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Presidente do SEERN se reúne com Desenvolvimento Econômico do Ceará

Encontro tratou de ações e parcerias entre a entidade e o Governo do Estado

O presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN) e Diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates, se reuniu na manhã desta terça-feira (01) em Fortaleza com lideranças do Estado do Ceará para discutir ações e parcerias entre as entidades setoriais e o Estado.

Dentre os pontos abordados na pauta, a mobilização do Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia) e do SEERN no sentido de reforçar os pleitos para realização do leilão de energia em 2017.

A reunião também tratou sobre a participação do Ceará no contexto do REATE – Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo em Terra – bem como a possibilidade de realização do próximo evento para discussão do programa em Fortaleza.

Ainda na ocasião, o Governo do Estado firmou apoio oficial ao evento All About Energy 2017, que este ano está em sua décima edição e será realizado entre os dias 04 a 06 de outubro na capital cearense. O evento é realizado pelo CERNE e a empresa All About Eventos e conta com patrocínio do SEERN.

Participaram da reunião o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, César Ribeiro, o presidente do Sindienergia, Benildo Aguiar, a Coordenadora de Relações Institucionais do CERNE, Neli Terra, e a diretora da empresa All About Eventos, Meiry Benevides.

Fonte: CERNE Press

Diretor do SINDIENERGIA/CE visita sede do SEERN

O Diretor de Geração Distribuída ​do Sindicato das Empresas de Energia do Ceará – SINDIENERGIA/CE, Ricardo Correia, esteve nesta quarta-feira (20) na sede do CERNE e do SEERN (Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN) para uma visita de cortesia, onde foi recebido pelo Presidente do SEERN e do CERNE, Jean-Paul Prates.

Os dois dirigentes conversaram sobre o desenvolvimento dos setores energéticos do Ceará e do Rio Grande do Norte, e sobre as sinergias existentes entre os processos de consolidação das indústrias eólica e solar nos dois estados. Também iniciaram os entendimentos sobre uma agenda comum de questões críticas para o desenvolvimento do ambiente de investimento e operação das empresas de geração centralizada na região Nordeste Setentrional.

Segundo Jean-Paul Prates, o Ceará e o Rio Grande do Norte são “sócios” da mesma bacia de ventos que é a mais rentável do mundo, com os melhores fatores de capacidade e o contexto operacional e logístico mais atrativo. “Não há fatores políticos ou fronteiras geográficas que mudem esta realidade que a natureza nos impõe. Por isso, não podemos deixar de trabalhar em parceria e criar cada vez mais condições adequadas para que o investimento nos nossos E​stados sejam rentáveis para os investidores e, ao mesmo tempo, benéficos para as sociedades locais e o meio ambiente”, complementou.

Para Ricardo Correia, o SEERN é uma referência importante pelos resultados já apresentados para as empresas geradoras e por ter conseguido integrar os interesses de cada segmento do setor energético. “Isso mostra que tanto as empresas geradoras quanto as prestadoras de serviço e demais elementos da cadeia produtiva do setor energético podem perfeitamente conviver numa mesma entidade forte e representativa”, explicou.

O SEERN e o SINDIENERGIA/CE deverão se reencontrar em maio, para nova agenda de discussões em Fortaleza. Na oportunidade, será consolidada também a parceria com o núcleo do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) no Ceará, que deverá contar com o apoio do SINDIENERGIA/CE.

Fonte: SEERN Press

Ceará é líder em microgeração de energia eólica no Brasil

O Ceará ocupa o primeiro lugar no mercado eólico brasileiro de geração distribuída, que é a geração elétrica realizada pelo próprio consumidor a partir de fontes renováveis ou de alta eficiência energética. Ao todo, são 20 unidades ou centrais geradoras eólicas com potência instalada de 56,1 KW (quilowatts), o que corresponde a 33,43% da potência instalada de geração distribuída no Brasil.

Essas usinas são chamadas de unidades de microgeração, ou seja, que têm potência instalada de até 75 KW. Os equipamentos estão localizados nos municípios de Fortaleza, Eusébio, Aquiraz, Maracanaú e Trairi, e a maioria deles tem uso residencial. De acordo com o secretário adjunto de Energia, Mineração e Telecomunicações da Seinfra, Renato Rolim, a expectativa é que  liderança do Ceará seja mantida e ampliada nos próximos anos com as novas regras da micro e minigeração distribuída que entraram em vigor no último dia primeiro de março.

As novas regras devem trazer ainda mais impacto no setor da microgeração fotovoltaica. “O sol favorece o Ceará. A nossa taxa de insolação é bem maior do que a dos estados do Sul e do Sudeste. Temos um insumo mais forte”, acrescenta Rolim. Hoje o estado ocupa a 13ª posição no mercado fotovoltaico de geração distribuída, sendo responsável por 1,99% da potência instalada nacional. São 63 unidades de microgeração, que possuem 370,6 KW de potência instalada. As unidades ou centrais estão localizadas nos municípios de Fortaleza, Aracati, Jaguaribe, Quixeramobim, Trairi, Aquiraz, Caucaia e Eusébio. A maioria é residencial, mas há unidades de uso comercial e industrial. Também existe uma unidade de minigeração, localizada no município de Tauá, que tem capacidade instalada de 1MW.

Novas regras

De acordo com as novidades da Resolução Normativa nº 482/2012 da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, define-se microgeração distribuída como sendo uma unidade ou central geradora com potência instalada de até 75 kW. Já minigeração distribuída se refere a unidade ou central geradora com potência acima de 75 KW e menor ou igual 5.000 kW (5 MW) para fontes renováveis, exceto fontes hídricas que são até 3 MW. Entre as mudanças, estão ainda a permissão do uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, o aumento do prazo de validade dos créditos de 36 para 60 meses e a possibilidade de instalação de geração distribuída em condomínios. A ANEEL criou ainda a figura da “geração compartilhada”, possibilitando que diversos interessados se unam em um consórcio ou em uma cooperativa, instalem uma micro ou minigeração distribuída e utilizem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Fonte: Governo do Estado de Ceará

Ceará vai gerar 14,7% da energia eólica do País

Em 2019, o Ceará vai responder por 14,7% de toda a energia eólica produzida no Brasil. Os números são de um estudo da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), de janeiro deste ano. A pesquisa mostra que, se contadas as usinas em construção e as que ainda não foram iniciadas, a previsão é de que a capacidade de geração eólica do Estado que era de 1.254,2 MW, em dezembro de 2015, alcance 2.579,2 MW nos próximos três anos. Um crescimento de 105% no período. O estudo foi apresentado no workshop Tributação e Energias Renováveis, que reuniu especialistas do setor na manhã de ontem em Fortaleza.

O potencial de expansão é ainda maior. Pelo acordo assinado na cúpula do clima de Paris, COP 21, o Brasil tem aumentar de 28% para 33% o uso de energia de fontes renováveis – eólica, solar, biomassa e biocombustíveis.

Hoje a produção cearense representa 16,1% da capacidade de geração eólica do Brasil. No quadro geral, a região Nordeste é responsável por 76,3% dos 7.793,5 MW de energia eólica em operação no Brasil.

Numeros-sobre-encargos-do-setor-eletricoA participação da energia eólica na matriz brasileira, no entanto, ainda é pequena. Apenas 5,5%, mas a tendência é de crescimento. Para se ter uma ideia, há cinco anos, a participação era de apenas 1%. Pelo Plano Decenal de Expansão de Energia, deve chegar a 24% em 2024. A participação da energia fotovoltaica, que hoje é praticamente zero, deve chegar a 7%.

Isso representa uma grande janela de oportunidade a ser explorada pelo Estado, afirma o presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis (CSRenováveis), Jurandir Picanço. “Todas as previsões indicam um forte crescimento da energia renováveis no horizonte de 2050”. Ele reforça que 85% da expansão planejada pelo Governo Federal está baseada em energias renováveis, sendo 49% para eólica.

Desafios

Os desafios, no entanto, continuam. Dentre estes, o de aumentar as linhas de transmissão. No Ceará, por exemplo, grandes áreas não podem ser exploradas porque não tem capacidade de escoamento. Picanço diz que, hoje, o Governo do Estado vem buscando soluções para superar gargalos, a exemplo do Plano Estadual de Energia e a criação de coordenadorias especializadas no monitoramento das obras. O objetivo é recuperar a liderança no setor eólico, que era do Ceará até 2012.

NÚMEROS

28%

é a participação de fontes renováveis  de energia no Brasil. Meta é chegar a 33%

Fonte: O Povo | Irna Cavalcante