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Segundo leilão deste ano deve favorecer projetos eólicos do Rio Grande do Norte

Certame admite que empreendedores assumam o risco da conexão à rede

O Rio Grande do Norte terá condições de participar com muita força de um leilão federal de energia ainda este ano. É o que conclui o Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN), após analisar as regras e respostas da ANEEL aos pedidos de esclarecimentos sobre os dois leilões que serão realizados em dezembro.

O primeiro leilão, a ser realizado no dia 18 de dezembro, é para entrega de energia na data de 1 de janeiro de 2021. No entanto, um segundo leilão deverá ser realizado no dia 20 de dezembro, desta vez com empreendimentos que deverão estar prontos para entregar energia num prazo de seis anos.

“Nossa equipe analisou os editais dos dois leilões, os pedidos de esclarecimentos e respectivas respostas da ANEEL, bem como as portarias e o marco regulatório em vigor. Concluímos que, se para o primeiro leilão existe uma limitação expressa de capacidade de conexão à rede, através de Nota Técnica emitida pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), para o segundo leilão, com prazo de entrega da energia para 6 anos, tal limitação se dilui num prazo maior para construir os parques e usinas, o que, teoricamente, nos daria mais tempo para a resolução dos gargalos na transmissão”, afirma o Presidente do SEERN, Jean-Paul Prates.

O Rio Grande do Norte habilitou cerca de 6.800 MW em potência eólica para os leilões federais deste ano. A Nota Técnica ONS 118/2017, no entanto, apontou uma “margem remanescente” de conexão às linhas de transmissão nacionais de apenas 200MW, o que deixaria o RN virtualmente de fora do Leilão A-4. No entanto, o SEERN aponta que, para o Leilão imediatamente seguinte, chamado “A-6”, o Estado poderá apresentar e viabilizar projetos livremente.

“O que verificamos, analisando os leilões tanto do ponto de vista técnico quanto jurídico-regulatório, é que o RN terá sim condições plenas de participar com todo o seu potencial de oferta de projetos no segundo leilão, dois dias depois do primeiro, e que dá um prazo de 6 anos para a construção e início de operação dos empreendimentos vencedores”, acrescenta Prates, que foi o Secretário de Energia do Estado entre 2007 e 2010.

O SEERN alerta, no entanto, que, para que tudo isso dê certo, será necessária uma mobilização estadual para que o Rio Grande do Norte seja inserido nos editais federais para construção de novas linhas. Isso por que, terá que ser passada segurança para os empreendedores de que, no prazo de seis anos, o gargalo da transmissão no RN estará resolvido.

“Pelas regras, a responsabilidade por poder se conectar ao sistema de transmissão fica inteiramente a cargo do empreendedor, que não receberá nada e poderá até ser multado se não conseguir despachar a energia no prazo, mesmo se a razão para isso for a falta de linhas de transmissão de responsabilidade de outra empresa ou do poder concedente federal”, explica Diogo Pignataro, Diretor Jurídico do SEERN.

Segundo Prates, os projetos eólicos do RN são muito competitivos devido ao alto fator de capacidade (potencial de geração eólica) alto e pelo ambiente operacional favorável (pessoal capacitado, logística favorável, acessibilidade das áreas, procedimentos e licenciamentos consolidados).  “O passivo atrasado de linhas de transmissão foi resolvido. Agora é preciso fazer o dever de casa de planejar e lutar pelas novas linhas. Uma vez removida esta preocupação com a conexão, tenho a certeza de que voltaremos a liderar o certames federais de geração, não só com eólicas como também com usinas solares, provocando uma nova onda de investimentos e empregos no Estado”, finaliza.

Fonte: SEERN Press

Foto: CostaBrancaNews

Aneel libera usina solar para operação comercial em Areia Branca

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou na última segunda-feira, 20 de novembro, o início da operação comercial de várias usinas nas regiões Nordeste e Sul. No Rio Grande do Norte, foram liberadas as unidades UG2 a UG18 da UFV Floresta III, de 1 MW cada, totalizando 7 MW. O complexo é composto por três usinas solares fotovoltaicas, totalizando uma área de 318 hectares, localizada na cidade de Areia Branca. A empresa responsável pelo empreendimento é a norte-americana Solar Direct.

A Aneel também liberou 29,4 MW nas unidades UG1 a UG14 da EOL Santo Inácio III, que fica em Icapuí, no estado do Ceará. Outra eólica do complexo, a EOL Santo Inácio IV, teve 23,1 MW liberados para operação através das turbinas UG1 a UG11. Ainda no Ceará a EOL São Raimundo teve as unidades UG1 a UG11, que somam 23,1 MW, foram liberadas.

Fonte: SEERN Press com informações do Canal Energia

Sedec/RN pleiteará encontro com representantes da Aneel para comprovar que linhas de transmissão suportarão novas demandas . (Foto: Tribuna do Norte)

Sobrecarga em linhas de transmissão deixa Rio Grande do Norte fora de leilão de energia

Sob o argumento de que “não existe capacidade remanescente para escoamento de energia elétrica em grande parte dos barramentos candidatos”, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) excluiu o Rio Grande do Norte do próximo leilão de energias renováveis, marcado para o dia 18 de dezembro, em São Paulo. O estado potiguar apresentaria, de acordo com levantamento do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne/RN), projetos para geração de, pelo menos, 800 megawatts de energia elétrica a partir dos parques eólicos. A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec/RN) avalia a possibilidade de impugnação da nota técnica eliminatória e do próprio leilão a ser realizado pela Aneel. Os prejuízos para a economia do estado, de acordo com a Sedec/RN, são incalculáveis.

O certame deste ano era o mais aguardado pelas empresas instaladas e com interesse de instalação no estado. A contratação de 800 megawatts ou mais representaria um salto de produção similar ao que ocorreu em 2010, quando foram contratados 1,5 gigawatt. Esta, porém, não é a primeira vez que a Aneel inviabiliza a participação do Rio Grande do Norte em leilões de geração de energia renovável. O mesmo ocorreu ano passado, mas a disputa acabou sendo cancelada.

“A Aneel alegou inexistência de linhas de transmissão para conexão da energia produzida, Ou seja, os mesmos motivos alegados para excluir o RN dos leilões de 2015 e 2016. Entendo que, desta feita, tais motivos não subsistem. As linhas de transmissão em referência estão em construção, sob a exclusiva responsabilidade do Governo Federal.  Uma delas, está sendo executada pela Chesf e tem prazo de conclusão prevista para o final de 2018, conforme me foi assegurado pelo Superintendente de Engenharia de Transmissão da Chesf”, declarou o titular da Sedec/RN, Flávio Azevedo.

Em nota técnica divulgada no final da semana passada, o Operador Nacional do Sistema (ONS) vinculado à Aneel, destacou que as linhas de transmissão existentes no Rio Grande do Norte operam com sobrecarga, sem potencial de absorção de mais energia. Além disso, o ONS frisou que algumas obras de linhas de transmissão outorgadas a determinados parques eólicos caducaram em setembro deste ano, tornando-se ausentes do processo. O Operador Nacional do Sistema citou, ainda, atrasos nas obras da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), responsável pela construção e operacionalização das linhas de transmissão, popularmente conhecidas como ‘linhões’.

“A outra linha, estava sendo construída por uma empresa privada que abriu falência, mas poderá ser facilmente retomada e concluída até 2019. Ora, se o leilão está contratando compra de energia para entrega em 2021 e 2023 o que impede a Aneel de considerar para efeito do cálculo da capacidade de conexão, linhas de transmissão que estarão prontas no máximo até 2019 e sob a exclusiva responsabilidade do próprio Governo Federal?”, indagou Flávio Azevedo. De acordo com a nota técnica do ONS/Aneel, o estado potiguar dispõe de apenas 200 megawatts de potência que poderão se candidatar ao próximo certame.

Edital aprovado pela Aneel
A Diretoria da ANEEL aprovou nesta terça-feira, 14, durante Reunião Pública, edital do Leilão nº 04/2017, denominado “A-4” de 2017, destinado à contratação de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração a partir das fontes hidrelétrica, eólica, solar fotovoltaica e termelétrica a biomassa, com início de suprimento em 1º de janeiro de 2021.

O certame será realizado no dia 18/12/2017 na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. Serão negociados Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs) na modalidade por quantidade, com prazo de suprimento de 30 anos para empreendimentos hidrelétricos (CGH, PCH e UHE menor ou igual a 50 MW de potência instalada) e por disponibilidade, com prazo de suprimento de 20 anos, diferenciados por fontes, para empreendimentos de geração a partir de eólica, solar fotovoltaica termelétrica a biomassa.

De acordo com a decisão da Agência, será utilizado como critério de classificação a margem de escoamento da transmissão e, além disso, não poderão participar os empreendimentos que entrarem em operação comercial até a data de publicação do Edital.

Projetos
Eólico: R$ 173,76/MWh (valor mínimo para lance)

Ao todo, foram cadastrados 1.676 projetos, totalizando 47.965 MW de potência instalada. Desse montante, 954 projetos referem-se a empreendimentos eólicos, 574 de solar fotovoltaicos, 69 de PCHs, 37 de CGHs e o restante (42) de termelétricas a biomassa.

“Isso é inexplicável. É inadimíssivel”

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, tentará se reunir com representantes da Aneel para reavaliar a situação do estado. Caso contrário, acionará a Justiça para impugnar a realização do leilão de dezembro. Acompanhar na entrevista a seguir.

Há tempo de reversão desse quadro até o leilão e posterior alteração do status potiguar?
Entendo que sim. É necessário apenas recalcular a capacidade de conexão, considerando a conclusão das linhas de transmissão acima referidas.

Quais serão os reflexos dessa exclusão na economia norte-riograndense?
São graves. Os seguidos impedimentos do RN abrigar usinas produtoras de energia renovável, determinados pela Aneel, poderá afastar os investidores do nosso Estado, apesar do RN possuir as melhores condições do país para geração de energia eólica e solar, com incalculáveis prejuízos ao nosso desenvolvimento econômico e social.

Como a Sedec/RN irá atuar para reverter a decisão do ONS?
Estamos tentando reabrir o diálogo com a Aneel para, à luz do bom senso e de justificativas técnicas, as condições de participação sejam reavaliadas. Caso contrário, seremos obrigados a impugnar a Nota Técnica e, como consequência, a realização do Leilão de Contratação, o que não desejamos.

O RN tem mais de 800 MW ofertado, mas só poderá conectar 200 MW. Na prática, o que significa essa redução? Quantos parques eólicos deixarão de se instalar no RN?
Várias empresas cadastraram seus projetos no Leilão 2017, que somam essa enorme quantidade de energia. Não se pode fazer uma avaliação precisa de quantos Parques deixarão de ser instalados, pois isso dependerá do resultado do Leilão. Mas, considerando o histórico dos anos anteriores a 2015, o RN poderia ser, novamente, o maior contratante de energia do País.

O gerente-técnico da Chesf responsável pelas linhas de transmissão afirmou na segunda-feira, 13, aqui no RN, que as obras que estavam atrasadas da Chesf no estado foram entregues e estão operando, e que não há mais nenhum parque eólico no estado sem funcionar por falta de linha de transmissão. Essa informação, procede? Já que as linhas existem, o que impede o RN de continuar nos leilões?
A informação procede. O Superintendente de Engenharia de Transmissão da Chesf foi além. Afirmou que essa informação é de conhecimento da Aneel e do ONS. Mesmo assim, esses órgãos reguladores insistiram em não considerar as informações, mantendo o RN excluído do processo de contratação de energia. Isso é inexplicável e inadmissível.

Fonte: Ricardo Araújo | Tribuna do Norte

Foto: Divulgação/Ascom Fátima Bezerra.

Comissão do Senado debate futuro da Refinaria Clara Camarão

Em debate sobre os planos de investimento e estrutura de gestão da Petrobras no Rio Grande do Norte, na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, presidida pela senadora Fátima Bezerra, os participantes destacaram, nesta quarta-feira (08) a importância da continuação da Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC) para o desenvolvimento do Estado.

A Petrobras decidiu alterar o status de refinaria da Clara Camarão, fazendo com que ela volte a ser gerenciada pela Diretoria de Exploração e Produção da empresa. A preocupação é que deixando de ser considerada refinaria, ela ficaria excluída do Plano Estratégico e das discussões da Diretoria de Refino e Gás Natural, anteriormente denominada Refino e Abastecimento. Durante a reunião, o representante da Petrobras, Tuerte Rolim, garantiu que a refinaria não perderá status e que não haverá demissões.

Desde de janeiro de 2016, a presidente da CDR, senadora Fátima Bezerra, tem questionado os investimentos da Petrobras no Estado. “Qualquer alteração da Petrobras precisa ser feita com a sociedade e os representantes envolvidos. A empresa não deve ter apenas a lógica mercadológica; ela tem que ter uma visão de responsabilidades social”, explicou.

Jean-Paul Prates, presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN) e do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), declarou que a refinaria é importante para o desenvolvimento industrial do Estado. “Ninguém está aqui fazendo alarmismo. O Rio Grande do Norte exerce o seu direito pleno de acompanhar toda e qualquer medida anunciada pela Petrobras quanto a atividades em seu território, pois ela ainda representa mais de um terço do produto industrial do estado. É legítimo e necessário que o Rio Grande do Norte se prepare para fazer face a esses planos, sejam eles de revitalização ou de desmobilização das atividades da Petrobras!”, argumentou.

Petrobras

Tuerte Rolim, gerente -geral do E&P da Petrobras, destacou que a empresa está adequando seu plano de negócios e otimizará a estrutura existente da refinaria Potiguar Clara Camarão. “A refinaria e a Unidade de Tratamento e Processamento de Fluidos farão parte do ativo industrial de Guamaré. A refinaria continuará conectada com a área de refino e gás natural e continuará produzindo derivados. Não haverá demissões. Os empregados serão transferidos para a área de Exploração e Produção”, explicou.

No final da reunião, a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo ficou de encaminhar algumas questões técnicas sobre a Refinaria Potiguar Clara Camarão e plano de negócio da empresa no Rio Grande do Norte. A Petrobras ficou de responder e entregar formalmente os questionamentos da comissão.

Participaram também da audiência pública o diretor do Sindipetro/RN, José Antonio de Araújo; o vice-presidente da Federação das Indústria do Rio Grande do Norte, Francisco Vilmar; o secretário adjunto da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Otomar Lopes; e o gerente -geral de eficiência operacional, Daniel Sales. Estiveram presentes ainda os senadores Agripino Maia e Garibaldi Alves e os deputados federais Zenaide Maia, Beto Rosado, Rafael Motta, Felipe Maia, Walter Alves e Antônio Jácome.

Fonte: SEERN Press com informações do  Senado Federal

Foto: Adriano Abreu

Desinvestimentos da Petrobras no RN são ‘desastrosos’, avalia SEDEC

O plano econômico de desinvestimentos que já reduziu, apenas em 2016, 77% dos investimentos que a Petrobras já realizou Rio Grande do Norte menos de 10 anos atrás, divulgado na edição deste domingo da Tribuna do Norte, foi amplamente criticado pelo secretário de desenvolvimento econômico do Estado, Flávio Azevedo. Em entrevista ao jornal, o secretário afirmou que afirmou que “o Governo do Estado vai cobrar de forma enérgica respostas da Petrobras”, e que os efeitos dos desinvestimentos “são desastrosos, especialmente para o Oeste do Estado”. Neste momento, o secretário está em reunião com o governador Robinson Faria (PSD) para discutir possíveis encaminhamentos do Governo em relação à questão.

O programa de desinvestimentos da Petrobras é parte de um projeto nacional, evidenciado pelo seu Plano de Negócios 2017-2021. O plano, que pretende reduzir de US$ 5,4 bilhões para US$ 2,5 bilhões a dívida interna da empresa, vai englobar redução de gastos com pessoal através de demissões, venda de ativos, desaceleração da perfuração de novos postos de exporação e foco maior no pré-sal.

Todas as medidas afetam diretamente o Rio Grande do Norte, um dos maiores produtores de petróleo em terra no país. Localmente, a empresa já está realizando uma série de demissões, tanto de funcionários diretos como de terceirizados que atuam na área. Para o secretário Flávio Azevedo, as consequências disso para o Estado, que tem cerca de 40% de seu Valor Bruto de Produção Industrial (VPBI) provenientes de suas atividades, são desastrosas:

“Conforme está demonstrado na prática pela diminuição das atividades da empresa na região Oeste do estado, essa situação é desastrosa. Não acredito que essa diminuição da atividades deva-se exclusivamente à redução da nossa capacidade de produção nos campos de petróleo, porque os campos não tem como ter uma redução dessa ordem do dia para a noite. Existe, de fato, uma redução da nossa capacidade de produção, mas não desse tamanho. Essa coisa toda está muito mal explicada, e a empresa tem uma responsabilidade para o Estado, não apenas de ordem econômica mas, principalmente, social, e nós já estamos sentindo seus impactos em função das demissões em massa que estão sendo realizadas”, disse o secretário.

A redução da capacidade de produção dos poços do Rio Grande do Norte se devem ao fato de que a produção no Estado já ocorre desde a década de 70, e muitos desses poços já são considerados “maduros”, ou seja, já atingiram o auge de sua capacidade de produção e precisam de alguns mecanismos para continuar produzindo em quantidades vantajosas. Mesmo assim, de acordo com informações do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), o Estado ainda possui reservas comprovadas avaliadas por geólogos da própria Petrobras que correspondem a mais de 2 bilhões de barris.

Rebaixamento é visto com preocupação

O rebaixamento da Refinaria Potiguar Clara Camarão para a categoria de “Ativo Industrial de Guamaré” despertou reações preocupadas do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do Rio Grande do Norte (SEERN).

De acordo com eles, o rebaixamento da refinaria significaria, na prática, de sua exclusão do Plano Estratégico e das discussões da Diretoria de Refino e Gás Natural, mesmo com todos os investimentos técnicos para aumentar a capacidade de produção e gestão técnica e comercial especializada.

A Clara Camarão tem capacidade para refinar 45 mil barris de petróleo por dia, produzindo 3.093 metros cúbicos de gasolina, 295 metros cúbicos de querosene de aviação, 1.095 metros cúbicos de óleo diesel e 422 metros cúbicos de nafta petroquímica diariamente. Essa produção é fundamental para o abastecimento do Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco e Paraíba. O querosene de aviação produzido pela refinaria abastece os aeroportos do RN, Ceará e parte de Pernambuco.

De acordo com Jean Paul Prates, presidente da SEERN “A exclusão desta unidade dos planos regulares quanto ao parque de refino nacional implicará, cedo ou tarde, no fechamento desta refinaria, que, acompanhado da redução e minimização da participação da Petrobras nos campos produtores ao longo do tempo, resultará na finalização gradual da presença da estatal brasileira no nosso Estado”, disse, em nota divulgada no último dia 27 de outubro.

Fonte: Mariana Ceci | Tribuna do Norte

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Ministro da Integração apresenta avanços para a segurança hídrica no Rio Grande do Norte

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, apresentou na segunda-feira (30) os investimentos que a Pasta vem fazendo para garantir a segurança hídrica no Rio Grande do Norte. Durante seminário na capital potiguar sobre a escassez de água no estado, o ministro falou sobre a retomada das obras do Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco, hoje em pleno andamento e com 94,96% de execução física.

“Nosso objetivo é fazer com que as águas cheguem ao Ceará nos primeiros meses de 2018 e, na sequência, beneficiem o Rio Grande do Norte, já no segundo semestre”, explicou o ministro, ao detalhar o avanço do Projeto São Francisco. “Estamos atuando de forma diligente para que não haja atraso nos prazos. Não é um cenário simples, há o desafio da obra física e do enchimento dos reservatórios, mas estamos trabalhando com absoluto compromisso e empenho”, completou.

A água do ‘Velho Chico’ percorrerá os canais do Eixo Norte até chegar ao Rio Piranhas, na Paraíba. De lá, descerá por gravidade até o reservatório Armando Ribeiro Gonçalves, no Rio Grande do Norte, para beneficiar 900 mil habitantes em 51 municípios do estado. O Eixo Leste do Projeto, inaugurado em março deste ano, já garante o atendimento de aproximadamente um milhão de pessoas em mais de 30 cidades de Pernambuco e Paraíba. O São Francisco evitou que diversas cidades, a exemplo de Campina Grande (PB), entrassem em colapso hídrico, explicou o ministro.

Além do São Francisco

Helder Barbalho falou também sobre outras iniciativas da Pasta, em parceria com o governo estadual, para garantir mais recursos hídricos ao Rio Grande do Norte. Um deles é o Ramal do Apodi, que teve o projeto executivo concluído neste ano. Quando estiver pronta, a obra deverá beneficiar cerca de 370 mil pessoas em 44 municípios.
“A realidade da seca é especialmente desafiadora em regiões com histórico de escassez de chuvas, como o semiárido. O Governo Federal, porém, vem fazendo sua parte ao entregar obras estruturantes e garantir ações emergenciais para levar água a quem precisa. E, mesmo com o quadro de dificuldade fiscal, asseguramos que os programas federais voltados ao convívio com a seca fossem preservados na execução do orçamento da União”, afirmou o ministro.

Os esforços do Governo Federal também garantiram a ampliação de repasses para as obras estruturantes na região semiárida. No estado potiguar, a Barragem Oiticica está com 53% de execução, e a conclusão é prevista para setembro de 2018. “Em 2017, o governo já repassou R$ 44 milhões para a obra. O Sistema Adutor Currais Novos foi concluído e está em fase de testes. Também estamos preparando a recuperação de 24 barragens no estado”, acrescentou o ministro.

Mais desenvolvimento regional

Além dos recursos para obras estruturantes e ações emergenciais, o estado do Rio Grande do Norte tem como grandes aliados o Fundo Constitucional de Financiamento (FNE) e o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrados pelo Ministério da Integração. Por meio desses instrumentos, o Governo Federal oferece financiamentos com juros reduzidos e melhores carências para empreendedores nas cidades e no campo.

Até o terceiro trimestre deste ano, o FNE contratou mais de 25 mil operações de crédito no estado, o que representou R$ 661,6 milhões em investimentos. “Se compararmos o mesmo período do ano passado, o valor contratado cresceu 59%, priorizando empreendedores de pequeno e médio porte e contemplando também agricultores familiares”, observou o ministro.
Já o FDNE, destinado a empreendimentos de grande porte, inclusive na área de infraestrutura, financiou 20 projetos no Rio Grande de Norte. Os valores somam R$ 3,2 bilhões desde 2007.  Entre os setores contemplados, foram apoiadas empresas dos segmentos industrial e energético, com investimentos em energia eólica.

Fonte: MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO

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Refinaria Potiguar Clara Camarão deixa de ser refinaria e mudará de nome: o que significa isso, afinal?

Chega-me a triste confirmação de que foi oficializada internamente a devolução da Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC)  para a Diretoria de Exploração & Produção que passará a se chamar “Ativo Industrial de Guamaré“. A medida vinha sendo internamente planejada e discutida, com alto grau de discordâncias, e foi objeto de nossa nota do dia 16 de junho de 2016, alertando para as consequências disso para o RN e para o Nordeste.

O que pode parecer apenas uma decisão interna sem maiores consequências, não é.

Esta decisão significa, em poucas palavras, que a Refinaria Potiguar Clara Camarão, do alto de suas sucessivas conquistas de aumento de capacidade, aprimoramentos técnicos, investimentos em expansão e gestão técnica e comercial especializada, deixará de ser considerada uma REFINARIA. Portanto, ficará totalmente excluída do Plano Estratégico e das discussões da Diretoria de Refino e Gás Natural (anteriormente denominada Refino e Abastecimento).

Isso é decretar a morte da nossa refinaria, assim como se decretou recentemente a suspensão das atividades de perfuração terrestre em todo o País e o fechamento da planta de biodiesel de Guamaré – sem que houvesse qualquer entendimento ou conversa com os líderes políticos e empresariais do nosso Estado, que, durante décadas, promoveu, com prioridade, incentivos fiscais, licenças e parcerias sócio-ambientais com a empresa para ajudar a viabilização de seus projetos.

A reboque desta decisão intempestiva, não há como deixar de trazer à pauta estadual a denúncia de que poderão nos tirar a refinaria simplesmente para alegar uma redução de custos que, na verdade, significará mais um retrocesso do investimento da Petrobras no Estado – o maior de todos.

Ao contrário do que se está planejando internamente, o que deveria ser feito é justamente o contrário: a incorporação de todo o Pólo Guamaré à nova Diretoria de Refino e Gás Natural, incluindo as UPGNs e os terminais de despacho e recebimento de produtos. Isso sim, seria medida de eficientização das estruturas logísticas e da gestão dos ativos da empresa no RN. E também indicaria, claramente, um caminho de avanço – e não de retrocesso – dos investimentos e da presença da Petrobras na nossa região.

Portanto, é hora de nos prepararmos para um amplo debate quanto ao planos reais da Petrobras quanto ao Rio Grande do Norte. E nisso, juntarmo-nos aos nossos vizinhos – Ceará e Paraíba – que também possuem ativos de produção e processamento de petróleo que serão afetados por estas decisões – tanto campos considerados maduros quanto unidades industriais/logísticas e novas fronteiras a ser exploradas.

É urgente agir enquanto tais discussões se encontram em estágio de planejamento e discussão – e, em especial, REQUERER da Petrobras informações claras e efetivas sobre o seus planos reais para esta região, em especial para o Rio Grande do Norte, sua casa e área de operações que sempre a tratou com todo o carinho e merecida atenção.

Vale lembrar que a RPCC passou recentemente por uma ampliação que duplicou a sua capacidade de produção de QAV. Para isto, contou com a contribuição importante do Governo do Estado, que lhe concedeu o diferimento fiscal para o combustível possibilitando atrair novos empreendimentos conexos, incluindo mas não se limitando à possibilidade de acolher centro(s) de conexões de vôos no Aeroporto Internacional Aluisio Alves, em São Gonçalo do Amarante).

A Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC) recebeu recentemente da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a autorização para passar a processar 45 mil barris por dia de petróleo com possibilidade de expansão em curto prazo para 66 mil barris por dia de capacidade. Passou assim à frente da Refinaria de Manaus (REMAN) quanto a capacidade de processamento. Uma conquista importante para o RN e que deveria ser comemorada como consolidação de uma jornada que pode levar à revitalização do setor de petróleo no Estado, se devidamente trabalhada. A nova capacidade representa a possibilidade de refinar quase 80% da produção de petróleo atual de toda a Bacia Potiguar (que inclui campos no Rio Grande do Norte e no Ceará), podendo rapidamente se atingir a auto-suficiência em refino no Estado.

Por fim, sabemos que a RPCC é uma unidade lucrativa e que conta com um histórico de gestores e operadores técnicos competentes e bem sucedidos nas suas respectivas missões.  Foi uma conquista histórica para o Estado, e um sinalizador de novos empreendimentos e investimentos no futuro.

Como Secretário de Estado de Energia à época, fui testemunha e partícipe direto da ampla discussão da sociedade civil organizada do RN, do Governo do Estado e de toda a bancada parlamentar federal e estadual em uníssono, com a Petrobras e o Governo Federal. Não houve qualquer interesse escuso, negociata ou picaretagem envolvida nesta decisão e implementação. A principal meta estabelecida foi conseguir processar todo o petróleo produzido no Estado – historicamente um dos mais importantes para a produção nacional e ainda o maior produtor nacional de petróleo terrestre, à época em vias de começar operações em águas profundas também com perspectivas de incrementar a produção local de cru.

Temos a certeza de que esta medida irá, inevitavelmente, criar insegurança quanto à futura capacidade de fornecimento para o mercado local, anulando a conquista concreta de uma operação lucrativa e com potencial de ocupar nichos do mercado regional altamente promissores, para os quais certamente não faltariam atrativos ao financiamento próprio ou externo à companhia. A exclusão desta unidade dos planos regulares quanto ao parque de refino nacional implicará, cedo ou tarde, no FECHAMENTO desta refinaria, que, acompanhado da redução e minimização da participação da Petrobras nos campos produtores ao longo do tempo, resultará na finalização gradual da presença da estatal brasileira no nosso Estado.

Sem a Refinaria de Guamaré, como refinaria, não há como se pensar no futuro do setor de petróleo no Rio Grande do Norte. Seremos relegados a um província decadente e insignificante, e gradualmente a atividade se reduzirá a números meramente simbólicos, tanto de produção quanto de empregos e resultados sociais e econômicos. Não precisa ser assim. Não pode ser assim.

Desta forma, e com alto grau de urgência, gostaria de deixar aqui um apelo firme para que seja revertida imediatamente tal decisão e nos seja confirmada a manutenção do status da refinaria, na sua atual configuração organizacional, subordinada ao REFINO, de forma a assegurar a continuidade do seu planejamento e operação dentro desta área especializada da empresa.

Como cidadão e como líder empresarial do setor energético, em nome dos dois sindicatos empresariais dos quais participo, permito-me sugerir ao Governador do Estado e a seu secretariado que convoquem a bancada de parlamentares do Estado e encaminhem imediatamente à Presidência e à Diretoria da Petrobras pedido formal de esclarecimentos sobre os reais planos de investimento e estrutura de gestão da empresa no Rio Grande do Norte, em especial quanto à Refinaria Potiguar Clara Camarão. E que também se articulem com os nossos estados vizinhos, capitaneados pelos Governadores Camilo Santana (Ceará) e Ricardo Coutinho (Paraíba) para que sejam reforçadas a importância das Bacias Sedimentares do Nordeste Setentrional (Barreirinhas, Parnaíba, Ceará, Potiguar, Paraíba-Pernambuco e Araripe) e dos investimentos e operações nelas desenvolvidas para a geração de emprego e renda nestas região.

Jean-Paul Prates

Presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do Rio Grande do Norte (SEERN)

Membro do Conselho Fiscal do Sindicato das Empresas do Setor de Petróleo Gás e Combustíveis do Estado do RN (SIPETRO/RN)

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Os números atuais da REFINARIA POTIGUAR CLARA CAMARÃO (RPCC) justificam plenamente a inclusão da unidade no Plano Nacional de Refino.
A RPCC tem licença da ANP para processar 7.100 m3/dia de Petróleo, podendo chegar a 11.000m3/d em curto prazo. Por questões de mercado, atualmente, ela processa 5.500m3/dia; tem capacidade imediata para processar: 6.600 m3/dia;
Após refino e processamento deste ÓLEO, são produzidos (atualmente) os seguintes derivados: QAV: 580m3/dia, para os mercados de RN, PB, CE e PI. Diesel – S-500: 1.600m3/dia, para RN, CE, PI. Gasolina A: 1.500m3/dia; (mesclada à nafta craqueada de alta octanagem, que vem da Bahia, para os mercados RN/CE/PI) – a melhor gasolina do Brasil.
120 empregados próprios e 280 contratados;
Nas bases já instaladas operam 9 distribuidoras; sendo 3 proprietárias e 6 em regimes diversos tais como comodato, aluguel acordo de operação, re-compra, etc. Isso mostra a importância e potencial da unidade com REFINARIA, não como UPGN (Unidade de Processamento de Gás Natural).
1 base (instalada) da BR;
1 base (instalada) da ALE: aí funcionam: Ale e Ipiranga;
1 base (instalada) da NELOG: aí funcionam: Nelog, FAN, Dislub e SETTA;
1 base (em construção) da RAIZEM (Shel – Raizem);
1 base (já com licença): SP Opera ainda uma planta de tratamento de água produzida (reutilização) com capacidade para 60 m3/dia.
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Foto: Novo Jornal

Eólicas atendem a demanda e evitam apagão no Nordeste

As eólicas estão salvando o Nordeste de um apagão. Essa confirmação foi anunciada com entusiasmo pelo diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates, na abertura da nona edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos 2017, que ocorreu em Natal na quarta (27) e quinta-feira (28). A energia eólica já abastece 66% da demanda do Nordeste, ou seja, em um ano a cobertura da energia dos ventos dobrou na região.

“Imagine que no Nordeste com todas as suas capitais de grande porte, a eólica está atendendo a dois terços da sua demanda energética. Isso significa que, com a crise hídrica que a região vive, se não fossem as eólicas estaríamos em racionamento com risco de sofrer apagão”, destacou Prates. E o desempenho tem sido crescente, há pouco mais de um ano. Em 19 de maio de 2016, as eólicas chegaram a produzir 35% da carga média do Nordeste.

Mas para chegar ao resultado foi preciso pensar e investir bem antes. Prates conta que esse processo começou há quase uma década. A crise internacional de 2008 fez despencar o consumo mundial de energia paralisando uma série de projetos e deixando as fábricas ociosas. Nesse contexto o Brasil recebeu a demanda,visto que o uso da energia por aqui crescia a taxas de dois dígitos e isso derrubou o preço das eólicas, atraindo investidores para os leilões a partir de 2009.

“Se não tivesse começado isso em 2008 e 2009, insistindo que essa modalidade fizesse parte dos leilões de energia, hoje estaríamos vivendo uma situação de apagão. Foi um importante passo pensar daquele jeito naquele momento porque energia tem que se projetar mesmo para o futuro”, ressalta  Prates. E o Nordeste, com seus ventos forte e constantes, foi a região que mais se destacou para receber as usinas eólicas.

Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará são os estados com maior número de empreendimentos em construção ou com capacidade já contratada, sendo que o RN é líder nacional em produção de energia eólica, com ventos constantes e velocidade de 8 metros por segundo em 80% do tempo, condição ideal para geração eólica. “O Rio Grande do Norte se projetou como líder da energia eólica, geração efetiva, capacidade instalada e consumo de 100% do que produz”, pontua Jean-Paul Prates.

O estado deverá atingir a marca de 5 gigawatts (GW) de capacidade instalada em energia eólica nos próximos quatro anos, segundo dados do Cerne, e segue na liderança disparada no ranking nacional eólico, ​com 3.3GW de capacidade instalada em 125 parques que estão ​em operação. Isso representa quase o dobro dos números registrados pela Bahia, segunda colocada no ranking, com 1,7GW de capacidade instalada em 70 usinas eólicas.

A presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), Élbia Melo, destaca que o estado tem o potencial necessário e que as eólicas se destacam na matriz energética. “O estado do Rio Grande do Norte é muito rico em recursos naturais para a produção de energia e é muito rico na produção de energia eólica. A eólica é a segunda fonte de energia mais competitiva e mais contratada nos últimos nove anos e em breve será a segunda da matriz energética nacional”, prevê.

Élbia Melo também esteve no 9º Fórum Eólico-Carta dos Ventos, onde pesquisadores, estudantes, empresários e autoridades discutiram sobre os desafios operacionais dos parques eólicos, pesquisa e inovação, entre outros assuntos pertinentes ao setor. Diferente das outras edições, não foi elaborada uma carta com reivindicações para o governo, mas os participantes externaram a necessidade da realização de leilões, que não ocorreram no ano passado.

 

Governador anuncia licença para ‘linhão’

Durante o 9º Forum Nacional Eólico – Carta dos Ventos o governador Robinson Faria anunciou a liberação da licença do linhão Esperanza (500KV), após uma espera de seis anos. O trecho vai passar por 14 municípios, desde o município de João Câmara, e escoar toda a energia gerada no estado para fora. Ele destacou que o estado tem buscado atrair investidores oferecendo as condições que lhe cabem.

“Nos últimos três anos demos, entre licença prévia, de instalação e de operação, 462 licenças. É um recorde na história do estado. Damos segurança jurídica, legislação e as condições naturais. E agora temos a boa notícia da licença para a implantação do linhão Esperanza que esperava há seis anos”, disse o governador.

A ausência de linhas de transmissão foi um grande problema para o setor, mas o problema já está sendo superado. Em abril passado, o nono lote colocado em disputa no leilão de transmissão era correspondente ao RN e foi vendido para RC Administração e Participação, que apresentou uma oferta de R$ 11,471 milhões. O lote é formado por uma linha de transmissão de 230 kV (Lagoa Nova II – Currais Novos II, CD) de 28 km; e Subestação Currais Novos II 230/69 kV, 2 x 100 MVA.

As instalações de transmissão deverão entrar em operação comercial no prazo de 36 a 60 meses a partir da assinatura dos respectivos contratos de concessão. Além do lote do RN, outros 35 lotes foram arrematados compreendendo os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins, com geração de 28,3 mil empregos diretos.

 

Empresários e políticos cobram a realização dos leilões para manter regularidade de investimentos

À unanimidade, empresários e governos presentes ao Fórum dos Ventos salientaram a importância de regularidade de leilões. Eles destacaram que a ausência de leilões tem repercussões na cadeia produtiva, investimentos e economia.

“Esse ano não fizemos carta com reivindicações. O momento político não é propício para fazer exigências a um setor que está funcionando bem. Não justificava fazer documento só com essa necessidade de leilões, mas estamos discutindo aqui com sete estados e a comunidade industrial que pleiteam condições para que haja leilão e um ambiente operacional razoável”, explica o diretor-presidente do Cerne, Jean-Paul Prates.

Ele ressalta que o setor não está em crise, mas que é preciso manter o ritmo para que as usinas não fiquem paradas. Para que isso não ocorra, a presidente da Abeeolica, Élbia Melo, ressalta que o setor trabalha constantemente para que sejam realizados leilões. Eles servem para o país contratar fontes de energia para atender suas demandas unindo de um lado os geradores de energia, e de outro, as distribuidoras.

“Já superamos de certa forma a questão da transmissão, temos mais escoamento para levar essa energia”, diz Elbia Melo. No ano passado, mesmo sem leilões, o setor cresceu 23% em investimentos, gerando 30 mil postos de trabalho e tornando o Brasil o 5º país que mais investiu em eólica. “Temos R$ 20 bilhões para investir em eólica neste ano se tiver leilões. Não estamos pedindo ao governo, estamos oferecendo uma carta de investimentos em energia limpa, renovável, competitiva e que traz desenvolvimento”, destacou.

Fonte: Cláudio Oliveira | Novo Jornal

Foto: Alex Régis

Eólicas são liberadas para operação comercial no Rio Grande do Norte

Usinas Carnaúbas e Santo Cristo também foram autorizadas no estado

A usina eólica Reduto recebeu autorização para operação comercial das unidades geradoras UG1 a UG9, de 3 MW, totalizando 27 MW de capacidade instalada, a partir de 17 de junho de 2017, segundo despacho publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica na última segunda-feira, dia 19.

A usina fica localizada no município de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte. No mesmo município, a usina eólica Carnaúbas também obteve autorização para operar comercialmente as unidades geradoras UG1 a UG9, de 3 MW, totalizando 27 MW de capacidade instalada. Outra usina a receber autorização comercial foi a Eólica Santo Cristo, que vai operar as unidades geradoras UG1 a UG9, de 3 MW, totalizando 27 MW de capacidade. O empreendimento está localizado no município de Touros, também no Rio Grande do Norte.

Fonte: SEERN Press

Ao final de abril deste ano, havia 414 usinas eólicas em operação comercial no país, a maioria no RN

Geração eólica aumenta 39% no Rio Grande do Norte

A produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN) ao longo dos primeiros quatro meses deste ano foi 30% superior à geração no mesmo período do ano passado, no Brasil. No Rio Grande do Norte, que mantém a liderança entre os estados do país, o avanço foi de 39% no período. Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e foram divulgados ontem. Nacionalmente, as usinas movidas pela força dos ventos produziram 3.286 MW médios entre janeiro e abril, frente aos 2.532 MW médios gerados em 2016.

Com essa expansão, a representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do sistema alcançou 5,1%. Já a fonte hidráulica, incluindo grandes usinas e as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) foi responsável por 79,4% do total, enquanto as usinas térmicas responderam por 15,4% da geração no País.

Ao final de abril deste ano, havia 414 usinas eólicas em operação comercial no Brasil, que somavam 10.517 MW de capacidade instalada, o que corresponde a uma expansão de 17,6% frente às 352 unidades geradoras existentes no mesmo mês do ano passado.

Na avaliação por estados, o Rio Grande do Norte permanece como maior produtor do País, com 1.087,6 MW médios em 2017, aumento de 39% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 678 MW médios (+30%), o Rio Grande do Sul, que produziu 533 MW médios (+9%), e o Ceará, com 465 MW médios (+12%).

O Rio Grande do Norte também figura com a maior capacidade instalada, somando 3.209 MW, aumento de 19% em relação ao ano anterior. O Ceará – apenas quarto colocado em geração – aparece em segundo lugar, com 1.960 MW instalados (+21%). A Bahia se manteve com 1.750 MW e o Rio Grande do Sul registra 1.682 MW (+11%).

Fonte: Tribuna do Norte e Agência Estado