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Horizonte para leilões em diferentes áreas de energia é favorável em 2018

O mercado vislumbra um cenário positivo para os leilões de energia – incluindo geração e transmissão, além de petróleo e gás – neste ano, após o êxito das rodadas promovidas pelo governo em 2017.

De acordo com o especialista em energia Juarez Fontana, os recentes leilões sinalizam um horizonte extremamente favorável para os diferentes segmentos de energia no Brasil no curto e médio prazo.

“Principalmente na camada pré-sal, 2018 vai ser um ano brilhante para o setor no País”, avalia o consultor.

Com a retração econômica entre 2015 e 2016, houve uma paralisação dos leilões de energia elétrica por quase um ano e meio no Brasil, que só foram retomados em dezembro do ano passado. Porém, com um ambiente econômico mais favorável, a atratividade desses certames pode ser medida pelos altos deságios obtidos.

No leilão A-6, por exemplo, o preço médio final das negociações ficou em R$ 189,45 por megawatt-hora (MWh), com deságio de 38,7%, incluindo térmicas e Pequenas Centrais Hidrelétricas. Apenas para a contratação de energia eólica o deságio atingiu 64,2%, representando um preço de médio de cerca de R$ 98,62 MWh.

Já no leilão A-4, o deságio médio geral ficou em 54,6% (R$ 144,51 por MWh), enquanto para os projetos fotovoltáicos o desconto chegou a 57%, para R$ 98,62 MWh.

“Foi a primeira vez que vendemos energia a um custo abaixo da térmica a biomassa e da hidráulica”, comemora o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia. A redução dos preços das ofertas foi resultado da grande quantidade de projetos represados desde meados de 2015, e pela agressividade dos concorrentes nos lances.

“As vencedoras foram empresas consolidadas e com acesso a financiamento direto”, destacou o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) e do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN), Jean-Paul Prates. Segundo ele, ainda existem muitos projetos habilitados que deverão ser arrematados nos leilões previstos para 2018. “O cenário é bastante favorável para este ano”, acrescenta.

Petróleo e gás

O ano de 2017 também foi altamente movimentado no setor de óleo e gás, que contou com licitações em terra e águas profundas – 14ª rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – e as 2ª e 3ª rodadas sob o regime de partilha na camada pré-sal.

“As majors globais estão em busca de reservas para exploração e produção abundantes já descobertas e o Brasil é o único país do mundo com esse perfil”, analisa Fontana.

Só a 14ª rodada de licitações teve o maior bônus total de assinatura da história, de aproximadamente R$ 3,8 bilhões, além de um ágio de 1.556,05%. “Daqui a alguns anos, o mercado global de óleo e gás vai ter uma mudança radical, com uma demanda cada vez menor por combustíveis fósseis. Neste cenário, a busca por investimentos de curto prazo em petróleo vai aumentar e o Brasil vai ser protagonista no mundo”, diz o analista.

Ele acrescenta que a Petrobras ainda terá uma longa jornada de atuação sem precisar abrir mão de nenhum ativo estratégico, enquanto concorrentes globais poderão elevar o seu market share interno. “As majors devem vir neste ano com muito apetite pelos ativos brasileiros, o que deve trazer bons resultados para os leilões”, destaca Fontana.

Fonte: Jornal DCi | Rodrigo Petry

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Aneel e empreendedores assinam contratos de concessão de linhas de transmissão

Foram assinados na última sexta-feira, 11 de agosto, na sede da Aneel, em Brasília, os contratos de concessão referentes ao Leilão de Transmissão nº 05/2016, realizado pela Agência em 24 de abril, na B3, em São Paulo. Foram arrematados empreendimentos com 7.068,6 km de linhas de transmissão e 13,1 mil mega-volt-amperes (MVA) de potência de subestações que contribuirão para a expansão e a confiabilidade do sistema de transmissão de energia elétrica no Brasil.

Participaram do evento representantes dos vencedores do certame e, pela Agência, o diretor-geral Romeu Donizete Rufino; o diretor André Pepitone da Nóbrega, relator do leilão; o superintendente de Concessões, Permissões e Autorizações de Transmissão e Distribuição da Agência, Ivo Sechi Nazareno; e o presidente da Comissão Especial de Licitações da Aneel Romário Batista.

Na abertura da reunião, o diretor-geral destacou os avanços e aperfeiçoamentos que a Aneel tem assimilado a cada leilão. Ao ressaltar a importância de que os prazos contratados sejam cumpridos pelos empreendedores, Rufino afirmou que a gestão e o acompanhamento dos contratos contribuem para identificar e conhecer a realidade de cada empreendimento e, com isso, mitigar eventuais atrasos.

Segundo o diretor André Pepitone, os resultados do leilão estão alinhados e contribuem com a retomada do crescimento do país, tanto pelos valores envolvidos quanto pela geração de empregos diretos. Pepitone ressaltou que os esforços realizados pela Aneel, em seus 20 anos de existência, proporcionaram bastantes avanços na regulamentação, na atração de investimentos e na qualidade dos serviços.

Foram arrematados 31 lotes, com empreendimentos localizados nos seguintes estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Os investimentos totais dos empreendimentos contratados estão estimados em mais de R$ 12,7 bilhões e o prazo das obras varia de 36 a 60 meses a partir da assinatura dos contratos, com geração de cerca de 28 mil empregos diretos.

O leilão apresentou deságio médio de 36,47% ao preço inicial ofertado. O que significa que a receita dos empreendedores para exploração dos investimentos ficará menor que o previsto inicialmente, contribuindo para modicidade tarifária. O resultado do certame representa uma economia, em 30 anos, de R$ 24,2 bilhões para os consumidores.

Fonte: Canal Energia

Foto: Ministério de Minas e Energia

Lote do RN é arrematado em leilão de transmissão da Aneel

O nono lote colocado em disputa no leilão de transmissão que acontece nesta segunda-feira, 24 de abril, ficou com RC Administração e Participação, que apresentou uma oferta de R$ 11,471 milhões, deságio de 31,75% sobre a RAP máxima estabelecida pelo empreendimento.

Os empreendimentos visam a expansão do sistema de transmissão associado ao eixo de 138 kV entre Açu II e Campina Grande II, nos municípios de Currais Novos e Lagoa Nova no Rio Grande do Norte.

Fonte: CERNE Press com informações da Aneel

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BNDES divulga condições de apoio à transmissão

O BNDES aprovou na quarta-feira, 12 de abril, as condições de financiamento para os leilões de energia elétrica em 2017. A participação máxima do BNDES será de até 80% de todos os itens financiáveis do projeto, que terá que contar com pelo menos 20% de aporte de recursos próprios do empreendedor. O próximo leilão de transmissão está marcado para 24/4 e ofertará o equivalente a R$ 13,1 bilhões em investimentos.

O financiamento será taxado pelo IPCA. O projeto poderá contar com recursos atrelados à TJLP para aquisição de máquinas e equipamentos, na qual a participação máxima do banco será de até 60% dos itens financiáveis. O BNDES também poderá subscrever até 100% da emissão de debêntures de infraestrutura realizada pelo concessionário, conforme a necessidade de captação de recursos do projeto.

Fonte: Brasil Energia | Marco Sandenberg

Foto:exame.abril.com.br

Chesf colocou em operação comercial transformador na subestação Mossoró II

Com um investimento direto em torno de R$ 10 milhões, a Chesf colocou em operação comercial na semana passada, o quarto transformador abaixador com tensão de 230 KV para 69 KV, com potência de 100 MVA, na subestação Mossoró II, situada no interior do Estado do Rio Grande do Norte. Foram gerados mais de 200 empregos na etapa de implantação.

O empreendimento tem como objetivo evitar cortes de cargas na região, por ocasião de contingência em um dos transformadores 230/69 KV instalados nessa subestação. Esse reforço beneficiará o atendimento às cargas da Cosern derivadas da subestação Mossoró II, em particular as polarizadas pelas subestação Almino Afonso, Apodi, Baraúnas, Barrocas, Canto do Amara, Dix-Sep Rosado, Grossos, Maísa, Mossoró, além de proporcionar uma melhor distribuição da geração eólica conectada nessa subestação.

A população beneficiada é superior a 370 mi, atingindo uma área de 4,8 mil km2, com PIB maior que R$ 7 bilhões. A empresa contará com um reforço de R$ 1,3 milhão de acréscimo de receita em seus cofres, devido a essa entrada em operação comercial.

Fonte: Da Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção

Foto: pensargrandeilheus.blogspot.com

Leilão de transmissão viabiliza R$ 6,9 bilhões em investimentos no Brasil

O Leilão de Transmissão Nº 13/2015, realizado nesta quarta-feira, 13 de abril, viabilizou R$ 6,9 bilhões em novos investimentos em linhas e subestações de transmissão. O montante representou 56% dos R$ 12,2 bilhões previstos pela agência. Dos 24 lotes ofertados, 14 receberam propostas. O deságio médio final do certame ficou em 2,96% em relação a Receita Anual Permitia máxima oferecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

Em geral, os lotes foram arrematados por empresas de menor porte e com pouca tradição nos leilões de transmissão da Aneel. Segundo o diretor da agência José Jurhosa, a estruturação dos lotes foi o que permitiu a entrada de novos agentes. Ele garantiu que a Aneel está atenta a esses novos players para que as obras sejam efetivamente construídas. “Estamos fazendo de tudo para nos cercar de informações sobre as empresas” , declarou.

Para ele, em contexto de crise econômica e política no país, o leilão terminou bem-sucedido. Os lotes que não tiveram interessados serão objeto de uma nova avaliação técnica pela Aneel e serão levados a licitação em julho. Jurhosa descartou qualquer elevação da RAP.

Felipe Fedalto, diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios do GeoGroup, parabenizou o trabalho feito pela Aneel, pois a redução do tamanho dos projetos permitiu que a empresa participasse e arrematasse o lote X com um deságio de 11,36% sobre a RAP máxima. “A existência de lotes em menor proporção permitiu que epecistas, especialistas em linhas de transmissão e subestações como nós, participassem também como concessionário. É caminho certo a ser seguido, e certamente vão ter novas empresas médias como nós participando, trazendo competitividade ao leilão”, avaliou.

Além de gigantes como a State Grid, Alupar, Taesa e o Fundo Pátria Investimentos, venceram empresas como Zopone Engenharia e Comércio, MPE Engenharia e Serviços, WPR Participações (do grupo WTorre) e GeoGroup.

Em nota, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga disse que o resultado “foi bom”, pois demonstra que o interesse dos investidores no setor elétrico também é verificado no segmento de linhas de transmissão.

As linhas leiloadas levarão investimentos e empregos para 12 Estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. De acordo com dados da Aneel, a construção dessas linhas vai gerar quase 17 mil empregos diretos.

Para o Diretor Setorial de Engenharia e Infraestrutura Elétrica do CERNE, engenheiro Milton Pinto, apesar de ter sido um grande leilão, onde foram leiloados 6500 km de linhas de transmissão, apenas 14 dos 24 lotes foram contratados, somando um total de 3.402 Km. O Rio Grande do Norte foi felizmente contemplado pelo Lote I, com 10 km de uma linha de transmissão, situada entre as subestações de João Câmara II e João Câmara III.

Fonte: Wagner Freire – Agência CanalEnergia, com informações do CERNE Press