Posts

Foto: Albari Rosa

Aneel autoriza testes em eólica no município de São Bento

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a operação em teste de sete aerogeradores da central de geração eólica Maria Helena, segundo despacho publicado na terça-feira, 9 de outubro, no Diário Oficial da União.

As unidades liberadas da usina somam 14,7 MW  de capacidade instalada no município de São Bento do Norte, no Rio Grande do Norte.

Fonte: Canal Energia

7295

Indústria eólica mostra resiliência com demanda menor no leilão

O ponto de equilíbrio da indústria eólica brasileira continua o mesmo, no mínimo 2 GW para que o país consiga o break even. Contudo, com a crise dos últimos anos que levou a uma queda da demanda que deixou o consumo em cerca de 1 GW médio abaixo do projetado no passado e os leilões com volumes menores do que os vistos anteriormente, aparentemente, há uma clima de resiliência no segmento de produção de aerogeradores ante o atual momento pelo qual passa o Brasil.

A projeção de que o governo poderá contratar cerca de 1 GW de capacidade para a eólica no A-6 de 31 de agosto é visto como um volume mínimo que não é o ideal, mas que dentro do contexto nacional pode ser encarado como relativamente positivo. Esse discurso corrobora a impressão do governo que diante do cenário brasileiro era a possibilidade que se poderia colocar na disputa.

Para o presidente da Vestas no Brasil, Rogério Zampronha, o nível de equilíbrio é mais elevado sim, mas que diante do cenário econômico nacional, se confirmada essa projeção, é a demanda que o segmento esperava mesmo. “Essa é a nossa expectativa que temos falado. Não acho que é uma boa demanda não, mas se é o que dá, tudo bem”, comentou o executivo. “Temos que ver que há uma migração grande para o mercado livre que pode ser um caminho para elevar e complementar a demanda. Com 1 GW no leilão creio que dá para trabalhar”, indicou.

Na avaliação do presidente da Wobben Enercon no Brasil, Fernando Real, o nível de contratação de 1 GW traz algum espaço para a sobrevivência da indústria local. Segundo ele, olhando para a situação de crise dos últimos anos a indústria tem capacidade de sobreviver, com dificuldades, mas que é possível de passar pelo momento.

“Somente para a o setor eólico o volume de 1 GW em meio a uma crise no Brasil é um cenário que dá para respirar enquanto atravessamos esse período, mas não é o suficiente para a indústria como um todo”, avaliou ele. “Para toda a indústria seria um volume entre 3,5 GW e 4 GW ao ano de contratos para toda a nossa cadeia industrial no Brasil”, acrescentou.

Daniel Berridi, country manager da Nordex Acciona, o problema todo dessa demanda de 1 GW é que esse volume representa a metade do ponto de equilíbrio histórico da indústria no Brasil. A companhia realizou recentemente ajustes em sua capacidade de produção justamente para adequar a sua estrutura à demanda mais baixa dos anos anteriores e afirma que hoje essa questão está superada dentro da organização que comanda localmente.

“Sempre falamos de 2 GW de eólica como o alvo para a cadeia de fornecedores e a capacidade de produção ocupada. Se pensarmos em 1 GW representa apenas 50% desse total, então é possível entender que há fornecedores que passarão por dificuldades com a realização de mais um leilão com 50% do volume ideal capacidade”, corroborou ele.

Em sua análise, o mercado livre pode ser uma das saídas para recuperar a demanda do setor. Berridi avaliou que projetos com contratos parciais nos mercados regulado e no livre, pode ser o futuro para complementar a demanda ante o que se vê no mercado regulado e que começamos a ver tomar forma a partir do leilão A-6 de 2017. “É uma alternativa razoável e vai depender do financiamento, principalmente. Mas acho que o mercado tem que perder o medo da novidade. Se os primeiros projetos com peso darem certo não vejo porque não funcionar para todos”, finalizou.

Mário Araripe, da Casa dos Ventos, é outra voz que apontou 1 GW de potência como um volume abaixo da necessidade do segmento. E que uma das saídas dos investidores, de forma geral, deverá se dar pelo mercado livre.

“Esse volume gera a necessidade de complementação no mercado livre. Provavelmente, quem bidar colocará parte da energia firme no ACR e o resto para o mercado livre”, comentou ele. “Acredito que essa deverá ser a estratégia da maioria dos players”, opinou. Ele não abriu a estratégia da Casa dos Ventos nessa disputa, mas revelou que podem entrar tanto como desenvolvedores de projeto quanto investidores.

Fonte: Canal Energia

Fator-de-disponibilidade-de-eólicas-e-térmicas-com-CVU-nulo-ficará-suspensa-em-2017-1030x579

Geração de energia cresce 4% em julho puxado por térmicas e eólicas

A geração de energia no Sistema Elétrico Nacional em julho alcançou 61.560 MW médios, índice 3,8% superior à produção registrada no mesmo período do ano passado, quando todas as usinas em operação no país entregaram 59.323 MW médios. O desempenho positivo foi graças a maior produção das fontes eólica e térmicas, segundo informações preliminares divulgadas nesta sexta-feira, 3 de agosto, pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Destaque para as usinas movidas pela força dos ventos, que produziram em julho 6.819 MW médios, crescimento de 24,1% na comparação anual. A geração das térmicas também cresceu (+6,5%), índice explicado principalmente pelo aumento na produção das usinas a carvão mineral (+29,4%) e a biomassa (+7,8%).

O desempenho das usinas térmicas e eólicas não foi acompanhado pela produção das usinas hidráulicas, incluindo as pequenas centrais, que geraram 38.460 MW médios. O montante é 0,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2017, quando as usinas da fonte entregaram 38.815 MW médios ao sistema.

As informações constam no boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

Fonte: Canal Energia

Alex Fernandes, contato@alexfernandes.com.br, fotografia.alexfernandes@gmail.com, 84 9991-8762, 8885-0997, 9410-4474, 8149-0974

Eólicas investirão R$ 2 bilhões no Rio Grande do Norte até 2021

Tribuna do Norte

Ricardo Araújo | Editor de Economia

O maior produtor de energia eólica no Brasil na atualidade poderá bater mais um recorde até 2021. O Rio Grande do Norte deverá atingir a marca dos 5 gigawatts (GW) de capacidade instalada com a entrada em operação dos 16 parques eólicos em construção e de outros 13 empreendimentos contratados nos mais recentes leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e que deverão ser construídos no período. Cerca de R$ 1,8 bilhão está envolvido na fase inicial de investimentos dos parques eólicos para os próximos três anos, além das linhas de transmissão, de acordo com o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). Hoje, o estado conta com 135 parques eólicos instalados com capacidade de geração posta de 3.678,9 megawatts (MW) – correspondente a 84,76% dessa matriz energética localmente.

Existem, porém, muitos desafios a serem superados para que o estado rompa os números atuais e chegue aos 5 GW num intervalo mais curto de tempo que seu concorrente mais próximo, a Bahia. A falta de linhas de transmissão para escoamento da energia produzida e de um porto que consiga dar vazão à logística envolvida na instalação dos parques eólicos no estado são pontos cruciais apontados pelo presidente do Cerne, Jean Paul Prates. Além disso, a Bahia está conseguindo expandir o número de empreendimentos em construção numa velocidade superior à potiguar e poderá ultrapassar a marca prevista pelo RN antes de 2021. Hoje, a Bahia é o segundo maior produtor de energia eólica do país, com 100 parques instalados e capacidade de geração de 2.594,5 MW e outros 2.425,75 MW de potência em construção.
“Há uma competição, um exercício de comparação saudável entre os estados brasileiros nesse quesito. O que interessa, porém, é que o setor cresça como um todo. Existem desafios comuns aos estados doRN, PB e CE, por exemplo, que são as linhas de transmissão. O momento atual é de consolidação do setor da energia eólica brasileira. O RN é pioneiro . Por termos sido líderes desde os primeiros leilões, lá em 2008, as dificuldades são sempre vistas aqui inicialmente”, aponta Jean Paul Prates.
Com os 135 parques eólicos em operação comercial, o RN encerrou o ano de 2017 com 1.455,3 MW médio de energia entregues ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O número representa crescimento de 20,7% em relação ao ano de 2016. Especialistas do Cerne afirmam que “apenas um terço do potencial eólico foi explorado até o momento no estado, que até 2003 encontrava-se na estaca zero no tocante à produção energética.” Com um potencial estimado em 10 GW, o incremento na produção eólica local depende da operacionalização dos empreendimentos em construção e, acima disso, do aprimoramento dos mecanismos técnicos, gerenciais e comerciais no setor.
“Temos um potencial ainda maior.  Aprimorar negócios, o ambiente operacional e atrair mais empresas precisam estar entre as metas dos empresários  e do governo estadual para que consigamos ampliar a produção. O RN é um dos ambientes mais atrativos do mundo para a energia eólica, mas precisamos vencer os desafios das linhas e transmissão e do porto”, ressalta Jean Paul Prates. Ele informa, ainda, que o único estado com potencial de ultrapassar o RN é a BA em decorrência da vastidão de terras disponíveis. A Bahia é maior que o RN.
Desde 2010, o RN é autossuficiente na geração de energia eólica. Hoje, a produção corresponde ao dobro do que é consumido internamente (média de 800 megawatts). “Era um estado que saiu do zero, praticamente, e em poucos anos atingiu a condição de exportador regional de energia e referência no setor de energia renovável tendo já passado um bom período como referência no setor de petróleo e gás, também”, relembra o presidente do Cerne.
VENTOS NORDESTINOS: Estados do RN, BA e CE são líderes na produção eólica
Rio Grande do Norte
135 parques eólicos instalados;
3.678,9 MW de capacidade instalada (3.592,6 MW em operação comercial e 86,3 MW em operação teste);
846,63 MW em parques em construção (381,7 MW estão em construção e 467,93 MW estão contratados);
Bahia
100 parques eólicos instalados;
2.594,5 MW de capacidade instalada (2.233,9 MW em operação comercial e 360,6 MW em operação teste);
2.425,75 MW em parques em construção (1.750,85 MW estão em construção e 674,90 MW estão contratados);
Ceará
74 parques eólicos instalados;
1.935,8 MW de capacidade instalada (1.738,4 MW em operação comercial; 98,7 MW em operação teste e 98,7 MW aptos);
229,3 MW em parques em construção (114,1 MW estão em construção e 115,2 MW estão contratados).

Um Nordeste movido pela força dos ventos

A cada dez parques eólicos erguidos no Brasil, oito estão no Nordeste. Os dados são do Cerne. Numa relação antagônica, a região mais pobre do País oferta os ventos mais ricos para a produção de energia a partir dessa força motriz. “Eles são fortes, constantes e unidirecionais, o que potencializa o trabalho dos aerogeradores. Desta forma, as máquinas não precisam mudar de posição o tempo todo para buscar o vento mais adequado do momento. Em alguns meses do ano, onde os ventos sopram com mais intensidade, a geração de energia pela força dos ventos garante 60% do abastecimento de todo o Nordeste”, acrescenta o Cerne.

No dia 23 de junho passado, a geração eólica bateu novo recorde no Nordeste atingindo 6.475 megawatts médios ou 70% da carga de energia elétrica deste subsistema, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico.  O último recorde de geração média diária tinha ocorrido no dia 14 de setembro de 2017, quando foram produzidos 6.413 MW médios.

Junior Santos

O pico da geração eólica, ou geração instantânea, foi registrado às 10h09 do próprio dia 23 de junho, quando foram produzidos 7.311 MW. O montante equivale a 80% de toda a carga do Nordeste. O recorde de geração instantânea anterior havia acontecido no dia 25 de setembro de 2017, quando foram gerados 7.085 MW.
A geração eólica já corresponde a mais de 10% da geração de energia elétrica no Brasil – no dia 24 de junho passado, registrou 12,29% do total de carga enviada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) – e tem melhor performance no período de seca, quando as hidrelétricas estão gerando menos, do que no período chuvoso (novembro a abril).
Os reservatórios das hidrelétricas no Nordeste estão operando com 38,1% de armazenamento de água, o mais baixo entre as regiões do País, porém bem melhor do que no mesmo dia do ano passado, quando registrou armazenagem de 18,09%.
Já o subsistema Sudeste/Centro-Oeste registrava armazenamento de 40,7% em 24/6 deste ano contra 42,63% na mesma comparação; o Sul está com 49% dos reservatórios cheios, contra 64,48% há um ano; e o Norte tem 70,7% dos reservatórios de hidrelétricas cheios, ante 95,85% no mesmo dia de 2017.
Linhas de transmissão
O grupo indiano Sterlite saiu vitorioso da disputa pelo lote 3 do leilão de transmissão que aconteceu no fim do mês passado, em São Paulo. O grupo conquistou o maior projeto ofertado no certame ao propor-se a receber uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 85,050 milhões, para construir e operar o empreendimento. O montante corresponde a um deságio de 58,54% em relação à RAP máxima estabelecida para o empreendimento, de R$ 205.139.050,00.
A empresa superou outras 10 ofertas, incluindo de grupos como o Consórcio Columbia, formado por ISA Cteep e Taesa, Energisa, EDP Enegias do Brasil, Alupar, Neoenergia, Engie, Equatorial e um consórcio liderado pela espanhola Cymi, além do consorcio LARA/JAAC, com a empresa que obteve uma decisão liminar suspendendo o leilão pela manhã.
Esse grupo ofereceu o segundo maior deságio, de 56,12%, e recebeu uma vaia dos representantes dos demais proponentes quando o leiloeiro leu seu nome.
O lote 3 é composto por cinco linhas de transmissão e quatro subestações, localizadas entre o Ceará e o Rio Grande do Norte, somando 541 quilômetros de extensão. O empreendimento exigirá investimentos de R$ 1,217 bilhão e deve gerar 2.434 empregos diretos, segundo estimativas da Aneel.
A agência explica que o projeto deve propiciar o atendimento às regiões de Mossoró, Aracati e Fortaleza e escoamento do potencial eólico e solar para a região de Aracati e Mossoró. O empreendedor terá 60 meses para concluir as obras.

“O RN tem sido nosso principal foco”

Com o crescimento dos investimentos nas energias renováveis, o Rio Grande do Norte já é considerado um dos principais estados do Brasil no tocante à geração de energia eólica. Sobre esse e outros assuntos, a equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE conversou com o diretor-geral da Voltalia no Brasil, Robert Klein. Confira o bate-papo a seguir.

Qual a importância do complexo eólico Ventos da Serra do Mel para a Voltalia? 
O Ventos da Serra do Mel é o nosso maior projeto eólico no Brasil e mais um importante investimento da Voltalia no RN. Estamos planejando comissionamento progressivo das turbinas ao longo de 2020, até três anos antes do início dos contratos de venda de energia de 20 anos e essa antecipação nos permitirá começar a vender energia no mercado livre a preços atrativos por meio de contratos de curto prazo antes do início dos contratos de venda de longo prazo. O Brasil possui claramente um forte recurso eólico, alguns dos melhores ventos do mundo e por isso é um mercado potencialmente muito forte. Somado a isso, políticas adequadas para promover as energias limpas, fazem com o que o país se encaixe perfeitamente com as prioridades e capacidades da Voltalia, onde temos atividades em toda a cadeia de valor, do desenvolvimento à operação.
E em relação ao RN?
O Rio Grande do Norte tem sido o nosso principal foco, mas também estamos investindo em outros estados. O Rio Grande do Norte é uma região conhecida por suas excepcionais condições de vento, um dos principais estados que concentra a indústria eólica no país.
A Voltalia acredita que todas as linhas estarão em operação até a conclusão da instalação do parque? A transmissão é hoje o principal gargalo para as geradoras de energia?
É importante dizer que o escoamento de energia do novo parque Ventos da Serra do Mel não depende de obras de reforço do sistema de transmissão. Em paralelo, ainda que as linhas de transmissão sejam o principal gargalo para expansão de parques eólicos no Rio Grande do Norte, estamos bastante confiantes no futuro graças ao sucesso dos últimos leilões. Estamos certos que estes leilões vão fazer com que o estado possa voltar a ter uma grande capacidade de escoamento viabilizando, assim, milhares de novos MW de eólica.
Foto: Dado Galdieri/The New York Times

Infraestrutura precária e possível cobrança de royalties: a produção de energia eólica no Brasil

País é hoje o oitavo maior produtor de energia eólica do mundo

De noite, luzes piscando enchem o céu, e o som sibilante das pás que giram sem parar está em toda parte – lembrando continuamente da abundante presença do vento nestas partes da costa brasileira do Atlântico e seu aproveitamento como recurso natural. Ao romper do dia, as torres que se elevam a mais de 120 metros despontam lá no alto, acima das árvores.

Neste lado do Atlântico, o vento sopra incessantemente e quase sempre em uma só direção, proporcionando ao Brasil um fluxo constante de produção de energia. O país é hoje o oitavo produtor mundial de energia eólica, segundo o Global Wind Energy Council, uma organização setorial, com fazendas eólicas operadas pela Weg, Siemens Gamesa, Wobben Windpower e outras.

Entretanto, os investidores estão cautelosos, porque a construção das linhas de transmissão é lenta e a infraestrutura escassa encarece o custo das obras. Agora, alguns parlamentares estão propondo a cobrança de um imposto sobre a energia solar e eólica.

A cerca de um quilômetro de distância da praia, a visão das turbinas lembra aos moradores da área rural as possibilidades e o impacto deste setor da economia.

Na praia do Morro dos Martins, Damião Henrique, 70, fez uma ligação para acionar a bomba que agora lhe permite regar sua pequena plantação de feijão. Pescador e agricultor, ele teve de deixar a faixa de terra que ocupava há muito tempo e se instalou a poucos metros da praia para deixar o lugar à fazenda eólica.

“Para mim está tudo bem”, ele disse. “Como indenização, a companhia me fornece energia, e agora posso regar meu feijão com a maior facilidade”.

Mas segundo outros moradores, os benefícios prometidos não se concretizaram.

“O prefeito disse que teríamos escolas”, falou Maria Venus, 47, proprietária de um mercadinho no Morro dos Martins. “Eles abriram uma escola de música para a comunidade, distribuíram alguns violões para a gente, e depois de um ano não aconteceu mais nada”.

Além disso, há o barulho.

“Ah, sim”, ela comentou, “também deixaram este barulho que nunca para”.

A nordeste de Galinhos, empresas contratadas para a Copel, a companhia elétrica do Estado do Paraná, estão construindo a enorme fazenda eólica de Cutia. Quando estiver concluída, suas 149 turbinas serão o projeto mais importante da companhia no Estado do Rio Grande do Norte.

Em Galinhos, os jovens anunciaram o baile do aniversário da cidade com uma carreata de buggies de praia que dos alto falantes convocavam a população para as comemorações.

Na porta de uma escola prestes a desmoronar, onde antes se alojava, José Neto, 70, pescador, acendeu um cigarro enquanto apreciava o pessoal se divertindo. “Sei pouco sobre impostos, mas se eles os usarem para a nossa cidade, será muito bom”, comentou a respeito da proposta de cobrança de impostos. “Nós somos tão humildes que qualquer coisinha de nada é de grande ajuda para a gente”.

Edton Barbosa, 56, técnico aposentado em prospecção de petróleo do estado de Minas Gerais, também olhava. Ele falou que era bom que os políticos pensassem em cobrar pelo vento. “Ajudará a desenvolver este lugar”, ele disse, “como os royalties do petróleo estão fazendo em outros lugares”.

Fonte: The New York Times | Dado Galdieri

Foto: Vestas

Turbinas eólicas inteligentes buscam gerar mais energia por giro

As fabricantes de turbinas eólicas gigantes têm esperanças de que técnicas de aprendizado de máquina possam recuperar parte do encanto do setor.

Apesar de os desenvolvedores terem investido US$ 1,1 trilhão em novos parques eólicos nos últimos 12 anos — ajudando a transformar o panorama global da energia com a energia renovável –, atualmente é destinada uma parcela maior de capital a novos sistemas solares. Além disso, os governos estão eliminando subsídios gradualmente, o que inclui programas dos EUA que ofereceram US$ 22 bilhões em incentivos fiscais para projetos de turbinas nos últimos 15 anos.

Para continuar sendo uma opção atrativa e de baixo custo para as empresas de serviços públicos, companhias como a Vestas Wind Systems e a Invenergy estão investindo em tecnologias para extrair mais eletricidade de cada rotação das hélices. A tarefa não é fácil. As turbinas modernas, com pás que se esticam por 137 metros pelo ar, já são capazes de girar mais rapidamente ou mais devagar para se ajustarem às constantes mudanças dos ventos. E estão cobertas de sensores e sistemas de controle para possibilitar ajustes rápidos.

Mas muitas delas ainda não são capazes de explorar plenamente os dados climáticos e operacionais em tempo real. Por exemplo, em parques eólicos com centenas de turbinas, a parede frontal das hélices cria o chamado efeito esteira, que reduz a eficiência das que estão atrás. A integração maior de cada unidade com o restante poderia ampliar a produção em até 15 por cento, segundo a WindWISDEM, uma startup de softwares para o setor eólico financiada pela firma de capital de risco YStrategies.

Máquinas ’aprendem’

“Uma máquina — em vez de depender apenas dos sensores de velocidade e da direção do vento em sua própria nacelle — poderia aprender a velocidade e a direção do vento que o atingirá em breve por meio das outras máquinas”, disse Paul Veers, engenheiro-chefe do Centro Nacional de Tecnologia Eólica do governo dos EUA, no Laboratório Nacional de Energia Renovável (NREL, na sigla em inglês). A maior parte da pesquisa do setor é focada “basicamente no mesmo tema”, disse Veers, “em olhar o parque como um todo em vez de permitir que cada máquina opere da melhor maneira possível”.

Serão necessárias inovações para a próxima fase de crescimento em energia eólica, que respondeu por um recorde de 6,3 por cento da eletricidade produzida nos EUA no ano passado. As empresas de serviços públicos estão exigindo que as fontes de energia renovável entreguem fluxos mais confiáveis às redes de transmissão. Assim, o setor tenta usar a análise de dados para diminuir a falta de eficiência dos sistemas existentes e prever melhor a quantidade de energia que podem fornecer aos consumidores antes que seja realmente necessário.

“A rede gosta de certeza”, disse Julia Attwood, analista da Bloomberg New Energy Finance. “Se as energias renováveis puderem ter mais certeza a respeito de sua produção, poderão fornecer mais energia, porque o operador da rede poderá incluir esse volume em sua programação para o dia.

Fonte: Bloomberg | Jim Efstathiou Jr. e Brian K. Sullivan.

Energia-renovável-terá-prioridade-em-financiamentos-do-BNDES

Potencial energético do Rio Grande do Norte continua em expansão

Em janeiro de 2017, o Rio Grande do Norte possuía 122 parques eólicos em operação, gerando 3.311,6 MW. Contava com outros 16 parques em construção, programados para gerar 417 MW e, aguardando o início das obras, porém com contratos firmados, 38 novos parques.

Em janeiro de 2018, as usinas de geração chegaram a 131 parques em operação, gerando 3.552,7 MW, enquanto havia 21 em construção (com expectativa de produção de mais 507,9 MW).

Em 1º de maio, o Rio Grande do Norte contabilizou 136 parques eólicos, gerando 3.678,9 MW.

O crescimento constante da produção de energia a partir das eólicas no Estado mostra que ainda há espaço para investimentos no setor, a partir dos leilões realizados pela Aneel. Quanto à produção de energia fotovoltaica, os quatro primeiros parques entraram em operação no final do ano passado; mas, há dezenas de projetos licenciados que deverão concorrer no próximo leilão de compra de energia.

Fonte: Blog do BG

Foto: Divulgação/Vestas

Parques eólicos da Queiroz Galvão terão manutenção da Vestas

Empresa fechou contrato de serviços para operação e manutenção por 10 anos dos projetos com turbinas Suzlon

A fabricante dinamarquesa de equipamentos eólicos Vestas fechou um contrato para fornecer serviços de operação e manutenção a parques da Queiroz Galvão Energia no Brasil, disse nesta terça-feira o presidente da fornecedora no país, Rogério Zampronha.

O negócio vem após a saída do país da produtora indiana de máquinas Suzlon, que havia fornecido os equipamentos utilizados nas usinas eólicas da Queiroz Galvão. A empresa encerrou as atividades no Brasil em meados do ano passado.

“A Vestas fechou um contrato de serviços ‘full scope’ de 10 anos de duração para operação e manutenção dos projetos com turbinas Suzlon, da Queiroz Galvão Energia”, escreveu Zampronha em sua página no Linkedin.

Fonte: Luciano Costa | Reuters

Foto: Eurípedes Dias

Eólica em Jandaíra recebe autorização da Aneel para operação comercial

Umbuzeiros já pode iniciar operação comercial de 32,9 MW

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou nesta segunda-feira, 2 de abril, o começo da operação comercial de 14 unidades geradoras da EOL Umbuzeiros com 2,35 MW cada, que totalizam 32,9 MW de potência.

As unidades UG1 a UG 14 ficam localizadas na cidade de Jandaíra, no Rio Grande do Norte.

Fonte: Canal Energia

(Foto: Igor Jácome/G1)

Energia eólica recebe 97% dos financiamentos do BNDES ao RN no primeiro bimestre

Banco liberou R$ 446,3 milhões entre janeiro e fevereiro. Crescimento foi de 55% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O setor de energia eólica foi responsável por 97% dos financiamentos liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Rio Grande do Norte, no primeiro bimestre deste ano. Foram mais de R$ 434 milhões investidos no segmento, de um total de R$ 446,3 milhões que chegaram ao estado.

De acordo com o banco, a soma de investimentos no RN foi 48,5% maior que o valor liberado no mesmo período do ano passado. Os investimentos em energia eólica fizeram o setor de infraestrutura, da qual ela faz parte, ter o maior crescimento: de 55%.

Apesar de o setor agropecuário também ter tido um crescimento do mesmo porte (55%), o volume de recursos foi bem menor. Ficou em R$ 2,2 milhões. Ao setor de comércio e serviços, foram destinados R$ 5,2 milhões e a indústria potiguar recebeu R$ 1,8 milhão.

Para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) potiguares, foram liberados R$ 32,2 milhões, distribuídos em 457 operações de créditos diferentes.

Fonte: G1/RN