Renováveis vão ter 43,8% de participação na matriz energética brasileira

A predominância de fontes renováveis na matriz energética brasileira deve se manter estável no ano de 2017, com a participação de 43,8% do total. O desempenho reflete as transformações ocorridas no setor energético nacional, que tem incentivado tanto o crescimento dessas fontes quanto a diversificação da matriz nos últimos anos. Os dados constam no Boletim Mensal de Energia de Janeiro de 2017, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia.

De acordo com o boletim, na oferta interna de energia elétrica a proporção das renováveis será bem mais significativa, com previsão de chegar a 83,3%. No mundo este indicador é de apenas 24,1%. A estimativa é que a energia hidráulica continue sendo a mais importante na matriz elétrica de 2017, respondendo por 67,9%, percentual ligeiramente inferior ao verificado em 2016, de 68,6%. Essa redução da fonte hídrica será compensada por bons desempenhos de outras fontes renováveis, como a eólica e a biomassa. A eólica deverá passar de uma proporção de 5,3% para 6,5%, e a biomassa de 8,8% para 9,0%, de 2016 para 2017.

A produção de petróleo de janeiro de 2017 cresceu 15,3% sobre igual mês de 2016, repetindo as boas performances verificadas nos últimos meses de 2016. O mesmo ocorre com a produção de gás natural, com taxa de crescimento de 13,1%. O Boletim acompanha um conjunto de variáveis energéticas e não energéticas capazes de permitir razoável estimativa do comportamento mensal e acumulado da demanda total de energia do Brasil.

Fonte: Canal Energia

Capacidade de geração de energia cresce 357 MW em fevereiro

O Brasil registrou a entrada em operação comercial de novos 357,35 Megawatts (MW) de capacidade instalada em fevereiro. O volume, incluído ao Sistema Interligado Nacional (SIN), tem participação de 270 MW de capacidade eólica e 86 MW hidrelétrica de novos empreendimentos.

Também entraram em operação comercial 289,0 quilômetros de linhas de transmissão em fevereiro. Os dados são do Boletim Mensal de Monitoramento do Setor Elétrico, divulgado, na última sexta-feira (1º), pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

De acordo com a boletim, a capacidade instalada total de geração elétrica no Brasil atingiu 142.179 MW em fevereiro. Em relação ao mesmo período de 2015, houve expansão de 7.386 MW (crescimento de 5,5%), sendo 2.809 MW gerados por fonte hidráulica, 1.799 MW produzidos por térmicas, 2.770 MW de eólicas e 8 MW de energia solar.

Quanto à produção de energia elétrica, o boletim aponta que, em dezembro de 2015, a geração hidráulica correspondeu a 71,5% do total gerado no País, 2,0 pontos percentuais (p.p.) acima ao verificado no mês anterior. Já o segmento eólico apresentou aumento de 0,2 p.p na matriz de produção de energia elétrica no Brasil. A participação de usinas térmicas caiu 2,2 p.p. entre novembro e dezembro de 2015.

O Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro traz informações atualizadas e consolidadas sobre a operação eletroenergética no País, para registro e acompanhamento de temas relevantes do setor elétrico, tais como a expansão e o desempenho dos sistemas de geração, transmissão e distribuição, as condições hidrometeorológicas e a política operativa adotada, o comportamento do mercado consumidor e as ocorrências de maior impacto ao Sistema Elétrico Brasileiro (SEB).

Confira o boletim clicando AQUI.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia

Geração híbrida pode elevar fontes renováveis na matriz energética brasileira

O Brasil está entrando em uma nova fase no campo da geração de energia elétrica. Os avanços tecnológicos têm permitido que a implantação de usinas eólicas e painéis fotovoltaicos não sejam mais meras promessas para o futuro, mas alternativas energéticas limpas, renováveis e economicamente atraentes. Para viabilizar esses investimentos, o governo federal tem estudado formas de aproveitar as infraestruturas já existentes, possibilitando a chamada geração híbrida, quando uma ou mais fontes geram energia e utilizam as subestações e linhas de transmissão já construídas para outras fontes.

Na última sexta-feira (4), o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, inaugurou um projeto inédito no mundo: a instalação de placas fotovoltaicas sobre flutuadores, instalados no lago da Usina Hidrelétrica de Balbina, localizada no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas.

“Com inovação tecnológica, com planejamento estratégico, o Brasil se prepara para ter não apenas um setor elétrico robusto, mas seguro do ponto de vista energético, eficiente, limpo e sustentável do ponto de vista ambiental e social, e barato, para que nós possamos gerar emprego e ajudar o Brasil voltar a crescer economicamente”, disse Braga, logo após a cerimônia de inauguração do projeto piloto.

O estudo será conduzido por pesquisadores das universidades federais do Amazonas e de Pernambuco, com acompanhamento do governo federal. Eles irão analisar questões diversas, desde viabilidade econômica para expansão em grande escala até possíveis impactos ambientais. O mesmo projeto vai ser lançado nesta semana na Usina Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia.

A inserção de flutuadores em lagos já existe na Europa, mas o aproveitamento com estruturas de hidrelétricas é inédito. O cronograma de ações desse projeto prevê que cada uma das usinas solares tenham potência instalada de até 5 MW. Se tudo ocorrer como foi planejado, as unidades deverão ser expandidas, permitindo a geração de até 300 MW. Isso superaria a atual capacidade de geração da hidrelétrica de Balbina e seria suficiente para suprir 540 mil residências.

“Se nós usarmos 1% da área do lago para gerar energia fotovoltaica, nós podemos superar 2 mil megawatts, ou seja, quase 10 vezes a capacidade da usina hidrelétrica que existe aqui em Balbina”, ponderou José da Costa, presidente da Eletrobrás.

Além dos benefícios econômicos e sustentáveis, a tecnologia também deve gerar empregos no Brasil. Segundo Orestes Gonçalves Junior, diretor da Sunlution (uma das empresas responsáveis pela tecnologia), a produção de todos os flutuadores que sustentam os painéis solares será feita em Camaçari (BA). “Caso a demanda cresça, vamos trazer a produção também para Manaus, atendendo toda a região Norte. Assim que recebermos a demanda, vamos iniciar o processo de produção na região”, ressaltou.

Serra do Sol

Outra proposta inovadora na geração híbrida será implantada na comunidade indígena Raposa Serra do Sol, localizada em Roraima. O modelo que será testado por lá será a associação entre a energia térmica (já existente) e a eólica. A ideia é aproveitar os ventos que incidem nos altos dos montes e gerar energia para os índios daquela região.

“Isso vai baratear os custos da energia gerada, porque vamos gastar menos volume de óleo diesel e vamos equilibrar a conta”, disse Braga. Segundo estimativas do MME, cada megawatt hora gerado com óleo diesel no interior do Amazonas, por exemplo, tem custos aproximados de R$ 1.600, enquanto o consumidor paga R$ 434 pela mesma quantidade de energia gerada.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia

Brasil aposta em novas fontes renováveis

As chamadas novas fontes renováveis de energia, formadas por usinas eólicas, solares e de biomassa, foram as que mais cresceram nos últimos anos no Brasil. Entre 2005 e 2014, a produção desse tipo de energia aumentou 146%, enquanto as hídricas avançaram 10%; o petróleo, 38%; e o gás natural, 80%, segundo o Balanço Energético Nacional 2015 (BEN).

Embora ainda tenham uma participação pequena na matriz energética, elas vão reforçar as medidas do governo para que o País consiga atingir as metas de redução das emissões de gases do efeito estufa definidas na 21.ª Conferência do Clima (COP 21), ocorrida em dezembro, em Paris. O objetivo do Brasil é reduzir as emissões em 37% até 2025 e em 43% até 2030.

Para isso, o governo pretende elevar a participação das novas fontes renováveis de 9%, em 2014, para 24% da produção de energia elétrica do País até 2030, diz o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. “Hoje, a média dessas novas energias renováveis na matriz mundial está em torno de 6%. É claro que alguns países têm participação maior, como a Alemanha (13,4%).”

Na opinião de Tolmasquim, o Brasil vai continuar mantendo sua posição de liderança na produção de energia limpa nos próximos anos. E isso deve ocorrer a despeito da queda dos preços do petróleo e mesmo com a perspectiva de que o barril não volte aos patamares de US$ 100.

O País tem uma matriz energética invejável comparada ao resto do mundo. Pelos dados do Balanço Energético Nacional, cerca de 40% da oferta interna de energia vem de fontes renováveis – que incluem a energia hidrelétrica e o etanol – e 60% de combustíveis fósseis. No mundo, a média de uso de energia limpa era de apenas 13,8% em 2013, último dado da Agência Internacional de Energia.

Os números brasileiros já foram melhores. Em 2009, por exemplo, 46,8% da oferta de energia no País era renovável. Tolmasquim explica que a queda é reflexo da crise hídrica que assolou o País nos últimos anos e exigiu a produção de energia elétrica de óleo combustível e diesel. “O Brasil é privilegiado. Tem água em abundância, vento forte e sol o ano todo”, afirma o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.

Segundo ele, a energia eólica e a solar vão crescer muito nos próximos anos e exigir estudos avançados em novas tecnologias. Como são fontes intermitentes, que estão sujeitas às intempéries da natureza, elas não conseguem garantir um volume de produção o tempo todo. Por isso, o mundo vem apostando em estudos para o desenvolvimento de baterias que consigam armazenar a energia produzida por essas novas fontes renováveis.

“Algumas empresas têm estudos aprofundados. Mas, por enquanto, elas são muito caras”, destaca o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), José Goldemberg, um dos principais cientistas brasileiros especializados em energia. Ele explica que as baterias são as mesmas que são usadas para os carros elétricos, mas com mais capacidade. “Para se ter uma ideia do custo, as baterias usadas nos carros custam mais de US$ 20 mil, quase metade do valor do carro.”

Na avaliação dele, enquanto essas inovações continuam no papel, o Brasil deveria voltar a investir nas hidrelétricas com reservatórios, que acumulam água e, portanto, armazenam energia. Como os novos potenciais hidrelétricos estão localizados na Amazônia, a pressão ambiental em cima das hidrelétricas tem tornado inviável a construção de usinas com represas. Isso diminuiu a capacidade de armazenamento de água e deixou o País mais vulnerável às condições climáticas.

Na opinião de especialistas, as usinas eólicas devem ser usadas como complemento. No período de seca no Sudeste, as eólicas produzem mais no Nordeste. Mas é preciso ter usinas de reserva para o caso de o vento diminuir e reduzir a geração de energia.

Enquanto persistem as discussões sobre como armazenar a energia, a eólica continua tendo forte expansão e tem recebido vultosos investimentos. Foram R$ 22 bilhões em 2015 e, para este ano, a expectativa é aplicar outros R$ 25 bilhões. Segundo a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Gannoum, em 2015 o setor cresceu 35% comparado com 2014 e colocou o País na 10.ª posição no ranking dos maiores produtores do mundo.

Solar

A energia solar está num estágio atrás da eólica, mas tem atraído investidores. Com a realização de leilões específicos para a fonte, o Brasil conseguiu dar o pontapé inicial na ampliação da fonte renovável, que ainda é incipiente – em 2014, o País tinha apenas 15 megawatt (MW) de energia solar instalada. Nos leilões, entretanto, foram contratados mais de 2,5 mil MW.

Maurício Tolmasquim diz que o planejamento da matriz energética brasileira inclui ainda a ampliação da produção de etanol. Apesar da crise que abalou o setor e fechou várias usinas, ele diz que a previsão é ampliar a fatia do produto de 38% para 49% entre os combustíveis até 2030.

Além das renováveis, uma fonte fóssil, mas menos poluente que o petróleo, deve ganhar espaço na matriz energética mundial, diz Pires. Para ele, o gás natural será o combustível da transição de uma economia suja para uma mais limpa.

Fonte: O Estado de São Paulo

Energia renovável representa mais de 42% da matriz energética brasileira

Fonte: Portal Brasil

O Ministério de Minas e Energias (MME) prevê que até o fim de 2015 as energias renováveis correspondam a 42,5% de toda a matriz energética brasileira em 2015. O destaque fica para o crescimento da participação das energias renováveis alternativas à geração hidrelétrica, como a eólica, a solar e a biomassa.

Em dez anos, esse tipo de energia renovável cresceu 30%, passando de 2,8% de toda a oferta de energia interna em 2004 para 4,1% em 2014. A matriz energética do País é composta por diversas fontes, que também incluem, por exemplo, o petróleo e seus derivados, como a gasolina, e o gás de cozinha.

O secretário de Planejamento Energético do MME, Altino Ventura, explica que esse cenário faz parte da política do Ministério de diversificação da matriz energética brasileira, que considera uma forma mais eficiente do uso de recursos naturais do planeta.

“Essa composição de diferentes fontes faz com que o País tenha uma matriz mais limpa, porque ela tem uma participação pequena de emissões do chamados gases de efeito estufa, que contribuem para as mudanças climáticas no planeta”, disse.

Quando se considera apenas a geração de energia elétrica, a participação das energias renováveis é ainda maior. Até o final de 2015, espera-se que mais de 84% da energia elétrica gerada no País seja de fontes renováveis. As hidrelétricas ainda fazem parte de mais da metade da geração, mas outras fontes vão representar cerca de 16% de toda energia elétrica brasileira.

Segundo Ventura, a incorporação efetiva de outras formas de produzir energia, como a solar e a eólica, tem também uma necessidade de suprir o consumo de eletricidade de acordo com o cenário mundial de energia limpa.

“A partir dos anos 1970 até o 2000, o Brasil priorizou muito a hidreletricidade. Já temos uma indicação nos próximos 30 anos de que esgotaremos esse potencial. Então é importante que o Brasil desenvolva novas fontes para a produção de energia elétrica dentro da política de diversificar a matriz, o que temos feito nos últimos 15 anos”, explica.

O incentivo às energias renováveis pode ser considerado uma meta coletiva, não só do Ministério de Minas e Energia. O governo federal, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), investiu mais de R$ 97 bilhões em forma de financiamento para 285 inciativas de energias renováveis no período de 2003 a 2015. Somente na energia eólica, foram mais de R$ 19 bilhões em financiamento.

Energia dos ventos

Um dos maiores destaques das formas alternativas de geração de energia é a eólica. Neste ano, o País se tornou o 10º maior gerador de energia eólica no mundo, superando países como Portugal e Suécia, segundo Ranking Mundial de Energia e Socioeconomia. Até o final de 2015, o setor terá expansão de 62% em relação ao ano passado e irá representar 8,3% da oferta de energia elétrica no país.

A região Nordeste é a principal geradora de energia eólica no País. Segundo o secretário, o principal motivo para esse destaque, além do investimento, é a situação privilegiada do Brasil em recursos naturais.

“Nós temos vento de janeiro a dezembro. Isso faz com que a nossa usina eólica se torne mais competitiva, porque o custo da energia é menor. A mesma instalação no Brasil produz mais energia do que os países europeus, por exemplo”.

Ele ainda destaca que não só o Brasil está se tornando gerador de energia como fabrica a maior parte dos equipamentos utilizados. Segundo a presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Melo, o setor foi responsável pela criação de mais de 40 mil postos de trabalho em suas 270 instalações.

Outras fontes

Ainda em crescimento, a energia solar também vem conquistando seu espaço na matriz energética. Em agosto deste ano, o País fez o primeiro Leilão de Energia de Reserva com projetos solares fotovoltaicos, contratando 1.043,7 MWp (megawatts-pico) de potência de 30 projetos diferentes.

A estimativa da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê que até 2050, 13% de todo o abastecimento das residências no País seja feita pelas placas fotovoltaicas que aproveitam a energia solar.

No campo, Ventura destaca o pioneirismo do Brasil no uso da cana-de-açúcar como geração de energia. Os derivados da planta, como o etanol e a queima do bagaço, são hoje a segunda maior fonte energética brasileira, perdendo apenas para o petróleo. No período de 2004 a 2014, o País aumentou em 75% a produção de energia elétrica pelo bagaço de cana.

“O aproveitamento da cana-de-açúcar dessa forma só existe no Brasil, é tecnologia nacional. Podemos plantar essa energia no campo e produzir alimentos, sem competir um com o outro, e preservando nossos ecossistemas”, pontua.

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