Foto: www.mme.gov.br

Eólica Boa Esperança I é enquadrada no Reidi

A Central Geradora Eólica Boa Esperança I, da Gestamp Eólica, foi enquadrada no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura. A portaria do Ministério de Minas e Energia foi publicado na edição dessa sexta-feira, 12 de fevereiro, do Diário Oficial da União. Localizado no município de Jardim de Angicos, no Rio Grande do Norte, o projeto é composto por 14 unidades de geração com um total de 28 MW de capacidade instalada. O investimento estimado sem a incidência de PIS/Pasep e Cofins é de R$ 175,881 milhões.

Fonte: Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas

Foto: rnconcursos.com.br

Diretores do Cerne visitam IFRN para futura parceria

O Campus EaD do IFRN recebeu, da última quinta feira, 04, a visita de dois diretores técnicos do Centro de Estratégias em Recursos Naturais & Energia (Cerne), para conhecimento da infraestrutura de um prédio de educação a distância. O encontro faz parte de um convênio entre as duas instituições, para oferta de variados cursos.

“A partir do segundo trimestre desse ano, pretendemos ofertar os cursos na área das energias renováveis, mas não impede que no futuro ofertemos cursos como edificações renováveis e impressões 3D para utilização em energia”, disse Olavo Bueno Oliveira, diretor técnico da Cerne.

Na visita, também estiveram presentes o outro diretor técnico de meio ambiente e sustentabilidade da Cerne, Hugo Alexandre, o professor do IFRN Augusto Fialho, responsável pelo contato da parceria, o engenheiro eletricista do IFRN, Franclin Róbias da Silva, além do Diretor Geral do Campus EaD, Wagner de Oliveira, e o coordenador de tecnologias de informação e comunicação do Campus, Fabiano Faustino.

Fonte: IFRN/ Campus EaD

Foto: naturezaesustentabilidade.wordpress.com

Energia eólica mundial atinge recorde de 435 GW em 2015

De acordo com dados preliminares divulgados ontem (10) pela Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, em inglês), o mundo tem visto um novo recorde em novas instalações eólicas com o acréscimo de 63.690 MW em 2015. A capacidade total de energia produzida pelos ventos em todo o mundo chegou a 435 GW.

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A taxa de crescimento global de 17,2% foi maior do que em 2014 (16,4%). Entre os 15 principais mercados, Brasil, Polônia, China e Turquia foram os países mais dinâmicos e com taxas de crescimento mais fortes.

A China tem se destacado como líder mundial de energia eólica, somando novos 33 GW de capacidade. Isto representa uma quota de 51,8% do mercado.

Alemanha, na expectativa de mudanças na legislação, instalou 4,9 GW. A energia eólica contribuiu com um novo recorde de 13% da demanda energética do país em 2015.

Há um ano, o Brasil foi o quarto maior mercado para novos aerogeradores com um volume de 2,8 GW. O país é considerado o líder de mercado em energia eólica da América Latina.

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Fonte: CERNE Press com informações da WWEA

Foto: exame.abril.com.br

CPFL Energia investe R$ 59,8 milhões em eficiência energética em 2015

A CPFL Energia investiu no ano passado R$ 59,8 milhões em eficiência energética nos 571 municípios atendidos pelas oito concessionárias do grupo nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, conforme aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Os projetos do programa proporcionaram uma economia de 33,87 mil MWh, energia suficiente para abastecer, aproximadamente, 14 mil clientes residenciais com consumo médio de 200 KWh mensais, pelo período de um mês. A iniciativa também evitou a emissão de 3,340 mil toneladas de CO2. Essa quantidade de dióxido de carbono representa o mesmo que o plantio de 20,040 mil novas árvores.
Além de reduzir a conta de luz dos consumidores contemplados, o investimento também ampliou a oferta de energia na área de concessão da CPFL Energia, beneficiando todos os clientes atendidos pelas distribuidoras do Grupo. “Os recursos do programa de eficiência energética provêm do valor arrecadado nas contas de energia elétrica. Essa verba volta para a sociedade por meio de projetos que buscam tornar mais consciente a relação das pessoas com a energia elétrica, fazendo com que os recursos sejam utilizados com responsabilidade”, afirma Luiz Carlos Lopes Júnior, Gerente de Eficiência Energética da CPFL Energia.
Do valor total de R$ 59,8 milhões, a CPFL Paulista correspondeu por R$ 32,037 milhões, alcançando uma economia de 17,298 mil MWh em 2015. A CPFL Piratininga investiu R$ 13,158 milhões, com economia de 7,818 mil MWh. A RGE (RS), por sua vez, destinou R$ 11,346 milhões aos projetos de eficiência energética, atingindo uma redução de 5,152 mil MWh. A CPFL Santa Cruz aplicou R$ 1,577 milhão, com economia de 1,729 mil MWh, e a CPFL Jaguariúna (Jaguari, Sul Paulista, Leste Paulista e Mococa) aplicou R$ 1,775 milhão, alcançando uma economia de 1,872 mil MWh.
Do total investido, merecem destaque os realizados em comunidades de baixo poder aquisitivo, que somaram aproximadamente R$ 40 milhões e beneficiaram em torno de 70 mil clientes em áreas carentes. Dentre as ações realizadas nestes locais estão: a substituição de 8,412 mil geladeiras e 7,376 mil chuveiros por modelos novos e mais eficientes; a regularização de 1,503 mil ligações clandestinas; a doação de padrões internos de energia, o chamado “postinho”; e a troca de 134,754 mil lâmpadas por modelos LED. Outros R$ 7 milhões foram utilizados para melhorar a eficiência energética de prédios públicos e empresas de serviço público (como água e esgoto), hospitais, entidades filantrópicas e escolas públicas, com doação de lâmpadas e a substituição de iluminação por sistemas eficientes de LED.
As iniciativas educacionais, que ajudaram a formar consumidores mais conscientes da importância de se economizar energia, receberam verba de R$ 5 milhões, beneficiando quase 24 mil alunos em 235 escolas de 87 cidades; e as indústrias receberam R$ 1,8 milhão de incentivo, em projetos e equipamentos, para se tornarem mais eficientes. Para promover o consumo consciente e eficiente de energia elétrica, a empresa realizou também eventos nos municípios de suas áreas de concessão, com atividades lúdicas e educativas para a população.
Fonte:  Da Agência CanalEnergia, Investimentos e Finanças
Foto: jornaldiadia.com.br

Renova Energia anuncia aumento de capital de R$ 731,2 milhões

A Renova enviou comunicado ao mercado nesta quarta-feira, 3 de fevereiro, anunciando que reunião do conselho de administração aprovou aumento de capital no valor de até R$ 731.247.640,38 mediante a emissão de até 81.587.997 de novas ações ordinárias e de até 28.208.946 de novas ações preferenciais, nominativas, escriturais e sem valor nominal, pelo preço de emissão por ação ordinária ou preferencial de R$6,66 e de R$19,98 por Unit.

No comunicado, a Renova diz que o aumento de capital vai servir para reforçar o caixa da empresa e implantar projetos já em construção e em desenvolvimento, além de honrar despesas e dívidas da holding. A operação será feita dentro do limite de capital autorizado e as novas ações serão iguais as ordinárias e preferenciais já existentes. Os atuais acionistas terão preferência no aumento de capital na proporção das suas participações.

De acordo com a Renova, esse aumento de capital é uma das ferramentas usadas para a continuidade do plano de negócios da empresa após a desistência da segunda fase da transação com a Terraform Global. O novo plano de negócios quer redimensionar os investimentos futuros e ajustá-los los às condições atuais do mercado, devido ao cenário econômico mais difícil. A empresa alega que vem atuando em várias frentes para executar o novo plano, já tendo feito mudanças na sua diretoria, renegociado dívidas e reestruturado o quadro de funcionários.
Fonte: Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas

Foto: www.piaui.pi.gov.br

Piauí desponta para a energia eólica

A produção eólica do Piauí se destaca no cenário energético brasileiro e os bons números mostram um futuro promissor. Segundo dados do departamento de pesquisa do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o Estado é o 5º colocado no ranking de capacidade em produção eólica em todo o país. São 24 parques eólicos em funcionamento com capacidade para gerar 676,20 MW de energia. Esse valor corresponde a 8,25% de toda potência instalada e em operação no território nacional.

Para 2016, o Piauí deverá atingir novos patamares entre os principais polos geradores de energia eólica. Mais 18 novas usinas entrarão em funcionamento até o final deste ano. Os empreendimentos, ainda fase de construção, deverão produzir 521,70 MW de energia. Além disso, o Estado conta com mais 394,7 MW de capacidade contratada em 16 projetos que venceram os leilões de energia do Governo Federal e serão construídos nos próximos 3 a 5 anos.

Atualmente, 377 turbinas eólicas estão instaladas e em operação comercial em todo o território piauiense. Desse total, 213 são da fabricante GE Wind, 144 da empresa espanhola Gamesa, e 20 da ENERCON.

Os investimentos em energia eólica impulsionam cada vez mais o desenvolvimento econômico da região. Um exemplo disso é Complexo Eólico Chapada do Piauí, inaugurado em janeiro deste ano na cidade de Simões, região Sudeste do Estado. O empreendimento tem uma capacidade instalada total de 437 MW e potencial para fornecer energia para mais de 1 milhão de residências. O complexo recebeu R$1,5 bilhões de reais em investimentos e, durante a construção, gerou três mil empregos diretos.

A atividade eólica também traz desenvolvimento econômico para as cidades onde os parques estão instalados. Pequenos proprietários são beneficiados com a regularização fundiária e lucram com a renda extra proporcionada via arrendamento de terras. E os setores do comércio e de serviços também ganham com o aumento da circulação de moeda gerado. De acordo com informações do Governo do Piauí, para cada geração de emprego direto, outros três indiretos são criados.

Fonte: CERNE Press

Foto: tonymacedo.blogspot.com

RN amplia capacidade instalada de geração de energia em 150 mil kW

Cinco usinas eólicas situadas no município de Bodó (RN) receberam autorização para dar início às operações comerciais a partir do dia 30 de janeiro de 2016. A permissão, concedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), prevê adição de 150 mil kilowatts (kW) de capacidade instalada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

A autorização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (01). As estações geradoras autorizadas pela Aneel à operação comercial pertencem ao complexo eólico Calango. Cada usina recebeu autorização para operar 15 unidades geradoras, com 2 mil kW cada, totalizando 30 mil kW.

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Em 31 de janeiro, a usina eólica Ventos de Santa Joana VII, situada no município de Simões (PI), também recebeu permissão para iniciar operação comercial. A usina adicionará mais 28,9 mil kW de capacidade de geração ao sistema elétrico.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia

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O pré-sal tem futuro?

O preço internacional do petróleo na faixa de US$ 30 por barril gera especulação em torno da já celebrada promessa de futuro do Brasil, o pré-sal. Atendendo à lei da oferta e demanda, a cotação, segue uma trajetória de queda há pelo menos um ano e meio. De um lado da balança, a Arábia Saudita tem inundado o mercado de petróleo para inibir a produção de xisto dos Estados Unidos, cujo preço de extração é mais caro, o Irã voltou vender após a revogação de sanções internacionais e os Estados Unidos passaram a exportar mais. Do outro lado, o consumo cai, bastante motivado pela desaceleração da economia da China.

A conjuntura internacional não é favorável a qualquer petrolífera. A situação da Petrobras ainda é agravada pela crise de credibilidade causada pelos casos de corrupção revelados pela operação Lava Jato, que derrubaram executivos da companhia. A dívida bruta de R$ 506 bilhões da empresa também não é favorável à percepção dos investidores.

Na semana passada, o representante do Conselho de Administração da Petrobras Segen Estefen destacou que a companhia possui estoque de campos de petróleo em atividade “cujos investimentos já foram amortizados”. Ele estima que a companhia se sustente com o brent (barril de referência nas bolsas internacionais) a US$ 30 por até três anos nas atividades exploratórias. “É possível dar continuidade a essa produção ao custo da extração em torno de US$ 25 o barril. O problema é quando acabar este estoque e você tiver que investir novamente”.

Apesar de o petróleo do pré-sal continuar competitivo – segundo o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine – e a empresa poder conter com a alta produtividade, são os novos investimentos que podem gerar impacto no longo prazo.

Resta a dúvida: o pré-sal tem futuro?

Para o advogado e mestre em Economia do Petróleo pelo Instituto Francês do Petróleo Jean Paul Prates, que já foi secretário de Estado de Energia do Rio Grande do Norte, dirige o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) e as consultorias CRN-Bio e Expetro, o pré-sal tem futuro e a Petrobras pode reverter sua imagem manchada pela corrupção devido à alta capacidade operacional.

ÉPOCA – O pré-sal tem futuro?
Jean-Paul Prates –
Se o mundo implementar o carro elétrico daqui a 120 dias, o pré-sal não tem futuro. Em 1986, o mundo viveu um contrachoque de petróleo. O preço caiu para o que seria o equivalente a US$ 15 hoje, o preço mais baixo da história. O diretor da Petrobras na época, João Carlos de Luca, tomou a decisão de continuar a exploração em águas profundas. Muitos naquele período falaram que ele daria “com os burros n’água”, em função do custo, três vezes maior que o preço. Poucos anos depois, a Petrobras estava ganhando prêmios de grande produtora do mundo. Não se pensa em petróleo a curto prazo. É claro que não estamos na melhor época. Só que o petróleo não tem isso de você olhar para uma fotografia. O pré-sal foi descoberto em 2006 e vai gerar produção até 2036, quem sabe 2046. Quando uma empresa de petróleo compõe seu portfólio, ela não pensa em três anos, ela pensa em uma curva de produção e de custos ao longo de 30 ou 40 anos. A opção ao pré-sal seria depender de petróleo importado. Não queremos voltar para isso. Não faz absolutamente nenhum sentido. Não existe uma pessoa com o mínimo de experiência no setor de petróleo que possa decretar a inviabilidade de uma província petrolífera como o pré-sal com base em um horizonte de dois ou três anos de preço baixo.

ÉPOCA – Como os ganhos de eficiência em fontes de energias renováveis afetam a perspectiva do pré-sal?
Prates –
A concorrência não inviabiliza o pré-sal. Ainda não há um substituto direto para o diesel e para a petroquímica.

ÉPOCA – Qual o impacto do preço atual do petróleo nos novos investimentos do pré-sal? Ele trará consequências a longo prazo?
Prates –
O preço atual inibe o investimento mais especulativo, de curto prazo. A queda global do preço, que deixa investidores de petróleo receosos. O que vale para Petrobras, vale para a Shell, para Chevron, para todas. A Petrobras tem um desafio a mais que é o de recuperar a credibilidade de governança, relacionada aos escândalos de corrupção e à publicação de um balanço com dados pouco confiáveis.

ÉPOCA – A gestão na descoberta do pré-sal foi correta?
Prates –
Quando um país chega à autossuficiência, existe um dilema: me dedico a ser um exportador de petróleo ou seguro meu ritmo de produção, para guardar o petróleo embaixo da terra? O Brasil decidiu em 2006 que não queria ser uma coisa, nem a outra. Não poderíamos desacelerar a produção de petróleo porque ela gera emprego, renda e nacionaliza a indústria. Também não poderíamos virar um exportador em larga escala, como a Nigéria ou a Arábia Saudita, porque queríamos investir no parque do refino. Ser um exportador de petróleo in natura não foi o objetivo nos governos FHC, Lula ou Dilma. As diretrizes em relação ao que fazer com a autossuficiência foram corretas. Por isso surgiram aqueles projetos das refinarias do Nordeste, que acabaram se deteriorando na questão da política e da corrupção. Ter uma refinaria em Pasadena também fazia sentido, pois está dentro do coração da distribuição de produtos derivados dos Estados Unidos. Comprar refinaria no Japão foi outra decisão acertada. O Japão era altamente importador de produto derivado. A implementação em alguns casos foi desastrosa, mas os planos eram bons.

ÉPOCA – Se deram errado em alguns casos, qual a saída hoje?
Prates –
Em 2015, o Brasil, por retração de consumo em função da recessão, diminuiu o consumo e aumentou a produção de petróleo. Assim, atingimos a autossuficiência, as trocas de importação e exportação se igualaram. Em 2016 e 2017, é hora de reafirmar esses objetivos ou rever tudo. A Petrobras tem na sua base uma ótima capacidade operacional, que envolve recursos humanos, técnica e ativos. Nesse aspecto, a Petrobras não teve baixa, não teve acidente grave, refinaria que explodiu, acidente de segurança, perda de produção ou diáspora técnica. A queda do valor do petróleo e a crise de confiança decorrente da operação Lava Jato não abalam os fundamentos da empresa. Os investidores têm que pensar no futuro: “a empresa passou por um problema, ele foi diagnosticado, quem precisou ser preso foi preso, o dinheiro foi recuperado e ela é muito boa tecnologicamente, vale a pena investir de novo”.

ÉPOCA – Qual o custo estimado de um barril de petróleo do pré-sal? A Petrobras divulga que apenas a extração, sem a participação da companhia, é de US$ 8 por barril.
Prates –
Depende da semântica. Quando a empresa fala em custo de extração, ela desconta os custos de exploração e produção. Ela está dizendo que tirar o petróleo da plataforma, em cima do poço, custa US$ 8 por barril. O custo de achar o petróleo e de desenvolver o campo é mais alto. Dizem que o custo total médio é de US$ 30 ou US$ 35. Quando começou a exploração do pré-sal, esse custo ficava entre US$ 50 e US$ 55. Não ficarei surpreso se o custo total baixar de US$ 20 daqui a três anos.

ÉPOCA – Qual a perspectiva do preço do petróleo?
Prates –
Se não houver um desastre mundial ou político a ponto de parar a produção do Irã e da Arábia Saudita, deve ficar em torno de US$ 60. Essa é uma razão por que não dá para ter histeria em relação ao pré-sal diante do baixo preço do petróleo. Haveria razão para histeria se a gente passasse a usar um substituto direto para o petróleo em menos de 180 dias. Aí, seria para desesperar todo mundo.

Para o ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e atual sócio-diretor da DZ Negócios com Energia, David Zylbersztajn, se depender do momento atual, a promessa de futuro virou só promessa.

Fonte: Época | Paula Soprana

Para conferir a matéria na íntegra, clique aqui.

Link da entrevista com Jean-Paul Prates, aqui.

Rio Grande do Norte lidera segmento eólico com a geração de 2,4 gigawatts de energia. (Foto: Adriano Abreu)

Eólicas vão abrir 35 mil vagas no RN

Na contramão das demissões em massa em diversos setores da economia, os empreendimentos de energia eólica no Rio Grande do Norte devem gerar 35 mil novos empregos até 2019, em toda a cadeia produtiva.  Os dados são do departamento de pesquisas do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). Os cálculos têm como base a geração de 15 postos de trabalho para cada 1 megawatts instalado e a previsão de 2,3 gigawatts em projetos já contratados para os próximos três anos, com R$ 3 bilhões em investimentos neste período.

Para 2016, explica o diretor do Cerne, Jean-Paul Prates, a estimativa é de 10 mil novos empregos diretos e indiretos na construção dos parques e nos setores do comércio e serviços presentes nas regiões do entorno das novas usinas. O potencial de geração de empregos do setor de energias renováveis, avalia Prates, é característico dos setores regulados, com a realização de leilões, projetos contratados e prazos a cumprir.

“Isso acaba gerando uma reserva de novos empregos em períodos de crise porque há investimentos definidos e já aprazados”, afirma. “E mais: um terço do investimento em parque eólico é gasto na economia local. Se temos projetados R$ 3 bilhões em três anos, ao final, a circulação na economia deve somar cerca de R$ 1 bilhão”, calcula.

Os novos parques serão erguidos na região do Mato Grande, Litoral Norte, onde já há geração, e nas chamadas “áreas de expansão da fronteira eólica”  compreendidas em Serra de Santana e municípios da região  Central, como Pendências, Jandaíra e Lajes.

Em todo o país, a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica) prevê  50 mil postos de trabalho na cadeia produtiva para com R$ 20 bilhões, somente este ano, em investimentos para 1.754 parques eólicos. No ano passado, foram gerados 40 mil empregos em toda cadeia.

O potencial de geração de empregos abrange a demanda global da cadeia produtiva da indústria eólica, explica a diretora executiva da Abeólica, Elbia Gannoum. Os postos estão na fabricação de torres, pás, aerogeradores, obras da construção civil, fornecimento de insumos,  manutenção e operação, até a abertura de novos negócios em hotelaria, restaurantes, comércio e prestação de serviços jurídicos, saúde nas cidades onde as usinas são instaladas.

“Como o RN é o principal gerador de energia eólica, o Estado é responsável por maior parte destes investimentos e por gerar o maior número de empregos, não apenas no Estado, mas na indústria eólica”, analisa a diretora executiva da Abeeólica, Elbia Gannoum.

O Rio Grande do Norte lidera o segmento com a geração de  2,4 gigawatts – a maior capacidade instalada de energia gerada por parques eólicos e a maior quantidade de turbinas eólicas em atividade. São 181 parques eólicos, dos quais 87 em operação, 29 em construção e 65 contratados.

Fonte: Tribuna do Norte | Sara Vasconcelos

Navio-plataforma da Petrobras em atividade na Bacia de Santos: produção de petróleo subiu 7,5% em 2015. (Foto:Navio-plataforma da Petrobras em atividade na Bacia de Santos: produção de petróleo subiu 7,5% em 2015. (Foto: Agência Petroleo)

Brasil retoma autossuficiência em petróleo

O Brasil reconquistou a chamada “autossuficiência volumétrica” de petróleo. Na média diária de janeiro a novembro de 2015, o país produziu 2,578 milhões de barris de óleo bruto. No mesmo período, o consumo de derivados somou 2,224 milhões de barris, resultando em um superávit de 354 mil barris diários.

Dois fatores contribuíram para esse excedente. Pelo lado da oferta, a produção de petróleo cresceu 7,5% em relação à média diária de 2014, com avanço da Petrobras e das petroleiras privadas. Pelo lado da demanda, a recessão deprimiu o consumo, que baixou 7,7%, na primeira queda anual desde 2003.

Os dados foram levantados pela Gazeta do Povo na base de dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e estão expressos em barris equivalentes de petróleo (bep). A oferta de petróleo inclui líquido de gás natural (LGN) e a estimativa de demanda teve como base o consumo aparente (produção mais importações menos exportações) de 13 derivados.

Conquista simbólica

O efeito da retomada da autossuficiência tende a ser mais simbólico que prático. Uma vez que o parque de refino não dá conta da demanda local por combustíveis e ainda depende de uma fração de petróleo estrangeiro, mais leve, o país continuará importando óleo bruto e derivados, principalmente diesel.

Sem títuloNo início de 2014, antes de cancelar projetos de duas refinarias e adiar etapas de outras duas, a Petrobras esperava alcançar até 2020 o que chamou de “autossuficiência de derivados”, com o refino local suprindo todo o mercado interno. Hoje a meta parece improvável.

Segundo o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, quando o país voltar a crescer as importações vão aumentar, ao passo que as incertezas geradas pela queda das cotações do barril e pela suspensão de investimentos ameaçam a expansão da produção de petróleo. Essa combinação pode levar o Brasil de volta ao déficit. A condição de autossuficiente, mantida entre 2005 e 2012, foi perdida na sequência em meio a um cenário de disparada das importações e estagnação da produção.

Alheia a déficits e superávits, a política de preços da Petrobras segue seu próprio caminho. Entre 2011 e 2014, a empresa subsidiou gasolina e diesel para ajudar o governo a conter a inflação. Hoje, com o barril mais barato e a balança comercial mais confortável, a estatal mantém altos os preços dos combustíveis.

Sem títuloIndústria ameaçada

Enquanto isso, a cadeia de fornecedores tem quebradeira e demissões em massa. Com dificuldades de caixa e sob os efeitos da operação Lava Jato, a Petrobras cancelou ou adiou projetos. E as petroleiras privadas investem pouco porque o desenvolvimento de novos campos minguou depois que governo passou cinco anos sem leiloar blocos de exploração, entre 2008 e 2013.

Para Jean Paul Prates, diretor da consultoria Expetro e presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), a autossuficiência não pode ser um objetivo em si mesmo.

“É importante do ponto de vista da segurança energética, mas não adianta produzir por produzir. Por motivos econômicos e sociais, é preciso manter em atividade essa indústria”, diz.

Confortável com as reservas gigantescas do pré-sal, o país precisa “promover melhor” a exploração de áreas convencionais, avalia Prates. “Com a Petrobras ou outras empresas, temos de manter atividade em terra, em águas rasas, na selva, no sertão do Nordeste, estudar o gás de xisto”, defende.

Queda do barril e crise melhoram balança comercial

A queda das cotações do petróleo e a recessão melhoraram a balança comercial do setor. Embora as exportações de óleo e derivados tenham diminuído 34% no ano passado, as importações caíram ainda mais, cerca de 47%. Com isso, o déficit da “conta petróleo”, que havia chegado ao recorde de US$ 20,4 bilhões em 2013, caiu a US$ 5,7 bilhões em 2015.

Edmar de Almeida, pesquisador do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, não descarta que a conta petróleo se equilibre em breve – o que, para ele, é mais relevante que a “autossuficiência volumétrica”.

“A questão é se a Petrobras terá condições de manter esse equilíbrio. Isso exige investimento em refinarias, mas ela não tem recursos, e ampliação da produção de petróleo, em dúvida com a queda do barril”, diz. (FJ)

Nem tão autossuficiente

O Brasil retomou a “autossuficiência volumétrica” de petróleo. Mas as limitações do parque de refino fazem com que a produção local de derivados continue abaixo da demanda por esses produtos.

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Dados de 2015: média diária de janeiro a novembro
1 Inclui Líquido de Gás Natural (LGN). Composto de GLP e gasolina natural, o LGN equivale, nas refinarias, a um petróleo leve.
2 Asfalto, Coque, Gasolina A, Gasolina de Aviação, GLP, Lubrificante, Nafta, Óleo Combustível, Óleo Diesel, Parafina, Querosene de Aviação, Querosene Iluminante, Solvente.
Fonte: ANP

Fonte: Gazeta do Povo | Fernando Jasper