Geração eólica cresce 26,5% em 2017, diz CCEE

A geração de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN) subiu 26,5% no ano passado em relação a 2016, segundo informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

As usinas movidas pela força do vento somaram 4.619 MW médios entregues ao longo do ano passado frente aos 3.651 MW médios gerados no mesmo período de 2016. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do sistema alcançou 7,4% em 2017. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) foi responsável por 70,7% do total e as usinas térmicas responderam por 21,8%.

A CCEE contabilizou 494 usinas eólicas em operação comercial no País, ao final de 2017, somando 12.589,7 MW de capacidade instalada, incremento de 23,2% frente aos 10.221,5 MW de capacidade das 402 unidades geradoras existentes um ano antes.

A análise indica que, por Estado, o Rio Grande do Norte lidera a produção eólica com 1.455,3 MW médios de energia entregues no ano passado, alta de 20,7% em relação ao mesmo período de 2016. Na sequência, aparecem a Bahia com 890 MW médios produzidos (+28,5%), o Ceará com 718,6 MW médios ( 7,5%), o Rio Grande do Sul com 637,5 MW médios ( 23%) e o Piauí com 524 MW médios, aumento de 58,3% frente à geração alcançada no ano anterior.

Os dados da CCEE confirmam ainda o Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.548,65 MW, aumento de 11,5% em relação a 2016. Em seguida aparece a Bahia com 2.414,94 MW ( 38%), o Ceará com 2.134,96 MW ( 10,6%), o Rio Grande do Sul com 1.777,87 MW ( 9,6%) e o Piauí com 1.443,10 MW de capacidade (57,7%).

Fonte: Agência Estado

Eólica cresce 25% em 2017 e RN lidera ranking nacional

A produção de energia eólica em operação comercial teve um crescimento de 25,7% entre janeiro e agosto de 2017 no comparativo com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e foram divulgados no boletim InfoMercado.

A produção das usinas eólicas este ano ultrapassou em 824 MW o que foi gerado no mesmo período de 2016. As eólicas correspondem a 6,5% da geração de energia no Brasil e são a terceira principal fonte do país atrás da hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) responsável por 73,8% da produção e térmicas (19,7%).

Ao final de agosto, a CCEE contabilizou 470 usinas eólicas em operação comercial no país que somavam 11.951 MW de capacidade instalada, incremento de 25,5% frente ao potencial das 374 unidades geradoras existentes em agosto de 2016.

Eólica por Estado
O boletim indica que, por estado, o Rio Grande do Norte segue na liderança da produção eólica no país com 1.316,7 MW médios de energia entregues em 2017, aumento de 26,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 833 MW médios produzidos (+26,4%), o Rio Grande do Sul, que alcançou 583,5 MW médios (+21%), o Ceará com 552 MW médios (+2,8%) e o Piauí com 443,6 MW médios, aumento de 48% frente à geração alcançada em 2016.

Os dados consolidados da CCEE de agosto de 2017 confirmam ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.455,3 MW, aumento de 18% em relação a agosto de 2016 quando a capacidade instalada era de 2.926,5 MW. Em seguida aparece a Bahia com 2.206 MW (+26%), o Ceará com 2.036,2 MW (+16,2%), o Rio Grande do Sul com 1.777,9 MW (+17,2%) e o Piauí com 1.325,5 MW de capacidade, crescimento de 62,5% frente ao ano passado.

Números

Dez maiores estados produtores de energia eólica em 2017
Rio Grande do Norte                1.316,7MW
Bahia                                            833MW
Rio Grande do Sul                       583,5MW
Ceará                                           552MW
Piauí                                          443,6MW
Pernambuco                                  229MW
Santa Catarina                                 28MW
Paraíba                                       15,5MW
Sergipe                                         7,3MW
Rio de Janeiro                               7,3MW

Dez maiores estados em capacidade instalada de energia eólica (agosto 2017)
Rio Grande do Norte              3.455,4MW
Bahia                                       2.206MW
Ceará                                   2.036,2MW
Rio Grande do Sul                    1.778MW
Piauí                                     1.325,5MW
Pernambuco                               572MW
Santa Catarina                            224MW
Paraíba                                     59,5MW
Sergipe                                     34,5MW
Rio de Janeiro                              28MW

Fonte: Tribuna do Norte com informações da CCEE

50% da produção de energia no Nordeste no mês de junho veio de usinas eólicas

Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontam que a geração eólica já responde por cerca da metade do total de energia produzido na região Nordeste. Segundo o ONS 50,01% do total produzido na região no acumulado do mês de junho até o dia 29 vieram de usinas eólicas.

Somente em junho, o Nordeste teve 14 dias com mais de 50% da energia total vindo de usinas eólicas. O recorde foi batido em 25 de junho, um domingo, quando a geração eólica respondeu por 61,97% do total.

Durante todo o acumulado do mês de junho até o dia 29, as usinas eólicas do Nordeste produziram 2.704,29 GWh (giga watt hora). O valor corresponde a 86,4% do total de energia eólica produzida no país durante o mesmo período, que foi de 3.129,31 GWH. Já no acumulado do ano, a geração eólica nordestina é de 12.333,16 GWh, de um total nacional de 14.836,54 GWh.

Fonte: Ambiente Energia

Aneel libera eólica no Rio Grande do Norte para operação em teste

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou o início da operação em teste na EOL Vila Pará III, localizada no município de Serra do Mel, no Rio Grande do Norte. O benefício foi para UG2, UG3, UG4 e UG8, de 3 MW cada, totalizando 12 MW de capacidade instalada.

Outra que também recebeu a liberação foi a EOL Testa Branca III, no município de Ilha Grande, no Piauí. As unidades 3 e 4 tem cada uma 2,2 MW, somando 4,4 MW.

Fonte: Canal Energia

 

Bom desempenho de eólicas compensa seca e reduz preço spot da energia no Nordeste

O bom desempenho das usinas eólicas construídas no Brasil nos últimos anos tem surpreendido e ampliado a oferta de energia do Nordeste mesmo em um momento de forte seca, o que gerou reflexos nos preços da energia no mercado spot.

Uma visão mais otimista sobre a geração das eólicas esteve por trás de uma queda de mais de 60 por cento no preço spot da eletricidade no Nordeste em maio ante abril, ainda que as chuvas nas áreas das hidrelétricas –principal fonte de geração elétrica em capacidade– estejam em torno de apenas 30 por cento da média histórica, afirmaram especialistas à Reuters.

Isso porque o cálculo dos preços spot passou a prever a geração futura das eólicas com base no desempenho dessas usinas entre 2011 e 2015, ante o período 2010-2014 utilizado anteriormente, o que incluiu novas e mais eficientes usinas na projeção.

“Todo mês de maio há uma atualização de performance, para estimar a geração futura dessas usinas… essa alteração teve impacto porque ao longo de 2015 houve uma expansão considerável da geração eólica e a performance dessas novas usinas tem sido muito boa”, afirmou à Reuters o gerente de Preços da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Rodrigo Sacchi.

Os preços spot do Nordeste estão atualmente em cerca de 115 reais por megawatt-hora, patamar para o qual caíram em maio após passarem os primeiros meses do ano em valores bem mais altos que os praticados nas demais regiões do país, com pico de 358 reais por megawatt-hora em janeiro. No Sudeste, os preços spot estão em cerca de 61 reais por megawatt-hora.

A geração das eólicas entre 2010 e 2014 representou 36,8 por cento da capacidade instalada das usinas, contra 41,4 por cento no período 2011-2015, o que indica uma melhora no aproveitamento do potencial dos ventos para energia.

As primeiras usinas eólicas construídas no Brasil foram viabilizadas por um programa de incentivo do governo, o Proinfa, enquanto a partir de 2009 esses empreendimentos passaram a competir em leilões de energia federais.

MELHOR DO MUNDO

As novas usinas com energia vendida via leilões, que começaram a entrar em operação após 2012, têm se mostrado bem mais eficientes, o que gera expectativa de nova pressão baixista sobre os preços spot do Nordeste nas revisões de desempenho dos próximos anos, conforme elas passam a fazer parte da base de cálculo.

A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, afirmou que os leilões forçaram ganhos de eficiência devido à competição entre os investidores para implantar os parques.

“O fator de capacidade dessas novas usinas é superior a 40 por cento, enquanto na média as usinas do Proinfa estão em 32 por cento… o leilão faz com que ganhem as usinas mais eficientes, faz com que os parques sejam construídos na região com o melhor vento”, disse.

Segundo Elbia, a produtividade das eólicas no Brasil surpreendeu a própria indústria e hoje chama a atenção internacionalmente.

“O vento brasileiro, segundo os fabricantes, é o melhor do mundo para a geração eólica… é surpreendente para qualquer um lá fora se você fala sobre isso, é de fato uma coisa fora da curva.”

Neste ano, segundo a Abeeólica, a produtividade das eólicas foi inferior ao registrado em 2015 em janeiro, mas houve melhoria em fevereiro e março, até onde vão os dados do acompanhamento feito pela entidade.

“Está próximo do ano passado, mas os melhores ventos realmente começam agora, a partir de julho, agosto, o nosso pico de geração”, disse Elbia.

As usinas eólicas representam atualmente cerca de 9 gigawatts em capacidade, ou 6 por cento da matriz elétrica do Brasil. Os parques contratados pelo Proinfa, antes de os leilões de energia passarem a incluir a fonte, representam 965 megawatts, segundo a CCEE.

A Abeeólica estima que as eólicas praticamente dobrarão a capacidade instalada até 2019, para 18,8 megawatts.

Fonte: Reuters

Primeiro trimestre de 2016 tem aumento de 38% em geração eólica

Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a produção das usinas eólicas do Sistema Interligado Nacional aumentou 38% no primeiro trimestre de 2016. Entre janeiro e março, a geração de energia eólica alcançou 2.337 MW médios frente aos 1.699 MW médios produzidos no mesmo período do ano passado.

A capacidade instalada da fonte saltou de 6.011 MW em março de 2015 para 8.796 MW no mesmo período deste ano, incremento de 46%. Em março, o SIN possuía 345 empreendimentos eólicos em operação. Na análise da geração por estado, o Rio Grande do Norte segue como maior produtos de energia eólica com um total de 855,5 MW médios entregues em março, aumento de 75% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 601 MW médios produzidos, o Rio Grande do Sul com 477 MW médios e o Ceará com 434 MW médios.

Os dados sobre a capacidade instalada também apontam o Rio Grande do Norte na liderança com um total de 2.661 MW, aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida aparece a Bahia, que subiu da 4ª para a 2ª posição no ranking, com 1.720 MW. Os estados do Ceará com 1.615,5 MW e Rio Grande do Sul com 1.515 MW ocupam a 3ª e 4ª posições, respectivamente.

Fonte: Da Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção

Câmara aprova isenções para estados produtores de energia

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1211/15, deputado César Halum (PRB-TO), que impede distribuidoras de repassar para o consumidor final o custo da contratação de energia reserva.

Pelo texto aprovado, a medida será válida para os estados com consumo energético inferior ou equivalente a metade de sua produção de energia hidrelétrica, eólica e solar.

Hoje, o custo da compra de energia reserva deve ser rateado entre os consumidores finais de todos os estados produtores de energia ou não, conforme a Lei nº 10.848/04, que trata da comercialização de energia elétrica. O objetivo é garantir a continuidade do abastecimento energético, já que o funcionamento das hidrelétricas pode ser prejudicado pela escassez de chuvas, por exemplo.

O relator da matéria, deputado Beto Rosado (PP-RN), apresentou substitutivo para combinar os textos da proposta principal e do PL 1524/15, que tramita apensado e tratava do mesmo tema.

O texto original isenta do rateio os consumidores finais em estados autossuficientes em produção energética. Já a proposta apresentada por Rosado limita essa dispensa aos estados cujo consumo de energia não supere a metade da produção energética.

“Não podemos, de forma generalizada, beneficiar todos os estados cujo consumo seja inferior à capacidade de produção, do contrário não haverá custeio da energia de reserva no país”, argumentou o parlamentar. Ele acredita que a isenção pode estimular a produção energética e a economia do consumo.

Pelo texto, a oferta energética de usinas hidrelétricas e geradoras de energia solar e eólica cujos reservatórios ocupem mais de um estado deverá ser dividida entre eles, de forma proporcional à sua parte no reservatório.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Câmara dos Deputados

Governo prevê operação de 10 GW em novas usinas neste ano

O governo prevê ampliar a capacidade de geração de energia elétrica em 10 GW neste ano, o que representará um incremento de 7,2% no potencial de produção de eletricidade do país, segundo boletim do Ministério de Minas e Energia divulgado nesta terça-feira, 5 de janeiro. No relatório divulgado em dezembro, a governo previa um adicional de 8,9 GW em 2016. Até novembro de 2015, a capacidade instalada total de geração do Brasil atingiu 139,4 GW.
Os empreendimentos previstos para este ano correspondem aos projetos vencedores dos leilões de energia para suprimento do mercado regulado. Há uma expectativa de que 7 GW de nova capacidade hidráulica entre no sistema neste ano. Para eólica são esperados 2,7 GW. As térmicas contribuirão com 313 MW. Há ainda uma previsão de que ao menos 10 MW de usinas fotovoltaicas entrem em operação neste ano.
De janeiro a novembro de 2015, 5 GW de novas usinas entram em operação, sendo 1.881 MW de hidráulicas, 1.861 MW de eólicas e 1.328 MW de térmicas. Para 2017, a previsão é de que 9,9 GW em nova capacidade de geração entre em operação.
O governo prevê a entrada em operação de 13.793 km de novas linhas de transmissão neste ano, aumentando a capacidade de transformação em 18.731 MVA. A projeção é maior quando comparada com o boletim divulgado em dezembro, que previa a entrada de 11.589 km de sistemas.  Para 2017, são esperadas 7 mil km de novas linhas. Clique aqui para ler a íntegra do documento.
Fonte: Canal Energia