Domingos Peixoto / Agência O Globo

Voltalia vai desenvolver parque eólico de 1,2 GW de capacidade no RN

A empresa francesa Voltalia, especializada em energias renováveis, anunciou nesta terça-feira (5) em comunicado que vai desenvolver uma série de parques eólicos no Brasil, dois meses depois de ganhar licitação pública. A companhia prevê “o desenvolvimento de um dos mais importantes clusters eólicos do Brasil, com uma capacidade potencial de 1,2 gigawatts a longo prazo”, equivalente a um reator nuclear.

Segundo a Voltalia, 183 megawatts (MW) dessa capacidade já estão em funcionamento, 99 MW estão em construção e 27 MW serão construídos. O projeto, chamado Serra Branca, está situado no Rio Grande do Norte. O parque vai incluir as usinas em operação Areia Branca (90 MW) e Vamcruz (93MW), que entrou em funcionamento em 22 de dezembro de 2015 com 31 turbinas de vento.

“Para conectar esse cluster à rede, a Voltalia construiu a partir de 2014 sua própria linha de distribuição (de eletricidade) de 52 quilômetros”, explicou a empresa em comunicado, segundo a agência.

Em novembro, a empresa francesa ganhou a licitação nacional para realizar o projeto da usina Vila Acre. Atualmente, a capacidade total da Voltalia instalada no Brasil é de 303 MW.

Fonte: O Globo

Foto: GE

Renova obtém liberação para operação comercial de 5 parques eólicos

A Renova Energia informou que foi publicado nesta terça-feira despacho da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), datado de 31 de dezembro, que determinou a liberação, a partir de 1º de janeiro, da operação comercial de cinco parques eólicos da companhia.

Com a entrada em operação destes parques, que somam 100,8 megawatts (MW) de capacidade instalada, fica concluída o começo de operação comercial dos nove parques eólicos da Renova que comercializaram energia em leilão de energia nova de 2011.

As demais unidades iniciaram operação em março de 2015.

Fonte: Valor Econômico | Thais Carrança

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Eólicas da Gestamp no RN são aprovadas como projetos prioritários

O Ministério de Minas e Energia aprovou na última quarta-feira, 30 de dezembro, as eólicas Macambira I, Macambira II, Cabeço Preto III, Cabeço Preto V, Cabeço Preto VI como projetos prioritários. As usinas que somam 115,4 MW ficam no estado do Rio Grande do Norte e são de propriedade da Gestamp. Após a aprovação, poderão emitir debêntures de infraestrutura.

O MME também aprovou como prioritários as eólicas Ventos do Parazinho, Potiguar e Esperança do Nordeste, que também ficam localizadas no Rio Grande do Norte.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas

Nos próximos anos, o resultado deverá ser ainda melhor, pois empreendimentos iniciados em 2015 estão obtendo fatores de capacidade cada vez mais altos. (Foto: Governo do RS)

Brasil sobe 5 posições em ranking mundial eólico

O Brasil subiu para a quarta posição no ranking mundial de expansão de potência na energia eólica em 2014. Também saltou cinco posições no ranking mundial de capacidade instalada. Agora, ocupa o 10º lugar em geração, tendo sido o 15º em 2013. Os dados integram o boletim “Energia Solar no Brasil e no Mundo – Ano de Referência – 2014”, produzido pelo Ministério de Minas e Energia.

Já no quesito eficiência, o Brasil está liderando a corrida mundial, conseguindo um fator de capacidade de 37% em 2014, uma vez e meia o indicador mundial. Nos próximos anos, o resultado deverá ser ainda melhor, pois empreendimentos iniciados em 2015 estão obtendo fatores de capacidade cada vez mais altos. Esse indicador vem aumentando significativamente em razão dos avanços tecnológicos em materiais e do porte das instalações das usinas geradoras de energia eólica.

O Brasil já contratou 16,6 Gigawatts (GW) de energia eólica em leilões, aí incluídos 1,4 GW  do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa). Desse montante, 6,9 GW já estavam em operação em novembro de 2015; 3,6 GW estavam em construção; e 6,2 GW em preparação.

No mundo, a Dinamarca apresenta a maior proporção de geração eólica em relação à geração total do país, de 41,4%. Em Portugal, a proporção é de 23,3%; na Irlanda, é de 20%; e na Espanha, de 19,1%. Nos demais países, a proporção fica abaixo de 10%.

No Brasil, em 2014, o  Ceará estava à frente, apresentando a maior proporção na geração eólica brasileira, de 30,9%, seguido pelo Rio Grande do Norte (30,8%) e Bahia (15,4%). Destaque-se o expressivo fator de capacidade instalada de geração do Ceará em 2014: 43,5%.

Expansão

A capacidade instalada eólica brasileira deverá chegar a 24 GW em 2024, conforme o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2024). O Nordeste vai ter 45% da sua energia gerada pelos ventos em 2024 (21 GW de fonte eólica). Considerando-se  também a energia solar, o indicador deverá chegar a 50%. A perspectiva é de que as fontes solar e eólica tornarão a região Nordeste exportadora de energia elétrica em dez anos, frente à situação de equilíbrio, verificada em 2014.

Fonte:  Portal Brasil, com informações do MME

energia-renovável

Energias renováveis vão continuar crescendo em 2016

As fontes de energia renováveis – como eólica e solar – continuarão crescendo na matriz energética brasileira e no Estado em 2016. Os ventos continuarão puxando a implantação de novos empreendimentos. Entre 2016 e 2019, a previsão é de que sejam instalados 10 mil megawatts (MW) de energia eólica em todo o Nordeste. Isso corresponde ao potencial de geração hidrelétrica que pode ser produzida em condições ideais pelas hidrelétricas da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). “Com as eólicas, o Nordeste está caminhando para ser exportador de energia”, diz o presidente da Kroma Energia, Rodrigo Mello.

Isso é bom para o consumidor porque vai melhorar a qualidade da energia que chega na casa dele, ocorrendo por exemplo menos apagões, e a região terá uma disponibilidade maior de uma energia sem depender das chuvas. Até hoje, a principal matéria-prima da energia gerada na região é a água do Rio São Francisco.

A energia solar começa a engatinhar. O presidente da Chesf, José Carlos Miranda Farias, diz que pretende investir, no futuro, em mais energia eólica e solar. Este mês, a empresa Kroma Energia vai começar a construir uma usina de geração solar na cidade na cidade de Flores, no Sertão do Pajeú. Será o segundo empreendimento desse tipo em Pernambuco. O primeiro foi o da Eneel Green Power inaugurado no ano passado com a capacidade instalada para gerar 11 megawatts (MW).

Em 2016, vai continuar crescendo a geração distribuída, aquela em que o sistema de produção de energia é pequeno e implantado onde ocorre o consumo, como por exemplo um sistema de geração solar no telhado de um escritório ou casa. “Muita gente vai implantar esses sistemas porque as tarifas de energia estão muito altas e vão continuar assim”, conta Rodrigo.

Segundo técnicos do setor, a expectativa é de que o próximo reajuste de energia da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) seja de 15% em 29 de abril próximo. Geralmente, o reajuste inclui a reposição da inflação – que nos últimos 12 meses ficou em 10,48% – e os erros cometidos pelo governo federal entre 2012 e 2015 que resultaram numa energia mais cara para todos os brasileiros.

E aí só para lembrar. Primeiro, o governo federal gastou a água das hidrelétricas quando se aproximava uma grande estiagem. Depois, acionou as térmicas que produzem uma energia mais cara. Tiveram que ser realizados empréstimos para socorrer as distribuidoras que ficaram sem energia contratada. Tudo isso continuará chegando na conta de 2016.

Fonte: Jornal do Commercio

Só quatro países desenvolvem módulos fotovoltaicos orgânicos; a unidade brasileira está no coração de Belo Horizonte. (Foto: Eco Desenvolvimento)

Minas terá a maior planta de energia solar da América Latina

Minas Gerais terá, nos próximos três anos, a maior planta de energia solar da América Latina em Pirapora, no norte do estado. A empresa Sunew, inaugurada há menos de dois meses na capital mineira, é a única do país – e das Américas – a produzir células fotovoltaicas em material flexível em vez de placas rígidas. A célula é o dispositivo que capta a luz do sol e a transforma em energia elétrica.

A espanhola Solatio Energia é a maior investidora em energia solar do país. No último leilão de energia de reserva de 2015, realizado em novembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a empresa investiu R$ 600 milhões na ampliação da capacidade do projeto da usina geradora de Pirapora. Somando esse valor ao que já investiu antes, a Solatio terá aplicado no empreendimento, que deve começar a gerar energia em 2018, mais de R$ 1,3 bilhão. A usina de Pirapora atingiu, com esse crescimento, uma capacidade de produção de 240 megawatts (MW).

Outro investimento que pode ser feito em Minas é a instalação de uma usina de energia fotovoltaica. A Cemig divulgou em agosto interesse em investir R$ 4 bilhões no projeto. “A Efficientia (empresa da Cemig) atua em projetos de geração distribuídas com fotovoltaica, como os condomínios em associação com o grupo Algar, em Uberlândia, e, na UniverCemig, a viabilização da conexão de usina solares à rede de empresas vencedoras do leilão de energia renovável”, diz o presidente da Efficientia, Alexandre Heringer.

Minas Gerais foi o primeiro Estado a criar incentivos fiscais para a cadeia produtiva da energia solar.

Imposto

Além de ser a unidade da federação com maior número de usinas de micro e minigeração distribuída do país, Minas produz, nesse segmento, mais que o dobro do segundo colocado, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Mesmo assim, o governo do Estado ainda não aderiu ao convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que mantém benefícios fiscais à cadeia produtiva da energia solar. “Minas perdeu a dianteira do incentivo para os Estados que já assinaram o convênio que garante a isenção do ICMS”, afirma o diretor executivo da Absolar, Rodrigo Lopes Sauaia.

Minas Gerais foi o primeiro Estado a criar incentivos fiscais para a cadeia produtiva da energia solar. “Hoje só garante a isenção por um período, mas os outros Estados garantem isenção pelo tempo de vida útil da usina, ou seja, 25 anos”, afirma Rodrigo Sauaia.

“Estamos lutando com o (governador) Pimentel para que seja assinado o convênio”, afirmou o deputado estadual Gil Pereira (PP), presidente da comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Vazante

Ano que vem. Em 2016 já deve começar a operar a usina solar no município de Vazante (Noroeste de Minas), segundo Gil Pereira. No ano seguinte, a usina de Pirapora também começará a operar.

Partes do Estado recebem mais luz até que o Nordeste.

A quantidade de sol recebida (insolação) em algumas regiões de Minas Gerais é maior que nos Estados do Nordeste, segundo o presidente da Efficientia, empresa de eficiência energética da Cemig, Alexandre Heringer Lisboa. “A radiação solar de Minas Gerais mostra um grande potencial para a implantação de sistemas solares fotovoltaicos”, afirma.

Segundo o deputado estadual Gil Pereira (PP), da comissão de Minas e Energia, a estrutura no entorno das usinas é fundamental. “Uma vantagem de Pirapora é que lá as linhas de transmissão já existem”, avalia. A Solatio, espanhola responsável pela usina de Pirapora, destaca a geografia, os diferenciais logísticos e a acessibilidade como fatores estratégicos na definição por investir no Estado.

Até teto de carro será gerador

A fachada de um prédio, o teto de um carro e a capa de um tablet irão se transformar em usinas geradoras de energia. Impossível? Não com a tecnologia desenvolvida pela empresa mineira Sunew. A Sunew desenvolve módulos fotovoltaicos orgânicos, um produto que, além do Brasil, só é feito na Alemanha, no Japão e na Coreia do Sul.

Flexíveis e leves, os painéis orgânicos (OPV) podem ser colocados onde as grandes e pesadas células fotovoltaicas não podem ser utilizadas. “O OPV não compete diretamente com o silício, ele é complementar”, explica o CEO da Sunew, Marcos Maciel. As aplicações do painel orgânico, porém, são mais amplas. “Uma célula de silício dura 25 anos; eu também consigo fabricar um produto com essa durabilidade, mas, dependendo do uso, não preciso. A capa de um tablet, por exemplo, não precisa de tanto tempo, e eu posso criar um material mais barato e menos durável”, explica Maciel.

Entre as vantagens também está o peso do OPV. “Enquanto uma célula de silício pesa 25 kg, o meu painel pesa 0,5 kg”, informa Maciel. “Por isso, posso desenvolver projetos, como estamos fazendo com a Fiat, para colocar painéis no teto dos carros”, conta. “Imagina deixar o carro no sol a uma temperatura de 30º. Se um ventilador ficar ligado, sendo alimentado pela energia solar, quando você voltar a temperatura dentro do carro vai estar muito mais amena”, explica.

Fonte: Terra

Parte dos trechos de transmissão deve ser repassada para geradores de usinas solares e eólicas.

Ministério vai fatiar leilão de linhas de transmissão para atrair investidor

Em novembro, o ministro do MME, Eduardo Braga, chegou a declarar que seria realizado, de uma só tacada, um leilão de transmissão com investimentos estimados em R$ 14 bilhões, praticamente todo o volume de investimento que os leilões do setor conseguiram captar ao longo de 2015. O cenário econômico, no entanto, fez Braga voltar atrás.

Um grupo de trabalho do ministério se concentra agora na reestruturação desse leilão. O objetivo, basicamente, é separar aquilo que realmente é prioridade e precisa ser ofertado, daquilo que não tem tanta emergência. Paralelamente, os trechos previstos na oferta serão redimensionados para que trechos menores sejam colocados à disposição do mercado. Dessa forma, o governo quer atrair investidores menores.

No conjunto das mudanças, porém, Braga afastou a possibilidade de rever a taxa de retorno desses projetos, a qual, segundo ele, tem alcançado patamares de 17%. “A taxa de remuneração de capital está adequada para o momento do custo financeiro que estamos vivendo. Você tem uma inflação de 10% e uma remuneração de 17%, são 7% líquidos de remuneração”, comentou o ministro.

Estratégia. Inicialmente, o ministério planejava licitar mais de R$ 30 bilhões em projetos de transmissão ao longo de 2016. Braga admite que o cenário não é favorável para que isso se confirme. “Diante dessa situação, nós estamos revendo o primeiro leilão de transmissão. Ele estava muito grande para a atual situação macroeconômica. Era muita coisa, estava muito alto. Era um ponto completamente fora da curva”, disse o ministro.

Braga lembrou que o setor vinha contratando uma média de R$ 10 bilhões por ano em projetos de linhas de transmissão. Em 2015, mesmo com todas as dificuldades, foram assinados contratos no valor de R$ 15 bilhões. “A projeção de 2016 era dobrar esse volume, porque teríamos de reforçar as linhas estruturantes apoiando grandes hidrelétricas e, ao mesmo, ter capilaridade em função da geração de renováveis e energia distribuída, mas essa conta não vai fechar se for desse jeito.”

Revisão. Segundo o ministro, a revisão dos projetos deverá repassar parte dos trechos de transmissão para geradores de usinas solares e eólicas. A ideia é que, em vez dessas usinas instalarem apenas um ponto de conexão até as redes, passem a levar sua geração efetivamente até os principais pontos de entrega, ou seja, elas passariam a fazer parte desses projetos e seriam remuneradas por eles.

“Boa parte dos leilões de eólica e solar vai ter de envolver a entrega de energia onde nós temos estruturas prontas. Eles têm de entregar energia para nós em determinado lugar, vão ter de trazer essa linha. Isso está em fase de elaboração, há um grupo de trabalho debruçado sobre isso”, disse o ministro.

Fonte: ANDRÉ BORGES | O ESTADO DE S. PAULO

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Governo remarca leilão A-5 para 31 de março de 2016

O Ministério de Minas e Energia publicou no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 21 de dezembro, a Portaria nº 542 alterando a data da realização do leilão A-5 para 31 de março de 2016. Essa é a segunda vez que o governo posterga o cronograma do certame – primeiramente previsto para 29 de janeiro e depois remarcado para 5 de fevereiro.
No leilão, serão negociados contratos com início de suprimento em 1° de janeiro de 2020, com prazos de 30 anos na modalidade por quantidade, para empreendimentos a partir de fonte hidrelétrica; 25 anos na modalidade por disponibilidade, para usinas termelétricas a carvão ou biomassa; e 20 anos na modalidade por disponibilidade, para empreendimentos de geração a gás natural em ciclo combinado e para usinas a partir de fonte eólica.
De acordo com o MME, as alterações de data foram motivadas “por pedidos dos interessados de ajuste de prazos para entrega de diversos documentos relacionados ao leilão, que tiveram prazo menor devido ao período de fim de ano”. O prazo para entrega de documentação para fins de cadastramento e habilitação técnica junto à Empresa de Pesquisa Energética é até as 12 horas do dia 30 de dezembro de 2015.
Segundo a nova redação, poderão participar do leilão A-5 os empreendimentos de geração que tenham obtido outorga licitada nos termos da Lei no 10.848, de 15 de março de 2004, ou de autorização, desde que não tenham entrado em operação comercial até 31 de março de 2015. Excepcionalmente, os empreendedores que pretenderem propor a inclusão de projetos termelétricos deverão protocolar na EPE, até as 12 horas do dia 1º de fevereiro de 2016, os documentos de comprovação da disponibilidade de combustível para a operação contínua.
Também exclusivamente para este certame, a EPE poderá habilitar tecnicamente os empreendimentos hidrelétricos para os quais não sejam apresentadas a Declaração de Reserva de Disponibilidade Hídrica – DRDH, emitida pelo órgão competente; ou a Licença emitida pelo órgão ambiental competente em conformidade com a legislação ambiental. A habilitação técnica será considerada condicional e perderá a validade na hipótese de os documentos previstos não serem protocolados na EPE até as 12 horas do dia 15 de fevereiro de 2016, ou se a documentação apresentada implicar alteração dos dados e das características técnicas do projeto habilitado.
A portaria posterga os seguintes prazos:
a) Apresentação de Licença Ambiental e Declaração de Reserva de Disponibilidade Hídrica – DRDH, para empreendimentos hidrelétricos: até o dia 15 de fevereiro de 2016;
b) Protocolo de documentos para comprovação da disponibilidade de combustível, para empreendimentos termelétricos: até o dia 1º de fevereiro de 2016.
c) Os agentes de distribuição deverão retificar ou ratificar as Declarações de Necessidades para o certame até o dia 16 de março.
Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Planejamento e Expansão
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Aneel libera operação comercial de complexos eólicos no Piauí e em Pernambuco

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou nesta sexta-feira, 18 de dezembro, o início da operação comercial dos complexos eólicos Ventos de Santa Joana e Ventos de Santo Onofre, que ficam localizadas no Piauí. Nas EOLs Ventos de Santo Onofre I, II e III, a Aneel autorizou 15 aerogeradores em cada parque, que totalizam 90 MW.  Nas EOLs Ventos de Santa Joana II, VI, VIII e XIV o aval também foi para 15 unidades em cada parque que juntas somam 120 MW.

A Aneel também liberou a operação comercial no complexo eólico Serra das Vacas, em Pernambuco. As EOLs Serra das Vacas I, II, III e IV tiveram 53 unidades liberadas, que somam 90,7 MW. Já a PCH Cantú 2, que fica em Nova Cantú e Laranjal, no Paraná, já pode operar em teste as unidades UG1, UG2 e UG3, que tem potência de 6 MW cada uma.

Fonte: Canal Energia

Rodrigo Sauaia - diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). (Foto: Junior Santos)

“O ano foi radiante para a energia solar e 2016 será acelerado”

Entrevista – Rodrigo Sauaia
diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar)

Fernando Domingo
Repórter

“Até 2024, a expectativa é que o setor (de energia solar fotovoltaica) tenha 7 gigawatts de projetos em operação. E, isto representará, mais ou menos, 4% da matriz energética brasileira”, garante o diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, ao ser indagado sobre a participação futura do segmento na geração de energia no Brasil. Tal estimativa, inclusive, demonstra um crescimento significativo, frente aos atuais 0,02% de potencia operando.

Em passagem por Natal esta semana, onde participou do Fórum Estadual de Energia do RN, Rodrigo Sauaia destacou, também, em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, o interesse do Rio Grande do Norte no setor solar fotovoltaico, com projetos em leilões de energia e a decisão do Governo Estadual em assinar o convênio ICMS 16-2015, que reduz o imposto para a energia da micro e minigeração, ainda não regulamentado. “É uma questão do Estado tomar a liderança, estabelecendo incentivos e reduzindo barreiras”, pontuou.

Ainda de acordo com ele, 2015 deve fechar como “um ano radiante” para o setor solar fotovoltaico. “A gente teve um crescimento na ordem de 300% para o segmento de micro e minigeração. E, ao mesmo tempo, nos projetos de grande porte, das usinas solares, onde tivemos um pouco mais de R$ 8 bilhões em contratações até 2018. Um investimento que vai ser concretizado e expressivo anti os R$ 4 bilhões do ano passado”, analisou.

Rodrigo Sauaia - diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). (Foto: Junior Santos)

Rodrigo Sauaia – diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). (Foto: Junior Santos)

Qual o balanço de 2015 para o setor de energia solar no Brasil?
Esse ano foi, sem sombra de dúvidas, um ano radiante para o setor solar fotovoltaico. Uma vez que a gente teve, ao longo de 2015, um crescimento da ordem de 300% para o segmento de micro e minigeração, de pequeno e médio porte instalado em residências, comércios e indústrias.  E, ao mesmo tempo, nos projetos de grande porte, das usinas solares fotovoltaicas, tivemos um pouco mais de R$ 8 bilhões em contratações até 2018. Um investimento que vai ser concretizado. Isto representa também um aumento expressivo ante os mais de R$ 4 bilhões do ano passado. De fato, foi um ano muito positivo para o setor.

O setor teve outros ganhos, além do financeiro?
A gente teve também esse ano a revisão, a atualização, da chamada resolução normativa 482, de 2012, da micro e minigeração, e que vai permitir, a partir de março de 2016, a criação de novos modelos de negócio, a participação de mais pessoas e empresas, usando energia solar fotovoltaica no seu dia a dia. Esse ano tivemos ainda, do ponto de vista global, um avanço muito importante para a fonte solar fotovoltaica que é o acordo climático da COP21, onde mais de 190 países se reuniram e pactuaram uma transição da economia mundial para uma economia de baixo carbono. Da qual a energia solar fotovoltaica certamente será parte integrante dessa solução.

O Rio Grande do Norte seguiu esta mesma linha de crescimento?
O Rio Grande do Norte começou a participar agora, e, teve projetos contratados no leilão de energia solar fotovoltaica recentemente realizado. Isso significa que até 2018 teremos aqui projetos de energia solar fotovoltaica em operação no Estado. Além disso, o Estado está entre as dez unidades federativas com maior investimento em micro e minigeração. E, o Governo Estadual já aderiu ao convênio ICMS 16-2015, reduzindo o imposto sobre a energia da micro e minigeração. Falta agora, no entanto, que o Governador assine e, digamos, formalize essa adesão, através de um decreto que precisa ser publicado em Diário Oficial. Essa é uma expectativa que o setor tem ainda para o curto prazo.

Em relação aos R$ 8 bilhões que estão contratados até 2018, não há riscos destes investimentos serem afetados pela atual conjuntura econômica do país?
Não. Os preços dos projetos que foram contratados neste ano, são considerados preços realistas. Eles já foram reajustados pela alta do dólar, então, o próprio Governo Federal tomou o cuidado de revisar o seu preço de contratação da energia e os empreendedores também estão bem conscientes do cenário atual da economia brasileira e dos cenários nos próximos anos. Eles mantiveram seus preços em patamares adequados para que estes projetos saiam do papel e sejam, de fato, construídos.

A conclusão dos projetos é exclusiva de quem contratou?
A responsabilidade é dos empreendedores. Então, não existe chance desse projeto não entrar em operação e os empreendedores terem algum benefício com isso. É o contrário. Se eles não tiverem, não cumprirem com a sua parte do contrato, eles seriam penalizados por isso.  Logo, é do melhor interesse dos empreendedores e do setor fazer com que estes projetos cheguem à conclusão. Se tornem realidade.

Apesar da situação econômica do país, com este crescimento, então, o impacto financeiro vai ser positivo?
Sim. O impacto vai ser positivo uma vez que a energia solar fotovoltaica vai entrar, substituindo energia termoelétrica a custos mais elevado, que são utilizados pelas nossas termoelétricas de apoio do sistema e que tem operado, praticamente, em período integral. Então, vamos ter um benefício econômico. Ao mesmo tempo, a gente vai ter um benefício ambiental, uma vez que o impacto e a emissão de gases e de material particulado no nosso país será reduzido. E um benefício social importante, através da geração de novos empregos e possibilidade de desenvolvimento de uma nova cadeia produtiva no Brasil, de equipamentos e produtos de energia solar fotovoltaica.

O quanto o setor já empregou até hoje? E ainda pode empregar com os novos investimentos?
Estes são números um pouco difíceis de se conseguir. Mas uma usina fotovoltaica, para cada megawatt instalado por ano, ela gera, praticamente, mil empregos diretos. Quanto a empregos indiretos eles chegam a ser 3x mais que os diretos gerados. Isso significa que é um dos setores de energia elétrica que mais emprega para cada megawatts instalado por ano.

Com o que foi contratado nos últimos leilões, quanto deve ser a geração futura de empregos?
Se vão ser, mais ou menos, dois mil megawatts instalados em 2017, que foram os projetos contratados em 2014 e 2015. E, para o último leilão agora, mais mil megawatts, a gente vai ter uma geração de empregos na ordem de 30 mil, no processo de instalação desses sistemas. Por isso mesmo, a Absolar recomenda ao Governo Federal que, no ano seguinte, faça mais um leilão. Para contratar projetos para 2018, complementando o volume contratado, que atualmente está em 1 gigawatt, para 2 gigawatts. E, faça leilões para 2019, permitindo planejar os empregos desse ano subsequente.

O retorno financeiro e a manutenção destes empregos, pela situação econômica do país, pode ser diminuído a curto prazo?
Ao mesmo tempo que tivemos no país uma alta do dólar, que impacta negativamente a competitividade da energia solar fotovoltaica, nós tivemos também um aumento muito elevado da tarifa de energia elétrica. Na média nacional, é mais ou menos 50% esse incremento. Por conta disso, o impacto acabou sendo positivo. A nossa fonte continua reduzindo preço dos equipamentos e aumentando a sua eficiência. Então, quando a gente compara 2014 e 2015, a energia solar fotovoltaica, na verdade, tornou-se mais competitiva.

Em entrevistas passadas, o Sr. Afirmou que o setor chegaria a representar 1% da matriz energética brasileira com os projetos contratados. Essa projeção continua?
Eu tenho projeções mais atualizadas e, até 2024, a nossa expectativa é que o setor tenha 7 gigawatts de projetos em operação. Já construídos e gerando energia para o país. E, isto representará, mais ou menos, 4% da matriz energética brasileira. Somado a isso, também teremos um número grande de sistemas de micro e minigeração, que vão contribuir para reduzir o consumo de energia elétrica nas cidades, através dessa geração local e em cima do ponto de consumo.

O Governo do RN adotou o convênio  ICMS 16-2015, mas, ele ainda não está em operação. Nos Estados que isto já ocorre, na prática, tem sido benéfico?
Em São Paulo, no Ceará, em Pernambuco e no Tocantins, esses convênios já foram ratificados, através de um decreto estadual.  Na prática, a população e as empresas são isentas do recolhimento de ICMS na micro e minigeração. Eles já não pagam mais imposto sobre o que eles geram em seu próprio telhado e compensam com seu consumo. E, é fundamental que o Rio Grande do Norte faça a mesma coisa, para que a população tenha acesso a este benefício.

A maior demanda potiguar de energia solar fotovoltaica ainda é de empresas. Quais os fatores para isto?
Na verdade, por volta de 70% de todos os sistemas instalados no país, de micro e minigeração, são residenciais. Em número de sistemas. Em termos de potência, as empresas ainda representam um volume importante porque tem uma demanda de energia maior, então, seus sistemas são maiores. Mas, vemos que há um interesse grande tanto da pessoa física, porque possuem a tarifa mais cara e onde compensa mais rápido gerar sua própria energia, quanto das empresas, porque buscam sempre competitividade e tem, muitas vezes, acessos a linhas de financiamentos mais adequadas. Cada uma tem o seu diferencial.

Assim como na Energia Eólica, tem se visto um alto investimento no Piauí e na Bahia, até nos próprios leilões, com o número de projetos contratados. O RN está ficando para trás?
De forma alguma. Na realidade, o Rio Grande do Norte ele entra agora, como um Estado interessado em desenvolver energia solar. Ainda é muito cedo para dizer quem é a liderança de energia solar fotovoltaica no Brasil. Na prática, todos os Estados que tiverem interesse em se tornar referência nesse segmento podem, porque esse é um recurso muito bem distribuído no país. Diferentemente de outras fontes onde o recursos é muito concentrado em determinadas regiões. Na solar, o Brasil inteiro pode desenvolver sistemas com grande potencial. Por isso, é mais uma questão do Governo Estadual tomar a liderança, estabelecendo incentivos e reduzindo bareiras para o desenvolvimento da tecnologia, como reduções tributárias, condições de financiamento adequadas, um programa estadual de fomento à geração distribuída e ainda dar o exemplo, instalando em seus prédios públicos, e ter condições de se tornar referência no setor.

No RN, a Absolar enxerga quais limitações?
Felizmente, para a energia solar fotovoltaica, os equipamentos são muito modulares e eles podem ser facilmente transportados. Isso é muito simples. Então, não existe uma complexidade logística. O que a gente ainda precisa avaliar e melhorar são algumas questões de incentivo, como já mencionei, a questão tributária, que é um gargalo,  e também um envolvimento maior dos órgãos de licenciamento ambiental, para os projetos de maior porte, para que seja realizado de uma forma profissional, mas, célere. Rápida. Para que isso não cause um aumento de custo ao empreendedores.

Para 2016, o que podemos esperar?
Esse foi um ano, de fato, muito importante para o setor, muito positivo. E, a nossa expectativa para 2016, na verdade, é que a micro e minigeração continue acelerando seu crescimento, o mesmo para a geração distribuída e na centralizada recomendamos que o Governo Federal promova dois leilões. Um para 2018 e outro para 2019. Com isso, acreditamos que seja possível contratar um volume da ordem de gigawatts.

Quem
Rodrigo Sauaia tem 31 anos  e é diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Formação
Graduação em Química pela USP, mestrado em Energias Renováveis no Reino Unido e na Suiça, e doutorado em Energias Renováveis, com foco em Engenharia de Materiais e Energia Solar Fotovoltaica, pela PUC-RS e pelo Instituto Grael Hoffen, da Alemanha.

Fórum
Sauaia também falou sobre o crescimento da energia solar no Brasil durante o  Fórum Estadual de Energia do RN, em que foram destaques, ainda, a expansão e os desafios da energia eólica em áreas como capacitação profissional e inovação tecnológica. O Fórum foi uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) e das Comissões de Energia e de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do RN e contou, entre outros, com o apoio do IBP, ABEEólica, Sebrae-RN, Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN – Seern, CTGás-ER e do Governo do Estado.

Fonte: Fernando Domingo | Tribuna do Norte