Foto: divulgação

Produção eólica cresceu 49% em fevereiro, informa a CCEE

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 29 de fevereiro apontam uma alta de 1,2% no consumo e de 1,1% na geração de energia elétrica no País, na comparação com o mesmo período de 2015. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica ( CCEE), que traz dados de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

A análise do consumo de energia, que somou 63.492 MW médios, aponta aumento de 2,5% no mercado cativo (ACR), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, e redução de 2,8% no mercado livre (ACL), no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores.

Em fevereiro, a produção das usinas do Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançou 65.970 MW médios de energia. As usinas eólicas voltaram a registrar aumento na produção e foram um dos destaques do mês, com 2.659 MW médios, crescimento de 49,1% em relação a fevereiro do ano passado. As usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, foram responsáveis por 52.069 MW médios, aumento de 9,5%. A representatividade da fonte hidráulica, em relação a toda energia gerada no País, foi de 79%, índice 6,1 pontos porcentuais superior ao registrado no ano passado.

Entre os diferentes ramos de atividade industrial analisados pela CCEE, que considera dados dos autoprodutores, consumidores livres e especiais, houve crescimento no consumo em diversos deles, devido à migração de consumidores para o mercado livre, com destaque ao alimentício (10%), devido à abertura de novos empreendimentos gastronômicos, comércio (4,8%) e saneamento (4,7%). No entanto, houve retração em alguns setores, incluindo veículos (-14,7%), extração de minerais metálicos (-6,8%), químicos (-5,7%) e têxteis (-5,5%).

 

O InfoMercado Semanal também apresenta estimativas de que as usinas elétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) gerem, até a quinta semana de fevereiro, o equivalente a 90,5% de suas garantias físicas, ou 50.247 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este porcentual foi de 99,3%.

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: celuloseonline.com.br

EPE confirma leilões A-5 e A-3 mesmo com sobrecontratação das distribuidoras

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio Tolmasquim, disse que os leilões A-3 e A-5, este último marcado para o dia 29 de abril, vão acontecer mesmo com a sobrecontratação das distribuidoras. Segundo ele, a demanda vai ser baixa, mas isso não vai impedir os certames. Além disso, também está confirmada a realização do leilão de Reserva, que contrata uma energia adicional, independente da necessidade das distribuidoras.

“Vamos ter todos os leilões, mesmo com a demanda baixa”, comentou Tolmasquim durante evento sobre o Acordo de Paris, que aconteceu nesta sexta-feira, 4 de março, no Rio de Janeiro. O executivo disse ainda que não analisou qual será a queda da expansão da oferta, mas que já está fazendo uma nova previsão de demanda para os próximos dez anos.

“Para 2016, existia uma previsão de crescimento do consumo de 1% e isso vai ser revisto para baixo. Eu não tenho os números ainda, mas existe a possibilidade de ser negativo”, declarou. Segundo ele, o país vai continuar expandindo nos próximos dez anos, mas essa expansão deverá ser menor. Os novos dados, ainda de acordo com Tolmasquim, devem ser divulgados em maio, como de costume, ou um pouco antes.

Fonte: Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, do Rio de Janeiro, Planejamento e Expansão

Foto: Exame.com

Energia reserva: Projeto de Lei pode beneficiar consumidor potiguar

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou ​projeto de lei​, que impede ​as ​distribuidoras​ de energia​ de repassar para o consumidor final o custo ​pela compra de energia reserva. Pelo texto aprovado​ do Projeto de Lei 1211/15, ​de autoria do ​deputado César Halum (PRB-TO)​, a medida será válida para os estados ​que consumam uma quantidade de energia menor ou igual à metade da ​energia produzida por eles, seja ela hidrelétrica, eólica ​ou ​solar.

Hoje, o custo ​da contratação de energia reserva ​é rateado entre ​todos ​os consumidores finais de todos os estados​, independente de serem ​produtores de energia ou não​ (Lei nº 10.848/04, que trata da comercialização de energia elétrica​)​. O objetivo​ dessa compra de energia reserva​ é garantir a continuidade do abastecimento energético,​ mesmo em momentos críticos, como por exemplo o baixo desempenho no funcionamento das hidrelétricas​,​ causado pela escassez de chuvas.

De acordo com o diretor-geral do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (SEERN), Jean-Paul Prates, caso a nova lei​ seja aprovada​, o ​RN deve ser beneficiado desde os primeiros meses d​e​ vigência, pois já atende a condição requerida. ​”​Com isso, nos períodos em que a energia de reserva tiver que ser adquirida por preço mais caro​,​ para abastecer o sistema nacional, o RN não deverá sofrer impacto na sua tarifa local, pelo fato de ser exportador de mais da metade da energia produzida em seu território​”, complementa Prates.​

A redação final do PL da energia reserva foi dada pelo deputado Beto Rosado (PP-RN), relator ​da matéria. Ele apresentou substitutivo​,​ combinando os textos da proposta principal ​(PL 1211/15​) ​e do PL 1524/15, que tramita apensado e tratava do mesmo tema. O texto original isenta do rateio os consumidores finais em estados autossuficientes em produção energética. Já a proposta apresentada por Rosado limita essa dispensa aos ​E​stados cujo consumo de energia supere a metade da produção energética.

Segundo o parlamentar, não seria viável beneficiar todos os ​E​stados​ de forma generalizada​. Daí a alteração proposta, que dá uma margem bem maior acima da auto-suficiência para que o benefício ocorra. Rosado acredita que a isenção pode ​ser também um estímulo à ​produção energética e ​à ​economia do consumo em todo o País. A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Histórico Energético do RN​

Em 2010, apenas poucos anos depois de implementar um plano estratégico para o setor energético ​por meio de uma secretaria de Estado criada especificamente para tal, o Rio Grande do Norte conseguiu atingir capacidade instalada de geração de energia equivalente ao seu consumo. Isso incluía a Termoaçu (a gás) e também duas térmicas emergenciais – além dos parques eólicos iniciais. Já na época, foram assegurados outros 2.2GW – além dos instalados – em contratos vencedores nos leilões federais​,​ garantindo investidores e condições para a instalação​ de​ mais de uma centena de novos parques eólicos no Estado​, que hoje se encontram em plena atividade. ​

De lá para cá, o R​N​ ultrapassou sobejamente a meta de auto-suficiência e atingiu a capacidade de ​produzir e ​exportar praticamente duas vezes o volume de energia que consome,​ graças, ​principalmente​, ​ao desenvolvimento da geração eólica​. E agora, com a chegada da energia solar​, a expectativa é de incremento substancial na geração de renda, serviços, empregos, injeção de capital e receita tributária para as regiões onde se instala​rem​.

Fonte: CERNE Press

Foto: Ney Douglas

Empresas são contra a desativação de sondas da Petrobras no RN

Após o anúncio de desativação das cinco sondas de perfuração terrestre de poços no estado feito pela Petrobras na semana passada, o sindicato que representa as empresas que atuam na no mercado petrolífero pediu uma articulação para evitar a medida.
O Sindicato das Empresas de Perfuração, Extração e Refino de Petróleo do RN (Sipetro/RN, ex-sindeperp/RN) emitiu nota propondo a mobilização de trabalhadores, empreendedores, Petrobras e Governo Federal para instalar um processo de discussão conjunta sobre possíveis alternativas à completa paralisação das sondas.
“O momento é difícil para indústria do petróleo não só no Brasil como em todo o mundo. Mas isso é cíclico e é preciso tomar cuidado para não se tomar decisões que depois custem muito mais para reverter do que o que irão economizar no curto prazo”, alerta Fernando Antônio Lucena Soares, presidente do Sipetro.
Uma matéria publicada no dia 23 de fevereiro, no jornal Valor Econômico, destacou que a estatal petrolífera planeja desativar até setembro as sondas de perfuração na atividade de exploração nos estados do Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte e Ceará. O desligamento, segundo o Valor, está previsto no corte de US$ 32 bilhões no plano de negócios 2015-2019 da estatal, que é de US$ 98,4 bilhões.
Na nota enviada à imprensa, o Sipetro propõe o debate sobre alternativas como a realocação de recursos de outras atividades, a instalação de um sistema cooperativo de participação dos trabalhadores na operação de ativos marginalmente econômicos e a instauração de um marco legal e regulatório específico para as atividades em campos em declínio do seu perfil de produção.
“Uma coisa é suspender ou adiar atividades e investimentos. Outra é cortá-los definitivamente. Se este for o caso, não pode ser feito assim, sem qualquer transição”, defende Soares.
Com isso, o Sindicato pretende evitar a desativação dos equipamentos, que considera preocupante e de “alta relevância”. O Sipetro alerta que a medida da Petrobras vai gerar “enorme repercussão” na economia local das regiões em que estão instaladas as sondas.
A intenção da representação sindical é, segundo a nota, encontrar uma solução intermediária para a necessidade de corte e gastos, adequada aos tempos atuais de crise, mas, ao mesmo tempo, que preserve empregos, renda local e a “relevante presença” da Petrobras e de toda a cadeia produtiva adjacente no Rio Grande do Norte e demais regiões afetadas.
Jean-Paul Prates, diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), também se pronunciou a respeito a medida anunciada pela Petrobras. Para Prates, também existem alternativas à desativação das sondas.
Jean-Paul Prates, Diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cern) sobre desativação de sondas da Petrobras no RN. (Fonte: Novo Jornal)

Jean-Paul Prates fala sobre desativação de sondas da Petrobras no RN. (Foto: Novo Jornal)

“Há soluções possíveis, partindo da redução de royalties e através da operação de cooperativas e pequenas empresas formadas por ex-funcionários e mesmo trabalhadores na ativa, que podem prolongar a duração destas atividades e captar investidores específicos para elas, contando ainda com o suporte e orientação da Petrobras na maioria dos casos”, argumenta.
A Petrobras no RN tem duas atividades principais, a exploratória e a produção de petróleo. De acordo com José Araújo, presidente do Sindicato dos Petroleiros do RN (Sindipetro), o gerente de Construção de Poços Terrestres (CPT) disse que a empresa vai parar de construir poços em todo o país com terceirizadas e somente vai construir com sondas próprias.
Hoje, a Petrobras produz 65 mil barris de petróleo por dia no Rio Grande do Norte, retirados de 4 mil poços em atividade. Apesar de ser apenas 2% da produção nacional, é uma área vital para o desenvolvimento do estado.
“Não interessa a ninguém a saída por completo da Petrobras das atividades em terra. É importante que ela, juntamente com o Governo Federal no comando, chegue a um consenso sobre como pretende manter sua atuação nestas áreas. Vender os campos pode não ser uma alternativa única”, reforça Jean-Paul Prates.
Em entrevista concedida ao NOVO para matéria publicada no dia 24 de fevereiro, José Araújo disse que há um receio de que a Petrobras venha a para a atividade de produção no estado.
José Araújo ressaltou que a Petrobras projetou para a Unidade do Rio Grande do Norte e o Ceará, perfurar mil poços de 2015 a 2017. Ano passado foram perfurados 354 e para este ano, estão previstos 150 poços de produção através de terceirizadas que encerraram os contratos. Para 2016, a atividade exploratória será feita apenas com sondas da própria empresa que vão operar até setembro deste ano.
O sindicalista explicou que havia 30 sondas de produção até 2010 e hoje são apenas cinco. Dessas, três estão no Rio Grande do Norte, uma está na Bahia e outra no Amazonas. Porém, de acordo com a medida de redução de custas, serão todas desativadas.
No caso das sondas terceirizadas há um prejuízo, também, para o mercado de trabalho, ponderou o sindicalista. Uma sonda, disse, gera 200 empregos diretos e entre 500 e 700 indiretos.
De acordo com José Araújo, os sindicatos dos estados afetados estão se mobilizando para tentar evitar a desativação e será realizado um seminário para discutir com a sociedade, as intenções da Petrobras e também buscar soluções para que atividade de exploração terrestre não seja prejudicada com os planos da estatal.
Bacia Potiguar tem óleo em águas profundas 
A Bacia Potiguar é um das dez bacias produtoras exploradas pela Petrobras no Brasil. Ela está na região do Rio Grande do Norte e do Ceará está entre as maiores produtoras de petróleo e onshores (em terra) do Brasil. No RN, a empresa atua desde 1951 e o primeiro campo descoberto foi o de Ubarana, no município de Guamaré, litoral norte, que opera desde 1976.
De acordo com o site da Petrobras, o Projeto de Injeção Contínua de Vapor (Vaporduto), na região do Vale do Açu, é o primeiro a operar com vapor superaquecido e é considerado o maior do mundo, com uma extensão aproximada de 30 km.
Em 17 de novembro do ano passado, a Petrobras confirmou que a perfuração de um poço na área de Pitu, na Bacia Potiguar, tem petróleo. A descoberta do poço de Pitu foi anunciada sem alarde dia 17 de novembro de 2013.
Pitu Norte 1 é identificado pela Petrobras como poço 3-BRSA-1317-RNS. Segundo a estatal este é o primeiro poço de extensão na área do Plano de Avaliação da Descoberta (PAD) de Pitu, localizado a 60 km do litoral do Rio Grande do Norte a uma profundidade de água de 1.844 m, e profundidade final de 4.200 metros. Pitu foi descoberto através de análises de perfis e de amostra de fluido que estão em análise laboratorial.
Fonte: Rafael Barbosa | Novo Jornal
Foto: Lagoa Nova Destaque

Aneel libera funcionamento de 80MW em eólicas no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o início da operação comercial, a partir desta terça-feira (02), de três parques eólicos no Rio Grande do Norte. Os empreendimentos somam um total de 80 MW e são de propriedade da empresa espanhola Gestamp.

As usinas em funcionamento são Serra de Santana I, II e III. As duas primeiras unidades, com 20MW e 30MW de potência instalada, respectivamente, estão instaladas no município de Lagoa Nova. A terceira possui 30MW de potência instalada e situa-se no município de Bodó.

Fonte: CERNE Press

Foto: divulgação

Câmara aprova isenções para estados produtores de energia

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1211/15, deputado César Halum (PRB-TO), que impede distribuidoras de repassar para o consumidor final o custo da contratação de energia reserva.

Pelo texto aprovado, a medida será válida para os estados com consumo energético inferior ou equivalente a metade de sua produção de energia hidrelétrica, eólica e solar.

Hoje, o custo da compra de energia reserva deve ser rateado entre os consumidores finais de todos os estados produtores de energia ou não, conforme a Lei nº 10.848/04, que trata da comercialização de energia elétrica. O objetivo é garantir a continuidade do abastecimento energético, já que o funcionamento das hidrelétricas pode ser prejudicado pela escassez de chuvas, por exemplo.

O relator da matéria, deputado Beto Rosado (PP-RN), apresentou substitutivo para combinar os textos da proposta principal e do PL 1524/15, que tramita apensado e tratava do mesmo tema.

O texto original isenta do rateio os consumidores finais em estados autossuficientes em produção energética. Já a proposta apresentada por Rosado limita essa dispensa aos estados cujo consumo de energia não supere a metade da produção energética.

“Não podemos, de forma generalizada, beneficiar todos os estados cujo consumo seja inferior à capacidade de produção, do contrário não haverá custeio da energia de reserva no país”, argumentou o parlamentar. Ele acredita que a isenção pode estimular a produção energética e a economia do consumo.

Pelo texto, a oferta energética de usinas hidrelétricas e geradoras de energia solar e eólica cujos reservatórios ocupem mais de um estado deverá ser dividida entre eles, de forma proporcional à sua parte no reservatório.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Câmara dos Deputados

Foto: Diário de Goiás

Novas regras sobre energia solar entram em vigor nesta terça (1º)

Após ser aprovada em audiência pública pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no dia 24 de novembro de 2015, a revisão da resolução normativa nº 482, entrará em vigor nesta terça-feira (1º) as novas regras para a geração de energia elétrica distribuída. Com isso, cada residência, edifício, comércio ou indústria poderá ganhar incentivos adicionais para gerar energia.

De acordo com a Aneel, aproximadamente 1,2 milhão de unidades consumidores deverão produzir sua própria energia elétrica. Desta forma, elas vão passar de simples consumidores a geradores.

As novas regras vão trazer facilidades e incentivos aos consumidores que desejam investir em sua própria geração de energia elétrica, como a utilização de painéis fotovoltaicos, que foi regulamentado no Brasil há três anos.

Novas regras

A resolução autoriza o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, denominando-se microgeração distribuída a central geradora com potência instalada até 75 quilowatts (KW) e minigeração distribuída aquela com potência acima de 75 kW e menor ou igual a 5 MW (sendo 3 MW para a fonte hídrica), conectadas na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.

Quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. O prazo de validade dos créditos passou de 36 para 60 meses, e podem ser usados também para abater o consumo de unidades consumidoras do mesmo titular situadas em outro local, desde que na área de atendimento de uma mesma distribuidora. Esse tipo de utilização dos créditos é chamado de “autoconsumo remoto”.

Outra inovação da norma diz respeito à possibilidade de instalação de geração distribuída em condomínios (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras). Nessa configuração, a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores.

A ANEEL criou ainda a figura da “geração compartilhada”, possibilitando que diversos interessados se unam em um consórcio ou em uma cooperativa, instalem uma micro ou minigeração distribuída e utilizem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Com relação aos procedimentos necessários para se conectar a micro ou minigeração distribuída à rede da distribuidora, a ANEEL estabeleceu regras que simplificam o processo: foram instituídos formulários padrão para realização da solicitação de acesso pelo consumidor.  O prazo total para a distribuidora conectar usinas de até 75 kW, que era de 82 dias, foi reduzido para 34 dias.

Adicionalmente, a partir de janeiro de 2017, os consumidores poderão fazer a solicitação e acompanhar o andamento de seu pedido junto à distribuidora pela internet.

Fonte: Aneel

Gráfico: Aneel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Diário de Goiás | Aneel

Presidente executivo da ABVE, Ricardo Guggisberg e diretor-presidente do CERNE, Jean-Paul Prates. (Foto: CERNE Press)

Desenvolvimento de veículos elétricos é nova meta do CERNE​

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) ​é a nova parceira do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) no nordeste setentrional.  O convênio de cooperação técnica e institucional foi assinado nesta quinta-feira (25)​.  O objetivo é desenvolver ações integradas que promovam a utilização de veículos elétricos e autônomos na região nordeste setentrional do Brasil.

“O CERNE tem como uma das suas missões contribuir para que a nossa região se prepare para o futuro. E isso está na mobilidade veicular elétrica, bem como nos veículos autônomos. Por isso, temos certeza que, unindo forças com a ABVE, venceremos muitos desafios que a implantação destes novos conceitos terá que enfrentar”, celebra o diretor-presidente da entidade, Jean-Paul Prates.

“O acordo de cooperação entre o CERNE e a ABVE vai permitir que o setor de energias renováveis, bem como as iniciativas na área de mobilidade urbana, sejam grandemente favorecidos”, afirma o diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira.

​A ​ ABVE atua junto às autoridades e entidades empresariais relacionadas ao setor automotivo, visando incentivar o desenvolvimento e utilização de veículos elétricos no País. O CERNE é um “think tank” voltado para estratégias públicas e privadas em prol do aproveitamento sustentável dos recursos naturais e energéticos no Nordeste Setentrional do Brasil.

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Entidades vão fortalecer energia solar fotovoltaica no Nordeste

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), assinaram ontem (24), em São Paulo, convênio de cooperação técnica e institucional com o objetivo de desenvolver ações conjuntas que impulsionem a energia solar fotovoltaica na região nordeste setentrional do país.

“Celebramos com muita alegria esta parceria estratégica entre ABSOLAR e CERNE. Através dela, somaremos forças em prol do desenvolvimento do setor de energia solar fotovoltaica no Nordeste Setentrional, uma das regiões de maior potencial solar do país”, afirma Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR.

“Nossa aliança abrange os estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Paraíba e Pernambuco. Trata-se de uma região com máximo potencial para geração solar, tanto em pequena quanto em grande escalas. Há muito que trabalhar aqui, localmente, para desenvolver este ambiente de investimentos”, comemora Jean-Paul Prates.

A ABSOLAR congrega empresas de toda a cadeia produtiva do setor solar fotovoltaico no Brasil, promovendo e divulgando a utilização desta fonte de energia no País. O CERNE é um “think tank” voltado para estratégias públicas e privadas em prol do aproveitamento sustentável dos recursos naturais e energéticos no Nordeste Setentrional do Brasil.

“É mais um setor extremamente importante e que se soma à Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) e outras entidades setoriais nacionais que formam nosso arco de alianças com o foco no Nordeste Setentrional. A força destas parcerias conosco é a base para colocarmos nossa região em destaque”, finaliza o presidente do CERNE.

Fonte: CERNE Press

Foto: www.construcaodf.com.br

Eólicas: Brasil ultrapassará Itália neste ano e, em 2020, estará entre os cinco maiores

O Brasil ingressou há pouco no mercado de energia eólica, mas já caminha para se tornar uma potência internacional. O país, que ocupa a décima posição no ranking dos maiores produtores da eletricidade gerada a partir do vento, está cotado para ultrapassar a Itália ainda em 2016 e pular para a nona colocação. Até 2020, a previsão da Associação Brasileira de Energia Eólica (AbeEólica) é a de que a bandeira brasileira figure entre as dos cinco principais produtores de eólica do planeta.

O país começou a produção comercial de maneira tímida, em 2004, com a injeção de 6,6 megawatts (MW). O volume era irrisório. Em 2005 houve uma lacuna, retornando a produção em 2006 com 208,3 MW de potência. Até que saltou, em 2014, para 2.784 MW e, em 2015, para 2.655 MW. Para este ano, a expectativa é a de que 2.281 MW sejam injetados no Sistema Interligado Nacional (SIN), conforme relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Em 2015, os parques eólicos brasileiros somavam 8.720 MW de potência instalada, ou 8,72 Gigawatts, e chegaram a 9 GW na semana passada. O montante equivale à usina de Belo Monte, a segunda maior do país, e é suficiente para abastecer cerca de cinco milhões de consumidores, ou seja, mais do que o Paraná. “A Itália injetou 200 MW na rede no ano passado. O Brasil está injetando de 2 a 3 GW por ano”, comemora a presidente da AbeEólica, Elbia Gannoum. No entanto, ela ressalta que ultrapassar a China é praticamente impossível. “A China cresce um Brasil de energia por ano”, afirma Elbia.

Investimentos

Os investimentos no setor também são ressaltados pela executiva. Afinal, nos últimos dois anos foram investidos R$ 30 bilhões e criados cerca de 81 mil postos de trabalho de todos os tipos, desde chão de fábrica até executivos. A expansão é resultado da viabilidade comercial desse tipo de geração. Enquanto o megawatt-hora (MWh) comercializado nos últimos leilões pelas grandes usinas, como Belo Monte e Jirau, girou em torno de R$ 80, o MWh das eólicas foi pouco superior a R$ 100, conforme afirma o presidente da CMU Energia, Walter Fróes. “As eólicas foram mais competitividas do que as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs)”, diz o especialista.

Ele afirma, no entanto, que a escalada do dólar pode atrasar projetos. Embora Elbia lembre que o Brasil já possui fornecedores de geradores e turbinas, que são o coração das torres eólicas, Fróes afirma que muitos dos fabricantes são, na verdade, empresas de montagem. “O produto é importado e montado no Brasil. Com a alta do dólar, acredito que o megawatt-hora das eólicas não deva ficar abaixo de R$ 200 nos leilões, perdendo um pouco da competitividade no curto prazo”, diz.

Potencial e desafios

Minas Gerais vai entrar de cabeça na rota das eólicas nos próximos dez anos, segundo o presidente da Efficientia, empresa do grupo Cemig, Alexandre Heringer. A tecnologia será a principal aliada do Estado na briga por uma fatia no mercado da energia gerada a partir do vento, hoje comandado por Rio Grande do Norte (RN), com 2,8 GW, o equivalente a 33% da energia eólica gerada em território nacional. Em segundo lugar aparece a Bahia (BA), com 1,6 GW, seguida pelo Rio Grande do Sul (RS), com 1,5 GW.

Potencial para disputar uma parte do mercado, Minas tem. Nas alterosas, segundo o Atlas Eólico, estudo desenvolvido pela Cemig há alguns anos, seria possível instalar 39 gigawatts de potência. É o mesmo que dizer que poderíamos instalar duas usinas de Itaipu em Minas Gerais.

Apesar do potencial, falta viabilidade comercial para produzir energia a partir do vento. Conforme explica Heringer, os locais de mais vento estão localizados no topo dos morros, enquanto no Rio Grande do Norte, no Ceará e na Bahia, por exemplo, as áreas de fortes ventos estão em planícies no litoral. “É muito mais fácil instalar uma torre eólica em uma planície do que no topo de um morro, com terreno irregular. No futuro, no entanto, essas áreas serão competitivas”, prevê.

Torres

Elbia afirma que torres de até 120 metros estão em estudo em São Paulo. A aprovação desse tipo de equipamento facilita a implantação das eólicas no Estado. Afinal, neste caso, não seria necessário ir até o topo dos morros.

O membro do Instituto de Desenvolvimento do Setor Energético (Ilumina) e consultor, Roberto D’araújo, lembra, no entanto, que a energia eólica é variável, ou seja, intermitente, e pode gerar instabilidade elétrica. “Na China os parques eólicos são instalados juntos a grandes baterias solares. O objetivo é não interromper abruptamente o fornecimento de energia, caso pare de ventar. No Brasil, este tipo de tecnologia ainda é escassa”, diz. Além de ventos fracos, ventos muitos fortes também podem interromper o abastecimento elétrico e causar insegurança.

O especialista comenta, ainda, que é uma ilusão pensar que a energia eólica é uma fonte 100% limpa. Além de ser necessário desabitar uma grande área devido à poluição sonora (os ruídos emitidos pelas pás são muito fortes), as torres comumente matam centena de pássaros. “Não existe fontes totalmente limpa. Todo tipo de geração de energia possui prós e contras. O ideal é combinar as matrizes de forma a causar o menor dano possível”, destaca.

Foto: Hoje em Dia

Foto: Hoje em Dia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Tatiana Moraes | Hoje em Dia