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Associações do setor elétrico avaliam preços-teto de leilões

Abraget considera baixo o valor máximo estabelecido para térmicas a gás e Absolar e Abeeólica enxergam espaço para competição

O setor elétrico começa a absorver as definições mais recentes para os leilões de energia nova marcados para dezembro, que podem destravar novos negócios nos próximos anos. As restrições na transmissão e preços-teto considerados em geral atrativos – há quem discorde, como o presidente da Abraget, Xisto Vieira Filho -, aumentam a expectativa por uma forte concorrência nos leilões, cuja demanda é desconhecida.

O preço de partida mais alto das concorrências, de R$ 329/MWh foi bem recebido pelo setor solar,que considerou a definição como “uma sinalização para o mercado nacional e internacional do interesse do governo federal na contratação da fonte”, segundo o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia. “Há um volume representativo de 18,3 GW cadastrados, sinalizando um apetite grande do mercado. Nossa expectativa é que o governo responda a esse interesse, com um apetite positivo para o volume a ser contratado”, diz.

Com a competição, Sauaia acredita que há espaço para queda de preço. “A nossa recomendação é que empreendedores sejam responsáveis na alocação de preços, para que tenhamos ao final do leilão não só projetos vencedores, mas projetos que sejam efetivamente construídos e entrem em operação”. A fonte participará apenas do A-4, que contrata projetos para entregar energia a partir de 2021.

Já o presidente da Abraget, Xisto Vieira Filho, considerou que o valor teto para as térmicas a gás no leilão A-6, de R$ 319/MWh é considerado baixo. Para ele, o ideal seria algo em torno de R$ 360/MWh, para que o empreendedor tenha margem suficiente para conseguir tirar o projeto do papel no prazo.

“É um teto baixo, principalmente se levar em conta que as térmicas vão ter gás natural liquefeito”, diz Vieira Filho. O preço do GNL é considerado mais alto que a molécula importada vinda da Bolívia.
Vieira Filho ponderou que tudo dependerá realmente do valor do deck – conjunto de parâmetros calculados no modelo Newave, que fará uma simulação de como estará a operação da usina daqui a uma década. Esses dados é que mostrarão se o valor estipulado é realmente baixo ou não.

Para a presidente da Abeeólica, Elbia Gannoum, considerou o patamar “razoável” para atrair investidores nacionais e internacionais, permitindo uma competição saudável. “Importante notar que a eólica é fonte com menor preço-teto entre todas as fontes, o que é um importante indicativo do seu potencial competitivo”, observou.

Ainda resta a definição das condições de financiamento oferecidas pelo BNDES, que passa por uma transição em sua taxa básica de juros. A divulgação ajudará empreendedores a definir os preços de seus projetos.

Fonte: Brasil Energia | Por Lívia Neves e Matheus Gagliano

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Cadastramento para Leilões de Energia A-4 e A-6 tem maior oferta de eólicas

Gás natural e solar fotovoltaica são as demais fontes com grande capacidade instalada inscrita para os certames de dezembro

A Empresa de Pesquisa Energética concluiu na última quarta-feira, 13 de setembro, o processo de cadastramento de projetos de geração para os Leilões de Energia A-4 e A-6 de 2017, agendados para os dias 18 e 20 de dezembro, respectivamente. De acordo com comunicado divulgado ontem (14) a noite pela estatal, foram cadastrados 1.676 empreendimentos para o Leilão A–4, somando 47.965 MW de capacidade instalada. O cadastramento para o Leilão A-6 registrou 1.092 projetos inscritos, com potência somada de 53.424 MW. Segundo a EPE, parte significativa das usinas foi cadastrada em ambos os leilões.

A eólica foi a fonte mais cadastrada, tanto em número de projetos como em potência total. Para o A-4 foram inscritos 954 parques (26.604 MW), a grande maioria deles também para o A-6, com 953 parques (26.651 MW). A fonte solar fotovoltaica, cuja participação está restrita ao Leilão A-4, apresentou um total de 550 projetos cadastrados (18.352 MW). Da mesma forma que a solar, os 21 projetos termelétricos a gás natural cadastrados, com elevada capacidade de 21.560 MW, terão participação restrita ao A-4. As hidrelétricas somam 4 usinas (222 MW), sendo a maior delas a UHE Telêmaco Borba, no Paraná, com 118 MW.

No corte por unidades da federação, um total de 21 estados apresentou projetos cadastrados para os dois certames, sendo que a Bahia foi o que registrou a maior oferta de empreendimentos de diferentes fontes – eólicas, solar fotovoltaica, pequenas centrais hidrelétricas, térmicas a biomassa e térmicas a gás natural. Os demais estados com projetos contemplados na fase de cadastramento são Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santos, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Após o processo de cadastramento, a EPE inicia a fase de habilitação técnica, na qual é analisada toda a documentação enviada pelos empreendedores para que sejam identificados aqueles que estão em condições de participar efetivamente das licitações. “Com base no cronograma atual, a análise ocorrerá até 16 de novembro, quando deverão ser emitidos os ofícios de inabilitação e iniciado o período para apresentação de eventuais recursos administrativos. As Habilitações Técnicas são emitidas cerca de 15 dias data de realização dos leilões”, informa o comunicado divulgado pela empresa de planejamento do governo federal.

A EPE ressalta que o espaço para contratação de projetos nos leilões dependerá da demanda a ser apresentada pelas distribuidoras até 10 de novembro, decorrente das estratégias de contratação das concessionárias de distribuição e que são influenciadas pelas projeções de crescimento dos mercados e pela evolução dos portfólios de contratos (oriundos de projetos já concluídos e em implementação).

O Operador Nacional do Sistema Elétrico pode iniciar estudos para definição da capacidade remanescente do sistema de transmissão, a fim de reduzir as chances de que a rede não esteja preparada para acomodar os projetos contratados.

Consultar empreendimentos cadastrados no Leilão A-4, clique aqui

Consultar empreendimentos cadastrados no Leilão A-6, clique aqui

Fonte: Canal Energia

Foto: celuloseonline.com.br

EPE confirma leilões A-5 e A-3 mesmo com sobrecontratação das distribuidoras

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio Tolmasquim, disse que os leilões A-3 e A-5, este último marcado para o dia 29 de abril, vão acontecer mesmo com a sobrecontratação das distribuidoras. Segundo ele, a demanda vai ser baixa, mas isso não vai impedir os certames. Além disso, também está confirmada a realização do leilão de Reserva, que contrata uma energia adicional, independente da necessidade das distribuidoras.

“Vamos ter todos os leilões, mesmo com a demanda baixa”, comentou Tolmasquim durante evento sobre o Acordo de Paris, que aconteceu nesta sexta-feira, 4 de março, no Rio de Janeiro. O executivo disse ainda que não analisou qual será a queda da expansão da oferta, mas que já está fazendo uma nova previsão de demanda para os próximos dez anos.

“Para 2016, existia uma previsão de crescimento do consumo de 1% e isso vai ser revisto para baixo. Eu não tenho os números ainda, mas existe a possibilidade de ser negativo”, declarou. Segundo ele, o país vai continuar expandindo nos próximos dez anos, mas essa expansão deverá ser menor. Os novos dados, ainda de acordo com Tolmasquim, devem ser divulgados em maio, como de costume, ou um pouco antes.

Fonte: Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, do Rio de Janeiro, Planejamento e Expansão