se principalmente à melhora de alguns indicadores da economia e à ocorrência de temperaturas elevadas superiores às verificadas no mesmo mês do ano passado. A carga desse subsistema é fortemente influenciada pelo desempenho da indústria cuja participação na carga industrial do SIN é de cerca de 60%. “Desta forma, pode-se afirmar que melhoria da confiança da indústria explica uma parcela significativa do desempenho da carga desse subsistema”.

No Sul a variação é explicada, principalmente, pela ocorrência de temperaturas superiores às verificadas no mesmo mês do ano anterior, período em que foram registradas temperaturas bastante amenas para a época do ano. No NE, a variação positiva de 2,8% na carga ajustada demonstra que os fatores fortuitos contribuíram negativamente com 1,5%. A ocorrência de nebulosidade e chuva na região litorânea acompanhadas de temperaturas máximas inferiores às verificadas no mesmo período do ano anterior e a redução de carga de um consumidor industrial conectado na Rede básica contribuíram para o resultado. No Norte, a variação é explicada, principalmente, pela ocorrência de temperaturas máximas superiores às do mesmo período do ano anterior e à média dos últimos anos.

Fonte: Canal Energia