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(Foto: Igor Jácome/G1)

Energia eólica recebe 97% dos financiamentos do BNDES ao RN no primeiro bimestre

Banco liberou R$ 446,3 milhões entre janeiro e fevereiro. Crescimento foi de 55% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O setor de energia eólica foi responsável por 97% dos financiamentos liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Rio Grande do Norte, no primeiro bimestre deste ano. Foram mais de R$ 434 milhões investidos no segmento, de um total de R$ 446,3 milhões que chegaram ao estado.

De acordo com o banco, a soma de investimentos no RN foi 48,5% maior que o valor liberado no mesmo período do ano passado. Os investimentos em energia eólica fizeram o setor de infraestrutura, da qual ela faz parte, ter o maior crescimento: de 55%.

Apesar de o setor agropecuário também ter tido um crescimento do mesmo porte (55%), o volume de recursos foi bem menor. Ficou em R$ 2,2 milhões. Ao setor de comércio e serviços, foram destinados R$ 5,2 milhões e a indústria potiguar recebeu R$ 1,8 milhão.

Para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) potiguares, foram liberados R$ 32,2 milhões, distribuídos em 457 operações de créditos diferentes.

Fonte: G1/RN

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Geração eólica cresce 26,5% em 2017, diz CCEE

A geração de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN) subiu 26,5% no ano passado em relação a 2016, segundo informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

As usinas movidas pela força do vento somaram 4.619 MW médios entregues ao longo do ano passado frente aos 3.651 MW médios gerados no mesmo período de 2016. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do sistema alcançou 7,4% em 2017. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) foi responsável por 70,7% do total e as usinas térmicas responderam por 21,8%.

A CCEE contabilizou 494 usinas eólicas em operação comercial no País, ao final de 2017, somando 12.589,7 MW de capacidade instalada, incremento de 23,2% frente aos 10.221,5 MW de capacidade das 402 unidades geradoras existentes um ano antes.

A análise indica que, por Estado, o Rio Grande do Norte lidera a produção eólica com 1.455,3 MW médios de energia entregues no ano passado, alta de 20,7% em relação ao mesmo período de 2016. Na sequência, aparecem a Bahia com 890 MW médios produzidos (+28,5%), o Ceará com 718,6 MW médios ( 7,5%), o Rio Grande do Sul com 637,5 MW médios ( 23%) e o Piauí com 524 MW médios, aumento de 58,3% frente à geração alcançada no ano anterior.

Os dados da CCEE confirmam ainda o Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.548,65 MW, aumento de 11,5% em relação a 2016. Em seguida aparece a Bahia com 2.414,94 MW ( 38%), o Ceará com 2.134,96 MW ( 10,6%), o Rio Grande do Sul com 1.777,87 MW ( 9,6%) e o Piauí com 1.443,10 MW de capacidade (57,7%).

Fonte: Agência Estado

Foto: noctula.pt

Brasil atinge 8º lugar em ranking mundial de energia eólica. RN segue líder nacional

O Brasil ultrapassou o Canadá no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica em 2017, passando a ocupar a oitava posição, de acordo com levantamento feito pelo Global World Energy Council (GWEC) e divulgado pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). No ano passado, foram adicionados 52,57 gigawatts (GW) de potência de energia eólica no mundo, chegando a uma capacidade instalada total de 539,58 GW.

A energia produzida pelas usinas eólicas chegou a ser responsável por 64% da energia consumida na Região Nordeste, no dia 14 de setembro do ano passado. A Abeeolica estima que o Brasil, cuja capacidade instalada é 12 GW, tenha potencial eólico superior a 500 GW.

A Região Nordeste aparece na frente na capacidade de produção de energia a partir dos ventos. Com 135 parques, o Rio Grande do Norte é o estado que mais produziu energia usando a força dos ventos. São 3.678,85 MW de capacidade instalada. Em seguida, com 93 parques e 2.410,04 MW de capacidade instalada, vem a Bahia. Em terceiro lugar vem o Ceará, que conta com 74 parques e tem 1.935,76 MW de capacidade instalada.

Em quarto lugar aparece o Rio Grande do Sul. O estado tem 80 parques e 1.831,87 MW de capacidade instalada. Em seguida vem o Piauí, com 52 parques e 1.443,10 MW instalados, e Pernambuco com 34 parques e 781,99 MW de capacidade instalada.

Ranking global

O Brasil acrescentou 2,022 GW de potência eólica ano passado, chegando a 12,763 GW. O primeiro lugar segue com a China, que acrescentou 19,5 GW ano passado e chegou a 188,232 GW de capacidade instalada da fonte eólica.

Depois da China, aparecem ainda Estados Unidos (89 GW), Alemanha (56,1 GW), Índia (32,8 GW), Espanha (23,2 GW), Reino Unido (18,8 GW) e França (13,7 GW).

Em nota, a presidente da Abeeólica, Élbia Gannoum, destacou que o Brasil vem galgando posições no ranking “de forma consistente”. Em 2015, o país estava em décimo lugar, e subiu uma posição por ano desde então.

O levantamento também classifica os países pela capacidade acrescentada no ano. Nesse ranking, o Brasil ficou em sexto lugar, atrás de China, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Índia. No ano anterior, o país estava em quinto lugar.

“A tendência é que a gente ainda oscile mais, visto que em 2019 e 2020 nossas instalações previstas são menores porque ficamos sem leilão por quase dois anos no período 2016/2017, o que vai se refletir no resultado de 2019 e 2020”, disse Élbia, em nota.

Segundo a presidente da entidade, até 2020, considerando os contratos já assinados e os leilões realizados, a capacidade instalada de energia eólica do país vai chegar a 18,63 GW. Com os novos leilões, a tendência é que o número cresça.

Fonte: CERNE Press

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FNE Sol multiplica projetos de energia renovável no RN

O Rio Grande do Norte foi o Estado que mais recebeu crédito do Banco do Nordeste para projetos de micro e minigeração distribuída de energia para consumo próprio dos empreendimentos, em 2017. Os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE Sol) totalizaram R$ 9,95 milhões e beneficiaram 59 clientes.

O desempenho potiguar corresponde a 22,3% das operações gerais com a linha de crédito e 21,6% dos investimentos. O FNE Sol foi lançado em meados de 2016, como forma de contribuir para a sustentabilidade ambiental da matriz energética da Região Nordeste.

A procura pela linha de crédito é crescente na rede de agências do Banco, movimento que já havia sido detectado em diagnóstico traçado pela Superintendência do BNB no RN, durante a programação do FNE 2018. O processo, que tem a participação dos principais atores econômicos do Estado, apontou para o foco dos empreendedores no “aumento da eficiência, realizando investimentos em modernização e geração própria de energia”.

Quem venceu o receio de investir na energia renovável, comemora os resultados. Na Aço Brasil, empresa de beneficiamento de aço inox, com foco na produção e venda de móveis, ferragens e acessórios, a instalação de dois sistemas de energia, um na fábrica, em Parnamirim, outro na loja própria, em Natal, resultou numa economia significativa na conta de energia elétrica, maior que a prestação paga ao Banco do Nordeste pelo financiamento.

“Na soma dos dois projetos, chegamos perto de atingir 100% da geração planejada. Acredito que fizemos o investimento na hora certa e, se já estamos satisfeitos com as parcelas do empréstimo menores que a conta de energia, imagina com o reajuste anunciado de 14% na tarifa? E a ajuda do BNB para fazer tudo isso dar certo foi muito interessante”, diz Antônio Pitta, sócio da Aço Brasil.

A Superintendência do RN adotou a estratégia de estruturar, com parceiros, o mapeamento e a divulgação do FNE Sol junto aos empresários do setor de supermercados, dos meios de hospedagem e ainda discutir mecanismos de facilitação do acesso à linha de crédito para as empresas da cadeia de energia fotovoltaica (representantes, instaladores, montadores e epcistas).

“Estamos trabalhando para fazer chegar ao conhecimento dos empreendedores mais remotos as vantagens do FNE Sol. A linha de crédito está se popularizando e, com a redução das taxas de juros do FNE, as perspectivas para 2018 são as melhores possíveis”, diz o superintendente do BNB no Estado, Fabrizzio Feitosa.

RN RENOVÁVEL

De acordo com dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), o Rio Grande do Norte é autossuficiente na geração de energia elétrica desde 2014. No Estado, 84,8% da capacidade instalada vêm de usinas eólicas, 12,4% de termelétricas e 2,8% de  fotovoltaicas. A depender da atuação do Banco do Nordeste, a participação da energia solar nessa equação só tende a aumentar.

Ainda segundo o Cerne, não há uma medição da fonte fotovoltaica distribuída, para consumo próprio. Na geração centralizada, onde o empreendedor gera a energia de fonte solar para venda, o Estado tem 6 usinas fotovoltaicas em operação comercial (quatro delas ligadas no final de 2017), somando  117,10 MW. Há também duas usinas contratadas, que devem acrescentar 66 MW ao sistema fotovoltaico potiguar.

Fonte: Banco do Nordeste

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Proposta de “royalties sobre o vento” força setores eólico e solar a refletir

Terminado o carnaval, o ano começa para os setores de energias renováveis com uma pauta tão exdrúxula quanto inconveniente: a proposta de um senador piauiense retoma, desta vez com mais firmeza e respaldo de uma emenda constitucional, a reiterada tentativa de assessores e parlamentares iluminados de instituir um “royalty” sobre o uso do vento e, por que não logo estender, também sobre o uso da radiação solar.

Não é a primeira vez que oportunistas ocasionais sucumbem à quase inevitável comparação com os royalties do petróleo, mesmo devidamente avisados quanto à natureza jurídicadestes visando a compensar financeiramente as regiões produtoras pela depleção de jazidas de recursos não-renováveis.

Tampouco adianta explicar sobre a aguda regressividade deste mecanismo na viabilidade econômica dos projetos, uma vez que, apesar de apresentar alíquotas aparentemente pequenas, o royalty incide sobre a receita bruta, sem considerar as diferenças de rentabilidade e volume de investimentos de cada empreendimento.

A essência do argumento para os royalties do vento e do sol soa mais forte e mais imponente que tudo isso. O argumento é que usinas eólicas e fotovoltaicas são construídas em localidades remotas e/ou turísticas do Brasil, fortalecem e aquecem as economias locais por um tempo mas, ao longo da sua operação, passam a não gerar mais tanta receita para os estados e municípios anfitriões.

Isso cala fundo na pauta local de prefeitos, vereadores, governadores e deputados estaduais – o que tende a subir com força impetuosa para os debates federais no Congresso Nacional. Por isso, apesar de não fazer qualquer sentido técnico-fiscal e de não encontrar precedente em país algum, a idéia dos royalties vem ganhando força.

Convenientemente fora de pauta, persiste a insólita questão de que o setor energético (juntamente com o de petróleo e gás) recolherem ICMS para as regiões consumidoras, e não para os locais onde produzem/geram – como é o caso de todos os demais produtos. Decorrente de um cenário completamente obsoleto de compensação para São Paulo pela criação dos royalties do petróleo na Constituinte de 1988, hoje esta configuração mostra-se inapropriada, desigual e até anti-econômica. Com o advento das fontes renováveis (biomassa, PCHs, eólicas e fotovoltaicas), a quantidade de estados e municípios que geram energia aumentou substancialmente. Por outro lado, a incidência do ICMS em favor da localidade consumidora é uma indução ao desperdício e à ineficiência energética!

Por todas estas razões, urge a alteração da destinação do ICMS da energia de forma a compensar, ao menos parcial e gradualmente, os estados e municípios geradores. Isso eliminaria a discussão sobre benefício fiscal local e, ao mesmo tempo, não oneraria adicionalmente os empreendimentos recém-viabilizados nas áreas de aproveitamento de fontes renováveis.

Mesmo apesar de todas as explicações formais, o fato de apenas subestimar as causas reais do ambiente que gerou este inadequado projeto de royalties sobre o vento (e sobre o sol) não resolve a questão. É preciso atacá-las de frente, e só a indústria energética pode fazê-lo efetivamente.

Em tempo, é preciso adicionar que a equalização das taxas de juros e condições de financiamento aos projetos socioambientais (“sub-crédito“), recentemente determinada pelo Governo Federal ao BNDES, também contribui para este cenário de decepção das cidades e comunidades quanto aos empreendimentos eólicos e solares.

Portanto, é passada a hora de se deixar de escamotear este desconfortável dilema: ou se trabalha consensualmente no aprimoramento das receitas e benefícios para as regiõesque geram energia, ou se terá que brigar o tempo todo contra iniciativas legislativas e executivas heterodoxas, impositivas e surpreendentes.

Este e outros temas serão discutido no X Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos +10, a realizar-se no primeiro semestre deste ano, e também, no que se referem às repercussões para o setor solar fotovoltaico, na X Conferência Nacional de Energia Solar – Solarinvest Brasil 2018.

Fonte: E&P Brasil | Artigo escrito pelo Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates

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Seridó se prepara para expandir energia renovável

Programa Seridó Solar almeja atrair investimentos em energia renovável para a região

A cidade de Currais Novos (RN) sediará na próxima quarta-feira (07) a instalação do Programa Regional de Desenvolvimento das Fontes Renováveis de Energia do Seridó́ (“Seridó Solar”), que visa a criar e organizar ambientes favoráveis ao investimento na geração de energia a partir das fontes renováveis – solar e eólica.

A iniciativa do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) em parceria com o Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do Rio Grande do Norte (SEERN) e entidades parceiras nacionais e regionais começará a apresentada às lideranças governamentais, empresariais e rurais da região do Seridó em reunião ordinária da Associação dos Municípios do Seridó Oriental (AMSO) e da Associação dos Municípios do Seridó do RN (AMS), e prosseguirá com outras reuniões ao longo da semana, em Caicó e em Currais Novos.

Na região do Seridó, o potencial de geração de energia mais conhecido é o vento da Serra de Santana, na qual foram instaladas algumas dezenas de parques eólicos, com centenas de turbinas (aerogeradores). “Hoje, a Serra de Santana é uma das principais regiões produtoras de energia do Estado, juntamente com a região do Mato Grande e o Litoral Norte potiguar”, explica Darlan Santos, diretor setorial de energia eólica do CERNE.

Quanto à radiação solar, não chega a ser novidade para o seridoense de que se trata de um elemento abundante no seu dia a dia. No entanto, só recentemente é que o desenvolvimento tecnológico e a evolução do cenário energético global e nacional vêm fazendo do recurso solar uma fonte de energia cada vez mais competitiva.

“Há séculos o homem faz uso do calor e da luz do sol para inúmeras atividades mas, recentemente, os esforços dos países para sair da dependência do petróleo fizeram com que tecnologias para utilização de fontes renováveis se tornassem cada vez mais viáveis e acessíveis”, explica Luis Carlos Cheracomo, coordenador de área na divisão de Geração Solar Distribuída da ENGIE, uma das maiores empresas de energia do mundo, com presença em mais de 70 países.

Cadastro de Terras

Uma das iniciativas preliminares é o mapeamento das áreas com potencial energético, ou seja, áreas cujos proprietários desejam saber se serviriam ou não para a instalação de grande porte.

O site www.cadastresuaterra.com.br já permite submeter terrenos e propriedades que ficam diretamente disponíveis à consulta por parte das mais importantes empresas do setor. “É um cadastro simples, que permite que um empreendedor ou corporação energética visualize e analise uma propriedade sem necessariamente visitá-la, desde a sua sede em qualquer lugar do mundo. Mas é importante que o preenchimento seja feito com atenção especial quanto às coordenadas geográficas do terreno”, detalha o gestor de projetos do CERNE, Paulo Henrique Macedo, também ex-Secretário de Estado do Desenvolvimento Agrário à época da consolidação do setor no RN.

Mas há desafios a enfrentar como a logística de escoamento da energia (as linhas de transmissão e subestações de coleta). Para isso, o CERNE defende que a região precisa mobilizar suas lideranças e pressionar diretamente tanto o governo estadual quanto federal ao longo dos próximos dois anos, pelo menos. “O trabalho começa agora, mas os resultados efetivos só podem ser esperados a médio prazo, pois o planejamento do setor é feito em Brasília e as prioridades existem em todo o Brasil. Basicamente, quem pressiona mais, leva”, conclui o coordenador.

CERNE

O CERNE é uma entidade civil empresarial que reúne as principais empresas que investem e operam nos setores relacionados a recursos naturais e energia renovável no Nordeste.

“Somos hoje o estado líder nacional em parques eólica e potência instalada, em geração eólica efetiva e em exportação de energia eólica para o sistema nacional, graças ao processo de preparação que organizamos desde o início da nova era dos leilões federais de energia em 2008”, explica o diretor-presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, que foi Secretário de Energia do Estado entre 2007 e 2010, quando liderou o movimento de atração de investimento em energia eólica para o RN.

Os diretores e técnicos do CERNE organizaram o Programa Seridó Solar em três frentes: a primeira diz respeito à chamada geração centralizada, que são os grandes empreendimentos destinados a gerar energia para o sistema integrado nacional. A segunda e a terceira frentes dizem respeito às ações e projetos de geração distribuída, ou seja, a micro e minigeração realizadas pelos próprios consumidores finais.

“O CERNE conta com uma equipe muito competente, ética e apoiada pelas principais marcas do setor energético mundial e nacional, por isso temos a certeza de que é possível desenvolver o potencial energético do Seridó de forma inteligente, eficiente e sustentável, gerando renda local e postos de trabalho qualificados”, assegura André Medeiros, empresário local e coordenador regional do Seridó Solar.

Fonte: CERNE Press

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A Força está com a energia limpa: 10 previsões para 2018

Por Angus McCrone, Editor-chefe da Bloomberg New Energy Finance.

É janeiro, o que significa que é hora da BNEF olhar para frente e tentar prever o que vai acontecer em 2018 nos setores de energia e transporte limpos. Por sorte, está passando um novo filme da série Star Wars e eu encontrei o sábio Mestre Yoda no LinkedIn.

Resumidamente, a Força estará com a energia e o transporte limpos neste ano, mas também existe um Lado Negro da Força.

Claro, nem todas as previsões são do Mestre Yoda. Meus colegas analistas da Bloomberg New Energy Finance deram uma mãozinha. Detalhei as previsões deles a seguir, cobrindo energia solar, eólica, armazenamento de energia em baterias, veículos elétricos, mobilidade inteligente, gás na América do Norte, GNL, políticas do governo americano e o dinamismo dos mercados da China e Índia.

Antes, vamos discutir os amplos fatores que podem embalar — ou atrapalhar — o progresso em 2018. A queda consistente nos custos de energia solar e eólica e das baterias de íon de lítio significa que continuarão surgindo oportunidades de mercado para energia limpa, armazenamento limpo e veículos elétricos. Em 2017, foram atingidos novos recordes para as tarifas em leilões de energia renovável ao redor do mundo. Um exemplo foi o valor de US$18,60 por MWh para energia eólica onshore no México, que seria impensável dois ou três anos atrás.

No caso das baterias, calculamos que os preços dos pacotes de baterias de íon de lítio caíram nada menos do que 24% no ano passado, criando a perspectiva, com melhorias adicionais de custos, de os veículos elétricos deixarem para trás, em meados ou no final da década de 2020, os carros convencionais com motor de combustão interna — tanto em termos de investimento inicial quanto de longevidade.

Estudos aprofundados das nossas equipes sugerem que essas tendências de redução de custos continuarão nos próximos anos, graças a economias de escala e avanços tecnológicos. Ainda assim, nenhuma tendência mostra uma linha reta, dada a importância do equilíbrio entre oferta e demanda e dos preços das commodities.

A expansão da economia mundial nos últimos meses também pode ajudar a transição em energia e transporte porque elevou os preços de petróleo e carvão (e, em menor medida, do gás), favorecendo um pouco a competitividade da energia eólica e solar e dos veículos elétricos. A confiança dos investidores em nossos setores vem aumentando discretamente. O WilderHill New Energy Global Innovation Index (NEX), que acompanha o desempenho de aproximadamente 100 ações de empreendimentos de energia e transporte limpo no mundo todo, subiu 28% entre o final de 2016 e o dia 11 de janeiro deste ano.

Mas é aí que entra o Lado Negro da Força. Há motivo para preocupação com alguns dos riscos neste início de 2018 e com movimentos externos que podem impactar a transição energética. Um risco específico é a coexistência instigante de vários anos de pujança do mercado financeiro com o potencial para um choque político ou geopolítico, como, por exemplo, uma colisão entre o presidente Donald Trump e Robert Mueller (o responsável por investigar se houve interferência da Rússia na eleição presidencial dos EUA), um erro de cálculo na Península Coreana ou enfrentamento militar entre Irã e Arábia Saudita.

Também há o risco convencional de mercado. A economia mundial mais saudável aumentou a probabilidade de aperto da política monetária não só nos EUA, mas também na Europa e no Japão. Os juros de longo prazo vêm subindo. A taxa de 10 anos nos EUA saiu de 2% em setembro para mais de 2,5% atualmente. Um movimento maior na mesma direção pode começar a afetar o custo do capital e, portanto, a competitividade relativa de tecnologias de alto investimento e baixa despesa operacional, como energia eólica e solar.

Com esta introdução e a observação nada original de que o progresso da transição em energia e transporte depende do sucessodas principais empresas do ramo e da capacidade dos países de administrar uma matriz energética desafiadora, aqui vão as ‘‘10 previsões para 2018” da BNEF:

1. US$ 330 BILHÕES EM INVESTIMENTOS EM ENERGIA LIMPA, OUTRA VEZ

Os dados da BNEF sobre investimentos em energia limpa em 2017 mostram um valor robusto de US$ 333,5 bilhões, 3% a mais do que o total revisado do ano anterior e 7% abaixo do recorde estabelecido em 2015. Espero valor bastante similar em 2018 porque os fatores que podem contribuir para uma quantia maior parecem bem equilibrados com os fatores que justificariam um investimento menor.

Primeiramente, a redução inclemente do custo de capital dos projetos solares (e, em certa medida, eólicos) significa que a mesma quantia em dólares compra mais gigawatts do que um ano atrás. Os investimentos em projetos eólicos offshore podem ficar aquém dos US$ 20,8 bilhões do ano passado, a menos que projetos na França se acelerem e recebam financiamento em 2018.

Por outro lado, o investimento dos mercados abertos pode ser maior do que a quantia modesta de US$ 8,7 bilhões de 2017, que foi a menor em cinco anos. Isso a menos que o mercado acionário de modo geral se abale. Por exemplo, a fabricante de baterias para veículos elétricos Contemporary Amperex Technology apresentou a documentação para uma operação de abertura de capital de US$ 2 bilhões na bolsa de Shenzhen. Nossa equipe de energia solar prevê crescimento adicional em 2018, assim como a equipe especializada em armazenamento de energia (ver abaixo as previsões específicas para cada categoria). Talvez isso seja suficiente para anular o impacto da redução dos custos de investimento.

(Angus McCrone)

2. ENERGIA SOLAR PASSANDO DE 100GW – E AVANTE!

Em 2018, serão instalados ao menos 107GW de capacidade de energia solar, acima dos surpreendentes 98GW do ano passado. Outros países se estabelecerão como mercados significativos. A China ainda domina as previsões para sistemas fotovoltaicos neste ano, com 47-65GW. No entanto, América Latina, Sudeste Asiático, Oriente Médio e África terão fatias significativas neste ano. Por exemplo, o México deve passar de 3GW em 2018, enquanto Egito, Emirados Árabes Unidos e Jordânia devem ter juntos 1,7-2,1GW.

A expansão da China, que teve extraordinários 53GW adicionados em 2017, ainda é irracional. O mecanismo de subsídios ainda não foi definido e muitos projetos estão sendo construídos antes de garantirem uma ‘cota’ do governo para ter acesso aos subsídios. No entanto, parece que investidores e empresas estatais da China vão erguer esses projetos, presumindo que o governo encontrará uma saída ou que pelo menos oferecerá compensação pela energia, impedindo perda completa.

A China pode introduzir a obrigatoriedade de um crédito de energia renovável em 2018, o que pode solucionar parte a questão da origem dos subsídios. Aproximadamente metade dos projetos novos na China terá conexão com a rede de distribuição, ou seja, são projetos menores com capacidade para vender para consumidores locais. Esses projetos não são sujeitos a cotas, mas são limitados pela capacidade dos grandes desenvolvedores de juntar grandes volumes em contratos pequenos.

(Jenny Chase, responsável pela equipe de energia solar)

3. INSTALAÇÕES DE ENERGIA EÓLICA AUMENTARÃO NOVAMENTE

Globalmente, o total adicionado de projetos de energia eólica – onshore e offshore – foi de 56GW em 2017, pouco acima dos 54GW de 2016, porém bem abaixo do recorde de 63GW atingido no ano anterior. A nosso ver, essa recuperação lenta continuará em 2018, com a chegada de aproximadamente 59GW. Outro recorde provavelmente será atingido em 2019, ao redor de 67GW, com a proximidade do vencimento do crédito tributário nos EUA. China e América Latina devem apresentar crescimento entre 2017 e 2018.

Na categoria offshore, os principais mercados ainda serão Reino Unido, Alemanha, Holanda e China, mas EUA e Taiwan estarão preparando o terreno neste ano para uma série de projetos na década de 2020. Um dos destaques de 2018 será o resultado do leilão com subsídio zero na Holanda para as zonas Hollandse Kust I e II, somando 700MW. Duas empresas confirmaram participação (Vattenfall e Statoil) e esperamos que outras façam o mesmo. A disputa entre concorrentes fortes seria outro sinal da grande melhora da rentabilidade da energia eólica offshore.

(Tom Harries, analista sênior de energia eólica)

4. PREÇO DE BATERIAS DIMINUI APESAR DA PRESSÃO DOS PREÇOS DOS METAIS

Os preços das baterias de íon de lítio continuarão caindo em 2018, mas em ritmo mais lento do que em anos anteriores. Os preços do cobalto e do carbonato de lítio subiram 129% e 29%, respectivamente, em 2017. Isso começará a elevar os preços médios das células em 2018, alimentando muitos relatos de ameaça à revolução dos veículos elétricos e da armazenagem de energia. Apesar disso, esperamos queda de 10-15% do preço médio das baterias devido a economias de escala, tamanhos maiores e melhoria na densidade energética de 5-7% por ano.

A diminuição dos custos de investimento, a maior necessidade de recursos flexíveis e a maior confiança na tecnologia subjacente seguirão embalando a demanda por armazenamento de energia. Globalmente, a instalação de sistemas de armazenamento em 2018 passará de 2GW/4GWh e a Coreia do Sul será o maior mercado pelo segundo ano consecutivo. No entanto, o mercado ainda está frágil e algumas expectativas sobre a velocidade de instalação não são realistas. As baterias são promovidas como a resposta para todos os males das renováveis intermitentes, incluindo a canibalização de preços causada pelo efeito de ordem de mérito, equilíbrio no sistema e restrições de rede. O que determinará a taxa de aceitação são medidas governamentais, não somente a economia. O armazenamento de energia ainda é um tema pouco compreendido por autoridades e profissionais do setor energético. Isso é muito importante porque investir em alternativas, como usinas à base de gás natural com duração prevista acima de 25 anos, vai criar um longo período de bloqueio que limitaria oportunidades para outros recursos flexíveis, como armazenamento, ou resultar em ativos problemáticos mais adiante.

(Logan Goldie-Scot, responsável por armazenamento)

5. VENDAS DE 1,5 MILHÃO DE VEÍCULOS ELÉTRICOS

Serão vendidos no mundo inteiro aproximadamente 1,5 milhão de veículos elétricos em 2018, com a China representando mais da metade do mercado global. Isso representa um aumento de 40% em relação a 2017, uma pequena desaceleração na taxa de crescimento à medida que a China reduz subsídios em preparação para a adoção da cota de veículos elétricos em 2019. A previsão é que as vendas por lá diminuam no primeiro trimestre e se recuperem no resto do ano. A Europa se manterá como segundo maior mercado para veículos elétricos. As preocupações com a qualidade do ar estão aumentando nas capitais europeias e a rejeição ao diesel beneficiará esse mercado. A Alemanha merece especial atenção. As vendas de veículos elétricos dobraram no país em 2017 e podem dobrar novamente em 2018. Na América do Norte, as vendas em 2018 devem chegar a 300.000 unidades, mas a grande dúvida é a Tesla. Se a empresa cumprir as metas de produção, as vendas nos EUA podem ficar muito acima disso.

(Colin McKerracher, responsável por veículos elétricos)

6. CARROS AUTÔNOMOS SE APROXIMAM DA MARCA DE 10 MILHÕES DE MILHAS

Com base na última atualização da Waymo e na nossa análise das atividades de outras companhias, calculamos que, no fim de 2017, os carros da categoria percorreram 8,37 milhões de quilômetros em modo autônomo. No final de 2018, projetamos 13,3 milhões de quilômetros. A maior parte da distância até agora foi percorrida por veículos para teste, mas isso pode mudar em 2018. Os veículos fabricados pela Tesla são os principais candidatos a percorrer maior quilometragem autônoma. A empresa ainda não ativou o pacote “Full Self-Driving” que já está vendendo. E o desempenho do recurso “Enhanced Autopilot” já ativado nos automóveis da Tesla piorou desde o fim da parceria com a Mobileye, em setembro de 2016. Se a Tesla superar esses desafios em 2018, terá liderança da quilometragem autônoma percorrida por carros pertencentes a consumidores privados.

Outra fonte de quilometragem autônoma será a linha de automóveis semiautônomos de Nível 3 que GM, Mercedes, Toyota e VW começaram a vender. A contribuição desses veículos provavelmente será menor do que a da frota da Tesla, uma vez que essas montadoras definiram mais restrições a respeito das circunstâncias em que os consumidores podem usar os recursos de direção autônoma. Os carros pertencentes a consumidores privados podem se tornar grande fonte de quilometragem autônoma em 2018, potencialmente elevando a distância total acumulada de modo totalmente autônomo para acima de 16 milhões de quilômetros (10 milhões de milhas). No entanto, existem riscos associados ao uso equivocado da tecnologia por consumidores – como o acidente fatal envolvendo o Model S, da Tesla, em maio de 2016 – e mais acidentes podem resultar em restrições maiores ao avanço dos veículos autônomos.

(Ali Izadi-Najafabadi, responsável por mobilidade inteligente)

7. AUMENTO ADICIONAL EM PRODUÇÃO DE GÁS E GERAÇÃO NOS EUA

A BNEF estima que o preço do gás natural na Nymex, usando como referência Henry Hub, ficará, na média, em US$3 por milhão de Btu (MMBtu) em 2018, com variações de 10% ao redor dessa média, puxado pela demanda sazonal e por eventos de curto prazo que afetem o mercado. Os mercados de gás natural continuarão evoluindo em 2018, com o aumento da produção nos EUA e da demanda. Nossa expectativa é que a faixa de preços fique próxima ao observado em 2017.

O ano passado foi monumental para a produção nos EUA, quando foi atingido um novo pico de 77,3 bilhões de pés cúbicos (2,19 bilhões de metros cúbicos) por dia (Bcfd), com base em estimativas da BNEF. Isso ocorreu porque os produtores reativaram as plataformas, já que a recuperação de preços e os avanços tecnológicos melhoraram a lógica econômica da produção. Esperamos que essa tendência continue em 2018 — liderada pelas formações de Marcellus/Utica, na região Nordeste do país, e por Permian, no Oeste do Texas —, uma vez que o break-even da produção ficará bem abaixo de US$3/MMBtu. No agregado, a BNEF projeta que a produção de gás natural seco atingirá novo recorde, passando de 80 Bcfd até o fim deste ano.

O consumo e a exportação de gás natural pelos EUA também foram notáveis no ano passado. A recuperação do preço do gás natural, de 18% para uma média em 2017 de US$3,02/MMBtu ajudou a reverter o forte movimento de troca de carvão por gás nos EUA em 2015 e 2016. Para 2018, esperamos que a geração de gás se acelere novamente, em 4% para uma média de 26,6 Bcfd, embora 17GW em novas instalações de energia eólica e solar caminhem para destruir parte da demanda por gás natural. O aumento se deve sobretudo a novos projetos mais eficientes de geração de gás nos EUA, diminuindo ainda mais a presença do carvão na matriz energética. A exportação voltará a desempenhar papel significativo na estabilização da balança e do preço do gás natural, com a chegada de dois novos projetos de liquefação de GNL.

(Het Shah, responsável por gás na América do Norte)

8. COMÉRCIO DE GNL CHEGARÁ A US$ 120 BILHÕES

O mercado global de gás natural liquefeito terá outro ano de expansão significativa. A demanda deu um salto de 10% em 2017 para 285MMtpa – o maior crescimento desde 2011 – e projetamos acréscimo de 7-10% em 2018. Volumes e preços maiores levarão o comércio de GNL para US$ 120 bilhões, valor 15% maior do que o apurado no ano passado. Os fatores mais importantes serão o aumento da demanda na China e a competitividade do GNL (cujo preço é influenciado pelo petróleo e pela cotação de referência Henry Hub) em relação a petróleo e carvão.

O preço spot do GNL na Ásia, região que consome 75% desse combustível, ficou em US$9/MMBtu, na média, no último trimestre de 2017, 35% a mais do que um ano antes, sugerindo um mercado com menos folga no inverno. A China foi o principal determinante. Consumidores industriais e residenciais chineses aceleraram os esforços de troca do carvão pelo gás, ao mesmo tempo em que a demanda por aquecimento no inverno disparava em outras partes do mundo. Em janeiro de 2018, o preço spot subiu ainda mais no Norte da Ásia, superando US$11/MMBtu, provocando dúvidas quanto ao excedente no mercado neste ano. Por um lado, diversos fatores favorecem o aumento da demanda, como o maior consumo na China para melhora da qualidade do ar, a retomada mais lenta do que o previsto das operações nucleares no Japão, novos centros de demanda como Paquistão e Bangladesh e a política energética favorável ao gás na Coreia do Sul. Por outro lado, chegarão ao mercado 35MMtpa em capacidade adicional de liquefação em 2018, indicando que o mercado pode ter mais folga.

(Maggie Kuang, principal analista de GNL para Ásia Pacífico)

9. CARVÃO ESCORRE PELOS DEDOS DE TRUMP

O governo Trump continuará usando todos os estratagemas possíveis para revitalizar a produção de energia à base de carvão nos EUA, mas não vai interromper o inevitável e inexorável declínio de carvão. Não é preciso ir muito longe. Já se sabe que 2018 será o segundo ano com o maior número de desativações de usinas movidas a carvão, com previsão de encerramento de projetos com capacidade somada de 13GW. A primeira semana de janeiro foi especialmente gelada nos EUA, o que pode elevar a métrica de megawatts de carvão por hora, mas a capacidade total ativa de usinas movidas a carvão vai continuar diminuindo. Além disso, em 8 de janeiro, a Comissão Federal Reguladora de Energia dos EUA rejeitou uma solicitação do secretário de Energia, Rick Perry, para que os mercados de energia do país recompensassem usinas nucleares e movidas a carvão pela suposta “resiliência” que proporcionam ao sistema elétrico. A comissão, que se orgulha da sua independência, rejeitou o pedido de Perry por 5 votos a 0, sem inclinações partidárias.

O suporte crítico aos projetos de energia eólica e solar nos EUA ainda vem dos créditos tributários, que sobreviveram praticamente intactos à legislação de corte de impostos do ano passado. Ainda existem questões pendentes sobre o financiamento de projetos após as mudanças fiscais, mas os planos parecem relativamente saudáveis para 2018. No entanto, se Trump optar por tarifas ou outras penalidades sobre células fotovoltaicas fabricadas no exterior, os preços locais para módulos fotovoltaicos podem subir e inviabilizar economicamente uma parcela significativa dos projetos solares planejados nos EUA. Ironicamente, Trump provavelmente justificaria tal medida professando apoio à energia solar, uma vez que duas companhias que fabricam os equipamentos nos EUA estão defendendo as tarifas.

(Ethan Zindler, responsável pelas Americas)

10. CARVÃO DE PARTIDA NA ÍNDIA, CHINA CONSTRÓI PROJETOS SOLARES MENORES

A transição energética continuará a todo vapor nos dois maiores mercados de energia da Ásia, a Índia e a China, embora os dois países enfrentem oportunidades e desafios bem distintos. Na Índia, 2017 foi misto. Foram construídos 12GW em energia renovável, uma quantia decente, mas os novos investimentos em energias limpas diminuíram 20% devido a leilões cancelados e renegociação de contratos. Por outro lado, a Índia também teve um ano ruim em termos de acréscimo de capacidade de combustíveis fósseis em 2017, com um número significativo de projetos atrasados. O tempo entre financiamento e construção de projetos indica que a terceira maior economia da Ásia deve ver apenas 10GW em capacidade renovável construída em 2018. O comissionamento de usinas movidas a combustíveis fósseis chega a 13GW, boa parte referente a projetos não concluídos no ano passado.

No entanto, 2018 será o último ano em que os combustíveis fósseis superam os renováveis na Índia. A partir de 2019, o grau maior de certeza sobre políticas governamentais para renováveis e menos projetos envolvendo carvão significam que a construção de projetos de energia renovável vai superar a de combustíveis fósseis a cada ano. Isso será um marco para um país considerado campo de batalha importante para estabilizar o crescimento global das emissões que causam o efeito estufa.

A empolgação com a energia solar na China continuará em 2018 (ver Previsão 2, acima). Em 2018, a China também chegará a um ponto de transição, no qual construirá mais projetos solares conectados à rede de distribuição do que os projetos maiores, conectados à rede de transmissão, além de dobrar o volume de projetos solares construídos.

A diferença entre os dois — distribuição e transmissão — vai além do tamanho. Os projetos conectados à rede de distribuição envolvem redes de voltagem mais baixa, permitindo que se localizem mais perto dos usuários finais, portanto sujeitos a menos restrições e desperdício de energia. São menores e aproximadamente 70% deles são montados em telhados. Mais importante, o segmento de maior crescimento entre os projetos conectados à rede de distribuição são os sistemas de telhado dedicados a fornecer energia renovável somente para um local específico. Nossa estimativa é que dobrem para 14GW na China em 2018.

(Justin Wu, responsável por Ásia-Pacífico)

Estas foram as 10 previsões da BNEF para 2018. Vamos retornar a essas previsões adiante para verificar onde erramos e acertamos. Nos próximos dias, alguns dos meus colegas publicarão previsões mais detalhadas e fatores a serem monitorados neste ano que começa.

Até lá, desejamos um 2018 feliz e próspero para nossos clientes e leitores. E que a Força esteja com vocês!

Não posso prometer que o Mestre Yoda será um dos palestrantes, mas nunca se sabe…

Fonte: Bloomberg

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Investimento em energia renovável segue em alta no Rio Grande do Norte

O Brasil deve atrair gigantes globais do mercado de energia em leilões para contratação de novos projetos de geração renovável previstos para este ano.

O Rio Grande do Norte está bem na foto com a consolidação dos projetos eólicos, e avança na energia solar.

Os custos da energia dos ventos e solar tem caído nos últimos anos. E o investimento tende a crescer nas duas fontes.

No Brasil, a alta de 10% nos investimentos em energia renovável pode ser atribuído, em parte, a retomada dos leilões do setor, principalmente no final do ano passado, depois de uma pausa de dois anos Por meio desses certames foram contratados novos projetos das fontes eólica e solar.

Nesta sexta-feira (19/01) o Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates, concedeu entrevista para o Jornal da 96FM e fez um balanço do setor energético do Rio Grande do Norte, e perspectivas para 2018.

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BNB oferta R$ 27 bilhões para financiamentos de renováveis

Empresários do setor de energias estiveram reunidos nesta quinta-feira, 11, em São Paulo, para conhecer as novas taxas de juros reduzidas do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), operado exclusivamente pelo Banco do Nordeste (BNB), e as condições de acesso ao crédito para financiamentos a projetos de geração e transmissão de energia.

Participaram do evento vencedores dos leilões de geração de energia A-4 e A-6, transmissão de energia realizados em 2017, clientes do setor e executivos de bancos que prestam assessoria à estruturação de operações de infraestrutura. Para 2018, o orçamento do FNE é de R$ 27 bilhões, que beneficiarão projetos em todos os Estados do Nordeste, além do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

A reunião foi conduzida pelo próprio presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, que apresentou novidades nas condições de financiamento e detalhes da operacionalização das linhas de crédito existentes, especialmente o FNE Proinfra, que financia a implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos de infraestrutura. Somente em 2017, o Banco contratou mais de R$ 3,6 bilhões para obras de infraestrutura, especialmente em parques de energias renováveis, como eólica e solar.

O Rio Grande do Norte foi o segundo estado com o maior número de projetos contratados no leilão de energias renováveis realizado no dia 20 de dezembro de 2017, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e deverá receber investimentos de aproximadamente R$ 1,8 bilhão. Doze, dos 240 empreendimentos inscritos no certame foram arrematados e deverão entrar em operação em seis anos. Juntos, eles terão capacidade instalada para geração de energia eólica de 310,225 megawatts (MW). No total, foram ofertados 6.939 MW de energia.  O maior número de projetos foi arrematado por empresas instaladas no Piauí – 17 parques.

O Leilão de Geração nº 04/2017 movimentou, ao todo, R$ 108 bilhões em contratos, equivalentes a um montante de 572.518.389,600/MWh de energia. O preço médio ao final das negociações foi de R$ 189,45 por Mwh (megawatt hora), com deságio de 38,7% em relação aos preços-tetos estabelecidos, o que representou uma economia de R$ 68,5 bilhões para os consumidores de energia.

O Rio Grande do Norte também foi o único estado brasileiro gerador de energia eólica com projetos contemplados no leilão realizado no dia 18 do mesmo mês pela Aneel. A empresa francesa Voltalia, que recentemente inaugurou parques eólicos na região de São Miguel do Gostoso, no litoral Norte, arrematou dois projetos no certame. Eles garantirão, quando em operação integral, a geração de 64 megawatts (MW) de potência, com investimentos estimados em R$ 355 milhões nos próximos três anos.

Fonte: Tribuna do Norte

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Energia eólica tem alta de 19% na capacidade instalada em 2017

Os projetos de energia eólica no Brasil atingiram 12,7 gigawatts (GW) em 2017, aumento de 19% em relação a 2016, segundo informações da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

O segmento terminou o ano com 508 parques em operação. A potência eólica instalada chegou a 8,2% da matriz elétrica do país, praticamente empatando com a geração térmica a gás natural, que tinha 13 GW de potência e 8,3% da matriz.

Segundo a associação, em média, 18 milhões de residências foram abastecidas mensalmente pela fonte eólica em 2017.

Com isso, o Brasil ultrapassou a Itália no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica, na 9ª posição.

Até 2023, a Abeeólica estima que a potência instalada de energia eólica vai chegar a 18,639 GW. Serão construídos mais de 252 novos parques já contratados.

Leilões

No entanto, a curva de crescimento vai sofrer uma desaceleração, devido à falta de leilões para novos projetos nos últimos anos. Os leilões realizados em dezembro, porém, deram novo fôlego ao setor, com a contratação de 1,45 GW de capacidade, um investimento adicional de mais de R$ 8 bilhões.

O leilão do tipo A-4, que será realizado em abril, também deve ajudar na expansão da fonte eólica. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 1.672 empreendimentos foram cadastrados para a disputa, sendo 931 projetos de energia eólica.

A fonte libera a lista de inscritos em capacidade instalada, com 26.198 MW, de um total de 48.713 MW inscritos para o certame.

Postos de trabalho

A Abeeólica estima que cada MW instalado gera 15 postos de trabalho. Até o momento, são 180 mil postos de trabalho criados.

Foto: Camila Maia | Valor Econômico