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Energias renováveis e eficiência energética são metas para o Brasil

Em meio a danos ambientais cada vez mais aparentes no mundo, especialistas defendem o uso de energias renováveis para diminuir impactos como a emissão de gases de efeito estufa e o aquecimento global. Um dos meios para isso é a substituição do petróleo como elemento principal da matriz energética global por formas de maior eficiência, como solar e eólica. Segundo o diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Carlos Alexandre Pires, essa é uma das principais linhas de investimento do governo federal em geração de energia.

O Brasil tem pouco mais de 40% de sua energia gerada por fontes renováveis. Em relação à geração de eletricidade, as hidrelétricas são as principais forças, responsáveis por quase 65% da produção. No entanto, a matriz ainda pouco diversificada não garante segurança energética, resultando muitas vezes em problemas de abastecimento, como a crise enfrentada pelo Brasil em 2015.

O país ainda caminha lentamente para disseminação de fontes alternativas de energia, ao contrário de países da Europa como a Alemanha, onde a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e o pouco potencial para gerar algumas energias renováveis levaram ao desenvolvimento de uma matriz renovável, como a fotovoltaica (solar) ou a eólica. Segundo Carlos Alexandre, essas são o futuro da geração de energia no mundo, e o Brasil também caminha para expandi-las. “É aquela velha história de não colocar todos os ovos em uma mesma cesta. Em termos de administração e de operação de uma rede tão complexa como é a de energia, você precisa ter várias fontes ofertando em diversos momentos do dia e se complementando, quando necessário”, afirma.

A lógica da complementariedade seria parecida com a que já funciona hoje no sistema integrado: nos períodos de seca, em que as hidrelétricas operam com menos capacidade, a geração de eletricidade acaba sendo suplementada pelas termelétricas. A intenção é que cada vez mais as formas de energia renovável ganhem espaço.

Dados do Boletim de Capacidade Instalada de Geração Elétrica – Brasil e Mundo 2016, do Ministério de Minas e Energia, ainda não demonstram esse movimento. Embora 90% do total dos 9,5 GW de potência instalada tenham sido de fontes renováveis, as fontes hidráulica e de biomassa permanecem liderando essa expansão.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiap), Mário Menel, embora o setor tenha um planejamento indicativo, é difícil controlar essa expansão, já que em um leilão prevalece a fonte que oferece o menor custo. Ele explica que a matriz elétrica brasileira comporta todas as fontes e tem bastante variedade, mas fatores como o baixo custo e facilidade de estocagem ainda favorecem as hidrelétricas.

“A melhor forma que nós temos de armazenar energia é nos reservatórios das hidrelétricas. Se eu tenho um vento favorável e estou gerando muita energia eólica, eu economizo água, então aumento o volume do reservatório e estoco energia, praticamente dentro do meu reservatório. Enquanto parou o vento, eu libero essa água para produzir energia elétrica”, diz Menel.

Esse cenário, no entanto, também vem sofrendo mudanças devido a outros fatores como a questão ambiental, que limita cada vez mais a construção das hidrelétricas e também a seca severa que algumas regiões vêm sofrendo. “O Nordeste, por exemplo, que sofre com falta de água nos últimos dois, três anos, só não teve um racionamento na região graças à [energia] eólica que está fornecendo hoje cerca de 30% da necessidade da região.”

Para o Ministério de Minas e Energia, os principais desafios com a entrada dessas fontes são econômicos e operacionais. Carlos Alexandre explica que a questão das intermitências de fortes como a eólica, que não é gerada quando falta vento, e da solar, que também fica parada durante a noite, impactam diretamente no preço da energia elétrica ofertada. “Nosso Operador Nacional de Sistema precisa, a cada instante, balancear o quanto é demandado de energia e o quanto é despachado.”

Fonte: Agência Brasil

CPFL Energia investe R$ 59,8 milhões em eficiência energética em 2015

A CPFL Energia investiu no ano passado R$ 59,8 milhões em eficiência energética nos 571 municípios atendidos pelas oito concessionárias do grupo nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, conforme aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Os projetos do programa proporcionaram uma economia de 33,87 mil MWh, energia suficiente para abastecer, aproximadamente, 14 mil clientes residenciais com consumo médio de 200 KWh mensais, pelo período de um mês. A iniciativa também evitou a emissão de 3,340 mil toneladas de CO2. Essa quantidade de dióxido de carbono representa o mesmo que o plantio de 20,040 mil novas árvores.
Além de reduzir a conta de luz dos consumidores contemplados, o investimento também ampliou a oferta de energia na área de concessão da CPFL Energia, beneficiando todos os clientes atendidos pelas distribuidoras do Grupo. “Os recursos do programa de eficiência energética provêm do valor arrecadado nas contas de energia elétrica. Essa verba volta para a sociedade por meio de projetos que buscam tornar mais consciente a relação das pessoas com a energia elétrica, fazendo com que os recursos sejam utilizados com responsabilidade”, afirma Luiz Carlos Lopes Júnior, Gerente de Eficiência Energética da CPFL Energia.
Do valor total de R$ 59,8 milhões, a CPFL Paulista correspondeu por R$ 32,037 milhões, alcançando uma economia de 17,298 mil MWh em 2015. A CPFL Piratininga investiu R$ 13,158 milhões, com economia de 7,818 mil MWh. A RGE (RS), por sua vez, destinou R$ 11,346 milhões aos projetos de eficiência energética, atingindo uma redução de 5,152 mil MWh. A CPFL Santa Cruz aplicou R$ 1,577 milhão, com economia de 1,729 mil MWh, e a CPFL Jaguariúna (Jaguari, Sul Paulista, Leste Paulista e Mococa) aplicou R$ 1,775 milhão, alcançando uma economia de 1,872 mil MWh.
Do total investido, merecem destaque os realizados em comunidades de baixo poder aquisitivo, que somaram aproximadamente R$ 40 milhões e beneficiaram em torno de 70 mil clientes em áreas carentes. Dentre as ações realizadas nestes locais estão: a substituição de 8,412 mil geladeiras e 7,376 mil chuveiros por modelos novos e mais eficientes; a regularização de 1,503 mil ligações clandestinas; a doação de padrões internos de energia, o chamado “postinho”; e a troca de 134,754 mil lâmpadas por modelos LED. Outros R$ 7 milhões foram utilizados para melhorar a eficiência energética de prédios públicos e empresas de serviço público (como água e esgoto), hospitais, entidades filantrópicas e escolas públicas, com doação de lâmpadas e a substituição de iluminação por sistemas eficientes de LED.
As iniciativas educacionais, que ajudaram a formar consumidores mais conscientes da importância de se economizar energia, receberam verba de R$ 5 milhões, beneficiando quase 24 mil alunos em 235 escolas de 87 cidades; e as indústrias receberam R$ 1,8 milhão de incentivo, em projetos e equipamentos, para se tornarem mais eficientes. Para promover o consumo consciente e eficiente de energia elétrica, a empresa realizou também eventos nos municípios de suas áreas de concessão, com atividades lúdicas e educativas para a população.
Fonte:  Da Agência CanalEnergia, Investimentos e Finanças