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Voltalia tem 560 MW para leilões de dezembro

Companhia participa com eólicas e solares e pode diversificar localização, com restrições no Rio Grande do Norte

A Voltalia cadastrou 560 MW de capacidade para os leilões A-4 e A-6 que serão realizados em dezembro. A companhia espera grande competitividade nas concorrências, e uma demanda maior para o A-6, que contratará energia a partir de 2023. “Acreditamos que temos projetos competitivos para ganhar os PPAs”, comenta o diretor geral da companhia no Brasil, Robert Klein. Ele cita desenvolvimento de potencial solar em parques já operacionais da companhia, por exemplo, que podem ter custos com a conexão reduzidos. A empresa tem cerca de 2 GW em desenvolvimento no país, em estados como Piauí, Bahia e Amapá, além do Rio Grande do Norte, onde concentra toda sua capacidade eólica em operação, que soma 430 MW.

A companhia, inclusive, inaugurou o seu maior complexo eólico, São Miguel do Gostoso, em município de mesmo nome no Rio Grande do Norte, com 108 MW, nesta quinta-feira (19/10). Em 2017, a Voltalia concluiu a construção de todos os projetos que negociou em leilões nos últimos anos, em um ciclo de investimentos que soma R$ 2,5 bilhões para entregar 430 MW de capacidade eólica. Todos os projetos estão instalados em território potiguar – alguns em parceria com outras empresas, como a Copel, que tem uma participação de 49% no complexo inaugurado hoje.

A companhia se prepara agora para um novo ciclo de investimentos a partir dos leilões de dezembro.

A expansão poderá ser com a fonte solar, com a qual a empresa vem ganhando esperiência. No ano passado, a Voltalia adquiriu a Martifer Solar, empresa portuguesa que tem experiência no desenvolvimento e construção de usinas fotovoltaicas. Além disso, desenvolve no sistema isolado de Oiapoque uma usina de 4 MW, junto com uma PCH de 7,5 MW, que substituirão térmica a diesel para atender a região.

Transmissão no RN

“O Rio Grande do Norte tem uma oportunidade única de aproveitar esse momento (de incentivo as fontes renováveis após o Acordo de Paris). Recebeu um grande volume de investimentos na fonte eólica, mas isso pode mudar rápido, outros estados estão chegando. A capacidade restrita pode limitar e atrasar a instalacao nesse estado. Não podemos parar”, disse o executivo. A companhia adotou a estratégia de desenvolvimento em cluster, construindo complexos próximos uns dos outros, de forma que os investimentos em conexão dos parques pudesse ser mais eficiente. Por este motivo, concentrou sua atuação no Rio Grande Norte.

O complexo inaugurado nesta quinta-feira conta com 36 aerogeradores, de 3 MW cada, todos fornecidos pela Acciona, principal fornecedora dos parques da Voltalia- a Companhia também adquiriu turbinas da Gamesa, para o parque Vila Acre I, de 27,3 MW. São Miguel do Gostoso estava apto a operar desde junho de 2015, mas aguardava a conclusão da subestação de Touros, de responsabilidade da Chesf, o que só ocorreu neste ano.

Como foi contratado no A-3 de 2011, o complexo chegou a ser remunerado, pois o risco da transmissão ainda não era do empreendedor.
O projeto é capaz de abastecer aproximadamente 270 mil famílias, além de reduzir a emissão de CO2 em até 205.042 toneladas por ano.

Enquanto a reportagem da Brasil Energia vistava o complexo, as máquinas operavam com 82% de fator de capacidade, mesmo com duas delas paradas para manutenção.

Fonte: Lívia Neves | Brasil Energia

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