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Royalties na geração de energia eólica não tem apoio do Ministério de Minas e Energia

A criação de royalties sobre a geração de energia eólica, em discussão no Congresso Nacional, não terá coro no Ministério de Minas e Energia (MME). Pelo menos do que depender do secretário de energia elétrica, Fábio Lopes Alves. “Os Estados estão quebrados e procurando onde buscar dinheiro. Mas não se justifica comparar uma hidrelétrica com uma eólica, porque a passagem do vento não gera impacto algum”, disse o secretário durante participação no evento “Energia Elétrica – Compreendendo as mudanças e oportunidades do setor elétrico brasileiro”, realizado pelo escritório Martorelli Advogados.

Emenda constitucional de autoria do deputado piauiense Heráclito Fortes (PSB) sugere o pagamento de royalties de 10% sobre a produção de energia eólica. O parlamentar que que os recursos sejam distribuídos com os Estados e municípios produtores do setor, aproveitando que o Nordeste concentra 80% da geração eólica no País. A proposta foi recebida com temos pelos investidores.

Chesf

O evento também discutiu a a privatização da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que vem enfrentando pressão dos governadores e de entidades nordestinas, mas que já está definida pelo governo Federal dentro do plano de desestatização da Eletrobras. Fábio Lopes Alves derruba os argumentos de que a Chesf deve ser mantida pelo Estado para garantir a gestão do Rio São Francisco.

“Desde 2000, com a criação da ANA (Agência Nacional de Águas) a companhia não cuida mais a gestão do rio. “A privatização assegura investimento de R$ 350 milhões por ano durante 15 anos e depois R$ 150 milhões por mais 15 anos para o rio”, observa.

Fonte: Jornal do Commercio

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Comissão da Câmara aprova royalties para energia solar e energia eólica

Foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal nesta quarta-feira (6), o Projeto de Emenda Constitucional 97/2015, do deputado Heráclito Fortes (PSB), que trata sobre melhor distribuição dos recursos financeiros oriundos da atividade de exploração e obtenção de energia eólica. Segundo o parlamentar, o projeto beneficia diretamente o Piauí.

“Esse projeto beneficia o Piauí, o Nordeste e o Brasil. Nós temos áreas onde estão sendo instaladas as torres eólicas e temos áreas com energia solar. O município não recebe nada. Criamos o royalties para beneficiar o município, e surgiu um lobby dizendo que aquilo ia aumentar o preço, pelo contrário, vai diminuir o lucro da empresa. O empresário vai perder uma besteira e os municípios vão ganhar”, disse o deputado.

A proposta foi aprovada por unanimidade e segue agora para uma comissão especial onde será fixado os percentuais que os municípios terão direito. “Passou hoje na CCJ, agora será criada uma comissão especial onde será definido o valor. Não estamos preocupados com o vento e sim com as torres e as placas”, declarou.

Para o parlamentar, a exploração da energia eólica e solar não gera compensação financeira, como ocorre no caso da mineração, da extração de petróleo ou da operação de grandes hidrelétricas.

Fonte: Ambiente Energia

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Aneel aprova edital de ‘Leilão A-4’ com preço-teto de R$ 329/MWh

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (14), o edital do ‘Leilão A-4’ destinado à contratação de empreendimentos de geração de energia elétrica. O preço-teto da energia foi estipulado em R$ 329 por megawatt-hora (MWh). O certame será realizado no dia 18 de dezembro.

O valor máximo da energia estabelecido no edital varia de acordo com a fonte de geração. Os empreendimentos hidrelétricos, a serem contratados por quantidade, tiveram o preço-teto definido em R$ 281/MWh.

Os empreendimentos de geração eólica tiveram o preço de referência, na contratação por disponibilidade, fixado em R$ 276/MWh. Também em contratos por disponibilidade, os projetos de geração solar e termoelétrica a biomassa tiveram o valor máximo fixado em R$ 329/MWh.

Os preços iniciais definidos para disputa com os empreendimentos já outorgados, com ou sem contrato, foram definidos em: R$ 211,81/MWh para hidrelétricas (PCH e CGH); R$ 173,76/MHh para parques eólicos, R$ 230,66/MWh para projetos a biomassa e R$ 310,25/MWh para a fonte solar.

O relator da proposta de edital, o diretor da Aneel Tiago Correia, informou que já foram cadastrados 1.676 projetos para o leilão. Eles reúnem capacidade instalada de 47 mil Megawatt (MW). Desse volume total de geração, 55% são de fonte eólica e 38% de fonte solar.

Os prazos contratuais de suprimento variam entre 20 anos e 30 anos, contados a partir de 1º de janeiro de 2021. O edital prevê restrição para empresas em recuperação judicial e extrajudicial ou com histórico de atraso superior a um ano no setor.

Foto: Rafael Bitencourt | Valor Econômico

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Voltalia tem 560 MW para leilões de dezembro

Companhia participa com eólicas e solares e pode diversificar localização, com restrições no Rio Grande do Norte

A Voltalia cadastrou 560 MW de capacidade para os leilões A-4 e A-6 que serão realizados em dezembro. A companhia espera grande competitividade nas concorrências, e uma demanda maior para o A-6, que contratará energia a partir de 2023. “Acreditamos que temos projetos competitivos para ganhar os PPAs”, comenta o diretor geral da companhia no Brasil, Robert Klein. Ele cita desenvolvimento de potencial solar em parques já operacionais da companhia, por exemplo, que podem ter custos com a conexão reduzidos. A empresa tem cerca de 2 GW em desenvolvimento no país, em estados como Piauí, Bahia e Amapá, além do Rio Grande do Norte, onde concentra toda sua capacidade eólica em operação, que soma 430 MW.

A companhia, inclusive, inaugurou o seu maior complexo eólico, São Miguel do Gostoso, em município de mesmo nome no Rio Grande do Norte, com 108 MW, nesta quinta-feira (19/10). Em 2017, a Voltalia concluiu a construção de todos os projetos que negociou em leilões nos últimos anos, em um ciclo de investimentos que soma R$ 2,5 bilhões para entregar 430 MW de capacidade eólica. Todos os projetos estão instalados em território potiguar – alguns em parceria com outras empresas, como a Copel, que tem uma participação de 49% no complexo inaugurado hoje.

A companhia se prepara agora para um novo ciclo de investimentos a partir dos leilões de dezembro.

A expansão poderá ser com a fonte solar, com a qual a empresa vem ganhando esperiência. No ano passado, a Voltalia adquiriu a Martifer Solar, empresa portuguesa que tem experiência no desenvolvimento e construção de usinas fotovoltaicas. Além disso, desenvolve no sistema isolado de Oiapoque uma usina de 4 MW, junto com uma PCH de 7,5 MW, que substituirão térmica a diesel para atender a região.

Transmissão no RN

“O Rio Grande do Norte tem uma oportunidade única de aproveitar esse momento (de incentivo as fontes renováveis após o Acordo de Paris). Recebeu um grande volume de investimentos na fonte eólica, mas isso pode mudar rápido, outros estados estão chegando. A capacidade restrita pode limitar e atrasar a instalacao nesse estado. Não podemos parar”, disse o executivo. A companhia adotou a estratégia de desenvolvimento em cluster, construindo complexos próximos uns dos outros, de forma que os investimentos em conexão dos parques pudesse ser mais eficiente. Por este motivo, concentrou sua atuação no Rio Grande Norte.

O complexo inaugurado nesta quinta-feira conta com 36 aerogeradores, de 3 MW cada, todos fornecidos pela Acciona, principal fornecedora dos parques da Voltalia- a Companhia também adquiriu turbinas da Gamesa, para o parque Vila Acre I, de 27,3 MW. São Miguel do Gostoso estava apto a operar desde junho de 2015, mas aguardava a conclusão da subestação de Touros, de responsabilidade da Chesf, o que só ocorreu neste ano.

Como foi contratado no A-3 de 2011, o complexo chegou a ser remunerado, pois o risco da transmissão ainda não era do empreendedor.
O projeto é capaz de abastecer aproximadamente 270 mil famílias, além de reduzir a emissão de CO2 em até 205.042 toneladas por ano.

Enquanto a reportagem da Brasil Energia vistava o complexo, as máquinas operavam com 82% de fator de capacidade, mesmo com duas delas paradas para manutenção.

Fonte: Lívia Neves | Brasil Energia

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Eólica cresce 25% em 2017 e RN lidera ranking nacional

A produção de energia eólica em operação comercial teve um crescimento de 25,7% entre janeiro e agosto de 2017 no comparativo com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e foram divulgados no boletim InfoMercado.

A produção das usinas eólicas este ano ultrapassou em 824 MW o que foi gerado no mesmo período de 2016. As eólicas correspondem a 6,5% da geração de energia no Brasil e são a terceira principal fonte do país atrás da hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) responsável por 73,8% da produção e térmicas (19,7%).

Ao final de agosto, a CCEE contabilizou 470 usinas eólicas em operação comercial no país que somavam 11.951 MW de capacidade instalada, incremento de 25,5% frente ao potencial das 374 unidades geradoras existentes em agosto de 2016.

Eólica por Estado
O boletim indica que, por estado, o Rio Grande do Norte segue na liderança da produção eólica no país com 1.316,7 MW médios de energia entregues em 2017, aumento de 26,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 833 MW médios produzidos (+26,4%), o Rio Grande do Sul, que alcançou 583,5 MW médios (+21%), o Ceará com 552 MW médios (+2,8%) e o Piauí com 443,6 MW médios, aumento de 48% frente à geração alcançada em 2016.

Os dados consolidados da CCEE de agosto de 2017 confirmam ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.455,3 MW, aumento de 18% em relação a agosto de 2016 quando a capacidade instalada era de 2.926,5 MW. Em seguida aparece a Bahia com 2.206 MW (+26%), o Ceará com 2.036,2 MW (+16,2%), o Rio Grande do Sul com 1.777,9 MW (+17,2%) e o Piauí com 1.325,5 MW de capacidade, crescimento de 62,5% frente ao ano passado.

Números

Dez maiores estados produtores de energia eólica em 2017
Rio Grande do Norte                1.316,7MW
Bahia                                            833MW
Rio Grande do Sul                       583,5MW
Ceará                                           552MW
Piauí                                          443,6MW
Pernambuco                                  229MW
Santa Catarina                                 28MW
Paraíba                                       15,5MW
Sergipe                                         7,3MW
Rio de Janeiro                               7,3MW

Dez maiores estados em capacidade instalada de energia eólica (agosto 2017)
Rio Grande do Norte              3.455,4MW
Bahia                                       2.206MW
Ceará                                   2.036,2MW
Rio Grande do Sul                    1.778MW
Piauí                                     1.325,5MW
Pernambuco                               572MW
Santa Catarina                            224MW
Paraíba                                     59,5MW
Sergipe                                     34,5MW
Rio de Janeiro                              28MW

Fonte: Tribuna do Norte com informações da CCEE

Foto; Junior Santos

Energia eólica abastece 71% do Nordeste em setembro

No último domingo, 10 de setembro, a energia eólica bateu novos recordes de geração. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou que 71% da energia consumida no Nordeste veio das eólicas. E houve ainda um recorde horário: às 9h13, o consumo de energia proveniente da fonte atingiu o pico de 84%, que corresponde a 6.852 MW.

Ainda de acordo com o ONS, a geração eólica média diária chegou a 6.194 MW, correspondendo a 71% da demanda média.

Com informações da agência Canal Energia

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Rio Grande do Norte terá mais 23 parques eólicos até 2021

Até 2021, o Rio Grande do Norte terá mais 23 parques eólicos que estão em construção no estado, com instalação recorde de empresas desde 2015, no estado que é líder na produção de energia. Os dados foram anunciados pelo governador Robinson Faria durante o Brazil Windpower, o maior evento de energia eólica da América Latina, aberto realizada nesta terça-feira (29), no Rio de Janeiro.

O RN mantém a liderança nacional na produção de energia eólica com produção atual de 3,4 GiggaWatts nos 125 parques em operação, segundo dados da Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico.

Do total de parques instalados no estado, 72 deles começaram a operar por meio de licenças ambientais concedidas pela atual gestão. Ainda estão sendo construídos mais 23 parques eólicos, que vão gerar 570 MW. Até o final de 2021 estarão em atividade no estado 150 empreendimentos, além dos 26 que estão sendo contratados, mas que não tiveram iniciadas as obras. Juntos, estes gerarão 618,4 MW.

Os números, de acordo com o governador Robinson Faria, são resultado de uma política de atração de empresas para o estado que passa pela agilização das emissões de licenças ambientais através do Instituto de Desenvolvimento Ambiental e Meio Ambiente, Idema.

“O nosso governo tem se empenhado em conceder licenças ambientais de forma ágil, mas sempre seguindo as determinações ambientais, cumprindo etapas, respeitando a legislação, mas desburocratizando o sistema para permitir a geração de empregos. Foi o que nos permitiu emitir uma quantidade recorde de licenças desde 2015 e é o que tem ajudado a nos manter na liderança da produção nacional de energia limpa”, disse.

O chefe do Executivo estadual enfatizou também a liberação do último trecho do linhão Esperanza (500KV), que vai passar por 14 municípios e escoar toda a energia do RN para fora do Estado. Ao todo são 214km, saindo de Ceará-mirim, passando por João Câmara até Assu. Com isso, passam a funcionar alguns parques do estado que estavam parados desde 2013 aguardando a energização da linha, e também à espera da subestação da Chesf. Com o linhão da Esperanza a energia do RN será interligada com o sistema nacional.

Potencial

Enquanto a média do fator de capacidade mundial é de 20- 25%, no RN são registrados fatores superiores a 50%. A alta capacidade de produção coloca o estado em uma posição interessante em uma posição interessante: caso fosse um país, seria o 19º do mundo em capacidade eólica instalada e em operação comercial, à frente de países como Japão, Bélgica, Chile, Uruguai, África do Sul e Coreia do Sul.

Com o mercado aquecido, a geração de emprego também acompanha os bons números com 15 postos de trabalho por cada megawatt (MW) instalado.

O potencial de energia eólica no Brasil é de 500 Gigawatts (GW). Atualmente, a capacidade eólica instalada no Brasil é de 10,82 GW, o que equivale a uma usina Belo Monte, no Pará.

Fonte: Novo Jornal

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Leilão de descontratação de energia cancela 557,36 MW em projetos, diz CCEE

O inédito leilão de descontratação de energia cancelou nesta segunda-feira 557,36 MW em projetos de novas usinas de geração, informou nesta segunda-feira a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O leilão cancelou 307,7 MW em usinas eólicas e 249,66 MW em usinas solares, segundo a CCEE.

O certame teve como objetivo oferecer uma oportunidade para que empresas descontratem usinas que tiveram problemas e não conseguiram sair do papel nos últimos anos.

 

Veja os detalhes aqui.

Fonte: Reuters

Foto: Exame

Governo realiza leilão reverso para projetos de energia de reserva

Certame é visto pelo mercado como uma oportunidade para empreendedores devolverem projetos que perderam a viabilidade econômica e financeira sem grandes penalizações.

Teve início nesta segunda-feira (28), às 10h, o primeiro leilão reverso promovido pelo Governo Federal com objetivo de descontratar projetos de energias eólicas, solares e hidrelétricos que não iniciaram a operação em testes. Batizado de Mecanismo de Descontratação de Energia de Reserva, o certame inédito foi possível após a publicação da Portaria nº 151/2017 do Ministério de Minas e Energia (MME).

Ao contrário dos leilões de contratação, que o vencedor é aquele que oferece o menor preço pela energia, no Mecanismo de Descontratação a proposta ganhadora será aquela que oferecer o maior valor, que levará em conta o preço negociado nos respectivos leilões de reserva (vantajosidade da descontratação), associado ao pagamento de prêmio Conforme estabelecido em edital, o prêmio inicial para submissão de lance é de R$ 33,68 /MWh para os três produtos (solar, eólica e hidrelétricas) e deverá ser crescente ao longo da disputa.

O produto solar está oferecendo o valor de R$ 300,95/MW, seguido pela eólica com R$ 184,05/MWh. O produto UHE estava zerado. O leilão pode ser acompanhado em tempo real pelo site da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

 

Fonte: CERNE Press

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Mulheres representam 25% da força de trabalho no mercado de energias renováveis

Atualmente, as mulheres representam cerca de 25% da força de trabalho no mercado de energia eólica e solar em todo o mundo. Esse e outros temas foram discutidos durante a 3ª edição do Ciclo de Debates do Conselho Técnico Científico do CERNE (CTC-CERNE), ocorrido nesta sexta-feira (28), no Instituto Federal de Educação Tecnológica do RN (IFRN), em Natal. O evento também abordou o crescimento da energia eólica no Brasil e seus aspectos quanto a mercado, tecnologias e qualificação profissional.

A diretora executiva da Associação de Mulheres nas Indústrias Sustentáveis e Energia Renovável (WRISE, em inglês), Kristen Graf, participou do evento diretamente de Nova Iorque e falou sobre o trabalho desenvolvido pela associação. “Nós trabalhamos com a inserção e avanço das mulheres dentro do setor de energias renováveis. Acreditamos que uma força de trabalho diversificada é uma chave estratégica para a construção de uma economia mais robusta e inclusiva na área de energia renovável”, enfatizou Graf, durante videoconferência.

“Nós fizemos um grande progresso nos últimos anos, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. Sabemos que uma equipe diversa é melhor para a tomada de decisões e melhor para os negócios”, salientou a executiva.

Operação e manutenção de empreendimentos

20431728_1514054585313693_2593324873379107804_nPara Leandro Ribeiro, representante da Pacific Hydro Brasil, companhia responsável pela instalação de parques eólicos no Brasil e Rio Grande do Norte, ter uma estratégia de manutenção preventiva é fundamental para que os parques mantenham sua eficiência de produção. “Entre os desafios do segmento de manutenção e operação estão a seleção e disponibilidade de empresas parceiras, além da necessidade de mão de obra cada vez mais qualificada nesse ramo”, ressaltou o engenheiro.

Novas tecnologias vêm sendo desenvolvidas para otimizar a eficiência desses equipamentos. O engenheiro e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ricardo Pinheiro, apresentou diversos resultados de pesquisas sobre o tema. Para ele, as turbinas podem ter melhor desempenho se forem estruturalmente adequadas ao clima do Brasil. “O clima e o meio ambiente como um todo influenciam na produtividade desses equipamentos. É necessário adotar técnicas adaptadas a cada região para otimizar a manutenção preventiva. Isso pode repercutir positivamente nos contratos e no retorno financeiro para a empresa a longo prazo”, concluiu Pinheiro.

Cenário piauiense

WhatsApp Image 2017-07-28 at 17.39.40Quando se fala em geração de energia eólica, o Rio Grande do Norte se destaca pelos bons números conquistados nos últimos anos. Entretanto, a indústria dos ventos também está ganhando força em outros estados da região Nordeste.

No Piauí, a produção de energia eólica chega a  1178 megawatts (MW) de capacidade instalada  e coloca o estado entre os cinco maiores geradores pela fonte no Brasil. Segundo o professor da Universidade Federal do Piauí, Marcos Lira, se a tendência de crescimento do setor permanecer, em 2019 o estado poderá quebrar a barreira dos 2 gigawatts. “Se essa tendência de crescimento continuar, até 2025 o estado poderá atingir a marca de 6GW de capacidade instalada em operação”, disse Lira.

Capacitação

A capacitação e inserção de profissionais no mercado eólico é um assunto que demanda cada vez mais atenção do setor energético. O

Foto: CERNE Press

Foto: CERNE Press

Coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Energias Renováveis do IFRN no Campus de João Câmara, Alexandro Rocha, citou a implantação do curso para atender, no âmbito do estado, às demandas geradas pelo contexto social e econômico ocasionados pelo desenvolvimento do mercado das energias renováveis. O docente mencionou as atividades do curso e ressaltou a contribuição disso para formação especializada de profissionais no Rio Grande do Norte.

Rocha aproveitou a ocasião do tema para destacar a importância do aprendizado de um segundo idioma como um dos diferenciais para a inserção do profissional no mercado energético.

Fonte: CERNE Press