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Carga no SIN tem crescimento de 3% em outubro

A carga de energia do Sistema Interligado Nacional em outubro apresentou um crescimento de 3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo dados do Boletim Mensal de Carga do ONS, foram 66.349 MW médios. Com relação ao mês de setembro, verifica-se uma variação positiva de 1,7%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o SIN apresentou uma variação positiva de 1,1% em relação ao mesmo período anterior.

O destaque na comparação entre setembro de 2017 e 2016 ficou com o Nordeste, que apresentou aumento de 5,5%, passando a 10.807 MW médios. Já o maior submercado do país, o Sudeste/Centro-Oeste aumentou a demanda em 1,8%, para 38.943 MW médios. No Norte houve retração de 0,4% para 5.728 MW médios e no Sul uma queda de 1,5%.  No acumulado de 12 meses os índices mudam consideravelmente, com aumento de 0,4% no SE/CO, de 3,1% no Sul, 1,4% no NE e de 1,7% no Norte.

Em sua análise, o ONS aponta que o comportamento da carga do SIN já demonstra sinais contundentes de recuperação. Fatores como a queda nos juros, a safra agrícola, a geração de empregos e o aumento das exportações industriais, já estão influenciando positivamente o desempenho da carga de energia. Além disso, a forte queda na taxa de inflação amplia a renda disponível e ajuda a recuperar o consumo, efeito já sentido no comércio.

O desempenho da carga do subsistema Sudeste/Centro-Oeste observada em outubro deve-se principalmente à melhora de alguns indicadores da economia e à ocorrência de temperaturas elevadas superiores às verificadas no mesmo mês do ano passado. A carga desse subsistema é fortemente influenciada pelo desempenho da indústria cuja participação na carga industrial do SIN é de cerca de 60%. “Desta forma, pode-se afirmar que melhoria da confiança da indústria explica uma parcela significativa do desempenho da carga desse subsistema”.

No Sul a variação é explicada, principalmente, pela ocorrência de temperaturas superiores às verificadas no mesmo mês do ano anterior, período em que foram registradas temperaturas bastante amenas para a época do ano. No NE, a variação positiva de 2,8% na carga ajustada demonstra que os fatores fortuitos contribuíram negativamente com 1,5%. A ocorrência de nebulosidade e chuva na região litorânea acompanhadas de temperaturas máximas inferiores às verificadas no mesmo período do ano anterior e a redução de carga de um consumidor industrial conectado na Rede básica contribuíram para o resultado. No Norte, a variação é explicada, principalmente, pela ocorrência de temperaturas máximas superiores às do mesmo período do ano anterior e à média dos últimos anos.

Fonte: Canal Energia

Foto: DCI

Rio Grande do Norte poderá ganhar mais uma linha de transmissão em leilão da Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai realizar, em 24 de abril, o próximo leilão de transmissão de energia, que vai licitar 7.400 quilômetros em linhas e envolver R$ 13,1 bilhões em investimentos. O edital do certame foi aprovado na última terça-feira (07) pela diretoria da agência reguladora.

O lote de número nove abrange o estado do Rio Grande do Norte com a linha de transmissão 230 kV Lagoa Nova II – Currais Novos II com 28 km e a subestação Currais Novos II 230/69 kV, 2 x 100 MVA.

Serão licitados 35 lotes, divididos entre 20 Estados. A receita anual permitida (RAP) máxima dos ativos será de R$ 2,7 bilhões. Ficarão com os ativos aqueles investidores que ofertarem maior deságio em relação à RAP máxima. Os empreendimentos terão prazo de 36 a 60 meses para entrar em operação.

Os empreendimentos são localizados nos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Segundo a Aneel, os investimentos envolvem a criação de 28,3 mil empregos diretos.

Fonte: CERNE Press com informações do Valor Econômico | Camila Maia