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Carga no SIN tem crescimento de 3% em outubro

A carga de energia do Sistema Interligado Nacional em outubro apresentou um crescimento de 3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo dados do Boletim Mensal de Carga do ONS, foram 66.349 MW médios. Com relação ao mês de setembro, verifica-se uma variação positiva de 1,7%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o SIN apresentou uma variação positiva de 1,1% em relação ao mesmo período anterior.

O destaque na comparação entre setembro de 2017 e 2016 ficou com o Nordeste, que apresentou aumento de 5,5%, passando a 10.807 MW médios. Já o maior submercado do país, o Sudeste/Centro-Oeste aumentou a demanda em 1,8%, para 38.943 MW médios. No Norte houve retração de 0,4% para 5.728 MW médios e no Sul uma queda de 1,5%.  No acumulado de 12 meses os índices mudam consideravelmente, com aumento de 0,4% no SE/CO, de 3,1% no Sul, 1,4% no NE e de 1,7% no Norte.

Em sua análise, o ONS aponta que o comportamento da carga do SIN já demonstra sinais contundentes de recuperação. Fatores como a queda nos juros, a safra agrícola, a geração de empregos e o aumento das exportações industriais, já estão influenciando positivamente o desempenho da carga de energia. Além disso, a forte queda na taxa de inflação amplia a renda disponível e ajuda a recuperar o consumo, efeito já sentido no comércio.

O desempenho da carga do subsistema Sudeste/Centro-Oeste observada em outubro deve-se principalmente à melhora de alguns indicadores da economia e à ocorrência de temperaturas elevadas superiores às verificadas no mesmo mês do ano passado. A carga desse subsistema é fortemente influenciada pelo desempenho da indústria cuja participação na carga industrial do SIN é de cerca de 60%. “Desta forma, pode-se afirmar que melhoria da confiança da indústria explica uma parcela significativa do desempenho da carga desse subsistema”.

No Sul a variação é explicada, principalmente, pela ocorrência de temperaturas superiores às verificadas no mesmo mês do ano anterior, período em que foram registradas temperaturas bastante amenas para a época do ano. No NE, a variação positiva de 2,8% na carga ajustada demonstra que os fatores fortuitos contribuíram negativamente com 1,5%. A ocorrência de nebulosidade e chuva na região litorânea acompanhadas de temperaturas máximas inferiores às verificadas no mesmo período do ano anterior e a redução de carga de um consumidor industrial conectado na Rede básica contribuíram para o resultado. No Norte, a variação é explicada, principalmente, pela ocorrência de temperaturas máximas superiores às do mesmo período do ano anterior e à média dos últimos anos.

Fonte: Canal Energia

Foto: Exame

Em meio à recessão histórica, renováveis tem crescimento galopante

A depressão econômica que sufoca o Brasil não arrefeceu o investimento em energias renováveis. Em 2016, a produção de energia eólica disparou impressionantes 55,1%.

Os dados fazem parte de um estudo exclusivo feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Segundo o relatório, no ano passado os 402 empreendimentos eólicos em operação no Sistema Nacional Elétrico alcançaram 10.221 MW em capacidade instalada, um recorde.

O Rio Grande do Norte é o principal produtor de energia eólica no Brasil. As usinas potiguares produziram 1.206 MW médios no período, aumento de 50% em relação a 2015.

Fonte: Veja | Radar Online

Foto: epocanegocios.globo.com

Fonte eólica atinge 10 mil MW de capacidade instalada no Brasil

A fonte eólica atingiu a marca de 10 mil megawatts (MW) de capacidade instalada nesta semana no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). A marca foi alcançada com a entrada em operação do parque Vila Pará II, do grupo francês Voltalia, em Serra do Mel (RN), com 24 MW de capacidade.

“Somos hoje 7% da geração de energia do país. Estamos espalhados em todos os Estados do Nordeste. E acabamos de atingir 10 gigawatts de parques em pé”, afirmou Lauro Fiúza, presidente do conselho de administração da Abeeólica, durante discurso de abertura no Brazil Wind Power (BWP), principal evento do segmento no Brasil, realizado no Rio.

Segundo o executivo, a cadeia de fornecedores da indústria de energia eólica conta hoje com seis grandes fabricantes de aerogeradores. Desses, uma empresa é genuinamente brasileira, a WEG. “Saímos da infância e agora estamos na puberdade”, completou Fiúza.

De acordo com a Abeeólica, além dos 10 mil MW instalados, há outros 8 mil MW de projetos eólicos contratados nos leilões de energia e que deverão entrar em operação até 2020. “Muito em breve a fonte eólica será a segunda maior fonte de energia da matriz elétrica nacional”, afirmou Elbia Gannoum, presidente da Abeeólica.

Segundo o conselho mundial de energia eólica (GWEC, na sigla em inglês), o Brasil foi o quarto país em crescimento de energia eólica no mundo em 2015, em capacidade instalada, atrás da China, Estados unidos e Alemanha.

 Fonte: Rodrigo Polito | Valor Econômico
Foto: veja.abril.com.br

Bom desempenho de eólicas compensa seca e reduz preço spot da energia no Nordeste

O bom desempenho das usinas eólicas construídas no Brasil nos últimos anos tem surpreendido e ampliado a oferta de energia do Nordeste mesmo em um momento de forte seca, o que gerou reflexos nos preços da energia no mercado spot.

Uma visão mais otimista sobre a geração das eólicas esteve por trás de uma queda de mais de 60 por cento no preço spot da eletricidade no Nordeste em maio ante abril, ainda que as chuvas nas áreas das hidrelétricas –principal fonte de geração elétrica em capacidade– estejam em torno de apenas 30 por cento da média histórica, afirmaram especialistas à Reuters.

Isso porque o cálculo dos preços spot passou a prever a geração futura das eólicas com base no desempenho dessas usinas entre 2011 e 2015, ante o período 2010-2014 utilizado anteriormente, o que incluiu novas e mais eficientes usinas na projeção.

“Todo mês de maio há uma atualização de performance, para estimar a geração futura dessas usinas… essa alteração teve impacto porque ao longo de 2015 houve uma expansão considerável da geração eólica e a performance dessas novas usinas tem sido muito boa”, afirmou à Reuters o gerente de Preços da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Rodrigo Sacchi.

Os preços spot do Nordeste estão atualmente em cerca de 115 reais por megawatt-hora, patamar para o qual caíram em maio após passarem os primeiros meses do ano em valores bem mais altos que os praticados nas demais regiões do país, com pico de 358 reais por megawatt-hora em janeiro. No Sudeste, os preços spot estão em cerca de 61 reais por megawatt-hora.

A geração das eólicas entre 2010 e 2014 representou 36,8 por cento da capacidade instalada das usinas, contra 41,4 por cento no período 2011-2015, o que indica uma melhora no aproveitamento do potencial dos ventos para energia.

As primeiras usinas eólicas construídas no Brasil foram viabilizadas por um programa de incentivo do governo, o Proinfa, enquanto a partir de 2009 esses empreendimentos passaram a competir em leilões de energia federais.

MELHOR DO MUNDO

As novas usinas com energia vendida via leilões, que começaram a entrar em operação após 2012, têm se mostrado bem mais eficientes, o que gera expectativa de nova pressão baixista sobre os preços spot do Nordeste nas revisões de desempenho dos próximos anos, conforme elas passam a fazer parte da base de cálculo.

A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, afirmou que os leilões forçaram ganhos de eficiência devido à competição entre os investidores para implantar os parques.

“O fator de capacidade dessas novas usinas é superior a 40 por cento, enquanto na média as usinas do Proinfa estão em 32 por cento… o leilão faz com que ganhem as usinas mais eficientes, faz com que os parques sejam construídos na região com o melhor vento”, disse.

Segundo Elbia, a produtividade das eólicas no Brasil surpreendeu a própria indústria e hoje chama a atenção internacionalmente.

“O vento brasileiro, segundo os fabricantes, é o melhor do mundo para a geração eólica… é surpreendente para qualquer um lá fora se você fala sobre isso, é de fato uma coisa fora da curva.”

Neste ano, segundo a Abeeólica, a produtividade das eólicas foi inferior ao registrado em 2015 em janeiro, mas houve melhoria em fevereiro e março, até onde vão os dados do acompanhamento feito pela entidade.

“Está próximo do ano passado, mas os melhores ventos realmente começam agora, a partir de julho, agosto, o nosso pico de geração”, disse Elbia.

As usinas eólicas representam atualmente cerca de 9 gigawatts em capacidade, ou 6 por cento da matriz elétrica do Brasil. Os parques contratados pelo Proinfa, antes de os leilões de energia passarem a incluir a fonte, representam 965 megawatts, segundo a CCEE.

A Abeeólica estima que as eólicas praticamente dobrarão a capacidade instalada até 2019, para 18,8 megawatts.

Fonte: Reuters
Foto: Renova Energia

Primeiro trimestre de 2016 tem aumento de 38% em geração eólica

Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a produção das usinas eólicas do Sistema Interligado Nacional aumentou 38% no primeiro trimestre de 2016. Entre janeiro e março, a geração de energia eólica alcançou 2.337 MW médios frente aos 1.699 MW médios produzidos no mesmo período do ano passado.

A capacidade instalada da fonte saltou de 6.011 MW em março de 2015 para 8.796 MW no mesmo período deste ano, incremento de 46%. Em março, o SIN possuía 345 empreendimentos eólicos em operação. Na análise da geração por estado, o Rio Grande do Norte segue como maior produtos de energia eólica com um total de 855,5 MW médios entregues em março, aumento de 75% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 601 MW médios produzidos, o Rio Grande do Sul com 477 MW médios e o Ceará com 434 MW médios.

Os dados sobre a capacidade instalada também apontam o Rio Grande do Norte na liderança com um total de 2.661 MW, aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida aparece a Bahia, que subiu da 4ª para a 2ª posição no ranking, com 1.720 MW. Os estados do Ceará com 1.615,5 MW e Rio Grande do Sul com 1.515 MW ocupam a 3ª e 4ª posições, respectivamente.

Fonte: Da Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção

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Bons ventos impulsionam eólicas no RN

Energia eólica atrai investidores ao Rio Grande do Norte, como a Companhia Paranaense de Energia (Copel), que pretende concluir a construção de cinco complexos até 2019. Ao todo, o setor já gerou cerca de 40 mil empregos no estado

Por Chirlei Kohls

De Curitiba (PR)

Era tarde de sábado. O céu estava azul com algumas nuvens no município potiguar de São Bento do Norte. De voz suave carregada por um sotaque potiguar misturado a vivências fora do Rio Grande do Norte, Milton Duarte de Araújo, 52 anos, contou como viu sua história e a do estado onde cresceu mudar com o despontamento da energia eólica a partir de 2009.

“É loucura!”, exclamou. Lá fora, o barulho da força dos ventos que fazia funcionar os sete aerogeradores de um dos parques eólicos da Companhia Paranaense de Energia (Copel) lembrava Araújo de que era tudo real. A Copel começou a operação de parques eólicos próprios no RN em fevereiro do ano passado e até 2019 pretende alcançar 663,6 MW de capacidade eólica em cinco complexos. A quantidade é suficiente para abastecer uma cidade com cerca de dois milhões de habitantes, o equivalente a cerca de duas vezes a população de Natal somada aos residentes de Mossoró.

foto 01Araújo é proprietário de terras arrendadas em território potiguar para construção de parques eólicos – sendo três áreas para a Copel – e é projetista no setor desde 2008. No caso de arrendamento de terras, o proprietário recebe royalties durante a vida útil do projeto pela concessão para exploração de energia eólica. Além disso, é advogado e sócio-diretor da MDA Serviços, empresa do ramo de energia com sede em Natal (RN) que atua desde a captação e identificação de áreas para possível instalação de parques eólicos até a contratação da área, por exemplo. A empresa é projetista de seis parques da companhia paranaense e presta serviços para empresas do ramo de energia com atuação em todo o Brasil e com sede nas regiões Sul-Sudeste.

Tão logo, Araújo descreveu o desenvolvimento das cidades potiguares que têm parques eólicos em operação ou construção. “Você vê casas sendo reformadas, mais pessoas comprando na região, aquisição de bens, uma economia movimentada. É uma situação visível. A mudança é substancial. Urbanização e higienização também são mais adequadas”.

O diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, ressalta que o desenvolvimento em energia eólica no RN é interiorizado e considera a injeção de capital na economia um ciclo virtuoso. “Normalmente eram cidades esquecidas pelo mundo, que viviam basicamente da agricultura familiar e do programa Bolsa Família. Aí chega a energia eólica e transforma a economia local. As cidades se beneficiam diretamente com o investimento de capital. É serviço de hospedagem, mecânicos, oficinas, alimentação”.

foto 03Para ele, o segundo maior ganho é a capacitação de pessoas. Ao recordar a visita que fez ao município de João Câmara em 2008, comenta que a cidade estava no limbo, no nada e hoje tem um Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e cursos especializados em eólica. “A transformação é absurda”, enfatiza Prates.

Natural do município de Santo Antônio, interior do Rio Grande do Norte, Araújo deixou o estado aos 26 anos em busca de oportunidades na região Sul-Sudeste do país. Durante os cerca de 20 anos em que esteve fora do local de origem, se formou em Direito e trabalhou em empresas de geração de energia hidráulica e térmica. Voltou ao estado em que construiu a maior parte de sua história com o desafio de desenvolver a energia eólica. “Meus filhos me questionavam se eu não estava ficando maluco com a história de vender vento. Hoje vemos que a dimensão que a energia eólica tomou aqui é muito grande. Não consigo entender como em tão pouco tempo trouxe tudo isso”, diz Araújo.

Potencial

foto 02Ele conta que a implantação da maioria dos parques começou em 2010. No RN, 26 municípios têm participação eólica, sendo que 16 já possuem parques operando comercialmente, um total de 97, e dez possuem parques em construção ou já contratados. De acordo com dados do Cerne, até 2020 projeta-se a operação comercial de 412 parques eólicos. Um parque que em média tem 30 MW de capacidade instalada pode abastecer cerca de 69.500 residências.

Ainda segundo o Cerne, o RN é o estado que mais produz energia proveniente da fonte eólica, em média um pouco mais de 1.000 MW de energia por mês. A previsão é que até 2020 tenha aproximadamente cinco GW de capacidade instalada, sendo possível gerar em torno de 2.250 MW médios de energia elétrica por mês. Hoje é exportador de energia, pois o que é produzido por fonte eólica já abastece as necessidades do território potiguar. O restante de energia escorre na rede elétrica pelas linhas de transmissão e é distribuído para municípios de outros estados.

Prates explica que a partir de 2009, quando ocorreu o primeiro leilão federal de compra de energia eólica, esta energia foi considerada competitiva por si só. “As tecnologias de fontes renováveis evoluíram e as tornaram competitivas.

Houve uma redução significativa no custo de equipamentos. A dinâmica de leilões em energia no Brasil é referência no mundo. Subsídios governamentais em outros países estão sendo revistos com base no modelo brasileiro de leilões reversos”, explicou.

Os investimentos feitos para parques eólicos são feitos via leilões reversos de energia (Ambiente de Contratação Regulada – ACR) e mercado livre (Ambiente de Contratação Livre – ACL), quando a empresa produtora de energia negocia diretamente com a empresa que comparará a energia e o contrato entre ambas é registrado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCCEE). “O ACL permite que você contrate energia direto. Mas isso é minoria e ocorre com contratadores de relevância, como shoppings, redes de supermercado etc. A regra é fazer o leilão”, explica Prates. Nos leilões, o projeto apresentado normalmente já tem locação definida, com indicação de onde o parque funcionará. “É uma competição de projetos” complementa.

O vento não para

A força dos ventos do Rio Grande do Norte já trouxe investimentos de cerca de 10 bilhões de reais, segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), com aproximadamente 1/3 desse valor disseminado em compras diretas nas cidades potiguares com parques eólicos. As características favoráveis já atraíram investimentos de grupos estrangeiros, como Voltalia (França), Gestamp (Espanha), Força Eólica (Grupo Neoenergia – Espanha), e grupos brasileiros, como Companhia Paranaense de Energia (Copel – Sociedade de Economia Mista) e os paulistas Serveng, CPFL Renováveis e Renova.

O diretor-presidente do Cerne, Jean-Paul Prates, acredita que o sucesso do estado com a energia eólica não se deve apenas a condições ambientais favoráveis dos ventos. “Criou-se condições para os leilões. Houve um trabalho do governo do Estado com uma atenção especial aos projetos de eólicas, como licenciamento ambiental de projetos complexos, preocupação com infraestrutura, planejamento de linhas de transmissão, entre outros”.

Até o final do ano passado, a Copel instalou no estado 330,5 MW de potência em 15 parques de três diferentes complexos. Os cinco complexos que a companhia paranaense pretende operar no RN até 2019 abrigarão 28 parques eólicos em seis cidades: São Bento do Norte, São Miguel do Gostoso, Touros, Parazinho, João Câmara, Pedra Grande. No total, o investimento é de R$ 3,5 bilhões.

foto 04Diretor da Copel Renováveis, Ricardo Dosso afirma que a escolha do RN para sede dos complexos da Copel considerou o potencial de geração de energia da região, aferido por análise de dados como frequência, intensidade e direção dos ventos, além do perfil do terreno – quanto mais plano e aberto, melhor. “Importante lembrar que a regularidade dos ventos no Brasil, especialmente no Nordeste, proporciona ao país o melhor fator de capacidade (FC) para geração com esta fonte no planeta”. Ele aponta que as dificuldades mais comuns são logística para transporte de grandes peças, demora de licenciamento ambiental e pouca qualificação profissional. “Mas a parceria com o governo estadual tem permitido superar estes desafios, principalmente com a melhoria da rodovia RN-120”, reforça Dosso.

Projetista no setor, Milton Duarte de Araújo acredita que há um contexto evolutivo e contínuo no Estado até 2025. “Hoje o maior investidor em energia eólica no RN é a Copel. E isso não é gratuito. O RN tem os ventos mais cobiçados do mundo. São os chamados ventos alísios, que em 95% do tempo têm uma única direção, são constantes e não estão sujeitos a rajadas”, explica Araújo.

Força de oportunidades

Além das mudanças visíveis no desenvolvimento das cidades que sediam parques eólicos, outro benefício do despontamento desse tipo energético é a geração de empregos proporcionada com os arrendamentos de terra. Segundo a presidenta da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, o aumento de 46% da capacidade instalada de energia eólica no Brasil, em 2015, representa acréscimo de 2,75 GW de novas instalações – número recorde.

Com isso, o país passou a ter 8,27 GW de capacidade instalada, o que representa um investimento total acumulado superior a R$ 52 bilhões, geração de 130 mil empregos em toda a cadeia produtiva e cerca 16 milhões de toneladas de CO2 evitadas.

Estima-se que para cada MW instalado 15 postos de trabalho (diretos e indiretos) sejam gerados ao longo da cadeia produtiva. A presidente da Abeeólica explica que isso ocorre porque independente de onde a usina está localizada, a estimativa de empregos se dá considerando todas as fases do projeto, desde o desenho do empreendimento até a sua instalação, incluindo a fabricação das peças e componentes, que podem estar, por exemplo, no sudeste brasileiro. “Dessa forma, poderíamos dizer que o total de capacidade instalada no RN (2,92 GW) foi responsável por gerar mais de 40 mil postos de trabalho, os quais não necessariamente foram no Estado”, afirma Gannoum.

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Ainda segundo dados da Abeeólica, o potencial eólico brasileiro atual é mais de três vezes a necessidade de energia do país. Somando todas as fontes de energia (nuclear, hídrica, térmica, eólica e outras), a capacidade instalada do Brasil é da ordem de 150 GW e somente de potencial eólico são estimados cerca de 400 GW. Em termos de capacidade instalada acumulada atualmente o Rio Grande do Norte lidera o setor.

Milton de Araújo comenta que as terras que sediam parques eólicos no RN normalmente não são propícias para agricultura. Ele explica que em 300 hectares de terra nem 10% é cultivado. “O arrendamento é uma renda considerável que antes não era possível porque as condições são adversas. Eu diria que das oportunidades com a energia eólica é a redenção. É uma renda vitalícia. Um rio de vento”, comemora o potiguar.

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A MDA Serviços tem contratos de pelo menos 50 áreas arrendadas no Estado. Araújo comenta que é gratificante ver que todos os proprietários de terras estão bastante felizes. “É uma renda que outrora não existia. A terra não gerava nada. E certamente os contratos serão renovados. É um royalty por toda vida”. Ele comenta que normalmente na fase de estudos da área para instalação de um parque eólico o proprietário recebe um salário mínimo e depois este valor aumenta.

A capacitação de pessoas para atuar na energia eólica é feita nos institutos federais, Senai, Sebrae, universidades federais etc. Ricardo Dosso aponta outros benefícios como reforço do sistema elétrico local e melhoria da qualidade de energia disponível (atração de empresas de médio e grande porte), legado para os moradores com a construção de vias e educação ambiental, feita pela Copel com as comunidades locais.

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Fonte: Revista Bzzz

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De 2011 a 2016 Brasil quadruplicou número de usinas eólicas

O número de usinas eólicas no Brasil quadruplicou nos últimos cinco anos, passando de 70 parques em 2011 para os atuais 316. O montante representa uma expansão de 6.208 megawatts (MW) de capacidade instalada, que ao final de 2015, totalizou 7.633 MW, contra os 1.425 MW de 2011. A capacidade instalada atual no país e outros dados sobre a geração e transmissão de energia no país constam no Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia.

O aumento expressivo de usinas no Brasil é resultado dos Leilões de Energia para a fonte eólica, iniciados em 2009. Desde então, o Nordeste representa o maior polo da energia eólica no Brasil. A região responde atualmente por 4.588 MW da capacidade de produção nacional, seguida pela região Sul, com 1.576 MW. Os dados da geração por região constam no Boletim Mensal de Geração Eólica (novembro de 2015), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A energia eólica também se destaca na matriz de capacidade instalada de geração no sistema elétrico brasileiro, e é a fonte que mais cresceu nos últimos meses. Em dezembro de 2015, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, a capacidade instalada de fonte eólica cresceu 56%. Considerando a potência instalada total no país, em todas as fontes, houve variação anual de 6.945 MW, sendo 2.457 MW de geração de fonte hidráulica, de 1.737 MW de fontes térmicas e de 2.745 MW de fonte eólica. Destaca-se que essa variação abrange tanto a expansão da geração no ano, quanto ajustes realizados na capacidade instalada nas demais usinas.

Expansão da capacidade em dezembro

Apenas no mês de dezembro de 2015 entraram em operação comercial 1.331,85 MW de capacidade instalada de geração, 472,0 km de linhas de transmissão e 233,0 MVA de transformação na Rede Básica. No ano, a expansão do sistema de transmissão no país somou 3.428,3 km de linhas e 16.493,0 MVA de transformação na Rede Básica.

O Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro é um documento oficial elaborado pela Secretaria de Energia Elétrica do MME com informações atualizadas e consolidadas sobre a operação eletroenergética no Brasil, permitindo o registro e acompanhamento de temas relevantes do Setor Elétrico, tais como a expansão e o desempenho dos sistemas de geração, transmissão e distribuição, as condições hidrometeorológicas e a política operativa adotada, o comportamento do mercado consumidor e as ocorrências de maior impacto ao Sistema Elétrico Brasileiro (SEB).

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Foto: divulgação

Produção eólica cresceu 49% em fevereiro, informa a CCEE

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 29 de fevereiro apontam uma alta de 1,2% no consumo e de 1,1% na geração de energia elétrica no País, na comparação com o mesmo período de 2015. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica ( CCEE), que traz dados de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

A análise do consumo de energia, que somou 63.492 MW médios, aponta aumento de 2,5% no mercado cativo (ACR), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, e redução de 2,8% no mercado livre (ACL), no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores.

Em fevereiro, a produção das usinas do Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançou 65.970 MW médios de energia. As usinas eólicas voltaram a registrar aumento na produção e foram um dos destaques do mês, com 2.659 MW médios, crescimento de 49,1% em relação a fevereiro do ano passado. As usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, foram responsáveis por 52.069 MW médios, aumento de 9,5%. A representatividade da fonte hidráulica, em relação a toda energia gerada no País, foi de 79%, índice 6,1 pontos porcentuais superior ao registrado no ano passado.

Entre os diferentes ramos de atividade industrial analisados pela CCEE, que considera dados dos autoprodutores, consumidores livres e especiais, houve crescimento no consumo em diversos deles, devido à migração de consumidores para o mercado livre, com destaque ao alimentício (10%), devido à abertura de novos empreendimentos gastronômicos, comércio (4,8%) e saneamento (4,7%). No entanto, houve retração em alguns setores, incluindo veículos (-14,7%), extração de minerais metálicos (-6,8%), químicos (-5,7%) e têxteis (-5,5%).

 

O InfoMercado Semanal também apresenta estimativas de que as usinas elétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) gerem, até a quinta semana de fevereiro, o equivalente a 90,5% de suas garantias físicas, ou 50.247 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este porcentual foi de 99,3%.

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: www.piaui.pi.gov.br

Piauí desponta para a energia eólica

A produção eólica do Piauí se destaca no cenário energético brasileiro e os bons números mostram um futuro promissor. Segundo dados do departamento de pesquisa do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o Estado é o 5º colocado no ranking de capacidade em produção eólica em todo o país. São 24 parques eólicos em funcionamento com capacidade para gerar 676,20 MW de energia. Esse valor corresponde a 8,25% de toda potência instalada e em operação no território nacional.

Para 2016, o Piauí deverá atingir novos patamares entre os principais polos geradores de energia eólica. Mais 18 novas usinas entrarão em funcionamento até o final deste ano. Os empreendimentos, ainda fase de construção, deverão produzir 521,70 MW de energia. Além disso, o Estado conta com mais 394,7 MW de capacidade contratada em 16 projetos que venceram os leilões de energia do Governo Federal e serão construídos nos próximos 3 a 5 anos.

Atualmente, 377 turbinas eólicas estão instaladas e em operação comercial em todo o território piauiense. Desse total, 213 são da fabricante GE Wind, 144 da empresa espanhola Gamesa, e 20 da ENERCON.

Os investimentos em energia eólica impulsionam cada vez mais o desenvolvimento econômico da região. Um exemplo disso é Complexo Eólico Chapada do Piauí, inaugurado em janeiro deste ano na cidade de Simões, região Sudeste do Estado. O empreendimento tem uma capacidade instalada total de 437 MW e potencial para fornecer energia para mais de 1 milhão de residências. O complexo recebeu R$1,5 bilhões de reais em investimentos e, durante a construção, gerou três mil empregos diretos.

A atividade eólica também traz desenvolvimento econômico para as cidades onde os parques estão instalados. Pequenos proprietários são beneficiados com a regularização fundiária e lucram com a renda extra proporcionada via arrendamento de terras. E os setores do comércio e de serviços também ganham com o aumento da circulação de moeda gerado. De acordo com informações do Governo do Piauí, para cada geração de emprego direto, outros três indiretos são criados.

Fonte: CERNE Press

Governo do RS

Capacidade de geração eólica cresce 56,9% no Brasil em 2015

A geração de energia eólica está em alta no Brasil. A edição mais recente do Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico, do Ministério de Minas e Energia, mostra que a capacidade instalada do setor de geração eólica cresceu 56,9%, considerando o período de 12 meses encerrado em novembro de 2015 ante os 12 meses anteriores. Entre todas as fontes de geração de energia elétrica, a eólica teve a maior expansão.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), foram inauguradas mais de 100 usinas eólicas em 2015, o que representou um investimento da ordem de R$ 19,2 bilhões. “Hoje, o Brasil precisa ampliar sua matriz e essa expansão se passa necessariamente pela fonte eólica. Nosso País tem uma política de energia que prima pela fonte limpa, renovável e competitiva, e a fonte eólica tem essas três características”, diz a presidente da associação, Elbia Gannoum.

A inauguração mais recente foi realizada nesta quinta-feira (14). Trata-se do Complexo Eólico Chapada do Piauí, localizado nos municípios de Marcolândia, Simões, Padre Marcos e Caldeirão Grande. Os investimentos são estimados em R$ 1,85 bilhão, sendo R$ 1,3 bilhão financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As instalações têm capacidade instalada de 436,6 megawatts (MW), o suficiente para gerar energia para mais de um milhão de residências.

Dados divulgados pelo Ministério de Minas e Energia apontam que o País, em 2014, foi o quarto país do mundo que mais expandiu sua capacidade eólica. Segundo especialistas, a metodologia de leilões para a contratação de energia ajudou nesse processo.

Nos cinco leilões realizados em 2015 para ampliar a capacidade de geração no País, foram contratados 1.789 MW médios de diversas fontes, com investimentos previstos em R$ 13,3 bilhões. As energias renováveis tiveram destaque, com a contratação de energia eólica de 22 empreendimentos, 30 de energia solar e 13 de biomassa, de acordo com o MME.

“Neste ano, devemos atingir o equivalente a uma Belo Monte de capacidade instalada (de geração eólica). E já temos contratado o equivalente a mais de uma Itaipu, que é a segunda hidrelétrica do mundo. As perspectivas são muito boas. Em pouco tempo a geração eólica será, depois da hídrica, uma das fontes mais importantes da matriz elétrica nacional”, destaca o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

Fonte: Portal Brasil, com informações da EPE e Abeeólica