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Transmissão de energia atrai mais investidores

Empresa indiana Sterlite Power venceu seis dos principais lotes oferecidos pela agência reguladora e já havia arrematado lotes em leilões de transmissão realizados no País em abril e dezembro do ano passado

O mais bem-sucedido de todos os leilões de transmissão de eletricidade promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi vencido por uma empresa indiana, a Sterlite Power. Os deságios oferecidos foram recordistas, confirmando que quando há confiança na segurança jurídica dos contratos cresce o interesse de investidores externos e internos em aplicações de longo prazo.

“Nenhum país do mundo tem um histórico de 20 anos de concessões de transmissão de energia como o Brasil”, declarou o presidente mundial da companhia vencedora, Pratik Agarwal. Tão ou mais importante é a afirmação do executivo indiano de que “não acreditamos que nenhum partido (que ganhe a eleição presidencial de outubro), seja de direita ou de esquerda, vá interferir em projetos antigos”. A empresa venceu seis dos principais lotes oferecidos pela agência reguladora e já havia arrematado lotes em leilões de transmissão realizados no País em abril e dezembro do ano passado.

O leilão recente ofertou 20 lotes em 16 Estados, envolvendo uma extensão de 2,6 mil km de linhas de transmissão. Os investimentos previstos são de R$ 6 bilhões e os vencedores ofereceram deságio médio de 55%. O deságio mais alto atingiu 74% e foi proposto pela colombiana ISA Cteep, que opera no Estado de São Paulo.

Houve outros nove vencedores, indicando diversificação de investidores externos e internos. A moldagem do certame foi feita com vistas a atrair empresas de menor porte, favorecendo intensa disputa por vários lotes. O diretor da Aneel André Pepitone enfatizou o êxito do leilão. O deságio oferecido, calcula ele, permitirá uma economia vultosa para os consumidores, estimada em R$ 14,1 bilhões durante o prazo dos contratos.

A opção por atrair mais empresas menores do que em leilões passados ajuda a evitar a concentração de riscos, nos casos de insolvência do vencedor. Num dos maiores projetos de geração do País (Belo Monte), o grupo vencedor do linhão de transmissão (o espanhol Abengoa) abandonou a construção em 2015, sendo substituído pela chinesa State Grid e pela estatal Eletrobrás. Temeu-se pela entrega do projeto.

Com raras exceções, os investimentos em transmissão são vistos como atraentes pelos investidores locais e estrangeiros por oferecerem remuneração estável no longo prazo.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Leilão de transmissão contrata quase R$9 bilhões; confira lotes arrematados

O leilão para novos empreendimentos de transmissão de energia desta sexta-feira (15) recebeu a inscrição de 47 proponentes interessados, entre empresas e consórcios, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os investimentos são estimados em R$ 8,7 bilhões.

O 1º lote teve 4 concorrentes e foi arrematado pelo consórcio liderado pela francesa Engie. O 2º lote foi disputado por 10 consórcios e arrematado pela Celeo Redes Brasil S.A. com uma proposta com deságio de 53,21%. O lote 3 teve disputa de 5 interessados e foi arrematado pelo grupo indiano Sterlite Power Grid Ventures Limited, com deságio de 35,72%. O 4º foi disputado por 10 consórcios e foi arrematado pela Neoenergia, com deságio de 46,62%.

Entenda o leilão

Pelas regras do leilão, vence cada um dos 11 lotes oferecidos o grupo que aceitar receber o menor valor pela construção e operação da linha e subestações. A remuneração máxima anual foi fixada pelo edital em R$ 1,534 bilhão, na soma de todos os lotes.

Ao todo estão sendo oferecidos 4.919 km de linhas de transmissão e 10.416 MVA em capacidade de subestações, que vão passar pelos estados do Paraná, Piauí, Ceará, Pará, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco. A previsão da Aneel é que as obras devem durar de 32 a 60 meses, dependendo do lote, e que devem gerar 17.869 empregos diretos.

Os leilões de linhas de transmissão ocorrem todos os anos e servem para aumentar a oferta de energia e também para fortalecer o sistema elétrico. A remuneração das empresas que vencerem os leilões será paga pelos consumidores na conta de luz.

Este é o segundo leilão de transmissão de 2017 e o último leilão do ano de projetos do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) do governo Michel Temer.

“O leilão realizado hoje resultou em uma ótima competição e resultados para o Ceará. Os investimentos superiores a R$ 1,5 bilhões em obras previstas vão garantir melhoria da capacidade de escoamento de energia renovável, principalmente para a região Nordeste”, analisa o Presidente do Sindicato das empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN), Jean-Paul Prates.

Confira os vencedores em cada um dos lotes:

Lote 1 foi arrematado pela Engie Brasil Transmissão, que ofereceu uma receita anual permitida (RAP) de R$ 231,725 milhões, deságio de 34,8% em relação à receita máxima determinada pela Aneel, de R$ 355,407 milhões. O lote 1 inclui 1.146 quilômetros de linhas de transmissão dentro do Paraná, além de cinco subestações. A finalidade dos ativos é o atendimento elétrico ao Estado. A Aneel estima que serão necessários investimentos de R$ 2,017 bilhões para a conclusão das obras, que devem gerar 4.034 empregos diretos e cujo prazo para término é de 60 meses.

A empresa Celeo Redes Brasil (antiga Elecnor), por sua vez, levou o Lote 2 ao oferecer RAP de R$ 85,271 milhões, com deságio de 53,21% em relação ao montante máximo, de R$ 182,271 milhões. Este lote compreende 441 quilômetros de linhas de transmissão nos Estados de Ceará e Piauí, além da construção de três subestações, com o objetivo de atender o escoamento da geração de energia eólica do litoral do Maranhão, Piauí e Ceará. A agência reguladora calcula que os investimentos necessários somam R$ 1,042 bilhão e devem ser criados 2.085 empregos diretos. O prazo para conclusão é de 60 meses.

Pelo Lote 3, a indiana Sterlite ofereceu uma receita anual permitida de R$ 313,1 milhões, deságio de 35,72% em relação à receita máxima determinada pela Aneel, de R$ 487,145 milhões. O lote inclui 1.831 quilômetros de linhas de transmissão nos Estados de Tocantins e Pará, com o objetivo de fazer a expansão das interligações Norte-Sudeste e Norte-Nordeste. Além disso, o linhão faz parte da solução de escoamento da megausina de Belo Monte, no rio Xingu (PA), para a região Nordeste, que foi prejudicado pela paralisação das obras da Abengoa no fim de 2015. Os investimentos são estimados em R$ 2,78 bilhões para a conclusão das obras em 60 meses, com a geração de 5.560 empregos diretos.

A Neoenergia levou o Lote 4 ao oferecer RAP de R$ 126 milhões, um deságio de 46,62% em relação ao valor máximo, de R$ 236,079 milhões. O lote inclui 729 quilômetros de linhas de transmissão nos Estados de Piauí, Tocantins e Bahia, que vão expandir as interligações Norte-Sudeste e Norte-Nordeste e escoar energia eólica da região Nordeste. Este lote também contribui para transmitir a energia de Belo Monte. Os investimentos devem somar R$ 1,345 bilhão e a obra deve criar 2.691 empregos diretos.

Após disputa em viva-voz com a CPFL, a paranaense Cesbe ficou com o Lote 5, que inclui uma subestação de 1.800 megawatt-ampere (MVA) no Rio Grande do Norte, para a expansão da rede básica para escoamento do potencial eólico da região Nordeste. O lance vencedor foi de receita anual permitida de R$ 14,431 milhões, deságio de 53,94% em relação à receita máxima, de R$ 31,33 milhões.  A Aneel estima que serão necessários investimentos de R$ 193,8 milhões para a conclusão das obras, que devem gerar 533 empregos diretos. O prazo para conclusão das obras é de 42 meses.

A Neoenergia também arrematou o Lote 6, com oferta de RAP de R$ 57,325 milhões, deságio de 44,56% em relação à máxima, de R$ 103,41 milhões. O Lote 6 abrange 345 quilômetros de linhas de transmissão nos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, além da construção de uma subestação, com o objetivo de atender o escoamento dos futuros empreendimentos de geração eólica e solar. Os investimentos somarão R$ 584 milhões e a geração de empregos deve somar 1.168.

Lote 7 ficou para a Construtora Quebec, que ofertou receita anual permitida de R$ 32,6 milhões, deságio de 34,65% sobre a máxima, de R$ 49,888 milhões. A Aneel estima que serão necessários investimentos de R$ 276 milhões para a conclusão das obras, que devem gerar 533 empregos diretos. O Lote 7 inclui 165 quilômetros de linhas de transmissão em Minas Gerais, com a finalidade de reforçar a capacidade de transmissão da interligação Nordeste-Sudeste, para escoar adequadamente os atuais e futuros empreendimentos de geração previstos no Nordeste.

Pelo Lote 8, o Consórcio Linha Verde ofertou RAP de R$ 32,978 milhões, deságio de 35,5%. O grupo, formado pela Quebec Apiacás Engenharia e pela Construtora Quebec, deverá investir R$ 283 milhões para finalizar as obras, que devem gerar 567 empregos diretos. O Lote 8 inclui 189 quilômetros de linhas de transmissão em Minas Gerais, com a finalidade de reforçar a capacidade de transmissão da interligação Nordeste-Sudeste, para escoar adequadamente os atuais e futuros empreendimentos de geração previstos no Nordeste.

A EEN Energia disputou em viva voz com o Consórcio BR Energia e acabou levando o Lote 9, ao oferecer uma receita anual permitida de R$ 9,09 milhões, deságio de 47,86%.  O Lote 9 inclui um trecho de 50 quilômetros de transmissão e a construção de uma subestação na Bahia, para atendimento às cargas no Sul do estado. A Aneel estima que serão necessários investimentos de R$ 106,7 milhões para a conclusão das obras, que devem gerar 304 empregos diretos com prazo de 42 meses.

O Consórcio BR Energia/Enind Energia ficou com o Lote 10. O grupo, formado por BR Energias Renováveis, Brasil Digital Telecomunicações e Enind Engenharia, ofertou RAP de R$ 7,285 milhões, deságio de 40%. Deverá investir R$ 71,7 milhões e gerar 204 empregos diretos para concluir as obras do trecho de 23 quilômetros de transmissão e uma subestação em Pernambuco, para atendimento à região dos municípios de Limoeiro e Carpina.

Por fim, a Montago Construtora levou o Lote 11, que engloba uma subestação na cidade de Goiana, em Pernambuco, para suprimento às cargas da Zona da Mata Norte de Pernambuco e do Litoral Sul Paraibano. A empresa ofertou RAP de R$ 4,030 milhões, deságio de 52,91%. A Aneel estima que serão necessários investimentos de R$ 44,7 milhões para a conclusão das obras, que devem gerar 149 empregos diretos. O prazo para conclusão é de 36 meses.

Fonte: SEERN Press com informações do Portal G1/Valor Econômico

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Carga no SIN tem crescimento de 3% em outubro

A carga de energia do Sistema Interligado Nacional em outubro apresentou um crescimento de 3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo dados do Boletim Mensal de Carga do ONS, foram 66.349 MW médios. Com relação ao mês de setembro, verifica-se uma variação positiva de 1,7%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o SIN apresentou uma variação positiva de 1,1% em relação ao mesmo período anterior.

O destaque na comparação entre setembro de 2017 e 2016 ficou com o Nordeste, que apresentou aumento de 5,5%, passando a 10.807 MW médios. Já o maior submercado do país, o Sudeste/Centro-Oeste aumentou a demanda em 1,8%, para 38.943 MW médios. No Norte houve retração de 0,4% para 5.728 MW médios e no Sul uma queda de 1,5%.  No acumulado de 12 meses os índices mudam consideravelmente, com aumento de 0,4% no SE/CO, de 3,1% no Sul, 1,4% no NE e de 1,7% no Norte.

Em sua análise, o ONS aponta que o comportamento da carga do SIN já demonstra sinais contundentes de recuperação. Fatores como a queda nos juros, a safra agrícola, a geração de empregos e o aumento das exportações industriais, já estão influenciando positivamente o desempenho da carga de energia. Além disso, a forte queda na taxa de inflação amplia a renda disponível e ajuda a recuperar o consumo, efeito já sentido no comércio.

O desempenho da carga do subsistema Sudeste/Centro-Oeste observada em outubro deve-se principalmente à melhora de alguns indicadores da economia e à ocorrência de temperaturas elevadas superiores às verificadas no mesmo mês do ano passado. A carga desse subsistema é fortemente influenciada pelo desempenho da indústria cuja participação na carga industrial do SIN é de cerca de 60%. “Desta forma, pode-se afirmar que melhoria da confiança da indústria explica uma parcela significativa do desempenho da carga desse subsistema”.

No Sul a variação é explicada, principalmente, pela ocorrência de temperaturas superiores às verificadas no mesmo mês do ano anterior, período em que foram registradas temperaturas bastante amenas para a época do ano. No NE, a variação positiva de 2,8% na carga ajustada demonstra que os fatores fortuitos contribuíram negativamente com 1,5%. A ocorrência de nebulosidade e chuva na região litorânea acompanhadas de temperaturas máximas inferiores às verificadas no mesmo período do ano anterior e a redução de carga de um consumidor industrial conectado na Rede básica contribuíram para o resultado. No Norte, a variação é explicada, principalmente, pela ocorrência de temperaturas máximas superiores às do mesmo período do ano anterior e à média dos últimos anos.

Fonte: Canal Energia

Foto: DCI

Rio Grande do Norte poderá ganhar mais uma linha de transmissão em leilão da Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai realizar, em 24 de abril, o próximo leilão de transmissão de energia, que vai licitar 7.400 quilômetros em linhas e envolver R$ 13,1 bilhões em investimentos. O edital do certame foi aprovado na última terça-feira (07) pela diretoria da agência reguladora.

O lote de número nove abrange o estado do Rio Grande do Norte com a linha de transmissão 230 kV Lagoa Nova II – Currais Novos II com 28 km e a subestação Currais Novos II 230/69 kV, 2 x 100 MVA.

Serão licitados 35 lotes, divididos entre 20 Estados. A receita anual permitida (RAP) máxima dos ativos será de R$ 2,7 bilhões. Ficarão com os ativos aqueles investidores que ofertarem maior deságio em relação à RAP máxima. Os empreendimentos terão prazo de 36 a 60 meses para entrar em operação.

Os empreendimentos são localizados nos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Segundo a Aneel, os investimentos envolvem a criação de 28,3 mil empregos diretos.

Fonte: CERNE Press com informações do Valor Econômico | Camila Maia