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Eólicas no RN recebem aval da Aneel para operação em teste de turbinas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou na última sexta-feira, 6 de novembro, o início da operação em fase de testes de nove unidades geradoras (UG1 a UG9) da EOL Caiçara I, que somam 27 MW de capacidade instalada.

A Aneel também autorizou o funcionamento em teste de seis turbinas (UG1 a UG6) da EOL Caiçara II, com potência instalada total de 18 MW. A Agência liberou ainda a operação em teste de dezesseis unidades nas eólicas Junco I e II. As oito turbinas de cada usina alcançam 24 MW de capacidade instalada. Todas as eólicas ficam localizadas no estado do Rio Grande do Norte.

Foto: gazetadooeste.com.br

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Energia eólica atrai recursos para o RN

O setor de energia eólica será o principal motor dos investimentos que o Rio Grande do Norte deverá receber até 2020, segundo levantamento realizado pelo Itaú Unibanco. Até lá, estima Paula Mayumi, economista do banco, espera-se alguma coisa em torno de R$ 1,3 bilhão, dos quais 88%, ou R$ 1,14 bilhão, deverão ser investidos em geração eólica, envolvendo ampliação de capacidade e novos parques. O setor de turismo e hotelaria vai receber em torno de R$ 123 milhões e outros R$ 20 milhões para o segmento de gás natural.

Mas não será um percurso tranquilo. Diante da crise instalada na economia brasileira, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado tende a registrar seus piores momentos neste ano e em 2016, com retração de 2,2% e de 1,1% respectivamente, ligeiramente inferior à queda de 3,3% e de 1,5% projetada para o país. Segundo ela, a economia potiguar deverá registrar um avanço anual médio de apenas 0,1% entre 2015 e 2020, em linha como esperado para o restante do Brasil. A concentração do PIB regional nos setores de serviços e de comércio, que somados respondem por 43% do valor adicionado, e a desaceleração nos gastos do Bolsa Família, sugere Paula, ajudam a entender o baixo dinamismo.

As perspectivas parecem mais animadoras na área da indústria eólica, que responde por 25% a 30% da energia consumida no Nordeste, diz Paula. A holding Complexo Eólico VamCruz, formada pela Centrais Hidroelétricas do São Francisco (Chesf), que tem participação de 49% na sociedade, pelo francês Grupo Voltalia, com 25,6%, e pela cearense Encalso Construções, com 25,4%, investe R$ 474,4 milhões na implantação de quatro parques em Serra do Mel, com potência total 93 megawatts (MW). O início de operação dos empreendimentos está previsto para novembro, no caso das usinas de Junco I e II, e para as duas primeiras semanas de dezembro, nas plantas de Caiçara I e II, segundo a Chesf.

Em dez anos, segundo Jean-Paul Prates, presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (Seern), o Estado passou de importador para exportador de energia, graças aos investimentos em geração eólica. O parque potiguar, com potência para quase 2,3 gigawatts (GW), responde por 34,3% da capacidade instalada no país para a produção de energia eólica vento.

A instalação das usinas atraiu investimentos de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões nos últimos cinco anos, diz Prates, recorrendo a dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energias Renováveis (CERNE). Mas a movimentação gerada pelos projetos, considerando-se apenas gastos diretos com equipamentos, materiais, serviços e mão de obra, segundo ele, pode ter superado R$ 10 bilhões.

Na área de infraestrutura e turismo, podem surgir novos investimentos, especialmente se o Estado conquistar o hub (terminal de conexão) que o Grupo Latam, controlador da TAM e da chilena LAN, pretende instalar no Nordeste. A Inframerica, empresa que administra o Aeroporto de Natal, está otimista, segundo seu presidente, José Luis Menghini. “Estamos preparados para fazer as adequações necessárias, no tempo exigido, para atender às necessidades da TAM”, afirma.

O aeroporto, que recebeu em torno de 2,6 milhões de passageiros em seu primeiro ano de operação, iniciada em junho de 2014, espera um crescimento entre 9% e 11% em 2016. Ainda em fase de avaliação, Menghini antecipa a perspectiva de investir de R$ 50 milhões a R$ 60 milhões na ampliação do terminal de cargas do aeroporto, que atualmente ocupa 4 mil metros quadrados de área construída.

Imagens: Valor Econônico / www.robsonpiresxerife.com / Blog SustenHabilidade

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Errata: Parque eólico no RN atinge recorde de produção em agosto

(03/11/2015) Nota da Agência Canal Energia: Ao contrário do noticiado anteriormente (22 de outubro de 2015), baseado em informações repassadas pela empresa, o estudo não foi realizado pela Universidade Federal do Ceará, mas por um estudante da Universidade Federal Rural do Semi-Árido do Rio Grande do Norte, e analisou a produção de todos os parques eólicos do Brasil. Veja a seguir a matéria corrigida.

O Parque Eólico Eurus II da Atlantic Energias Renováveis, localizado no município de João Câmara (RN), atingiu a maior média mensal de fator de capacidade do setor eólico no país em agosto passado, chegando a 78,11%. Os dados são de um estudo realizado pelo estudante de engenharia da  Universidade Federal Rural do Semi-Árido do Rio Grande do Norte, Felipe de Freitas.

A pesquisa analisou vinte parques dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Pernambuco durante o mês agosto deste ano. O Renascença V, outro parque eólico da Atlantic no Estado potiguar, ficou em nono lugar na lista, com uma média de 75,17% de fator de capacidade.

Dados os fortes padrões de vento nesta época do ano, os parques devem alcançar índices semelhantes até dezembro. O acompanhamento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostra um fator de capacidade bastante alto dos projetos da Atlantic quando comparados com parques vizinhos na região de João Câmara.

Segundo dados levantados pelo CERNE, a Eurus II tem 30 MW de capacidade instalada. São 15 turbinas de 2 MW cada, modelo V100 da fabricante dinamarquesa Vestas.

O parque é conectado à subestação João Câmara III e foi negociado pelo Leilão de Energia de Reserva em 2010. Em dezembro de 2014, o empreendimento entrou em fase de testes e em janeiro deste ano a Aneel autorizou a operação comercial da Eurus II.

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CERNE recebe professor de Universidade da Finlândia

O Professor Doutor Álvaro de Oliveira, da Universidade Aalto Helsinki (Finlândia), foi recebido nesta terça-feira (03) no CERNE, pelo diretor-presidente Jean-Paul Prates, para uma visita técnica. O docente coordena a Rede de Human Smart Cities (Cidades inteligentes e Humanas), é Presidente Emérito da Rede Europeia de Living Labs (EnoLL) e consultor do Banco Mundial.

O professor Álvaro de Oliveira explicou o conceito de Cidades Inteligentes e Humanas, que atualmente congrega 102 cidades de todo o mundo. Nessa plataforma de desenvolvimento sustentável, todos os atores sociais e a população trabalham em conjunto no processo de co-design e co-criação de soluções que favoreçam a implantação de serviços inteligentes para mobilidade,  saúde, educação, energia e até mesmo de casas inteligentes, essencialmente integrados com a tecnologia.

O presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, falou sobre o trabalho do Centro e destacou os potenciais da região nordeste, em especial do Rio Grande do Norte, relacionados à energias renováveis. Prates confirmou o apoio da entidade para trabalhar no projeto.

Adesão

Em julho deste ano, Natal aderiu à Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas durante o evento da Campus Party, em Recife. A visita do professor está inserida em uma série de reuniões com diversos atores sociais, dentre eles o CERNE, com o objetivo de propor novas parcerias e o fomento do Ecossistema Local de Inovação. A identificação desses atores e a forma como estes atuam em todo o processo de inovação permitirá uma análise de Living Labs (Laboratórios Vivos). Esses espaços configuram-se como um campo de pesquisa aberto compartilhado por várias organizações públicas e privadas que desejam colaborar para inovar em conjunto. A partir dessa análise, será possível extrair recomendações para que a prática dos Living Labs seja implantada no município.

Álvaro de Oliveira

O professor Álvaro de Oliveira é português, Mestre em Engenharia Eletrônica pela Universidade Técnica de Lisboa e Ph.D em Telecomunicações pela Universidade de Londres. Trabalhou durante dez anos como Professor e Pesquisador nas Universidades de Londres, Lisboa e Maputo.

É Consultor Sênior do Banco Mundial na área de Inovação, Living Labs, TICs e Cidades Inteligentes e Humanas. Membro fundador da Rede Europeia de Living Labs, presidiu a entidade por dois mandatos e, hoje, é seu Presidente Emérito, sedo responsável pelo Living Labs fora da Europa. Integra o Conselho da Connected Smart Cities Network e é Presidente da Human Smart Cities Network.

Detém grande experiência na coordenação de projetos na Europa, América Latina, África e China; coordena várias parcerias e projetos para desenvolver e implementar as Cidades Inteligentes e Humanas em 27 cidades Europeias localizadas em 17 países; e está ativamente envolvido em estender a iniciativa das Cidades Inteligentes e Humanas no Brasil.

Foto: CERNE/Press

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Energia eólica do RN é destaque em reportagem nacional

O Rio Grande do Norte é considerado o maior produtor de energia eólica e também o estado que mais concentra parques eólicos em operação no Brasil. A equipe do programa Good News visitou o estado potiguar, local privilegiado por natureza, conhecido como ‘o local onde o vento faz a curva’. Vento que também movimenta a economia local.

Para assistir a reportagem na íntegra, clique aqui.

Foto: Hugo Fonseca

CERNE concede acreditação ao curso de Gestão de Energia Eólica da UnP

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia concedeu, ao Curso de Gestão de Energia Eólica realizado em parceria com a Universidade Potiguar, acreditação por atender a todos os requisitos mínimos de qualidade.

Entre os requisitos analisados no reconhecimento formal da capacitação, estão infraestrutura da instituição disponibilizada para as aulas, titulação do corpo docente e a proposta pedagógica elaborada para o curso.

Fonte: CERNE Press