Foto: www.piaui.pi.gov.br

Piauí desponta para a energia eólica

A produção eólica do Piauí se destaca no cenário energético brasileiro e os bons números mostram um futuro promissor. Segundo dados do departamento de pesquisa do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o Estado é o 5º colocado no ranking de capacidade em produção eólica em todo o país. São 24 parques eólicos em funcionamento com capacidade para gerar 676,20 MW de energia. Esse valor corresponde a 8,25% de toda potência instalada e em operação no território nacional.

Para 2016, o Piauí deverá atingir novos patamares entre os principais polos geradores de energia eólica. Mais 18 novas usinas entrarão em funcionamento até o final deste ano. Os empreendimentos, ainda fase de construção, deverão produzir 521,70 MW de energia. Além disso, o Estado conta com mais 394,7 MW de capacidade contratada em 16 projetos que venceram os leilões de energia do Governo Federal e serão construídos nos próximos 3 a 5 anos.

Atualmente, 377 turbinas eólicas estão instaladas e em operação comercial em todo o território piauiense. Desse total, 213 são da fabricante GE Wind, 144 da empresa espanhola Gamesa, e 20 da ENERCON.

Os investimentos em energia eólica impulsionam cada vez mais o desenvolvimento econômico da região. Um exemplo disso é Complexo Eólico Chapada do Piauí, inaugurado em janeiro deste ano na cidade de Simões, região Sudeste do Estado. O empreendimento tem uma capacidade instalada total de 437 MW e potencial para fornecer energia para mais de 1 milhão de residências. O complexo recebeu R$1,5 bilhões de reais em investimentos e, durante a construção, gerou três mil empregos diretos.

A atividade eólica também traz desenvolvimento econômico para as cidades onde os parques estão instalados. Pequenos proprietários são beneficiados com a regularização fundiária e lucram com a renda extra proporcionada via arrendamento de terras. E os setores do comércio e de serviços também ganham com o aumento da circulação de moeda gerado. De acordo com informações do Governo do Piauí, para cada geração de emprego direto, outros três indiretos são criados.

Fonte: CERNE Press

Foto: tonymacedo.blogspot.com

RN amplia capacidade instalada de geração de energia em 150 mil kW

Cinco usinas eólicas situadas no município de Bodó (RN) receberam autorização para dar início às operações comerciais a partir do dia 30 de janeiro de 2016. A permissão, concedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), prevê adição de 150 mil kilowatts (kW) de capacidade instalada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

A autorização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (01). As estações geradoras autorizadas pela Aneel à operação comercial pertencem ao complexo eólico Calango. Cada usina recebeu autorização para operar 15 unidades geradoras, com 2 mil kW cada, totalizando 30 mil kW.

Piauí

Em 31 de janeiro, a usina eólica Ventos de Santa Joana VII, situada no município de Simões (PI), também recebeu permissão para iniciar operação comercial. A usina adicionará mais 28,9 mil kW de capacidade de geração ao sistema elétrico.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia

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O pré-sal tem futuro?

O preço internacional do petróleo na faixa de US$ 30 por barril gera especulação em torno da já celebrada promessa de futuro do Brasil, o pré-sal. Atendendo à lei da oferta e demanda, a cotação, segue uma trajetória de queda há pelo menos um ano e meio. De um lado da balança, a Arábia Saudita tem inundado o mercado de petróleo para inibir a produção de xisto dos Estados Unidos, cujo preço de extração é mais caro, o Irã voltou vender após a revogação de sanções internacionais e os Estados Unidos passaram a exportar mais. Do outro lado, o consumo cai, bastante motivado pela desaceleração da economia da China.

A conjuntura internacional não é favorável a qualquer petrolífera. A situação da Petrobras ainda é agravada pela crise de credibilidade causada pelos casos de corrupção revelados pela operação Lava Jato, que derrubaram executivos da companhia. A dívida bruta de R$ 506 bilhões da empresa também não é favorável à percepção dos investidores.

Na semana passada, o representante do Conselho de Administração da Petrobras Segen Estefen destacou que a companhia possui estoque de campos de petróleo em atividade “cujos investimentos já foram amortizados”. Ele estima que a companhia se sustente com o brent (barril de referência nas bolsas internacionais) a US$ 30 por até três anos nas atividades exploratórias. “É possível dar continuidade a essa produção ao custo da extração em torno de US$ 25 o barril. O problema é quando acabar este estoque e você tiver que investir novamente”.

Apesar de o petróleo do pré-sal continuar competitivo – segundo o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine – e a empresa poder conter com a alta produtividade, são os novos investimentos que podem gerar impacto no longo prazo.

Resta a dúvida: o pré-sal tem futuro?

Para o advogado e mestre em Economia do Petróleo pelo Instituto Francês do Petróleo Jean Paul Prates, que já foi secretário de Estado de Energia do Rio Grande do Norte, dirige o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) e as consultorias CRN-Bio e Expetro, o pré-sal tem futuro e a Petrobras pode reverter sua imagem manchada pela corrupção devido à alta capacidade operacional.

ÉPOCA – O pré-sal tem futuro?
Jean-Paul Prates –
Se o mundo implementar o carro elétrico daqui a 120 dias, o pré-sal não tem futuro. Em 1986, o mundo viveu um contrachoque de petróleo. O preço caiu para o que seria o equivalente a US$ 15 hoje, o preço mais baixo da história. O diretor da Petrobras na época, João Carlos de Luca, tomou a decisão de continuar a exploração em águas profundas. Muitos naquele período falaram que ele daria “com os burros n’água”, em função do custo, três vezes maior que o preço. Poucos anos depois, a Petrobras estava ganhando prêmios de grande produtora do mundo. Não se pensa em petróleo a curto prazo. É claro que não estamos na melhor época. Só que o petróleo não tem isso de você olhar para uma fotografia. O pré-sal foi descoberto em 2006 e vai gerar produção até 2036, quem sabe 2046. Quando uma empresa de petróleo compõe seu portfólio, ela não pensa em três anos, ela pensa em uma curva de produção e de custos ao longo de 30 ou 40 anos. A opção ao pré-sal seria depender de petróleo importado. Não queremos voltar para isso. Não faz absolutamente nenhum sentido. Não existe uma pessoa com o mínimo de experiência no setor de petróleo que possa decretar a inviabilidade de uma província petrolífera como o pré-sal com base em um horizonte de dois ou três anos de preço baixo.

ÉPOCA – Como os ganhos de eficiência em fontes de energias renováveis afetam a perspectiva do pré-sal?
Prates –
A concorrência não inviabiliza o pré-sal. Ainda não há um substituto direto para o diesel e para a petroquímica.

ÉPOCA – Qual o impacto do preço atual do petróleo nos novos investimentos do pré-sal? Ele trará consequências a longo prazo?
Prates –
O preço atual inibe o investimento mais especulativo, de curto prazo. A queda global do preço, que deixa investidores de petróleo receosos. O que vale para Petrobras, vale para a Shell, para Chevron, para todas. A Petrobras tem um desafio a mais que é o de recuperar a credibilidade de governança, relacionada aos escândalos de corrupção e à publicação de um balanço com dados pouco confiáveis.

ÉPOCA – A gestão na descoberta do pré-sal foi correta?
Prates –
Quando um país chega à autossuficiência, existe um dilema: me dedico a ser um exportador de petróleo ou seguro meu ritmo de produção, para guardar o petróleo embaixo da terra? O Brasil decidiu em 2006 que não queria ser uma coisa, nem a outra. Não poderíamos desacelerar a produção de petróleo porque ela gera emprego, renda e nacionaliza a indústria. Também não poderíamos virar um exportador em larga escala, como a Nigéria ou a Arábia Saudita, porque queríamos investir no parque do refino. Ser um exportador de petróleo in natura não foi o objetivo nos governos FHC, Lula ou Dilma. As diretrizes em relação ao que fazer com a autossuficiência foram corretas. Por isso surgiram aqueles projetos das refinarias do Nordeste, que acabaram se deteriorando na questão da política e da corrupção. Ter uma refinaria em Pasadena também fazia sentido, pois está dentro do coração da distribuição de produtos derivados dos Estados Unidos. Comprar refinaria no Japão foi outra decisão acertada. O Japão era altamente importador de produto derivado. A implementação em alguns casos foi desastrosa, mas os planos eram bons.

ÉPOCA – Se deram errado em alguns casos, qual a saída hoje?
Prates –
Em 2015, o Brasil, por retração de consumo em função da recessão, diminuiu o consumo e aumentou a produção de petróleo. Assim, atingimos a autossuficiência, as trocas de importação e exportação se igualaram. Em 2016 e 2017, é hora de reafirmar esses objetivos ou rever tudo. A Petrobras tem na sua base uma ótima capacidade operacional, que envolve recursos humanos, técnica e ativos. Nesse aspecto, a Petrobras não teve baixa, não teve acidente grave, refinaria que explodiu, acidente de segurança, perda de produção ou diáspora técnica. A queda do valor do petróleo e a crise de confiança decorrente da operação Lava Jato não abalam os fundamentos da empresa. Os investidores têm que pensar no futuro: “a empresa passou por um problema, ele foi diagnosticado, quem precisou ser preso foi preso, o dinheiro foi recuperado e ela é muito boa tecnologicamente, vale a pena investir de novo”.

ÉPOCA – Qual o custo estimado de um barril de petróleo do pré-sal? A Petrobras divulga que apenas a extração, sem a participação da companhia, é de US$ 8 por barril.
Prates –
Depende da semântica. Quando a empresa fala em custo de extração, ela desconta os custos de exploração e produção. Ela está dizendo que tirar o petróleo da plataforma, em cima do poço, custa US$ 8 por barril. O custo de achar o petróleo e de desenvolver o campo é mais alto. Dizem que o custo total médio é de US$ 30 ou US$ 35. Quando começou a exploração do pré-sal, esse custo ficava entre US$ 50 e US$ 55. Não ficarei surpreso se o custo total baixar de US$ 20 daqui a três anos.

ÉPOCA – Qual a perspectiva do preço do petróleo?
Prates –
Se não houver um desastre mundial ou político a ponto de parar a produção do Irã e da Arábia Saudita, deve ficar em torno de US$ 60. Essa é uma razão por que não dá para ter histeria em relação ao pré-sal diante do baixo preço do petróleo. Haveria razão para histeria se a gente passasse a usar um substituto direto para o petróleo em menos de 180 dias. Aí, seria para desesperar todo mundo.

Para o ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e atual sócio-diretor da DZ Negócios com Energia, David Zylbersztajn, se depender do momento atual, a promessa de futuro virou só promessa.

Fonte: Época | Paula Soprana

Para conferir a matéria na íntegra, clique aqui.

Link da entrevista com Jean-Paul Prates, aqui.

Rio Grande do Norte lidera segmento eólico com a geração de 2,4 gigawatts de energia. (Foto: Adriano Abreu)

Eólicas vão abrir 35 mil vagas no RN

Na contramão das demissões em massa em diversos setores da economia, os empreendimentos de energia eólica no Rio Grande do Norte devem gerar 35 mil novos empregos até 2019, em toda a cadeia produtiva.  Os dados são do departamento de pesquisas do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). Os cálculos têm como base a geração de 15 postos de trabalho para cada 1 megawatts instalado e a previsão de 2,3 gigawatts em projetos já contratados para os próximos três anos, com R$ 3 bilhões em investimentos neste período.

Para 2016, explica o diretor do Cerne, Jean-Paul Prates, a estimativa é de 10 mil novos empregos diretos e indiretos na construção dos parques e nos setores do comércio e serviços presentes nas regiões do entorno das novas usinas. O potencial de geração de empregos do setor de energias renováveis, avalia Prates, é característico dos setores regulados, com a realização de leilões, projetos contratados e prazos a cumprir.

“Isso acaba gerando uma reserva de novos empregos em períodos de crise porque há investimentos definidos e já aprazados”, afirma. “E mais: um terço do investimento em parque eólico é gasto na economia local. Se temos projetados R$ 3 bilhões em três anos, ao final, a circulação na economia deve somar cerca de R$ 1 bilhão”, calcula.

Os novos parques serão erguidos na região do Mato Grande, Litoral Norte, onde já há geração, e nas chamadas “áreas de expansão da fronteira eólica”  compreendidas em Serra de Santana e municípios da região  Central, como Pendências, Jandaíra e Lajes.

Em todo o país, a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica) prevê  50 mil postos de trabalho na cadeia produtiva para com R$ 20 bilhões, somente este ano, em investimentos para 1.754 parques eólicos. No ano passado, foram gerados 40 mil empregos em toda cadeia.

O potencial de geração de empregos abrange a demanda global da cadeia produtiva da indústria eólica, explica a diretora executiva da Abeólica, Elbia Gannoum. Os postos estão na fabricação de torres, pás, aerogeradores, obras da construção civil, fornecimento de insumos,  manutenção e operação, até a abertura de novos negócios em hotelaria, restaurantes, comércio e prestação de serviços jurídicos, saúde nas cidades onde as usinas são instaladas.

“Como o RN é o principal gerador de energia eólica, o Estado é responsável por maior parte destes investimentos e por gerar o maior número de empregos, não apenas no Estado, mas na indústria eólica”, analisa a diretora executiva da Abeeólica, Elbia Gannoum.

O Rio Grande do Norte lidera o segmento com a geração de  2,4 gigawatts – a maior capacidade instalada de energia gerada por parques eólicos e a maior quantidade de turbinas eólicas em atividade. São 181 parques eólicos, dos quais 87 em operação, 29 em construção e 65 contratados.

Fonte: Tribuna do Norte | Sara Vasconcelos

Navio-plataforma da Petrobras em atividade na Bacia de Santos: produção de petróleo subiu 7,5% em 2015. (Foto:Navio-plataforma da Petrobras em atividade na Bacia de Santos: produção de petróleo subiu 7,5% em 2015. (Foto: Agência Petroleo)

Brasil retoma autossuficiência em petróleo

O Brasil reconquistou a chamada “autossuficiência volumétrica” de petróleo. Na média diária de janeiro a novembro de 2015, o país produziu 2,578 milhões de barris de óleo bruto. No mesmo período, o consumo de derivados somou 2,224 milhões de barris, resultando em um superávit de 354 mil barris diários.

Dois fatores contribuíram para esse excedente. Pelo lado da oferta, a produção de petróleo cresceu 7,5% em relação à média diária de 2014, com avanço da Petrobras e das petroleiras privadas. Pelo lado da demanda, a recessão deprimiu o consumo, que baixou 7,7%, na primeira queda anual desde 2003.

Os dados foram levantados pela Gazeta do Povo na base de dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e estão expressos em barris equivalentes de petróleo (bep). A oferta de petróleo inclui líquido de gás natural (LGN) e a estimativa de demanda teve como base o consumo aparente (produção mais importações menos exportações) de 13 derivados.

Conquista simbólica

O efeito da retomada da autossuficiência tende a ser mais simbólico que prático. Uma vez que o parque de refino não dá conta da demanda local por combustíveis e ainda depende de uma fração de petróleo estrangeiro, mais leve, o país continuará importando óleo bruto e derivados, principalmente diesel.

Sem títuloNo início de 2014, antes de cancelar projetos de duas refinarias e adiar etapas de outras duas, a Petrobras esperava alcançar até 2020 o que chamou de “autossuficiência de derivados”, com o refino local suprindo todo o mercado interno. Hoje a meta parece improvável.

Segundo o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, quando o país voltar a crescer as importações vão aumentar, ao passo que as incertezas geradas pela queda das cotações do barril e pela suspensão de investimentos ameaçam a expansão da produção de petróleo. Essa combinação pode levar o Brasil de volta ao déficit. A condição de autossuficiente, mantida entre 2005 e 2012, foi perdida na sequência em meio a um cenário de disparada das importações e estagnação da produção.

Alheia a déficits e superávits, a política de preços da Petrobras segue seu próprio caminho. Entre 2011 e 2014, a empresa subsidiou gasolina e diesel para ajudar o governo a conter a inflação. Hoje, com o barril mais barato e a balança comercial mais confortável, a estatal mantém altos os preços dos combustíveis.

Sem títuloIndústria ameaçada

Enquanto isso, a cadeia de fornecedores tem quebradeira e demissões em massa. Com dificuldades de caixa e sob os efeitos da operação Lava Jato, a Petrobras cancelou ou adiou projetos. E as petroleiras privadas investem pouco porque o desenvolvimento de novos campos minguou depois que governo passou cinco anos sem leiloar blocos de exploração, entre 2008 e 2013.

Para Jean Paul Prates, diretor da consultoria Expetro e presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), a autossuficiência não pode ser um objetivo em si mesmo.

“É importante do ponto de vista da segurança energética, mas não adianta produzir por produzir. Por motivos econômicos e sociais, é preciso manter em atividade essa indústria”, diz.

Confortável com as reservas gigantescas do pré-sal, o país precisa “promover melhor” a exploração de áreas convencionais, avalia Prates. “Com a Petrobras ou outras empresas, temos de manter atividade em terra, em águas rasas, na selva, no sertão do Nordeste, estudar o gás de xisto”, defende.

Queda do barril e crise melhoram balança comercial

A queda das cotações do petróleo e a recessão melhoraram a balança comercial do setor. Embora as exportações de óleo e derivados tenham diminuído 34% no ano passado, as importações caíram ainda mais, cerca de 47%. Com isso, o déficit da “conta petróleo”, que havia chegado ao recorde de US$ 20,4 bilhões em 2013, caiu a US$ 5,7 bilhões em 2015.

Edmar de Almeida, pesquisador do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, não descarta que a conta petróleo se equilibre em breve – o que, para ele, é mais relevante que a “autossuficiência volumétrica”.

“A questão é se a Petrobras terá condições de manter esse equilíbrio. Isso exige investimento em refinarias, mas ela não tem recursos, e ampliação da produção de petróleo, em dúvida com a queda do barril”, diz. (FJ)

Nem tão autossuficiente

O Brasil retomou a “autossuficiência volumétrica” de petróleo. Mas as limitações do parque de refino fazem com que a produção local de derivados continue abaixo da demanda por esses produtos.

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Dados de 2015: média diária de janeiro a novembro
1 Inclui Líquido de Gás Natural (LGN). Composto de GLP e gasolina natural, o LGN equivale, nas refinarias, a um petróleo leve.
2 Asfalto, Coque, Gasolina A, Gasolina de Aviação, GLP, Lubrificante, Nafta, Óleo Combustível, Óleo Diesel, Parafina, Querosene de Aviação, Querosene Iluminante, Solvente.
Fonte: ANP

Fonte: Gazeta do Povo | Fernando Jasper

Foto: economico.sapo.pt

EDP Renováveis aumentou produção em 8% em 2015

No relatório de produção e capacidade do primeiro semestre de 2015, enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP Renováveis afirma que produziu mais 1.625 GWh no ano passado além dos 19.763 Gwh produzidos em 2014.

“O aumento da produção beneficia das adições de capacidade nos últimos 12 meses assim como do fator de utilização de 29% (contra 30% em 2014). Numa base trimestral, o fator de utilização no quatro trimestre foi de 32%, estável quando comparado com o mesmo trimestre de 2014”, lê-se no relatório.

Em 2015, afirma a empresa, as operações da EDP Renováveis na Europa e na América do Norte geraram 47% e 52%, respetivamente, do total da produção.

Na Europa, a geração da EDP Renováveis aumentou 8% quando comparado com 2014 para 10,1 terawatt hora (TWh), “suportada pelo aumento de 29% da produção no resto da Europa, no seguimento das adições de capacidade e do forte recurso eólico, e pelo aumento de 21% da produção em Portugal”.

Na América do Norte, “a geração da EDP Renováveis totalizou 11,1 TWh (mais 9% quando comparado com o período homólogo), espelhando o efeito positivo das adições de capacidade e suportado pelo recurso eólico acima da média no 4T15. No Brasil, a produção da EDP Renováveis decresceu 6% devido ao menor recurso eólico”.

Durante 2015, foram concluídos três parques eólicos nos EUA, num total de 0,4 gigawatts (GW): Waverly (no Kansas), Arbuckle (em Oklahoma) e Rising Tree North (na Califórnia). Na Europa, foram adicionais mais 0,7 GW, em Portugal, na Polónia, em França e em Itália.

Em dezembro do ano passado, a EDP Renováveis tinha 344 megawatts (MW) de energia eólica `onshore` (na costa) em fase de construção: No México estavam em fase de construção 200 MW relativos ao primeiro parque eólico da empresa no país, no Brasil estavam em construção 120 MW referentes ao projeto Baixa do Feijão, e em França mais 24 MW.

Fonte: RTP Notícias

Foto: maringa.odiario.com

BNDES aprova R$ 300 milhões em financiamento para parque eólico no RN

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) obteve novo financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 300 milhões, para o complexo eólico Brisa Potiguar.

Com capacidade instalada de 183,6 megawatts (MW), o complexo construído no Rio Grande do Norte está em operação comercial desde outubro de 2015.

A Copel fará uma emissão privada de debêntures, a serem subscritas pelo BNDES e BNDESPar, braço de participações do banco de fomento. As debêntures serão dividas em duas séries, sendo uma atrelada à TJLP e a outra ao IPCA.

A operação segue as características da linha de financiamento a empreendimentos Finem, com prazo de 16 anos, carência de seis meses e amortização mensal.

“Esta parceria reflete a capacidade da companhia em obter recursos e reafirma o compromisso do seu programa de investimentos”, afirma a Copel, em comunicado.

Fonte: Valor Econômico | Thais Carrança

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Balanço: Geração distribuída chega a 1.731 conexões em 2015

A geração distribuída fechou o ano de 2015 com 1.731 conexões e uma potência instalada de 16,5 MW, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica. Em comparação com 2014, quando existiam 424 conexões, houve um aumento de 308%. Em outubro do ano passado, a Aneel já havia registrado 1.000 adesões de consumidores, número que foi ampliado em dois meses.

A fonte mais utilizada pelos consumidores continua sendo a solar, com 1.675 adesões e 13,3 MW de potência instalada, seguida da eólica, com 33 instalações e 121 kW. Existem ainda, segundo a Aneel, 14 projetos híbridos de solar e eólica, que totalizam 281 kW; seis de biogás, com 951 kW; dois de hidráulica, com 829 kW; e um a biomassa, com 1 MW de potência instalada.

Atualmente, o estado que possui mais micro e minigeradores é Minas Gerais, com 333 conexões. O Rio de Janeiro vem em seguida, com 203 conexões, e em terceiro lugar está o estado do Rio Grande do Sul, com 186 conexões. Os dados da agência mostram ainda que entre as classes de consumo, a residencial é expressivamente a que mais utiliza a micro e minigeração.

Fonte: Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Consumidor

Foto: THIWS GEOTECNOLOGIA

Campus central do IFRN começa a produzir energia solar

Em busca de fonte alternativa de energia e, consequentemente, preocupado com a sustentabilidade, o Campus Natal Central começou a produção de energia solar nesta segunda-feira, dia 18.  Os geradores fotovoltaicos, que totalizam 825 painéis solares, divididos em dois geradores – um com 480 e outro com 345, ocupam aproximadamente 1.290m² e estão instalados sobre o teto dos blocos das salas de aula.

Estima-se que serão gerados 26.200kWh mensalmente, suprindo cerca de 11% do consumo, o que representa uma economia de R$ 116,3 mil anual para o Campus, como também uma redução de 28 toneladas na  emissão de CO2/ano.

De acordo com Franclin Róbias, engenheiro eletricista do IFRN, inicialmente, a energia gerada atenderá os condicionadores de ar dos blocos de aulas e o Data Center do Instituto. A energia restante será distribuída para as demais cargas elétricas ou irá para a rede de distribuição da Companhia de Energética do Rio Grande do Norte (COSERN). Nesse último caso, o medidor da subestação  registrará a energia fornecida para a rede externa e será descontada na fatura do Campus, gerando mais uma economia.

“O projeto, além der gerar economia e ser exemplo do uso de energia limpa, vai proporcionar aos alunos e professores o acompanhamento do seu funcionamento – inicialmente os do curso de Eletrotécnica, futuramente de Engenharia de Energia e de Informática”, observa o diretor de Administração do campus, Francisco Antonio de Pontes, que finaliza: “Nossa meta é ampliar a produção e nos próximos quatro anos chegar a 50% da energia consumida no campus”.

Outros 6 campi (Canguaretama, São Paulo do Potengi, Ceará-Mirim, Currais Novos, Parelhas e São Gonçalo) e a Reitoria do IFRN já possuem usina de energia solar. Os planos são que, em breve, os campi Pau dos Ferros, Caicó, João Câmara e Lajes também passem a contar com suas usinas. O Instituto foi a primeira instituição pública brasileira a usar micro e minigeradores conectados à rede de distribuição de energia elétrica, conforme Resolução Normativa 482/ANEEL.

Fonte: IFRN

Foto: www.revistaecoenergia.com.br

Investidores em energia eólica estudam assumir linhas da Abengoa

Investidores em energia eólica no Brasil avaliam a possibilidade de assumir a construção de parte das linhas de transmissão que estavam a cargo da Abengoa, que paralisou todos projetos no país, para evitar terem usinas prejudicadas pela falta de conexão ao sistema.

Segundo três especialistas próximos ao assunto, a solução seria válida apenas para determinados projetos e provavelmente seria de interesse apenas de grandes grupos, como Renova e CPFL Renováveis, que podem perder receita se não tiverem linhas onde conectar suas usinas a partir da data estipulada em contrato para início da operação.

“Vários agentes geradores já estão se reunindo para ver se conseguem viabilizar (a proposta)… Isso pode dar certo para alguns casos. Não é uma solução generalizada, mas poderia atender algumas situações específicas”, afirmou o consultor Barne Laureano, da Laureano & Meirelles Engenharia.

Mesmo a geradora Casa dos Ventos, que não tem projetos imediatamente afetados, poderá se envolver no caso, mirando o potencial futuro das usinas que estuda implementar na região Nordeste.

“Como temos projetos nas áreas afetadas, nós nos dispusemos a eventualmente estudar ativos específicos (da Abengoa). Talvez isso passe por um consórcio, com transmissoras ou geradoras, para tentar dar uma solução”, afirmou à Reuters o diretor de Novos Negócios da Casa dos Ventos, Lucas Araripe.

O vice-presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), Lauro Fiúza Jr, confirmou que há uma busca dos empreendedores de meios para fazer frente à gravidade da situação.

“É real essa movimentação… Uma das soluções é as empresas que já estão no meio do caminho (com obras em andamento) se unirem para propor de fazer a conexão à rede”, explicou.

CONEXÃO

A Abeeólica estima que 1,5 gigawatt em usinas eólicas já licitadas seriam conectadas a linhas em construção pela Abengoa, que suspendeu as obras após sua matriz na Espanha entrar com pedido preliminar de recuperação judicial.

A ideia das geradoras é que, caso a saída em estudo seja vista como viável pelo regulador, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), elas possam escolher quais linhas ou subestações da Abengoa têm interesse em construir, assumindo a receita anual estabelecida para as obras em questão.

Segundo Laureano, o interesse das empresas não é necessariamente assumir os contratos de concessão da Abengoa, mas apenas as instalações minimamente necessárias para escoar a energia das usinas.

“Ele (investidor em eólicas) coloca, por exemplo, um transformador em uma subestação e passa a receber uma receita pelo investimento que fez. A Aneel poderia fazer uma resolução e transferir esse ativo para uma transmissora, e ele fica livre da operação e manutenção disso”, explicou.

Tanto Fiúza quanto Laureano defendem que será necessário tomar medidas que não estão previstas na regulação para viabilizar a geração das eólicas sem atrasos.

“O problema é muito sério e só medidas emergenciais e que passem por cima do processo (podem solucioná-lo)… Não dá pra ficar seguindo os trâmites normais”, apontou Fiúza.

Procuradas pela reportagem, Renova Energia e CPFL Renováveis não comentaram o assunto.

A Enel Green Power, que também tem usinas eólicas em instalação no Nordeste, afirmou que “não tem interesse em adquirir esses ativos (da Abengoa)”, mas confirmou que participou de reunião sobre o assunto por ser um dos investidores mais relevantes em energias renováveis no Brasil.

“Qualquer discussão sobre a rede de transmissão do país é relevante para o negócio e as operações locais da EGP”, afirmou em nota a companhia italiana.

A Abengoa informou, também em nota, que “está em contato permanente com as autoridades locais e em busca de uma solução para os empreendimentos em desenvolvimento no país”.

Segundo a companhia espanhola, os esforços estão concentrados na busca de uma saída que “permita retomar os projetos, minimizar impactos e alcançar uma solução adequada para todas as partes interessadas afetadas pela situação atual”

Fonte: Folha de São Paulo com informações da Reuters