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Turbinas eólicas inteligentes buscam gerar mais energia por giro

As fabricantes de turbinas eólicas gigantes têm esperanças de que técnicas de aprendizado de máquina possam recuperar parte do encanto do setor.

Apesar de os desenvolvedores terem investido US$ 1,1 trilhão em novos parques eólicos nos últimos 12 anos — ajudando a transformar o panorama global da energia com a energia renovável –, atualmente é destinada uma parcela maior de capital a novos sistemas solares. Além disso, os governos estão eliminando subsídios gradualmente, o que inclui programas dos EUA que ofereceram US$ 22 bilhões em incentivos fiscais para projetos de turbinas nos últimos 15 anos.

Para continuar sendo uma opção atrativa e de baixo custo para as empresas de serviços públicos, companhias como a Vestas Wind Systems e a Invenergy estão investindo em tecnologias para extrair mais eletricidade de cada rotação das hélices. A tarefa não é fácil. As turbinas modernas, com pás que se esticam por 137 metros pelo ar, já são capazes de girar mais rapidamente ou mais devagar para se ajustarem às constantes mudanças dos ventos. E estão cobertas de sensores e sistemas de controle para possibilitar ajustes rápidos.

Mas muitas delas ainda não são capazes de explorar plenamente os dados climáticos e operacionais em tempo real. Por exemplo, em parques eólicos com centenas de turbinas, a parede frontal das hélices cria o chamado efeito esteira, que reduz a eficiência das que estão atrás. A integração maior de cada unidade com o restante poderia ampliar a produção em até 15 por cento, segundo a WindWISDEM, uma startup de softwares para o setor eólico financiada pela firma de capital de risco YStrategies.

Máquinas ’aprendem’

“Uma máquina — em vez de depender apenas dos sensores de velocidade e da direção do vento em sua própria nacelle — poderia aprender a velocidade e a direção do vento que o atingirá em breve por meio das outras máquinas”, disse Paul Veers, engenheiro-chefe do Centro Nacional de Tecnologia Eólica do governo dos EUA, no Laboratório Nacional de Energia Renovável (NREL, na sigla em inglês). A maior parte da pesquisa do setor é focada “basicamente no mesmo tema”, disse Veers, “em olhar o parque como um todo em vez de permitir que cada máquina opere da melhor maneira possível”.

Serão necessárias inovações para a próxima fase de crescimento em energia eólica, que respondeu por um recorde de 6,3 por cento da eletricidade produzida nos EUA no ano passado. As empresas de serviços públicos estão exigindo que as fontes de energia renovável entreguem fluxos mais confiáveis às redes de transmissão. Assim, o setor tenta usar a análise de dados para diminuir a falta de eficiência dos sistemas existentes e prever melhor a quantidade de energia que podem fornecer aos consumidores antes que seja realmente necessário.

“A rede gosta de certeza”, disse Julia Attwood, analista da Bloomberg New Energy Finance. “Se as energias renováveis puderem ter mais certeza a respeito de sua produção, poderão fornecer mais energia, porque o operador da rede poderá incluir esse volume em sua programação para o dia.

Fonte: Bloomberg | Jim Efstathiou Jr. e Brian K. Sullivan.

Foto: i-Stockr/Getty Images

Quatro gigantes lideram mercado global de turbinas eólicas

No ano passado, desenvolvedores colocaram em operação 52 gigawatts no mundo

 Quatro gigantes lideram o mercado global de energia eólica. Juntas, a espanhola Siemens Gamesa, a dinamarquesa Vestas, a chinesa Goldwind e a norte-americana GE responderam por 53% das vendas de turbinas eólicas do setor no ano passado. Os dados são do relatório Global Wind Turbine Market Shares (Participações de Mercado Globais de Turbinas Eólicas), da Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

No ano passado, desenvolvedores colocaram em operação 52 gigawatts (GW). Considerando apenas as instalações em terra (onshore), quem lidera é a Vestas, com 7,7GW de turbinas em operação, o equivalente a uma participação de mercado global de 16%.

As estatísticas se baseiam no banco de dados global da BNEF sobre projetos eólicos de escala de serviços públicos e informações da indústria.

A Siemens Gamesa, formada em 2016 pela fusão do setor de energia eólica da gigante alemã de engenharia Siemens e da fabricante espanhola de turbinas Gamesa, ficou em segundo lugar em turbinas onshore, com 6.8 GW em operação. Sua participação de mercado aumentou em relação aos 11% que suas duas empresas antecessoras detinham em 2016, para 15% no ano passado.

A Goldwind registrou 5,4GW em operação, sendo que mais de 90% das turbinas fabricadas foram para projetos na própria China em 2017. O país é o principal mercado para o setor, instalando sozinho quase 19,5 GW no ano passado, quase o triplo dos projetos dos Estados Unidos.

Já a norte-americana GE instalou 4.9 GW, equivalentes a uma participação de mercado 10%.

Agora, em alto-mar, a Siemens Gamesa foi em disparado a maior fornecedora global, com 2,7 GW em instalações offshore. Essa vantagem marítima somada ao desempenho em terra coloca a espanhola no topo do ranking mundial de instalações de turbina eólica. Seu contrato mais recente inclui a implantação de 1 GW com o governo da Turquia. Confira a lista completa na tabela abaixo.

Fonte: Vanessa Barbosa | Época Negócios

Foto: Época

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Vestas fecha mais dois contratos de fornecimento de turbinas eólicas no Brasil

A fabricante dinamarquesa de turbinas eólicas Vestas Wind Power fechou mais dois contratos no Brasil, informou a companhia em comunicado na semana passada. A empresa vai fornecer e instalar 53 turbinas eólicas modelo V 110, de 2 MW cada, comprados pela francesa EDF Energias do Brasil para a segunda fase do parque eólico Ventos da Bahia (117 MW), em construção na região nordeste do Estado da Bahia. A entrega e o comissionamento das turbinas estão previstos para terceiro trimestre de 2018. Quando finalizada a implantação do parque, a Vestas contará com 700 MW instalados na Bahia.

Segundo o comunicado, os equipamentos serão produzidos no Brasil (na unidade de Fortaleza, Ceará) de acordo com as regras de conteúdo local exigidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O contrato firmado entre as empresas incluí o serviço de operação e manutenção das turbinas pelo período de 15 anos. “A EDF é um parceiro forte que escolhe a melhor e mais confiável tecnologia e a escolha da turbina V110-2.0 MW evidencia que a turbina tem um histórico inigualável. Estamos ansiosos para entregar o projeto e fortalecer a parceria com a EDF-EN “, disse Rogério Zampronha, Gerente Geral da Vestas Brasil.

A Vestas também assinou um contrato com a Gestamp para o fornecimento de 21 turbinas (V110- 2MW) para os parques eólicos Cabeço Vermelho 1 e 2 (42 MW), localizados no Rio Grande do Norte. O contrato incluí o fornecimento e instalação das turbinas, bem como a manutenção e operação por um período de 10 anos. As turbinas também vão ser produzidas no Brasil com previsão de entrega no quarto trimestre de 2017 e expectativa de comissionamento no segundo trimestre de 2018.

“A Gestamp tem sido um grande parceiro nestes anos e também o cliente Vestas que recebeu a primeira nacele produzida em nossa unidade no Ceará, certificada pela Finame II. Temos muita sorte em compartilhar com um cliente de alto nível como a Gestamp as nossas experiências, ideias de projetos e oportunidades “, disse Zamprona. A Vestas não informou os valores dos contratos. Com esses dois pedidos, a fabricante ultrapassa a marca de 1,5 GW no Brasil.

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Negócios e Empresas

 

fOTO: www.robsonpiresxerife.com

Rio Grande do Norte ultrapassa 1.500 turbinas eólicas em funcionamento

O Rio Grande do Norte ultrapassou a barreira de 1500 turbinas eólicas em operação comercial. O recorde foi alcançando na última sexta-feira (23) com a entrada em operação comercial do parque eólico Macambira II. O empreendimento é composto por 9 aerogeradores de 2 MW, somando um  total de 18 MW em potência instalada. O feito destaca, mais uma vez, o pioneirismo do estado frente as eólicas. Os dados são do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

A usina Macambira II, de propriedade da empresa espanhola Gestamp, encontra-se instalada no município de Lagoa Nova, na região da Serra de Santana. Com a  entrada em operação comercial do parque, o RN atinge o total de 1508 turbinas em funcionamento, provenientes de 106 parques eólicos e que juntos somam 2.8 GW em potência instalada em todo o Estado.

“Cerca de 80% da energia eólica de grande porte instalada no Brasil é proveniente do Nordeste, com o RN sendo o líder, tanto em potência instalada como em geração efetiva de eletricidade. O Estado detém também a maior matriz eólica estadual do país”, explica o Diretor Setorial de Engenharia e Infraestrutura Elétrica do CERNE, Milton Pinto.

Segundo o engenheiro, a tendência é de crescimento e novos recordes para o setor. “O Brasil se aproxima de quebrar a barreira dos 10 GW em potência instalada e o Rio Grande do Norte se aproxima de quebrar 3 GW. Ou seja, o estado potiguar responde por um terço das eólicas de todo o Brasil. Não é um feito qualquer”, conclui. Atualmente, o RN é o líder brasileiro em potência eólica instalada, seguido pelo estado da Bahia com 1.7 GW, e Rio Grande do Sul, com 1,5 GW.

Para efeitos comparativos, o RN sozinho tem mais de três vezes a potência eólica instalada de todos os outros oito países da América do Sul e ainda ultrapassa Japão e Nova Zelândia, além de países europeus como Áustria, Bélgica, Bulgária,Croácia, Republica Checa, Finlândia, Grécia, Hungria, Noruega,Suíça e Ucrânia.

Fonte CERNE/SEERN Press