Desinvestimentos da Petrobras no RN são ‘desastrosos’, avalia SEDEC

O plano econômico de desinvestimentos que já reduziu, apenas em 2016, 77% dos investimentos que a Petrobras já realizou Rio Grande do Norte menos de 10 anos atrás, divulgado na edição deste domingo da Tribuna do Norte, foi amplamente criticado pelo secretário de desenvolvimento econômico do Estado, Flávio Azevedo. Em entrevista ao jornal, o secretário afirmou que afirmou que “o Governo do Estado vai cobrar de forma enérgica respostas da Petrobras”, e que os efeitos dos desinvestimentos “são desastrosos, especialmente para o Oeste do Estado”. Neste momento, o secretário está em reunião com o governador Robinson Faria (PSD) para discutir possíveis encaminhamentos do Governo em relação à questão.

O programa de desinvestimentos da Petrobras é parte de um projeto nacional, evidenciado pelo seu Plano de Negócios 2017-2021. O plano, que pretende reduzir de US$ 5,4 bilhões para US$ 2,5 bilhões a dívida interna da empresa, vai englobar redução de gastos com pessoal através de demissões, venda de ativos, desaceleração da perfuração de novos postos de exporação e foco maior no pré-sal.

Todas as medidas afetam diretamente o Rio Grande do Norte, um dos maiores produtores de petróleo em terra no país. Localmente, a empresa já está realizando uma série de demissões, tanto de funcionários diretos como de terceirizados que atuam na área. Para o secretário Flávio Azevedo, as consequências disso para o Estado, que tem cerca de 40% de seu Valor Bruto de Produção Industrial (VPBI) provenientes de suas atividades, são desastrosas:

“Conforme está demonstrado na prática pela diminuição das atividades da empresa na região Oeste do estado, essa situação é desastrosa. Não acredito que essa diminuição da atividades deva-se exclusivamente à redução da nossa capacidade de produção nos campos de petróleo, porque os campos não tem como ter uma redução dessa ordem do dia para a noite. Existe, de fato, uma redução da nossa capacidade de produção, mas não desse tamanho. Essa coisa toda está muito mal explicada, e a empresa tem uma responsabilidade para o Estado, não apenas de ordem econômica mas, principalmente, social, e nós já estamos sentindo seus impactos em função das demissões em massa que estão sendo realizadas”, disse o secretário.

A redução da capacidade de produção dos poços do Rio Grande do Norte se devem ao fato de que a produção no Estado já ocorre desde a década de 70, e muitos desses poços já são considerados “maduros”, ou seja, já atingiram o auge de sua capacidade de produção e precisam de alguns mecanismos para continuar produzindo em quantidades vantajosas. Mesmo assim, de acordo com informações do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), o Estado ainda possui reservas comprovadas avaliadas por geólogos da própria Petrobras que correspondem a mais de 2 bilhões de barris.

Rebaixamento é visto com preocupação

O rebaixamento da Refinaria Potiguar Clara Camarão para a categoria de “Ativo Industrial de Guamaré” despertou reações preocupadas do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do Rio Grande do Norte (SEERN).

De acordo com eles, o rebaixamento da refinaria significaria, na prática, de sua exclusão do Plano Estratégico e das discussões da Diretoria de Refino e Gás Natural, mesmo com todos os investimentos técnicos para aumentar a capacidade de produção e gestão técnica e comercial especializada.

A Clara Camarão tem capacidade para refinar 45 mil barris de petróleo por dia, produzindo 3.093 metros cúbicos de gasolina, 295 metros cúbicos de querosene de aviação, 1.095 metros cúbicos de óleo diesel e 422 metros cúbicos de nafta petroquímica diariamente. Essa produção é fundamental para o abastecimento do Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco e Paraíba. O querosene de aviação produzido pela refinaria abastece os aeroportos do RN, Ceará e parte de Pernambuco.

De acordo com Jean Paul Prates, presidente da SEERN “A exclusão desta unidade dos planos regulares quanto ao parque de refino nacional implicará, cedo ou tarde, no fechamento desta refinaria, que, acompanhado da redução e minimização da participação da Petrobras nos campos produtores ao longo do tempo, resultará na finalização gradual da presença da estatal brasileira no nosso Estado”, disse, em nota divulgada no último dia 27 de outubro.

Fonte: Mariana Ceci | Tribuna do Norte

Produção de energia eólica cresce 26,5% entre janeiro e maio de 2017

A produção de energia eólica entre janeiro e maio de 2017 foi 26,5% superior à geração no mesmo período do ano passado. É o que indica o boletim mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

As usinas da fonte produziram um total de 3.347,5 MW médios frente aos 2.646,4 MW médios gerados em 2016. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 5,5% em 2017. A fonte hidráulica foi responsável por 81% do total e as usinas térmicas responderam por 17,8%.

Os números por estado indicam que o Rio Grande do Norte segue como maior produtor de energia eólica do país com 1.076 MW médios em 2017, aumento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: Veja| Radar On-Line

Refinaria Clara Camarão bate recorde de produção de querosene de aviação

A Refinaria Potiguar Clara Camarão, que fica na cidade de Guamaré, distante cerca de 180 quilômetros de Natal, bateu recorde de produção de querosene de aviação na última semana de 2016. Ao todo, a refinaria produziu 17 milhões de litros mensais.

A informação foi dada pelo presidente do sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do Rio Grande do Norte (SEERN), Jean-Paul Prates, também membro do Conselho Fiscal do Sindicato das Empresas do Setor de Petróleo, Gás e Combustíveis do Estado do RN (SIPETRO/RN) nesta sexta-feira (6).

O resultado foi comemorado por Prates, já que essa produção possibilita o abastecimento local de mais de 800 voos por mês.

Confira a nota de Jean-Paul Prates: 

“A Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), localizada em Guamaré/RN, bateu mais um recorde de produção de querosene de aviação (QAV) na última semana de 2016: 17 milhões de litros mensais!

Sabe o que isso significa? Possibilidade de abastecimento local de mais de 800 vôos por mês!

E já temos a capacidade de ir a 21 milhões de litros por mês de QAV, apesar do limite atual da produção, determinado pelo Plano Nacional de Abastecimento.

Não me canso de elogiar a competência técnica, a perseverança e a dedicação da equipe da RPCC em mostrar como é viável e importante a produção de derivados de petróleo aqui no Rio Grande do Norte.”

Fonte: Novo Jornal

Eólica: instalações anuais na América Latina vão ultrapassar as da América do Norte em 2025

A consultoria internacional Make fez uma atualização das previsões de instalações de energia eólica no mundo para o período até 2025. Segundo o relatório da empresa, ao fim do horizonte, as instalações anuais da América Latina irão ultrapassar as da América do Norte. O Brasil continuará a liderar a expansão eólica na América Latina, mesmo com os problemas políticos e econômicos e o México se tornará o terceiro maior mercado das Américas.

No ano passado, a China excedeu as expectativas para instalações eólicas tendo relatado uma capacidade conectada a rede de 32,9 GW. Segundo a consultoria, a corrida para implantar projetos eólicos na China em 2015 se deve ao fim do prazo de incentivos oferecidos à fonte. No curto prazo, de acordo com a Make, o crescimento da fonte será em grande parte impulsionado por um encerramento de políticas de incentivos em países como Alemanha, Estados Unidos e China.

Os mercados europeus permanecem com incertezas regulatórias, tanto no curto prazo, quanto após 2020. Já os mercados do Oriente Médio e da África continuam a se desenvolver. A China, mesmo com um ritmo menor, continuará sendo o país com o maior número de instalações no período.

Fonte: Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

Capacidade instalada de usinas eólicas cresce 45% em 2015

A capacidade instalada de usinas eólicas cresceu 45% ao longo de 2015 na comparação com 2014, saltando de 5.710 MW para 8.277 MW. Entre janeiro e dezembro do ano passado, entraram em operação 102 novos empreendimentos, somando um total de 325 geradoras eólicas em 2015. O balanço foi divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica na segunda-feira, 7 de março.

Segundo a CCEE, as usinas eólicas produziram 2.971 MW médios, crescimento de 52% em relação ao mesmo período de 2014. Vale destacar o desempenho da fonte no mês de agosto, quando a produção alcançou seu auge e entregou ao Sistema Interligado Nacional de 3.199 MW médios.

Na análise por estado, o Rio Grande do Norte fechou 2015 com a maior capacidade instalada em usinas eólicas, um total de 2.493 MW, aumento de 28,3%. Em seguida, aparecem Ceará com 1.573,5 MW (+22,8%), Rio Grande do Sul com 1.514 MW (+30,6%) e Bahia com 1.441 MW (+41,6%). Veja o ranking completo abaixo.

Os dados consolidados do boletim InfoMercado Mensal referentes à dezembro mostram ainda uma variação positiva no consumo e geração de energia do SIN. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 0,5% no consumo (61.795 MW médios ante 61.479 MW médios) e de 0,4% na geração de energia (61.826 MW médios frente aos 61.559 MW médios).
Ranking – Os 10 maiores estados  em capacidade instalada de energia eólica
Posição             Estado               MW
1º             Rio Grande do Norte  2.493
2º             Ceará                             1.573,5
3º             Rio Grande do Sul      1.514
4º             Bahia                             1.441
5º             Piauí                              705
6º             Santa Catarina            224
7º             Pernambuco                192
8º             Paraíba                         59,5
9º             Sergipe                         34,5
10º           Rio de Janeiro            28
Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção
 

Produção eólica cresceu 49% em fevereiro, informa a CCEE

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 29 de fevereiro apontam uma alta de 1,2% no consumo e de 1,1% na geração de energia elétrica no País, na comparação com o mesmo período de 2015. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica ( CCEE), que traz dados de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

A análise do consumo de energia, que somou 63.492 MW médios, aponta aumento de 2,5% no mercado cativo (ACR), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, e redução de 2,8% no mercado livre (ACL), no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores.

Em fevereiro, a produção das usinas do Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançou 65.970 MW médios de energia. As usinas eólicas voltaram a registrar aumento na produção e foram um dos destaques do mês, com 2.659 MW médios, crescimento de 49,1% em relação a fevereiro do ano passado. As usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, foram responsáveis por 52.069 MW médios, aumento de 9,5%. A representatividade da fonte hidráulica, em relação a toda energia gerada no País, foi de 79%, índice 6,1 pontos porcentuais superior ao registrado no ano passado.

Entre os diferentes ramos de atividade industrial analisados pela CCEE, que considera dados dos autoprodutores, consumidores livres e especiais, houve crescimento no consumo em diversos deles, devido à migração de consumidores para o mercado livre, com destaque ao alimentício (10%), devido à abertura de novos empreendimentos gastronômicos, comércio (4,8%) e saneamento (4,7%). No entanto, houve retração em alguns setores, incluindo veículos (-14,7%), extração de minerais metálicos (-6,8%), químicos (-5,7%) e têxteis (-5,5%).

 

O InfoMercado Semanal também apresenta estimativas de que as usinas elétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) gerem, até a quinta semana de fevereiro, o equivalente a 90,5% de suas garantias físicas, ou 50.247 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este porcentual foi de 99,3%.

Fonte: Estadão Conteúdo