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Renováveis: estado não tem projetos arrematados

O leilão de energia nova A-4 realizado na manhã desta quarta-feira, 4, pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e que resultou na contratação de 39 novos empreendimentos de geração, com potência de 1.024 MW e um deságio médio de 59,07%, foi considerado um sucesso pelas autoridades governamentais. O certame, porém, não garantiu novos projetos para o Rio Grande do Norte.

“Estamos satisfeitos com o resultado”, disse o diretor da agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Tiago de Barros Correia, durante coletiva de imprensa para comentar os resultados do certame, destacando o fato de que foi possível fechar a contratação de toda a demanda indicada pelas distribuidoras com um “desconto expressivo”. A declaração foi ratificada pelo secretário Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo.

Eles salientaram que os preços acertados – da ordem de R$ 67,6/MWh na média para projetos de energia eólica e de R$ 118,07/MWh para energia solar, com deságio de 73,5% e 62%, respectivamente – também são competitivos e expressivos no mercado internacional, considerando valores da ordem de US$ 20/MWh a US$ 35/MWh.

Os executivos minimizaram um potencial impacto do cenário político tenso no certame, lembrando que o processo preparatório dos empreendedores para o leilão inicia-se com cinco a seis meses de antecedência, a partir de quando também são feitas as contas projetando os lances possíveis, enquanto a energia comercializada deve ser entregue daqui a quatro anos. Portanto, o cenário precisa considerar mudanças de governo e no cenário macroeconômico.

Ainda assim, para ele, a realização bem sucedida do leilão, no dia em que todos os olhos estavam voltados para uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo a possível prisão do ex-presidente Lula, mostrava “uma resiliência grande do setor elétrico”. “O setor aprendeu a confiar em instituições perenes”, disse, citando as entidades ligadas ao Ministério de Minas e Energia, incluindo a própria Aneel, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a CCEE, interfaces relacionadas à realização do leilão e posterior acompanhamento dos projetos.

Embora tenha salientado a redução dos preços observada no leilão, Correia disse não acreditar que os valores de energia eólica verificados possam ser considerados um novo valor médio para a fonte. Isso porque foram contratados 4 projetos de um mesmo proprietário.

Fonte: Tribuna do Norte

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