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CPFL Renováveis inaugura sistemas de abastecimento de água no RN

Projeto Segurança Hídrica será entregue na próxima quarta-feira (25); iniciativa é uma das ações do Programa Raízes, com investimento social privado de R$ 1,7 milhão

Com o objetivo de promover o acesso e uso sustentável da água ao consumo humano e à produção em áreas rurais, a CPFL Renováveis anunciou que irá inaugurar na próxima quarta-feira, 25 de julho, três sistemas produtores de água nas comunidades campestres de Umburana, Queimadas e Florêncio José, no Rio Grande do Norte.

A iniciativa faz parte do Programa Raízes, um investimento social que visa impactar positivamente nas esferas sociais, ambientais e econômicas em regiões nos entornos dos empreendimentos da companhia. No caso do Projeto Segurança Hídrica, milhares de habitantes do semiárido serão beneficiados com ações que irão ampliar o acesso a água, através de um modelo que integra inovação tecnológica, fortalecimento de capacidades e gestão comunitária do recurso natural mais precioso para a vida.

Para Christiana Costa, gerente de Sustentabilidade Corporativa, Responsabilidade Social e Relações Governamentais da empresa, iniciativas como essas podem transformar vidas ao proporcionar retorno financeiro e autoestima. “Mesmo em locais urbanos, muitos não conhecem ou convivem com essas inovações. Portanto, é motivo de satisfação para nós prover esse benefício”, comentou.

Nesta etapa de inauguração, o foco será voltado para as três comunidades dos municípios de João Câmara e São Miguel do Gostoso, contemplando 273 famílias e cerca de 1.365 pessoas. Se for considerada a abrangência completa do projeto, os benefícios chegarão a 807 famílias, cerca de 3.230 pessoas ao todo, provenientes de nove comunidades.

Em Queimadas, por exemplo, o sistema será composto por uma rede de abastecimento com 9 km de extensão, recuperação de um poço profundo, reservatório de 60 m3, uma microusina solar de 3,24 kwp e um dessalinizador que filtrará 500 litros de água por hora. Cerca de 200 famílias, num total de 1.000 pessoas serão beneficiadas.

Em Umburana, por sua vez, 65 famílias serão contempladas com uma rede de abastecimento de 6 km de extensão. Ainda está prevista a recuperação de um poço profundo, um reservatório de 30 m3, uma microusina solar de 3,24 kwp e um dessalinizador que filtrará 250 litros de água por hora.

Já em Florêncio José, o sistema implantado prevê a recuperação do poço da comunidade, a instalação de um kit de irrigação para dois hectares e de uma bomba de 7,5 cv. Além disso, será instalada uma microusina solar de 3,24 Kwp.

Além das infraestruturas implantadas nas comunidades, o Programa Raízes tem atuado na capacitação de famílias para a gestão eficiente e sustentável dos recursos hídricos. Os investimentos somam mais de R$ 1,7 milhão e buscam manter o atendimento atual e para as futuras demandas, diante do crescimento esperado para as próximas décadas.

Fonte: Canal Energia

Foto: Uol

Aneel libera funcionamento de 10.500Kw para eólica Santa Mônica, no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou nesta segunda-feira (22) a entrada em operação comercial de mais cinco turbinas do parque eólico Santa Mônica, instalado no município de Touros, Rio Grande do Norte. São 10.500 kW agregados ao parque e que agora alcança a potência instalada de 29.400 kW.

No início de dezembro a CPFL Renováveis, empresa detentora da usina eólica, comemorou a marca de 2 GW de capacidade instalada no Brasil, com a entrada total em operação dos complexos eólicos Campo dos Ventos e São Benedito, também instalados no RN. O estado continua como líder isolado em potência instalada e geração de energia elétrica através dos ventos.

Fonte: SEERN Press

Foto: Divulgação/Gamesa

Complexos eólicos no RN atingem produção de 2 Gigawatts de energia limpa

Com 801,6 MegaWatts (MW) de capacidade instalada para produção de energia no Rio Grande do Norte, a CPFL Renováveis comemorou no estado, esta semana, a operação de 2 GW de energia limpa no Brasil. A marca foi alcançada graças à produção dos Complexos Eólicos Campos dos Ventos e São Benedito, localizados no interior do estado. Os dois atendem ao mercado livre, ou seja, não foram construídos para vender energia nos leilões anuais, realizados pelo governo federal.

Os nove parques que compõem os complexos ficam entre os municípios de João Câmara, Parazinho, São Miguel do Gostoso e Touros, no litoral Norte. As primeiras torres começaram a funcionar em março de 2016. Agora, a empresa alcançou o feito no aerogerador 85, dos 110 instalados. Os 2 GW de energia seriam suficientes para abastecer uma metrópole como Nova York, segundo afirma o presidente da empresa, Gustavo Sousa.

A produção dos dois complexos potiguares, apenas,  podem abastecer até 231 mil famílias com uma média de quatro pessoas, cada. A empresa tem pelo menos mais um projeto para o estado, mas depende das condições do próximo leilão do governo.

“A nossa capacidade principal instalada hoje, para projetos eólicos, é a do RN. É o estado que tem maior relevância para a gente em termos de capacidade. E quando a gente fala do portfólio em desenvolvimento, também é um dos estados que têm maior foco e atratividade”, afirma Sousa, sem revelar detalhes.

Apesar de prever pelo menos mais um complexo com cerca de 200 MW de capacidade, a empresa não tem boas perspectivas para o leilão de energia de reserva marcado para o próximo dia 19 de dezembro. Por enquanto, a CPFL Renováveis não possui nenhum novo projeto em construção ou contratado no RN.

A CPFL Renováveis é a maior empresa do setor no Brasil e na América Latina. Além dos empreendimentos eólicos, ela também possui uma usina de biomassa de cana de açúcar, em Baía Formosa, onde produz 40,0 MW. A capacidade instalada da matriz energética brasileira (contando com todas as fontes) é 161,0 GW. A produção da CPFL no RN representa 0,5% do total dessa matriz. Até 2020, o estado deverá se manter na liderança do ranking de maiores produtores brasileiros de energia eólica – atualmente é responsável por 3 GW de um total de 10 GW que essa matriz produz no país. No fim desta década, deverá ser ultrapassado pela Bahia, que já tem mais projetos contratados.

‘Linhões’ no meio do caminho da energia renovável do Brasil

A CPFL Renováveis atua com todas as fontes limpas no país e opera atualmente 540 MW em projetos de matriz solar. Os planos de ampliar esse tipo de investimento esbarra na dificuldade de conseguir estruturar financiamento e a precificação dos equipamentos em dólar. “É conseguir casar a estrutura do projeto com o risco que a gente está disposto assumir.

O risco cambial é um que a gente não pretende ter. Isso dificulta um pouco o projeto. À medida em que a gente tiver mais fornecedores trazendo fábricas para o Brasil, quem sabe a gente consegue viabilizar isso”, pondera o diretor de Novos Negócio da empresa,  Alessandro Gregori.

O leilão de energia do próximo dia 19 ainda é uma incógnita para os investidores do setor. Eles não estão muito otimistas. O governo federal excluiu o RN – o maior produtor – Bahia e Rio Grande do Sul por causa de atrasos em estruturas dos “linhões” de transmissão. Esses estados contavam, porém, com vários projetos de investidores que querem produzir neles. A CPFL Renováveis, por exemplo, conta com plano de produção de mais 200 MW no RN, que não poderá entrar na concorrência para vender energia de reserva ao governo.

“A restrição de conexão para essa região do Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará pode impactar e reduzir em muito a oferta desse leilão. Hoje nossos projetos são todos nessa região, a maior parte é no Nordeste. Tem escoamento sim. O problema são as condições de escoamento. Às vezes a linha está muito longe daquilo que pode ser o ideal”, assinala Alessandro Gregori.

O presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (Seern), Jean-Paul Prates considera que a exclusão do RN é “artificial” e que pode prejudicar inclusive a manutenção de empregos no setor, nos próximos anos. Isso ocorreu por causa de uma nota técnica que declarou que o estado não tinha nenhuma capacidade de conexão. Um dia após o cálculo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Operador Nacional do Sistema (ONS), a  Aneel resolveu um problema em uma das subestações de Assu e liberou 500 MW, disponíveis já a partir de 2017. Apesar disso, a decisão de exclusão foi mantida.

“A gente considerou que alguns investidores poderiam inscrever seus projetos assim mesmo e conectá-los com o Ceará, ou com outros lugares, e depois pedir a requalificação daquela conexão para um lugar no Rio Grande do Norte, uma vez que já foi solucionado o problema. Mas há alguns dias atrás, o governo mudou a regra e disse que não pode mais haver requalificação das conexões”, explicou.

“Deram outra cacetada no Rio grande do Norte. Nós já não podíamos participar teoricamente, e agora não podemos participar na prática. Fomos excluídos em dois atos. Isso é muito negativo”, acrescenta Prates.

Para o consultor, isso deve criar um “dente” na curva de crescimento da capacidade instalada, trazendo o reflexo em alguns anos, inclusive na manutenção dos 20 mil empregos que se estimam criados para execução de obras daqui a dois ou três anos. Prates afirma que o estado ainda tem muito potencial duas vezes maior que a atual capacidade instalada, considerando-se apenas produção onshore (em terra). “Isso baseado nas medições de hoje. Daqui a cinco anos, com melhores medições, esse potencial pode ser maior”, considera.

Apesar de ainda não ter uma visão clara do que deve acontecer no próximo leilão, Edgard Corrochano, diretor geral da Gamesa Brasil, fabricante de aerogeradores, considera que o governo vai comprar energia e por causa da demanda, mesmo com as restrições. Segundo ele, a perspectiva é de retomada de crescimento econômico a partir de 2018 ou 2019. Com isso, avalia, o Governo precisa garantir oferta de energia,

“Muito da garantia física que existe no Brasil está apenas no papel. Na realidade, muito dela não existe”, argumenta. Ele salienta que são necessários novos 3 GW de energia por ano. “A gente está confiante de que o governo vai comprar isso”.

CRESCIMENTO

A CPFL Renováveis se tornou a maior empresa do  mercado nacional em apenas seis anos, no setor eólico. Até 2011, ela não tinha nenhum projeto em operação. Além de novos, tirados do papel – chamados de greenfield – a empresa também comprou projetos em execução, cujos proprietários enfrentavam dificuldade. Da carteira de projetos, a empresa atualmente conta com dois terços em produtos desenvolvidos e um terço comprado já em operação.

Segundo o diretor de Novos Negócios da empresa, Alessandro Gregori Filho, são analisados os riscos políticos e de captação de financiamento que vão para o cálculo da taxa de retorno. Essa taxa define se o investimento e o risco envolvidos valem ou não à pena.

O diretor explicou que a empresa olha “com os mesmo olhos”, oportunidades de financiamento para projetos em operação ou greenfield.  Ele ressalta que apesar do momento da economia gerar muitos vendedores de projetos, a situação não é tão favorável devido às condições de financiamento, como juros mais elevados. “Tudo isso entra numa grande conta”, pontua.

Fonte: Igor Jácome | Novo Jornal

Bons Ventos

Eólicas entram em operação comercial no Rio Grande do Norte

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou a entrada em operação comercial de três turbinas de 2.100kW do parque eólico São Domingos, instalado no município de São Miguel do Gostoso. O parque é composto por 12 aerogeradores e a liberação para funcionamento somará 6.300 kW em potência instalada.

Também entrou em operação comercial um aerogerador de 2.100kW do parque  Ventos de São Benedito, instalado no mesmo município. Os dois empreendimentos são de propriedade da CPFL Renováveis.

Com estes novos aerogeradores em funcionamento, o Rio Grande do Norte fica cerca de 45MW para a quebra dos 3GW em potência eólica instalada.

Fonte: CERNE/SEERN Press

Foto: www.financista.com.br

Aneel libera 25MW em eólicas no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou nesta quinta-feira (23), a entrada em operação comercial de 12 aerogeradores do parque eólico Campo dos Ventos I, somando uma potência instalada de 25,2 MW. O empreendimento, de propriedade da CPFL Renováveis,  está instalado no município de João Câmara, no Rio grande do Norte.

Fonte: SEERN

Usina Eólica Formosa, da CPFL Renováveis, no Ceará. (Foto: José Wagner/Divulgação)

CPFL Renováveis reverte prejuízo e lucra R$ 82,643 milhões no 4º trimestre

A CPFL Renováveis reverteu o prejuízo de R$ 65,243 milhões do quarto trimestre de 2014 e lucrou R$ 82,643 milhões em igual trimestre deste ano. O desempenho no trimestre foi influenciado pelo ressarcimento do seguro da turbina da térmica a biomassa Bio Pedra (R$ 46,4 milhões), a repactuação do GSF (R$ 26,3 milhões), além de menores custos com GSF e compra de energia.

No ano, a empresa ainda registra prejuízo, mas com redução de 70,9% para R$ 48,717 milhões. O resultado foi afetado negativamente pelo cenário macroeconômico adverso e a consequente elevação das taxas de juros. O ebtida da companhia cresceu 50,9% no ano para R$ 1 bilhão e no trimestre, a alta foi de 77,7% para R$ 372,047 milhões.

A receita líquida da empresa cresceu 20,2% no ano para R$ 1,499 bilhão e no trimestre, 18,4% para R$ 437,427 milhões. Os investimentos aumentaram 135,3% para R$ 482 milhões no ano. No quarto trimestre, os aportes da empresa nos projetos subiram 331,1% para R$ 199,542 milhões.

A CPFL Renováveis fechou o ano com geração 35,2% acima de 2014 em 5.697 GWh. A capacidade instalada em operação encerrou 2015 em 1.802 MW, com alta de 1,6% sobre o ano anterior. A energia contratada somou 793 MW médios. O caixa da empresa fechou com R$ 1,3 bilhão em 2015.

Fonte: Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Investimentos e Finanças

Foto: www.revistaecoenergia.com.br

Investidores em energia eólica estudam assumir linhas da Abengoa

Investidores em energia eólica no Brasil avaliam a possibilidade de assumir a construção de parte das linhas de transmissão que estavam a cargo da Abengoa, que paralisou todos projetos no país, para evitar terem usinas prejudicadas pela falta de conexão ao sistema.

Segundo três especialistas próximos ao assunto, a solução seria válida apenas para determinados projetos e provavelmente seria de interesse apenas de grandes grupos, como Renova e CPFL Renováveis, que podem perder receita se não tiverem linhas onde conectar suas usinas a partir da data estipulada em contrato para início da operação.

“Vários agentes geradores já estão se reunindo para ver se conseguem viabilizar (a proposta)… Isso pode dar certo para alguns casos. Não é uma solução generalizada, mas poderia atender algumas situações específicas”, afirmou o consultor Barne Laureano, da Laureano & Meirelles Engenharia.

Mesmo a geradora Casa dos Ventos, que não tem projetos imediatamente afetados, poderá se envolver no caso, mirando o potencial futuro das usinas que estuda implementar na região Nordeste.

“Como temos projetos nas áreas afetadas, nós nos dispusemos a eventualmente estudar ativos específicos (da Abengoa). Talvez isso passe por um consórcio, com transmissoras ou geradoras, para tentar dar uma solução”, afirmou à Reuters o diretor de Novos Negócios da Casa dos Ventos, Lucas Araripe.

O vice-presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), Lauro Fiúza Jr, confirmou que há uma busca dos empreendedores de meios para fazer frente à gravidade da situação.

“É real essa movimentação… Uma das soluções é as empresas que já estão no meio do caminho (com obras em andamento) se unirem para propor de fazer a conexão à rede”, explicou.

CONEXÃO

A Abeeólica estima que 1,5 gigawatt em usinas eólicas já licitadas seriam conectadas a linhas em construção pela Abengoa, que suspendeu as obras após sua matriz na Espanha entrar com pedido preliminar de recuperação judicial.

A ideia das geradoras é que, caso a saída em estudo seja vista como viável pelo regulador, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), elas possam escolher quais linhas ou subestações da Abengoa têm interesse em construir, assumindo a receita anual estabelecida para as obras em questão.

Segundo Laureano, o interesse das empresas não é necessariamente assumir os contratos de concessão da Abengoa, mas apenas as instalações minimamente necessárias para escoar a energia das usinas.

“Ele (investidor em eólicas) coloca, por exemplo, um transformador em uma subestação e passa a receber uma receita pelo investimento que fez. A Aneel poderia fazer uma resolução e transferir esse ativo para uma transmissora, e ele fica livre da operação e manutenção disso”, explicou.

Tanto Fiúza quanto Laureano defendem que será necessário tomar medidas que não estão previstas na regulação para viabilizar a geração das eólicas sem atrasos.

“O problema é muito sério e só medidas emergenciais e que passem por cima do processo (podem solucioná-lo)… Não dá pra ficar seguindo os trâmites normais”, apontou Fiúza.

Procuradas pela reportagem, Renova Energia e CPFL Renováveis não comentaram o assunto.

A Enel Green Power, que também tem usinas eólicas em instalação no Nordeste, afirmou que “não tem interesse em adquirir esses ativos (da Abengoa)”, mas confirmou que participou de reunião sobre o assunto por ser um dos investidores mais relevantes em energias renováveis no Brasil.

“Qualquer discussão sobre a rede de transmissão do país é relevante para o negócio e as operações locais da EGP”, afirmou em nota a companhia italiana.

A Abengoa informou, também em nota, que “está em contato permanente com as autoridades locais e em busca de uma solução para os empreendimentos em desenvolvimento no país”.

Segundo a companhia espanhola, os esforços estão concentrados na busca de uma saída que “permita retomar os projetos, minimizar impactos e alcançar uma solução adequada para todas as partes interessadas afetadas pela situação atual”

Fonte: Folha de São Paulo com informações da Reuters