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RN cadastra usinas solares e PCH em leilão de energia de reserva

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 428 projetos para o 1º Leilão de Energia de Reserva. O leilão está marcado para 29 de julho. Ao todo, esses projetos representam oferta de 10.195 megawatts (MW) de potência instalada, distribuída entre 19 estados. O Rio Grande do Norte está na lista dos inscritos. Há 33 projetos de energia solar, com oferta de 960 MW, e uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), de 5 MW, cadastrados no estado.

Empreendimentos de energia solar fotovoltaica se destacaram no cadastramento, totalizando 9.210 MW da energia ofertada, em 295 projetos – considerando todos os estados. Também se cadastraram 73 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), com 889 MW, e 60 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), com 96 MW.

Do total referente à energia solar, 61 empreendimentos são na Bahia, somando 1.593 MW. O Estado do Piauí é o segundo maior em volume de energia solar ofertada, com 42 projetos e 1.430 MW; seguido por São Paulo, com 44 projetos e 1.328 MW. A EPE esclarece, no entanto, que todos esses projetos ainda terão de passar pela fase de habilitação para poderem participar do leilão.

A lista de projetos cadastrado foi divulgada uma semana após um outro leilão em que não havia fonte solar, mas em que as Pequenas Centrais Hidrelétricas foram destaque. O leilão contratou energia de 29 empreendimentos, com potência total de 278,471 MW e 158,1 MW médios de garantia física.  Vinte eram PCHs, sete termelétricas a biomassa e uma usina termelétrica a partir de gás natural em ciclo combinado.

Diferente do esperado por boa parte do mercado, não houve a comercialização de energia eólica, que respondia pela maior parte da energia habilitada para o certame. A lista de projetos aprovados incluía 693 de energia eólica, dos quais 174 estavam no Rio Grande do Norte e somavam 4.169 MW. O estado teve a segunda maior presença entre os estados, atrás da Bahia, com 246 eólicas e 5.979 MW.

Para o presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN e do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, há duas causas principais por trás do desempenho do setor eólico: “A desaceleração da demanda por energia e uma dinâmica para priorizar PCHs e usinas de biomassa, que, diante dos preços mais competitivos que as eólicas vinham atingindo nos últimos leilões, estavam encalhadas”.

Fonte: Tribuna do Norte | Agência Estado

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