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Comissão da Câmara aprova royalties para energia solar e energia eólica

Foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal nesta quarta-feira (6), o Projeto de Emenda Constitucional 97/2015, do deputado Heráclito Fortes (PSB), que trata sobre melhor distribuição dos recursos financeiros oriundos da atividade de exploração e obtenção de energia eólica. Segundo o parlamentar, o projeto beneficia diretamente o Piauí.

“Esse projeto beneficia o Piauí, o Nordeste e o Brasil. Nós temos áreas onde estão sendo instaladas as torres eólicas e temos áreas com energia solar. O município não recebe nada. Criamos o royalties para beneficiar o município, e surgiu um lobby dizendo que aquilo ia aumentar o preço, pelo contrário, vai diminuir o lucro da empresa. O empresário vai perder uma besteira e os municípios vão ganhar”, disse o deputado.

A proposta foi aprovada por unanimidade e segue agora para uma comissão especial onde será fixado os percentuais que os municípios terão direito. “Passou hoje na CCJ, agora será criada uma comissão especial onde será definido o valor. Não estamos preocupados com o vento e sim com as torres e as placas”, declarou.

Para o parlamentar, a exploração da energia eólica e solar não gera compensação financeira, como ocorre no caso da mineração, da extração de petróleo ou da operação de grandes hidrelétricas.

Fonte: Ambiente Energia

Foto: CostaBrancaNews

Aneel libera usina solar para operação comercial em Areia Branca

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou na última segunda-feira, 20 de novembro, o início da operação comercial de várias usinas nas regiões Nordeste e Sul. No Rio Grande do Norte, foram liberadas as unidades UG2 a UG18 da UFV Floresta III, de 1 MW cada, totalizando 7 MW. O complexo é composto por três usinas solares fotovoltaicas, totalizando uma área de 318 hectares, localizada na cidade de Areia Branca. A empresa responsável pelo empreendimento é a norte-americana Solar Direct.

A Aneel também liberou 29,4 MW nas unidades UG1 a UG14 da EOL Santo Inácio III, que fica em Icapuí, no estado do Ceará. Outra eólica do complexo, a EOL Santo Inácio IV, teve 23,1 MW liberados para operação através das turbinas UG1 a UG11. Ainda no Ceará a EOL São Raimundo teve as unidades UG1 a UG11, que somam 23,1 MW, foram liberadas.

Fonte: SEERN Press com informações do Canal Energia

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Aneel aprova edital de ‘Leilão A-4’ com preço-teto de R$ 329/MWh

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (14), o edital do ‘Leilão A-4’ destinado à contratação de empreendimentos de geração de energia elétrica. O preço-teto da energia foi estipulado em R$ 329 por megawatt-hora (MWh). O certame será realizado no dia 18 de dezembro.

O valor máximo da energia estabelecido no edital varia de acordo com a fonte de geração. Os empreendimentos hidrelétricos, a serem contratados por quantidade, tiveram o preço-teto definido em R$ 281/MWh.

Os empreendimentos de geração eólica tiveram o preço de referência, na contratação por disponibilidade, fixado em R$ 276/MWh. Também em contratos por disponibilidade, os projetos de geração solar e termoelétrica a biomassa tiveram o valor máximo fixado em R$ 329/MWh.

Os preços iniciais definidos para disputa com os empreendimentos já outorgados, com ou sem contrato, foram definidos em: R$ 211,81/MWh para hidrelétricas (PCH e CGH); R$ 173,76/MHh para parques eólicos, R$ 230,66/MWh para projetos a biomassa e R$ 310,25/MWh para a fonte solar.

O relator da proposta de edital, o diretor da Aneel Tiago Correia, informou que já foram cadastrados 1.676 projetos para o leilão. Eles reúnem capacidade instalada de 47 mil Megawatt (MW). Desse volume total de geração, 55% são de fonte eólica e 38% de fonte solar.

Os prazos contratuais de suprimento variam entre 20 anos e 30 anos, contados a partir de 1º de janeiro de 2021. O edital prevê restrição para empresas em recuperação judicial e extrajudicial ou com histórico de atraso superior a um ano no setor.

Foto: Rafael Bitencourt | Valor Econômico

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Leilão de descontratação de energia cancela 557,36 MW em projetos, diz CCEE

O inédito leilão de descontratação de energia cancelou nesta segunda-feira 557,36 MW em projetos de novas usinas de geração, informou nesta segunda-feira a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O leilão cancelou 307,7 MW em usinas eólicas e 249,66 MW em usinas solares, segundo a CCEE.

O certame teve como objetivo oferecer uma oportunidade para que empresas descontratem usinas que tiveram problemas e não conseguiram sair do papel nos últimos anos.

 

Veja os detalhes aqui.

Fonte: Reuters

Foto: Exame

Governo realiza leilão reverso para projetos de energia de reserva

Certame é visto pelo mercado como uma oportunidade para empreendedores devolverem projetos que perderam a viabilidade econômica e financeira sem grandes penalizações.

Teve início nesta segunda-feira (28), às 10h, o primeiro leilão reverso promovido pelo Governo Federal com objetivo de descontratar projetos de energias eólicas, solares e hidrelétricos que não iniciaram a operação em testes. Batizado de Mecanismo de Descontratação de Energia de Reserva, o certame inédito foi possível após a publicação da Portaria nº 151/2017 do Ministério de Minas e Energia (MME).

Ao contrário dos leilões de contratação, que o vencedor é aquele que oferece o menor preço pela energia, no Mecanismo de Descontratação a proposta ganhadora será aquela que oferecer o maior valor, que levará em conta o preço negociado nos respectivos leilões de reserva (vantajosidade da descontratação), associado ao pagamento de prêmio Conforme estabelecido em edital, o prêmio inicial para submissão de lance é de R$ 33,68 /MWh para os três produtos (solar, eólica e hidrelétricas) e deverá ser crescente ao longo da disputa.

O produto solar está oferecendo o valor de R$ 300,95/MW, seguido pela eólica com R$ 184,05/MWh. O produto UHE estava zerado. O leilão pode ser acompanhado em tempo real pelo site da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

 

Fonte: CERNE Press

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Medição local reduz incertezas de projetos solares

A exigência de medições solarimétricas pelo período mínimo de um ano para que usinas solares participem em leilão contribuiu para tornar mais precisas as projeções de produção de energia, mas também reduziu a oferta de projetos e número de agentes na última concorrência em que a fonte participaria, o leilão de energia de reserva (LER) de dezembro de 2016, que foi cancelado. A conclusão está presente em nota técnica da EPE sobre o tema.

Por recomendação do MME, as medições locais (em um raio de até 10 km da localização dos projetos) são condição para a participação de solares em leilão desde 2016. Mesmo que o segundo leilão de energia de reserva previsto para aquele ano tenha sido cancelado, foi possível notar o resultado dessa nova exigência.

O nível de incerteza sobre os recursos solares, por exemplo, caiu de mais de 5% nos projetos habilitados no segundo LER de 2015 para 3,5% nos projetos habilitados para o segundo LER 2016, após uma combinação das medições in loco com os dados de longo prazo dos modelos disponíveis.

A EPE comparou as médias mensais de recursos solares apontadas pelas medições locais com as apontadas por modelos baseados em dados de modelos matemáticos. Enquanto alguns projetos mostraram ter medido um recurso aderente ao projetado nos modelos, outros apresentavam projeções mais destoantes. Para a EPE, isto sugere oportunidade de aprimorar os modelos de estimativas usados pelos empreendedores. “Aqueles que utilizam dados com melhores resoluções espacial e temporal demonstraram uma tendência de apresentar resultados mais próximos aos obtidos pelas medições”, diz a nota técnica.

Ainda de acordo com a análise, para muitos empreendimentos, a utilização dos dados medidos localmente foi importante para corrigir desvios dos dados de longo prazo obtido com auxílio de modelos.

Participação menor

O volume de projetos cadastrados caiu 35%, de 649 no leilão anterior, realizado em novembro de 2015, para 419 no de reserva que aconteceria em dezembro de 2016. Já a redução da potência ofertada foi proporcionalmente menor, ficando em 23% na mesma comparação, o que indica uma eficiência maior dos projetos cadastrados.

Além disso, 45 empresas apresentaram projetos para a concorrência, contra 80 no leilão anterior, uma redução de 44%. Já o número de fabricantes de módulos caiu 41%, de 22 para 13 e o de fabriccantes de inversores, caiu 23%, de 17 para 13.

Fator de capacidade maior

Já o fator de capacidade das usinas, que é a relação entre sua capacidade nominal de produção e a efetiva geração, calculado considerando as garantias físicas cadastradas e a potência em corrente alternada, ficou na faixa de 18% a 34%. É uma faixa maior que a apresentada pelos projetos vencedores do segundo LER de 2015, que ficou entre 18 e 31%.

Recurso solar

Os 419 projetos cadastrados para o último leilão apresentaram dados colhidos por 67 estações solarimétricas (que recolheram dados para múltiplos empreendimentos). Os valores anuais de irradiação global horizontal (GHI, na sigla em inglês) considerados pelas certificadoras em suas estimativas de produção de variaram entre 1.910 kWh/m² ao ano e 2.334 kWh/m² ao ano.

Fonte:Lívia Neves |  Brasil Energia

Foto: Novo Jornal

Rio Grande do Norte amplia capacidade instalada de energia solar

Em quatro anos, o Rio Grande do Norte ampliou em mais de 4000% sua capacidade instalada de geração em energia solar fotovoltaica distribuída – aquela que é feita em sistemas instalados, em casas, prédios públicos, comércios e indústrias. Passou de 56 kilowatts em 2013 para 2.219 kw neste primeiro semestre de 2017, que ainda tem dois meses para acabar. As quatro unidades consumidoras instaladas naquele ano transformaram-se em atuais 168 – a grande maioria na zona urbana.

De acordo com a Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – o crescimento segue a tendência nacional. Nos últimos levantamentos, as taxas de avanço superam os 300% anuais. E ainda tem muito espaço para crescer, já que a fonte representa menos de 1% da matriz energética brasileira. O estado sequer figura entre os principais geradores no país.

Apesar da evolução do setor ser animadora para a indústria, ela está abaixo das projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), explica o diretor-executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia. O Brasil encerrou o ano com cerca de 7,5 mil sistemas instalados, quando o governo federal esperava ter 14 mil no mesmo período. A projeção para 2017 era de 40 mil, mas as empresas do setor preveem 21 mil sistemas instalados até o final do ano.

As razões para isso são simples, aponta Sauaia: a falta de alternativas de financiamento a juros baratos e a alta tributação sobre o setor.

Rodrigo Sauaia, diretor-executivo da Absolar. (Foto: Fábio Cortez)

Rodrigo Sauaia, diretor-executivo da Absolar. (Foto: Fábio Cortez)

“A maior parte das linhas de crédito que existem é voltada para pessoas jurídicas. Falta opção para pessoa física. Isso é importante quando a gente repara que 70% dos entrevistados em uma pesquisa do Datafolha com o Greenpeace, feita no início do ano, investiriam nesses sistemas se houvesse financiamento a juros baixos. Esses consumidores representam uma demanda reprimida”, assinala o presidente da Absolar.

De acordo com ele, a associação tem tentado dialogar com o governo federal na expectativa de que bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa Econômica forneçam esse tipo de opção aos consumidores.

O outro ponto da pauta, a tributação, é dividido pelo representante do setor em duas áreas. A primeira é a tributação sobre os equipamentos utilizados para geração e distribuição de energia. “A fonte solar fotovoltaica não precisa de incentivos diferenciados. A gente só quer o mesmo tratamento que já é dado a outras fontes renováveis, que têm uma carga tributária muito menor que a nossa. É preciso equalizar isso”, argumenta.

Do outro lado, está a taxação sobre a energia gerada. A maior parte dos estados brasileiros já assinou o convênio do ICMS 16/2015, com exceção do Amazonas, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. O acordo isenta a energia gerada pelas unidades do imposto estadual. Sauaia argumenta que, por mais que o estado perca uma parte pequena de sua arrecadação – a geração ainda é irrisória – a isenção é compensada pelo aumento da arrecadação na fabricação, distribuição e instalação dos equipamentos. “Antes de terminar a instalação, o governo já ganhou”, aponta.

Rodrigo Sauaia esteve em Natal na última sexta-feira (8), participando de um encontro promovido pelo Conselho Técnico e Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) no campus central do IFRN, em Natal. A reunião foi a segunda de uma série de cinco que serão realizadas ao longo do ano. “É um evento voltado para a interação entre a academia, a parte científica, e as empresas. Faz parte das atividades do conselho que é justamente onde estão professores, orientadores e pesquisadores que são convidados por nós para se juntarem a nós, com várias universidades do país na área de energia e recursos naturais. Esse conselho visa essa interação entre essas universidades e delas com as empresas”, explica Jean-Paul Prates, diretor-presidente do Cerne.

SETOR TEM PREJUÍZO SEM LEILÕES

Nove bilhões de reais deixaram de ser investidos ano passado no Brasil, por causa do cancelamento dos dois leilões de compra de energia que foram anunciados pelo governo federal e eram aguardados pelos investidores. O dado é da Absolar. Desse total, o setor não sabe quanto poderia ter vindo para o Rio Grande do Norte. A certeza é que seria pouco. Esse tipo de compra é o de energia concentrada, fornecida por grandes usinas construídas pelas empresas contratadas para fornecer energia ao sistema nacional.

Rodrigo Sauaia explica que o Rio Grande de Norte, assim como outras unidades federativas do Nordeste, encontra dificuldade na atração deste tipo de investimento por falta de infraestrutura, como disponibilidade de linhas de transmissão – diferente de São Paulo e Minas Gerais. Embora os estados do Sul e Sudeste tenham menos disponibilidade de sol, contam com infraestrutura, logística e demanda de consumo.

Para Jean-Paul Prates, do Cerne, a região nordestina precisa criar um ambiente favorável, como foi feito no caso da energia eólica. Nesse sentido, ele aponta que o estado está caminhando positivamente.

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Jean-Paul Prates,diretor-presidente do Cerne. (Foto: Fábio Cortez)

“Quando nós começamos o trabalho em relação à eólica, havia um deserto de circunstância e tivemos que criar um ambiente favorável para a energia eólica. É a mesma coisa com a solar”, pontua Prates. Ele salienta que o estado não pode esperar apenas pelos leilões e pelo investimento do governo federal em linhas de transmissão. O diretor do Cerne considera que, sem um calendário de leilões, os fabricantes tendem a não investir no país. Isso poderia inclusive ter afastado o investimento da chinesa Chint Eletrics, que anunciou instalação de fábrica de placas fotovoltaicas no município de Extremoz, Região Metropolitana de Natal. “Os leilões são cruciais para indicar o caminho, principalmente para os fabricantes”, pondera. Sem geração concentrada e sem fornecedores, a expansão do sistemas de geração distribuída (aqueles instalados individualmente pelo consumidor final) também têm maior dificuldade de crescimento, pois se torna mais caro.

Prates atribui a garantia do investimento chinês ao trabalho da administração do estado e de instituições como da Federação das Indústrias (Fiern). “Os estados também podem se mover. E temos feito coisas acertadas. No caso da solar, é importante atrair fabricantes. Tivemos o anúncio da fábrica da Chint. É um agente muito importante e sério no mercado internacional, nessa área de fabricação de painéis e de equipamentos em geral. É um gigante na fabricação de equipamentos elétricos. Não foi dada a devida importância a esse anúncio, porque caso essa fábrica venha se viabilizar, tem um enorme potencial de geração de empregos, contratação de outros subcontratados e fornecedores que vão gravitar no entorno dela”, aponta.

Prates lembrou que, diferente da energia eólica, a matriz solar tem uma gama maior de modelos de geração e que a atração de empresas, mesmo internacionais, também pode fortalecer o parque tecnológico do estado, tornando-o referência no país.

Se na eólica o desafio era primeiro ter uma melhor infraestrutura de portos para poder atrair fabricantes, no caso da solar, o estado deve primeiro se concentrar em atrair esses fornecedores. Criando uma “massa crítica”, o Rio Grande do Norte teria maior poder de atração de infraestrutura de linhas de transmissão, destaca Prates. “Quando você tem uma tecnologia competitiva, fabricada no Brasil, você passa a dominar essa tecnologia e ter controle sobre isso. A política é diferente”.

USINAS MENORES

Para Rodrigo Sauaia, mesmo sem leilão, o estado pode aproveitar  o sol para geração concentrada.   “O estado tem dados mais granulares (mais detalhados) a respeito da sua estrutura de transmissão e distribuição, de modo que existem espaços potenciais em que usinas podem ser instaladas para atender uma demanda local. Para isso é preciso que o governo faça um mapeamento, e ajude a indicar para o setor onde existem esses espaços”, explica. De acordo com ele, a Cosern (Companhia Energética do RN) também pode ser uma base de dados para que o governo faça um mapeamento na área de distribuição: “Ele pode receber usinas de porte menor, por exemplo, de cinco megawatts. Já é um porte significativo. Essas usinas não participam de leilão, portando o fornecedor não está competindo com o custo de geração, mas com a tarifa cheia, incluindo impostos e encargos. Nesse sentido, a energia solar se mostra bastante competitiva, barata”.

Fonte: Igor Jácome | Novo Jornal

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Chineses confirmam fábrica para energia solar no RN

O grupo chinês Chint Electrics Co. deverá iniciar até o fim de 2018 a operacionalização de uma fábrica de placas fotovoltaicas para geração de energia solar no Rio Grande do Norte, cuja instalação foi confirmada ontem para o município de Extremoz, na Região Metropolitana de Natal (RMN).

O governador Robinson Faria (PSD) informou que a fábrica de placas fotovoltaicas será a primeira do grupo chinês a ser instalada na América Latina. Na primeira fase o investimento será de R$ 112 milhões e vai demandar 1.300 empregos diretos e indiretos, conforme informaram os diretores da companhia chinesa Jackie Xiang e Charles Zang.

A confirmação da instalação da fábrica numa área de 25 hectares, próximo à praia de Pitangui, em Extremoz, ocorre após encontro  de representantes do Governo do Estado com o grupo, na China.  Em fevereiro desta ano o governador Robinson Faria e auxiliares da administração visitaram o país para manter contatos com os investidores e consolidar a atração da indústria. Na ocasião, foi assinado um protocolo de intenções com a empresa.

“Foi muito produtiva a nossa missão comercial à China, porque fizemos contatos importantes e apresentamos as potencialidades do Rio Grande do Norte, não só na área de energia, mas também em relação às exportações de frutas, peixes, camarão”, afirmou o governador, que ainda enxerga a chegada da Chint como a abertura de um grande mercado para as empresas do RN.

A unidade da Chint no Rio Grande do Norte atenderá o mercado brasileiro e das Américas. “Faremos todo o esforço para instalar a unidade o mais breve possível aqui no estado, aproveitando esse ambiente economicamente favorável”, disse Jackie Xiang.

Robinson Faria destacou: “O nosso Governo trabalha para recuperar a economia, para criar oportunidades de emprego e renda. Hoje iniciamos uma nova etapa para o desenvolvimento do Estado com a confirmação dos investimentos da Chint, que é a segunda maior fabricante de placas fotovoltaicas do mundo e que vai atrair outros investimentos, inclusive no fornecimento de produtos e peças à Chint”.

À solenidade na sede da Governadoria em Natal também participaram os secretários de Estado do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, do Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, da Comunicação, Juliska Azevedo, os diretores do Idema, Rondinelli Oliveira, da Potigás, Carlos Alberto Santos, os dirigentes da FIERN, Pedro Terceiro e Vilmar Pereira, os prefeitos de Extremoz, Joaz Oliveira e de Macau, Túlio Lemos.

Fonte: Tribuna do Norte

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Chineses virão ao Rio Grande do Norte para escolher onde instalar fábrica de equipamentos fotovoltaicos

Diretores da empresa chinesa Chint Eletrics Co estarão no Rio Grande do Norte em junho deste ano para escolha do local onde será instalada a fábrica de equipamentos de energia solar. A informação foi anunciada pelo governador Robinson Faria, que retornou de viagem à China onde negociou com empresários do país investimentos em diversos setores do Estado. 

Segundo Robinson, já está prevista para este mês a visita do escalão precursor da Chint ao RN, e em junho, os diretores visitarão o Estado para avaliar as áreas onde pode ser construída a empresa.

“Essa foi a nossa maior vitória na missão pela China. Sem dúvida foi uma ação exitosa do nosso governo para permitir que o estado volte a crescer. O protocolo está assinado com a segunda maior empresa do ramo no mundo. Aqui temos a matéria-prima inesgotável, que é o Sol, e uma área que temos muito a evoluir”, disse o governador.

No encontro, foi assinado na China um protocolo de investimentos para instalação de uma fábrica de painéis fotovoltaicos que abastecerá toda a América Latina.

Outro ponto positivo, segundo o governo, foi em relação à Zona de Processamento de Exportação (ZPE). A comitiva potiguar se reuniu com investidores e representantes da ZPE chinesa, e no encontro foi apresentada a ZPE de Macaíba, já regulamentada.

“Eles ficaram interessados em conhecer a nossa estrutura e fazer dela um entreposto comercial”, declarou Faria.

Também em Xangai foi feito contato com uma empresa de fundos de investimento com foco na expansão para a América do Sul com valor orçado em $50 bilhões. Os principais setores de interesse são a fruticultura, terminal pesqueiro (pesca do atum), e as parcerias público-privada para construção de estradas.

Já em Hong Kong, início da viagem, a comitiva se reuniu com a Câmara de Comércio, que agrega todas as grandes empresas da China. Na pauta, sete empresas participaram de negociações para investimentos no Rio Grande do Norte, sendo as principais de infraestrutura, importação de frutas e energia renovável.

“O nosso balanço da missão pela China foi muito positivo. Surpreendeu a todos nós porque não esperávamos tamanho interesse dos chineses pelos nossos potenciais. Isso mostra que estamos no caminho certo, arriscando, buscando investimentos porque o Brasil vive um momento difícil. Temos que ir atrás de parceiros e não ficar na mesmice. Fomos buscar investimentos para combater o desemprego e fortalecer a nossa economia”, encerrou Robinson Faria.

Fonte: CERNE Press com informações do Governo do Estado

Foto: Assecom RN

Na China, governo do Rio Grande do Norte assina acordo para o estado fabricar painéis solares

O governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria se reuniu nesta segunda-feira (27) na cidade de Xangai, na China, com diretores da indústria fabricante de placas fotovoltaicas para produção de energia solar Chint Eletrics Co. Na ocasião, foi assinado um protocolo de intenções para a construção de uma fábrica em território potiguar. Painéis solares fotovoltaicos são dispositivos utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica.

“A nossa missão comercial a China é bem-sucedida e a assinatura deste acordo de cooperação tecnológica e estratégica com a Chint vai gerar emprego e renda em nosso estado e atrair novos investimentos”, destacou Robinson. Aos empresários chineses, o governador apresentou um vídeo que trata das potencialidades econômicas do Rio Grande do Norte e falou sobre as opções turísticas e da segurança jurídica que o estado oferece aos investidores.

Robinson também visitou a estação de trem na cidade de Hangzhou, onde o grupo Chint Eletrics Co tem uma fábrica. São 150 mil metros de placas fotovoltaicas que geram 40% da energia consumida pela estação.

Segundo a assessoria de comunicação do governo, a Chint possui instalações na Índia, Alemanha e Estados Unidos e vai atuar na América do Sul, América Central e África com a produção da fábrica no RN. “A China é uma das maiores empresas do mundo no setor e atua numa área de forte demanda para o desenvolvimento econômico, como a de energia, e que é básica para as demais atividades econômicas”, explicou Robinson.

A reunião também contou com a participação do cônsul geral do Brasil em Hong Kong, Piragibe Tarragô. Piragibe ressaltou a importância dos contatos entre o Governo do Estado e os investidores para o desenvolvimento da economia do Rio Grande do Norte e se colocou à disposição para “facilitar os contatos e cooperar para dar continuidade aos negócios a ser concretizados com essa visita”.

Antes da viagem do governador à China, representantes de empresas chinesas estiveram no RN para manifestar o interesse de investir no Estado e convidá-lo para conhecer as instalações naquele país.

Fonte: G1 RN e Portal N10