Transmissora da Alupar antecipa operação comercial no RN

Responsável por implementar a LT João Câmara II – João Câmara III e a Subestação João Câmara III, ETAP antecipou energização do empreendimento em 9 meses

A Alupar Investimentos informou em comunicado aos seus acionistas e ao mercado em geral que sua subsidiária, Empresa de Transmissão de Energia Agreste Potiguar (ETAP), obteve autorização junto à Aneel para iniciar a operação comercial da linha de transmissão João Câmara II – João Câmara III e da subestação João Câmara III, antecipando em 9 meses a energização desses empreendimentos, que datavam para 27 de dezembro deste ano e cujas obras civis iniciaram em outubro de 2017.

O projeto refere-se ao lote 1 da 1ª Etapa do Leilão de Transmissão nº 013/2015, realizado em abril de 2016, e prevê um aporte de aproximadamente R$ 175 milhões, com a relação RAP/CAPEX ficando em cerca de 30%, considerando a receita do ciclo 2018/2019 de R$ 53,8 milhões. Vale lembrar que o empreendimento contou com a emissão de debêntures no montante de R$ 156 milhões, nos termos da ICVM 476.

Segundo a nota, com 3.000 MVA e uma área de 45.000 m², a SE João Câmara III é a maior já construída pela Alupar, o que reforça o foco da companhia na execução e entrega no prazo de seus projetos, “demonstrando compromisso com o crescimento sustentável, disciplina financeira, eficiência operacional e geração de valor aos seus acionistas”.

Evento discute energia limpa e acessível em Natal

Combinar a geração de energia limpa com um financiamento acessível pode tornar as fontes renováveis, como eólica ou solar, mais competitivas em custo, superando as tradicionais fontes de combustível fóssil. A geração de energia através da força dos ventos já é uma realidade consolidada no Brasil. Neste segmento, o Rio Grande do Norte alcança a liderança nacional com 151 parques e 4.019 GW de potência instalada. A geração de energia por fonte eólica já representa 86% de toda a potência instalada do estado potiguar.

“O Rio Grande do Norte tem aumentado sua capacidade instalada de maneira quase ininterrupta, sendo acompanhado por investimentos importantes nesse período”, explica o o Diretor Setorial de Energia Eólica do CERNE, Darlan Santos.

Dentro deste cenário promissor, a crescente atratividade da geração distribuída fotovoltaica, que visa a instalação de painéis solares em residências, estabelecimentos comerciais e indústrias, bem como a ampliação da oferta de crédito para este segmento, estão aumentando consideravelmente o acesso dessa tecnologia aos consumidores.

A geração distribuída superou a marca de 500 MW em capacidade instalada no país. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 41.470 unidades consumidoras produzindo a sua própria energia a partir de fontes renováveis. Separando por tipo de fonte, a solar fotovoltaica segue liderando com 41.235 unidades ou 414 MW de potência instalada.

Esses e outros assuntos serão discutidos no Ciclo de Debates do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), que acontecerá no dia 11 de abril, as 19 horas, na Sala 04 da Escola de Ciência e Tecnologia (ECT) da UFRN. O tema desta edição vai tratar sobre os desafios e perspectivas para energia acessível e limpa no Brasil e Rio Grande do Norte.

“Nossa proposta é analisar e encontrar soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor, além de identificar potenciais parcerias entre as instituições participantes do evento”, afirmou o coordenador do CTC e Diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira.

O Ciclo de Debates do CERNE tem o apoio da Federação das Indústrias do RN (FIERN), UFRN, IFRN, Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio grande do Norte (SEERN), Conselho Regional de Economia (CORECON/RN) e SEBRAE. A programação completa está disponível no site do CERNE pelo endereço www.cerne.org.br e as inscrições podem ser feitas aqui. Outras informações pelo telefone (84) 2010-0340.

PROGRAMAÇÃO

Palestra 1:
O CRESCIMENTO DA ENERGIA EÓLICA NO RN
Eng. Milton Pinto–Assessor Técnico da SEPLAN/Governo do RN

Palestra 2:
A ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA: O FUTURO DA GERAÇÃO DISTRIBUÍDA NO BRASIL
Helder Ferreira – Diretor sócio da empresa ENERBRAS: Energias Renováveis Ltda.

Palestra 3:
A REGULAÇÃO SOCIAL DO ACESSO À ENERGIA ELÉTRICA
Dr. Diogo Pignataro – Secretário Geral do CERNE

Palestra 4:
GERENCIAMENTO DE PARQUES EÓLICOS NO BRASIL: DESAFIOS E OPORTUNIDADES
Marrison Gabriel Guedes de Souza – Gerente de O&M de parques eólicos da empresa New Energy

DEBATE COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS (PÚBLICO PRESENTE E VIA WEB)

LANCHE DE CONFRATERNIZAÇÃO (TODOS) a partir das 18:30 h (Hall 3º andar Prédio ECT/UFRN)

MEDIADOR: Prof. Mario Orestes Aguirre González (UFRN)

 

Fonte: CERNE Press

Plano do governo prevê abertura do setor de gás no RN e outros estados

O novo plano do governo federal de socorro aos Estados – batizado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de Plano Mansueto – terá como uma das contrapartidas de acesso ao auxílio financeiro a abertura do mercado de distribuição de gás pelos governos estaduais. A medida faz parte da estratégia de Guedes para promover um “choque de energia barata” e ampliar os investimentos e empregos no País. Rio Grande do Norte pode ser um dos beneficiados.

Pelo desenho do Plano de Equilíbrio Financeiro (PEF), nome formal do programa, os Estados terão um leque de cinco opções (condicionalidades) para ter acesso a dinheiro novo antecipado por meio de garantias do Tesouro Nacional, chefiado pelo secretário Mansueto Almeida, que está elaborando o socorro aos Estados. Os governadores também terão de cumprir medidas de ajustes nas despesas e receitas.

Uma das condições que serão colocadas à mesa para que eles entrem no plano é a abertura do mercado brasileiro de gás. Hoje, os governos regionais, que têm agências reguladoras estaduais, impedem que empresas privadas acessem os dutos de distribuição estaduais. Ao aderir ao programa, o Estado terá de aderir à regulação federal e criar a chamada figura do consumidor livre, que desobriga a compra de gás somente da distribuidora local.

Na avaliação do Ministério da Economia, se um ou dois Estados aderirem e cumprirem essa regra, poderá haver um “efeito demonstração” para outros governos regionais.

O secretário de avaliação de Política Pública, Planejamento, Energia e Loteria do Ministério da Economia, Alexandre Manoel Silva, acredita que o setor de gás hoje no Brasil é praticamente monopolizado na parte de distribuição (downstream) pelos Estados, e na de prospecção e exploração (upstream) pela Petrobrás.

Segundo o secretário, a medida vai aumentar a competição no mercado e, consequentemente, os investimentos, o que também reforçará a arrecadação para o próprio Estado. “Há Estados que preferem ter prejuízos a permitir que outras empresas possam utilizar seus dutos”, ponderou.
Petrobrás

Em outra frente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) vai aprovar em reunião nesta semana a formação de um grupo de trabalho para aprofundar o diagnóstico e propor ações que possam, eventualmente, serem incorporadas em acordos de controles de concentração no mercado de gás entre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Petrobrás.

A ideia do governo é que a estatal petrolífera abra a outras empresas os seus dutos de produção e escoamento de gás natural. Esse é um pleito antigo do setor industrial, que reclama do monopólio do setor.

Segundo o secretário, essas medidas são o passo inicial para uma nova política de gás. Numa terceira etapa, o governo vai enviar um projeto de lei ao Congresso para completar a regulação. “Vamos ter um choque de oferta porque uma nova camada de energia que hoje está reprimida vai ser ofertada”, disse.

‘Moeda de troca’
Como moeda de troca de apoio à aprovação da reforma da Previdência, o plano de socorro aos governadores está sendo elaborado pela equipe econômica para os Estados menos endividados, mas que têm problemas de caixa para pagar servidores e fornecedores. Os governadores querem dinheiro novo, no curto prazo, como antecipação de recursos que serão obtidos ao longo dos quatro anos de mandato em troca da aprovação de medidas de ajuste fiscal que terão de conseguir o aval das assembleias legislativas.

Os governadores prometeram apoiar a reforma da Previdência, mas até agora não mobilizaram a suas bases. Eles alegam que, sem ajuda federal, poderá ser desencadeada uma crise sem precedentes nas finanças dos Estados, que estão em grande parte comprometidas com o pagamento de salários e aposentadorias.

O ministro da Economia prometeu a divulgação da proposta em 30 dias, mas tem sido aconselhado a acertar um apoio mais firme dos governadores. O novo programa deve beneficiar Goiás, Rio Grande do Norte, Roraima e Mato Grosso do Sul, entre outros.
Fonte: Agência Brasil

Energia solar: RN alcança mil usinas fotovoltaicas em operação

O Rio Grande do Norte atingiu a marca de 1.000 usinas fotovoltaicas de micro e mini geração instaladas no Estado. O número totaliza cerca de 15MW de potência instalada. Os dados são do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e apontam ainda que os municípios de Natal, Mossoró e Caicó são que mais apresentam unidades instaladas.

No Brasil, o recurso solar é bem mais difuso e capilarizado do que o vento. O mapa de potencial solar do RN aponta regiões como o Seridó (potiguar e paraibano) e a ‘tromba do elefante’ – Alto Oeste – como áreas de insulação máxima.

Projeções da Associação Brasileira de Geração Distribuída apontam que em 2040, daqui a duas décadas, só a energia impulsionada pelo sol vai representar 32% da matriz energética brasileira.

Fonte: CERNE Press

Senado aprova criação de leilões para parques eólicos e solares offshore

Articulação entre base e oposição garantiu sucesso com tramitação relâmpago da proposta de Fernando Collor (PTC/AL). Texto segue à Câmara para ser votado a partir de 2019.

O plenário do Senado aprovou na tarde desta terça-feira, 18, o PLS 484/2017, que cria leilões de energia eólica ou solar offshore no país, realizados pela Aneel com apoio da ANP. O texto do senador Fernando Collor (PTC/AL) teve tramitação acelerada na Casa após garantir o apoio de líderes de partidos da base governista e da oposição. Na votação de hoje o texto contou também com o apoio expresso do próprio governo, através do líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB/RR).

O texto contou também com o apoio do relator no plenário, o senador Walter Pinheiro (PT/BA). Pinheiro garantiu a celeridade da proposta ao substituir a apreciação de três comissões por uma votação em turno único no plenário. O relator ainda impediu que um jabuti fosse apensado ao texto ao dar parecer contrário à tramitação conjunta de outro texto, o PLS 556/2013, cuja redação, de forma vaga, estabelece a obrigação à União, estados e municípios darem “concessão de incentivos fiscais e econômicos para o desenvolvimento de atividades sustentáveis”. Sem o texto anexado, a apreciação do projeto de Collor foi poupada de polêmica.

O projeto de Collor prevê que a implantação de usinas eólicas localizadas em mar territorial ou zona econômica exclusiva de potência superior a 5.000 kW (cinco mil quilowatts) destinadas a uso exclusivo do autoprodutor e a produção independente de energia.

A ANP vai regular as atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural de blocos licitados em regime de concessão ou partilha de produção em áreas coincidentes com prismas eólicos licitados no regime de concessão, observando os limites de atuação estabelecidos pelo CNPE, articulando-se obrigatoriamente com a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para a consecução dessa atribuição.”

O PLS 484/2017 foi o primeiro item na pauta de votações e segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados, onde será votado a partir do próximo ano, sob o governo de Jair Bolsonaro.

Fonte: E&PBr | Guilherme Serodio

Leilões para eólica offshore podem ser votados no Senado

Em um movimento surpreendente, o senador Fernando Collor (PTC/AL) conseguiu o apoio dos lideres e a aprovação do regime de urgência para o PLS 484/17, que cria leilões de energia eólica offshore no país, realizados pela Aneel com apoio da ANP. Com urgência aprovada nesta quinta-feira no Plenário da Casa, o projeto vai automaticamente para Ordem do Dia da próxima sessão, prevista para terça-feira (18/12). O projeto estava há um ano parado no Senado.

Autoprodutor e produtor independente
O projeto prevê que a implantação de usinas eólicas localizadas em mar territorial ou zona econômica exclusiva de potência superior a 5.000 kW (cinco mil quilowatts) destinadas a uso exclusivo do autoprodutor e a produção independente de energia.

CNPE
O CNPE deverá estabelecer limites da atuação da atividade de transmissão e geração de energia elétrica a partir de fonte eólica de modo a evitar conflitos com a atividade de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural.

Partilha ou concessão
Caso o CNPE defina blocos a serem objeto de concessão ou partilha de produção em áreas coincidentes com prismas eólicos licitados no regime de concessão, o CNPE deverá, no mesmo ato, estabelecer limites da atuação da atividade de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural de modo a evitar conflitos com a atividade de transmissão e geração de energia elétrica a partir de fonte eólica.

MME
Cabe ao Ministério de Minas e Energia prover o CNPE com informações necessárias à concatenação de leilões de geração de energia elétrica no mar territorial e na zona econômica exclusiva a partir de fonte eólica com leilões de transmissão de energia elétrica

Defesa 
O Ministério da Defesa e o Ministério dos Transportes, ou aqueles que os sucederem, deverão ser consultados quando da definição de prismas eólicos a serem objeto de concessão. Os dois ministérios deverão se manifestar junto ao CNPE sobre potenciais conflitos no uso de área a ser definida como prisma eólico

ANP
Vai regular as atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural de blocos licitados em regime de concessão ou partilha de produção em áreas coincidentes com prismas eólicos licitados no regime de concessão, observando os limites de atuação estabelecidos pelo CNPE, articulando-se obrigatoriamente com a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para a consecução dessa atribuição.”

EPE
Os estudos e pesquisas desenvolvidos pela EPE subsidiarão a formulação, o planejamento e a implementação de ações do Ministério de Minas e Energia, no âmbito da política energética nacional.

INPE
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE transferirá, de forma gratuita, à EPE e ao Ministério de Minas e Energia informações e dados de que dispuser, quando for solicitado, sobre recursos energéticos do mar territorial, da zona econômica exclusiva e da plataforma continental brasileiras, com o objetivo de realizar estudos e planejamento setorial, mantido o sigilo a que estejam submetidos, quando for o caso.”

E já tem parecer e emenda
O senador Walter Pinheiro (PT/BA) apresentou parecer favorável ao projeto, mas com três emendas. Uma delas para prevê o rearranjo da distribuição das rendas entre estados, municípios e União que ficaria:

. 50% para estados confrontantes

. 50% para municípios confrontantes

Fotovoltaica
O senador petista também fez uma emenda no projeto para que seja possível a União realizar leilões de energia fotovoltaica offshore. A partir do mesmo modelo projetado para as eólicas offshore.

Fonte: Felipe Maciel | E&PBR

Justiça invalida venda de campos terrestres da Petrobras no RN

A negociação sofreu várias críticas de Jean-Paul Prates, futuro senador da República que assumirá a vaga deixada por Fátima Bezerra, eleita governadora do RN.

A euforia dos representantes de entidades empresariais do Rio Grande do Norte durou pouco. Depois de comemorar a assinatura do contrato de cessão de 34 campos terrestres da Petrobras no Estado para a empresa 3R Petroleum, na semana passada, os empresários foram surpreendidos com a suspensão do negócio, nesta sexta-feira (7).

Atendendo a uma solicitação do Sindicato dos Petroleiros do RN (Sindipetro/RN), o juiz Carlito Antônio Cruz, da 2ª Vara do Trabalho de Natal, concedeu liminar invalidando o negócio. Motivo: ausência de um representante dos trabalhadores na reunião do conselho de administração da petroleira, que aprovou a venda no valor de US$ 453,1 milhões.

Pela decisão, também fica determinado que a Petrobras não pode assinar o contrato de cessão dos 34 campos de exploração, localizados na região Oeste Potiguar, pelo prazo mínimo de 90 dias. A Petrobras tem 15 dias para apresentar uma defesa.

Oportunidade

Na época do anúncio do negócio, Amaro Sales, presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern) chegou a afirmar que “é uma oportunidade para as pequenas e médias empresas que já atuam no setor, assumir a exploração desses poços maduros da Bacia Potiguar, ou seja, reativar a atividade e reestruturar o setor”.

O negócio também foi festejado pelo presidente da RedePetro/RN, Gutemberg Dias. “A partir de agora, com um novo operador, há possibilidades de melhorias no campo de produção. Esperamos que a empresa faça os investimentos necessários e aumente a produção, assim como os royalties, trazendo renda para a população”.

Insegurança

Senador pelo Rio Grande do Norte a partir de 2019, assumindo a cadeira de Fátima Bezerra (PT/RN), eleita governadora do Estado, Jean-Paul Prates já havia criticado a Petrobras. Segundo ele, a atuação de uma empresa sem experiência na área, poderia gerar insegurança. “Deixa insegurança. A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) deve analisar detalhadamente esta cessão, sob pena de prevaricação”, chegou a alertar, Prates, através do twitter.

De acordo com nota publicada pela Petrobras, “a 3R Petroleum conta, em seus quadros, com executivos com extensa experiência em operação de campos maduros e aumento de produção e reservas em países como Venezuela, Argentina, Brasil, Peru, Equador e Bolívia. Conta também, em sua estruturação financeira, com a parceria de grandes empresas globais, como uma companhia de tradingde classe mundial, uma empresa internacional de serviços petrolíferos e uma operadora independente”.

As 34 concessões englobam campos do Polo Riacho da Forquilha, em produção há mais de 40 anos, gerando 6 mil barris de petróleo por dia. De acordo com projeções da Petrobras, o primeiro ano de operação, através da 3R; Petrolium, renderia cerca de R$ 150 milhões ao Estado.

Fonte: Portal Negócios

BNDES libera R$674 mi para empreendimentos no Rio Grande do Norte

A elétrica paranaense Copel informou na última quarta-feira que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou 674 milhões de reais em financiamentos acertados com a instituição de fomento para projetos da companhia.

Segundo a Copel, na primeira liberação de recursos dos financiamentos, foram autorizados 513 milhões de reais para a implantação do empreendimento Eólico Cutia, no Rio Grande do Norte, e 161 milhões de reais para a Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu.

O Eólico Cutia, cujo contrato é de 619,4 milhões de reais, é formado por 13 parques eólicos que totalizam 312,9 MW de capacidade instalada.

A Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, construído pelo consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu, com 30 por cento de participação da Copel, teve um total de financiamentos contratados de 194 milhões de reais.

O Baixo Iguaçu tem potência instalada de 350,2 MW e está localizado no Rio Iguaçu, entre os municípios de Capanema e de Capitão Leônidas Marques, e entre a UHE Governador José Richa e o Parque Nacional do Iguaçu, no Estado do Paraná.

Ambos contratos de financiamento preveem amortização em 192 parcelas (vencimento em 16 anos) e carência de seis meses.

Fonte: Reuters

Empresas e fornecedores do setor de energia eólica e solar ganham portal de negócios

Ferramenta integra, em um único local, oportunidades de negócios entre compradores e supridores da cadeia produtiva de energia em todo o Nordeste.

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) agora disponibiliza para as empresas uma ferramenta que une demandas e ofertas de bens e serviços no setor energético. A REDE RENOVÁVEIS é um portal integrado de gestão de demandas e ofertas de bens e serviços dos segmentos eólico e solar, que articula oportunidades de negócios entre compradores e supridores da cadeia produtiva no Nordeste.

Encontrar fornecedores confiáveis e conseguir boas referências deles são as principais dificuldades das empresas do setor de energia. Em contrapartida, os empreendedores que prestam serviço às geradoras não conseguem se vender de forma adequada. Segundo Hugo Fonseca, a Rede Renováveis será um canal de geração de negócios no segmentos eólico e solar, induzindo uma melhoria na eficiência das empresas e tornando-as mais competitivas.

“Nesse processo, também espera-se que empresas oriundas de outros segmentos de energia, como petróleo e gás, façam o uso do portal como ferramenta de inserção para novos nichos de mercado, adaptando-se as mudanças na matriz energética e agregando valor à cadeia”, enfatiza o coordenador.

Mesmo com o recente lançamento, a ferramenta já está recebendo acessos de fora do país. “Temos registros de acessos ao portal de oito empresas dos Estados Unidos, três da Inglaterra, um da Espanha, além de 14 empresas brasileiras”, afirma Hugo. No evento, a equipe do portal realizou um trabalho de atendimento individual às empresas, realizando o cadastramento.

O  Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN) é uma das entidades parceiras que apoiam a Rede Renováveis. Acesse o portal para cadastro e consultas pelo endereço www.rederenovaveis.com.br.

 

Energia solar: custo de equipamentos pode cair à metade em dez anos

Essa é a fonte energética que mais tende a crescer no país. Eólica deslancha e deve assumir o 2º lugar na matriz

Um crescimento explosivo é esperado para os próximos anos na geração de energia eólica e solar, que respondem, respectivamente, por 8,12% e 0,95% da matriz elétrica brasileira. São 568 parques eólicos e mais de sete mil aerogeradores em 12 estados. A solar ainda tem presença incipiente, mas é na qual se espera o maior avanço. O consultor Antonio Bolognesi, da Opperman Engenharia e Consultoria, estima que, com o aumento da demanda por essa fonte, o custo dos equipamentos deve cair à metade em dez anos, impulsionando o crescimento da geração distribuída (feita pelo próprio consumidor).

“Em 2012, havia apenas uma instalação de energia fotovoltaica ligada no sistema. Agora, temos de 40 mil a 50 mil ligações. Nos próximos cinco a dez anos, chegaremos a um milhão” — diz Bolognesi.

A superintendente de Energia do BNDES, Carla Primavera, confirma o potencial de crescimento e diz que o mercado de renováveis tem despertado grande interesse de investidores internacionais. O BNDES foi o primeiro banco brasileiro a emitir Green Bonds, títulos lastreados em projetos de energia eólica e solar. Levantou US$ 1 bilhão — o equivalente a R$ 3,8 bilhões — com a emissão, mas a demanda foi cinco vezes maior.

O avanço dessas duas fontes de energia levanta discussões sobre a necessidade de manutenção dos subsídios. Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), diz que, em breve, a eólica ocupará o segundo lugar na matriz elétrica, superando a energia gerada com biomassa.

Para ela, nenhuma fonte de energia precisa mais de subsídio hoje porque, desde 2013, o Brasil faz leilões de energia por fonte, o que permite que as características de cada uma sejam levadas em conta na precificação. Mas Elbia aponta ser necessária uma reforma estrutural no setor elétrico, para incorporar as inovações tecnológicas recentes.

Já Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSolar) cobra a criação de uma política para essa fonte de energia, por exemplo nos programas de habitação popular e prédios governamentais. Além disso, diz ser preciso desenvolver uma política industrial para fabricar módulos fotovoltaicos no país. Hoje, a carga tributária para a indústria chega a 50%, o que inviabiliza a competição com o produto importado.

Fonte: O Globo | Lucila Soares